Política

sessão

Deputados reconhecem exercícios físicos como atividade essencial, projeto segue para sanção do governo

Se aprovado pelo governador, as práticas poderão ser realizados em tempos de calamidade

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Projeto de Lei 69/2021, que reconhece a prática da atividade física e o exercício físico como essenciais à população do Estado, foi aprovado em segunda votação e redação final, pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

De acordo com o texto, de autoria do deputado Herculano Borges (Solidariedade), as práticas poderão ser realizados em espaços públicos pelos estabelecimentos responsáveis.

"Em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas ou catástrofes naturais, desde que observadas as medidas de biossegurança". 

“A prática periódica de atividades físicas e exercícios físicos ao ar livre, respeitadas as recomendações sanitárias, de higiene e convívio social pelas autoridades, são estimuladas tanto pela Organização Mundial da Saúde [OMS] como pelo Ministério da Saúde", diz a justificativa do projeto.

Também foi aprovado em única discussão o Projeto de Decreto Legislativo 24/2021, de autoria da Mesa Diretora, que prorroga até 30 de junho deste ano o estado de calamidade pública no município de Deodápolis.

Em segunda discussão, o Projeto de Lei 202/2020, do deputado Lucas de Lima (Solidariedade), institui a Semana Estadual do Lixo Zero no Calendário Oficial de Eventos do Estado, a ser realizada anualmente na última semana do mês de outubro.

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Outros projetos

Quatro matérias foram aprovadas em primeira discussão. O Projeto de Lei 218/2020, do deputado Marçal Filho (PSDB), institui a Política Estadual de Atenção à Saúde Mental das Vítimas da Covid-19.

O Projeto de Lei 51/2021, do deputado Antônio Vaz (Republicanos), dispõe sobre a igualdade de premiações nas competições esportivas e paraesportivas realizadas com recursos públicos de Mato Grosso do Sul.

De autoria do deputado Renato Câmara (MDB), o Projeto de Lei 76/2021 cria o Dia Estadual de Conscientização e Proteção ao Ciclista. E, por fim, o Projeto de Lei 79/2021, também de Câmara, institui o Dia Estadual do Empreendedorismo Feminino.

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rio de janeiro

Moraes revoga medidas cautelares contra pré-candidato preso com fuzil

Agora, o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella (União Brasil) pode participar da convenção que pode escolher seu nome para disputa ao Senado

25/07/2026 07h21

Márcio Canella havia sido preso em meio a investigação sobre esquema de lavagem de dinheiro em postos

Márcio Canella havia sido preso em meio a investigação sobre esquema de lavagem de dinheiro em postos

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a revogação de todas as medidas cautelares impostas ao ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella (União Brasil), preso em flagrante no último dia 7 de julho durante uma operação da Polícia Federal. Com a decisão, o político deixa de usar tornozeleira eletrônica, recupera o passaporte e fica desobrigado das demais restrições fixadas após a prisão.

A decisão foi proferida nessa quinta-feira, 23, às vésperas das convenções partidárias que vão definir as candidaturas ao governo do Rio de Janeiro. Após a decisão do STF, Canella publicou uma mensagem nas redes sociais em que atribuiu a revogação das medidas à sua fé. Antes de ser preso, ele diz ser pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro

"A minha confiança está em Deus, que nunca falha e sempre cuida de nós. Ele me conhece, conhece meu coração, conhece o meu trabalho, sabe tudo o que eu fiz na vida pública para melhorar a vida das pessoas em defesa do cidadão de bem", escreveu.

O ex-prefeito foi alvo da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um grupo suspeito de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar recursos provenientes do crime organizado.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes encontraram um fuzil de uso restrito da Polícia Militar do Rio de Janeiro em um veículo utilizado por Canella. A arma, segundo a investigação, pertencia ao policial Alexandre Paixão da Silva Júnior, responsável pela segurança do ex-prefeito, que também acabou preso.

Além do armamento localizado no carro, a Polícia Federal apreendeu em imóveis ligados a Canella dois revólveres, uma pistola, 13 carregadores, munições e relógios de alto valor.

As investigações são baseadas, entre outros elementos, em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta movimentações de aproximadamente R$ 7,6 bilhões pelo grupo investigado ao longo dos últimos seis anos.

Justiça

Ministro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentenças

Buzzi também é alvo de uma acusação de assédio sexual

24/07/2026 22h00

Ministro Marco Buzzi

Ministro Marco Buzzi Sergio Amaral/STJ

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O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi no inquérito que investiga venda de sentenças.Ministro Marco BuzziMinistro Marco Buzzi

A decisão foi tomada pelo ministro relator, Cristiano Zanin. O caso faz parte das investigações da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sisamnes.

A investigação tramita em segredo de Justiça, e os indícios que pesam contra Buzzi não foram divulgados.

A Operação Sisamnes teve início após a PF apurar que servidores de gabinetes do STJ exploraram indevidamente o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e venderam as informações a terceiros.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio.

No decorrer das investigações, a PF identificou suspeitas contra Marco Buzzi, que já está afastado das funções por uma acusação de assédio sexual.

O ministro está sendo investigado por tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. 

O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.

Em nota, a defesa de Buzzi declarou que o ministro não tem conhecimento sobre a investigação de venda de sentenças e ressaltou que Buzzi é proibido legalmente de julgar processos de familiares.

"A defesa esclarece que o ministro Marco Buzzi não tem nenhuma relação com atividades profissionais de seus familiares, ao contrário, é legalmente impedido de julgar casos que seus familiares tenham atuação. Também afirma não ter conhecimento da investigação e nem sequer de que ele seja investigado", afirmou a defesa.

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