Política

governo federal

Congresso fecha acordo por PEC desidratada, com 1 ano de duração

Pelo arranjo, a PEC manterá o seu valor, mas terá duração de um ano; a proposta inicial teria dois anos

Continue lendo...

Parlamentares entraram em acordo com a equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para aprovar uma PEC da Gastança desidratada, com um ano de duração e a redistribuição das emendas de relator, dispositivo que foi derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Pelo arranjo, a PEC manterá o seu valor, mas terá duração de um ano – a proposta inicial teria dois anos. Também entrará no texto a decisão que os R$ 19,5 bilhões do Orçamento que eram designados para as emendas de relator serão divididos em outras duas emendas, as individuais e as de controle do governo federal.

"Metade será transformada em emendas individuais, impositivas, e a outra metade em RP2, programação normal do governo federal, que naturalmente vai colocar nos diversos ministérios, da conveniência do futuro governo", afirmou o relator do Orçamento do próximo ano, o senador Marcelo Castro (MDB-PI).

"Vai ser por um ano [de duração], esse é o pensamento majoritário da Câmara, e vai ser retirado do texto os empréstimos internacionais", completou o deputado Claudio Cajado (PP-BA).

"Agora nós vamos consultar a bancada para ver quantos votos [tem para a PEC]", afirmou José Guimarães (PT-CE).

A duração de um ano foi confirmada ainda pelo futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele esteve presente na reunião que, nesta terça-feira (20), definiu o arranjo.

O encontro começou por volta de 11h e aconteceu na residência oficial do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com presença de lideranças parlamentares.

Com as mudanças, o texto será dividido e parte dele, as alterações feitas acerca das emendas parlamentares, precisará retornar para votação do Senado – mas segundo os parlamentares, já há acordo com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para que a proposta seja aprovada nesta semana.

Logo após o encontro, os líderes passaram a fazer ligações e enviar mensagens para os parlamentares de cada partido para anunciar o acordo e mapear quantos votos cada sigla dará à PEC.

A expectativa de deputados ouvidos pela Folha é que a votação seja rápida, com cerca de 320 votos favoráveis.

O único partido que mostrou resistência a uma parte do acordo foi o Novo. A liderança do partido é contra a possibilidade que a PEC dá ao governo eleito de substituir o teto de gastos por uma nova âncora fiscal por meio de um projeto de lei complementar.

Isso porque esse tipo de proposta precisa de 257 votos para ser aprovada, enquanto a emenda à Constituição demanda um acordo maior, com 308 votos favoráveis.

Segundo líderes ouvidos reservadamente, Haddad se comprometeu a apresentar uma nova âncora fiscal no próximo ano, e o futuro presidente da Câmara só colocará em votação se houver um amplo acordo.

Com o acordo costurado por deputados, o Senado deve votar a nova versão da PEC ainda nesta semana. Apesar de ser um texto desidratado em relação ao aprovado por senadores ainda em dezembro, o PT avalia que a PEC desata nós do Orçamento como a falta de dinheiro para investimentos públicos e retomada de programas como Minha Casa, Minha Vida.

O acordo que prevê uma divisão nos valores para emendas parlamentares depende de mudanças na PEC que também foram negociadas com a cúpula do Senado.

Política

Flávio prega eleição de senadores favoráveis ao impeachment de Moraes

Declarações foram dadas durante lançamento da pré-candidatura da filha de Magno Malta ao Senado, no Espírito Santo

18/07/2026 22h00

Flávio também repetiu promessa de criar 500 mil novas vagas em presídios se ganhar a eleição

Flávio também repetiu promessa de criar 500 mil novas vagas em presídios se ganhar a eleição

Continue Lendo...

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou neste sábado, 18, que as eleições para o Senado Federal devem resultar na escolha de nomes favoráveis ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não vou abaixar a cabeça para tirano", declarou

Ele voltou a criticar a decisão do magistrado em proibir provisoriamente visitas ao ex-presidente, Jair Bolsonaro. A decisão também torna inviável a visita do presidente argentino Javier Milei, que a defesa de Bolsonaro pediu para que ocorra no sábado, dia 25. A prisão domiciliar do ex-presidente brasileiro está mantida.

Flávio participou do lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta ao Senado Federal, no Espírito Santo. No evento, também foram oficializadas as pré-candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.

Em seu discurso, o pré-candidato à Presidência da República voltou a focar na pauta de segurança pública. Disse, por exemplo, que os Policiais Federais "voltarão" a ter autonomia e serão "valorizados" a partir de 2027. Ele também repetiu promessa de criar 500 mil novas vagas em presídios se ganhar a eleição.

Na pauta econômica, Flávio Bolsonaro falou em redução de impostos para empreendedores, segurança jurídica e também citou que haverá a redução de impostos sobre folha de pagamento de trabalhadores.
 

são paulo

Ricardo Salles chama Marina e Simone Tebet de "forasteiras"

De olho em vaga no Senado, o ex-ministro de Bolsonaro também disparou contra políticos do Centrão e até contra Eduardo Bolsonaro

18/07/2026 21h00

Com carreira política feita em no Acre e em MS, Marina Sile e Simone Tebet disputam vaga ao Senado por São Paulo

Com carreira política feita em no Acre e em MS, Marina Sile e Simone Tebet disputam vaga ao Senado por São Paulo

Continue Lendo...

O deputado federal e pré-candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles (Novo), chamou as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) de "forasteiras" e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), de "filhote" do Valdemar Costa Neto. Salles participou neste sábado, 18, do Encontro Nacional do Partido Novo, em São Paulo. O evento também teve a presença do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato do partido à Presidência da República.

O discurso de Salles incluiu críticas à esquerda, ao Centrão e até à própria direita. O deputado atacou as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, pré-candidatas de Lula (PT) ao Senado, e as chamou de "forasteiras que não sabem nada do Estado de São Paulo". Segundo eles, as duas disputam a eleição no Estado por "puro oportunismo" e "graças à esquerda que domina a região central" e à "esquerda caviar", que, segundo afirmou, é "muito grande" no Estado de São Paulo.

O ex-ministro do Meio Ambiente ainda disparou ataques contra André do Prado, pré-candidato do PL ao Senado que tem o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

"Junto com elas (Tebet e Marina) está quem? O filhote do Valdemar da Costa Neto, o pupilo do Valdemar da Costa Neto, a figura que representa pronto e acabada todos os malefícios - ausência de postura ideológica, de princípios, de valores - que o centrão representa, que é o André do Prado", discursou Salles, citando que o presidente da Alesp apoiou o então governador de São Paulo Márcio França (PSB) nas eleições de 2018 contra João Doria, à época tucano.

Salles dedicou boa parte de sua fala a atacar o Centrão, que, segundo sustenta, vem roubando o País há 40 anos, em todos os governos que passaram pelo Palácio do Planalto. "Onde o Centrão põe a mão é corrupção. E os caras estão todos aí, os donos dos partidos, que são verdadeiramente os grandes orquestradores dos esquemas de corrupção que a gente está vendo", disse Salles, para quem há uma "vorcarização da política brasileira".

O deputado federal afirmou não ter vergonha de ter integrado o governo de Jair Bolsonaro, mas criticou o apoio de parlamentares de direita do PL às eleições de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) à Câmara e ao Senado.

"De que adiantou eles ficarem de quatro para o Centrão? É o que eu digo sempre, é melhor perder de pé do que ganhar de quatro", sustentou. "A direita no PL, infelizmente, está fazendo filho na barriga dos outros. Pelo menos aqui nós podemos ter menos filhos, mas a barriga é nossa."

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).