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Planejamento sucessório parte 1

A segunda forma partilha-testamento está prevista no art. 2.014 do Código Civil Brasileiro e se trata de partilhar os bens por "ato de última vontade"

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O tema do planejamento sucessório ganhou força nos últimos anos, em decorrência de diversos acontecimentos que nos levaram a pensar sobre a morte.

Para o Direito, a morte traz diversas implicações, sendo a principal delas, certamente, a tratativa a respeito da destinação dos bens conquistados em vida.

Afinal, por meio de diversas expressões populares, muito se diz que quem falece não leva consigo os bens materiais, e sobre eles comumente se instauram alguns conflitos.

O Direito Civil nunca se eximiu de oferecer uma alternativa a quem pretendesse antecipar a destinação de seus bens, sendo o testamento, por exemplo, um instituto tradicional e – ao menos teoricamente – conhecido.

Ocorre que poucas pessoas, apesar de ouvirem falar sobre o tema, de fato separam um tempo de sua vida para pensar e pesquisar sobre o assunto.

Isso se deve, em parte, à falsa percepção de que a tratativa sucessória é exclusiva ou importante apenas para quem detém muitos bens e de alto valor (o que não é verdade) e, em parte, pela falta de conhecimento a respeito dos meios corretos de se tratar o tema.

É importante destacar que o Direito estabelece regras limitadoras com as quais se deve lidar, sendo as duas mais importantes o regime de bens do casamento (ou a existência de união estável, registrada ou não) e a chamada “legítima”, quota dos bens que tem destinatários certos (descendentes, ascendentes e cônjuge, havendo divergências a respeito do companheiro).

Eis, portanto, a primeira importância de se pesquisar sobre o tema e contar com o auxílio de um profissional: atentar-se às regras que não podem ser ultrapassadas ou ignoradas.

Já quanto a essas regras basilares um planejamento sucessório tem lugar, sendo o caso, por exemplo, da possibilidade de alteração do regime de bens, expressamente permitida pela lei (art. 1.639, § 2º, do Código Civil Brasileiro).

Como outras formas de se planejar financeiramente para a morte, tem-se a partilha em vida (partilha-doação e partilha-testamento), seguros de vida e previdência privada, a holding familiar, entre outros. Este artigo tratará brevemente da primeira.

A partilha em vida (art. 2.018 do Código Civil Brasileiro), conforme já mencionado, deve observar a “legítima” – quota-parte protegida pela lei em benefício dos herdeiros necessários – e, feita de forma integral, pode até mesmo dispensar um processo de inventário, caso o falecido não constitua bens após esse momento.

Há duas formas de concretizá-la: partilha-doação e partilha-testamento. 

Na primeira, o titular dos bens renuncia (sem condição) ao domínio de todos os seus bens, mediante a aceitação de todos os herdeiros e de forma irrevogável. Não se trata, simplesmente, de uma mera doação, que pode ser parcial, condicional e é revogável.

Evidentemente, o titular de qualquer bem pode doá-lo segundo as regras que regem a doação, mas a partilha é mais do que meramente transferir, é distribuir, razão pela qual é integral.

Aqui, dois pontos merecem destaque. O primeiro é que, se o titular adquirir novos bens após a partilha, haverá inventário, que terá como acervo tão somente estes conquistados no momento posterior, devendo ser respeitadas as regras do instituto.

O segundo é que, se a partilha em vida desrespeitar a “legítima”, o prejudicado deverá ingressar com ação no intuito de anulá-la integralmente, como tem entendido a jurisprudência.

A segunda forma – partilha-testamento – está prevista no art. 2.014 do Código Civil Brasileiro e se trata de partilhar os bens por “ato de última vontade”.

As principais diferenças em relação à primeira hipótese são o momento da eficácia da repartição, que se dá somente após o falecimento, e a possibilidade de revogação mediante novo testamento.

Em verdade, trata-se de um ato que une características de doação e de partilha. Procedimentalmente, diferencia-se pela necessidade de se realizar inventário. 

É importante mencionar que, em que pese sejam formas diferentes de se alcançar um mesmo objetivo, há diferença de alíquotas no Imposto Sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), imposto incidente sobre ambas as formas de partilha, e a escolha correta pode representar uma economia de 50% no pagamento do tributo.

Por fim, reitera-se que há outras diversas formas de planejamento sucessório, sendo pertinente e prudente que o interessado no assunto procure um especialista para analisar seu caso e identificar a melhor opção, sempre observando as prescrições e limitações legais.

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CLAÚDIO HUMBERTO

"Eu jamais falei em substituir o Pix"

Eduardo Bolsonaro nega fake news e lembra que a ferramenta foi criada na gestão do pai

06/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Ativista do terrorista Hamas foi recebido no Planalto

A resistência de Lula e petistas em reconhecer como terroristas grupos que boa parte do mundo declara como tal é antiga. Até hoje, por exemplo, Lula e cia. não reconhecem como terrorista o Hamas, com registros de decapitações e violência sexual. Militante do grupo, Sayid Tenório foi recebido no Palácio do Planalto por Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, à época nas Relações Institucionais de Lula. Sem constrangimento, há até foto do sujeito com a ex-presidente Dilma.

De estimação

Lula é reincidente. Chamou traficante de “vítima dos usuários” e, no caso PCC/CV, declarou estar “muito triste” pela classificação como terroristas.

Força a barra

Para Randolfe Rodrigues (AP), outro petista, atos terroristas são como a quebradeira registrada em Brasília (DF), em dezembro de 2022.

Deu no que deu

Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder de Lula na Câmara, também viu como “terrorismo” Carla Zambelli empunhar arma contra homem, hoje preso.

Velhinhas terroristas

Gleisi Hoffmann (PT-PR) também já chamou os manifestantes do 8 de janeiro, que nem armas tinham, de terroristas. Já o Hamas e o PCC...

Soltura de mãe criminosa gera indignação, até nojo

Gerou onda de indignação a decisão lacradora da juíza que deu “perdão judicial” à mãe omissa do garoto de 4 anos espancado até a morte pelo padrasto. A juíza citou “perseguição implacável” e “desproporcional” contra a criminosa, e viu a revolta pelo crime “claramente discriminatória de gênero” e “influenciada pela cultura patriarcal”. A sentença provocou nojo no procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro e fez o pai de Henry, Leniel Borel, concluir: é “a terceira morte” do filho. O MP recorrerá.

Ativismo judicial

Rocha Monteiro combate o crime no Rio de Janeiro há 40 anos e nunca viu nada parecido: “É a justiça transformada em militância identitária.”

Inversão de valores

O assassino tomou 43 anos, o que lhe dá o direito a recurso, e a mãe cúmplice, que foi ao salão após o enterro, é “vítima da cultura patriarcal”.

Alô, CNJ

Revoltaram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) alegações de gênero para perdoar ré condenada por omissão no assassinato do próprio filho.

Esse INSS...

Após o governo Lula restabelecer o “dinheiroduto” para a petista Contag, acusada na CPMI do INSS de tomar R$3,4 bilhões de aposentados, pela primeira vez não foram pagos os proventos previstos para o dia 2.

E precisa?

Carlos Jordy (PL-RJ) criticou a autorização para que a AGU faça a defesa de Alexandre de Moraes em processo nos EUA, “Moraes é casado com a advogada mais bem paga da história”, lembra o deputado.

Janja rejeitada

Não que precisasse de pesquisa, mas o PoderData fez o levantamento sobre a participação da primeira-dama Janja no governo do maridão Lula. O resultado: 52% dos entrevistados reprovam.

Lula teme a Europa

Lula reclama de Trump “malvadão”, mas se cala diante das desfeitas da União Europeia, que agora excluiu o Brasil da lista de importações autorizadas de proteína animal. O pretexto é o uso de antimicrobianos.

Vai sair do papel?

Carlos Portinho (PL-RJ) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) cobraram de Hugo Motta (Rep-PB), presidente da Câmara, a votação do projeto que barra decisões monocráticas do STF: “Cadê o projeto? Bota pra votar!”.

Sempre ele

A ‘Economist’ publicou pesquisa, esta semana, que aponta queda na confiança do eleitorado brasileiro nas urnas eletrônicas. Para variar, a revista culpa Jair Bolsonaro, que está fora do cargo há quase quatro anos e barrado de usar as redes ou dar entrevistas há mais de um ano.

Missão: taxar

Pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão) acusa Lula de enxergar o Pix como futura fonte de “taxação”. Para ele, o brasileiro tem motivos para estar preocupado.

Mentira soberana

O deputado Bibo Nunes (PL-RS) classifica o uso de Lula da “soberania” como “uma cortina de fumaça do desgoverno para esconder sua incompetência no combate ao crime e na segurança pública”.

Pergunta no dicionário

‘Terror’ é relativo?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

O poder engorda?

Ministro do Trabalho e da Previdência no governo João Goulart, Almino Afonso estava no cargo há apenas dois meses, mas já havia engordado. Ao encontrá-lo na Câmara, o deputado José Maria Alkmin não perdoou: “Almino, pelo jeito o poder engorda mesmo. É só dar uma olhada em você”, afirmou. “A tese é pelo menos discutível”, respondeu Almino, irritado. “Por quê?”, perguntou. “Você sempre esteve no poder ou perto dele e, mesmo assim, continua magro como um palito…”

CLAÚDIO HUMBERTO

"Lula, o dinossauro comunista"

Deputado Mario Frias (PL-SP) sobre Lula (PT) hostilizar os Estados Unidos

05/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula ignora Congresso em agendas reservadas

Os registros da agenda oficial do presidente Lula comprovam a queixa de parlamentares de que “o Lula do Velho Testamento já não existe mais”. O petista não teve despachos privados com deputados ou senadores, este ano, que já está na metade. Nem mesmo líderes de bancada ou as lideranças do governo na Câmara, Senado e Congresso Nacional, ninguém. Encontros, se houve, só fora da agenda, como as conversas do petista com o enroladíssimo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

E só!

Ano passado, Lula já demonstrava o desprezo, sobretudo com a Câmara. Só recebeu um parlamentar, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Foi azedando

O tempo mostra que a relação entre Lula e o Congresso só minguou. Em 2024, foram 10 encontros reservados com deputados e senadores.

Clima de oba-oba

No primeiro ano de Lula, o petista recebeu deputados por 17 vezes. Senadores tiveram oito audiências com Lula ao longo de 2023.

Diga que não estou

Este ano, Lula também não recebeu prefeitos ou ministros do judiciário. Governadores, só quatro reuniões e todas no mês de abril.

Lei da ‘reciprocidade’ foi criada para não funcionar

A “Lei da Reciprocidade”, criada por iniciativa do governo Lula (PT) com o propósito de “dar resposta” à primeira rodada de tarifas impostas em 2025 pelo governo Donaldo Trump, prevê muita enrolação antes de produzir consequências. Como um comitê de quatro ministros (Comércio, Casa Civil, Fazenda e Relações Exteriores) para avaliar a taxação, depois discutir contramedidas a serem submetidas a cada ministério e ao Camex, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior.

Muitos avisos

O Itamaraty é responsável por notificar o parceiro comercial “afetado pelas contramedidas” em cada fase do processo de discussão e análise.

Muitas consultas

A lei prevê também “consultas diplomáticas” do Itamaraty “com vistas a mitigar ou anular os efeitos” das tarifas e das contramedidas.

Muita conversa

Caso o Camex ache relevante, poderão ainda ser realizadas consultas públicas adicionais antes de implantar qualquer contramedida.

Só para lembrar

Lula bate bumbo para dizer que reduziu de 3,1 milhões para 2,2 milhões a fila do INSS, mas nada fala sobre o número em dezembro de 2022, último ano da gestão Bolsonaro, a fila era a metade: 1,09 milhão.

Dedo-duro

Foi de 10 dias o prazo entre a recusa da Polícia Federal e a nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do enrolado Banco Master.

Quem foi

Ronaldo Caiado diz que, além de “desenrolar” endividados, é preciso saber quem enrolou. O pré-candidato à presidência pelo PSD aponta como responsável o “populismo de última hora” da gestão petista.

Se liga

Marcel van Hattem (Novo-RS) alerta para a retomada do convênio entre o INSS e a Contag, ligada a petista e investigada na gatunagem contra o instituto, “malandro não para, dá um tempo”, avisa o deputado.

Dress code

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin passou o pito em um advogado que não estava trajado de acordo com a orientação do comando da Corte. O defensor estava sem a beca.

Falastrão

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) lembrou que Lula adorou soltar por aí a tal “química” com Donald Trump e cobrou que o petista coloque em prática a bravata e negocie o fim do tarifaço.

Lá vem trolha

Apesar da promessa de “foco” na indicação do ministro do STJ Benedito Gonçalves como corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Davi Alcolumbre avisou que “logicamente haverá votação de outras matérias”.

Faz sucesso

Já passou de 6 mil assinaturas a ideia legislativa (sugestão popular) no site e-Cidadania (Senado) de limitar cargos comissionados em 5% do total de servidores efetivos de cada órgão público em todos os Poderes. Precisa de 20 mil assinaturas, até o dia 9/jun, para virar projeto de lei.

Pergunta no Planalto

Lula ignora o Congresso, ou o Congresso é que não está nem aí para Lula?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

O sociólogo e o operário

Na campanha de 1978, o MDB de São Paulo lançou ao Senado um professor e sociólogo, que começou distribuindo panfletos na porta da Volkswagen. Era uma chatíssima carta de compromissos, solenemente desprezada pelos operários. Fominha, ele mandou recolher os papéis no chão, para reaproveitá-los. Mas um sindicalista passava por ali, e, gentil, subiu no carro de som de Fernando Henrique Cardoso e, ao microfone, pediu aos companheiros atenção aos panfletos. Deu certo. O sindicalista que quebrou o galho do sociólogo era Luiz Inácio da Silva, o Lula.

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