Política

ELEIÇÕES 2022

Deputada eleita, Camila Jara é multada por espalhamento de santinho em Corumbá no dia das eleições

Juiz eleitoral disse que não havia como a então candidata ou o partido não ter conhecimento desta ação

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul multou a deputada federal eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Camila Jara, por supostamente espalhar milhares de santinhos da sua candidatura em dois pontos de Corumbá no dia 2 de outubro, data de realização do primeiro turno.

De acordo com com o relatório do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS), a denúncia foi feita pela Procuradoria Regional Eleitoral tanto contra Camila como contra a Federação Brasil da Esperança, da qual o PT faz parte.

Ainda segundo a denúncia, a atual vereadora de Campo Grande teria promovido um “derrame de santinhos” nas ruas próximas da Escola Municipal Barão do Rio Branco, onde há três Seções Eleitorais, em Corumbá.

Em uma segunda decisão também publicada pelo TRE/MS, o mesmo ato teria acontecido nas proximidades do Colégio Dom Bosco, também na cidade pantaneira. Nas proximidades da escola são 15 seções eleitorais.

Dessa forma, o juiz José Eduardo Chemin Cury, determinou que Camila e seu partido paguem uma multa de R$ 2 mil reais para cada uma das acusações, o que totaliza R$ 4 mil para cada parte.

O juiz lembra que o derrame de santinhos é uma prática vedada pela legislação eleitoral por configurar como propaganda eleitoral irregular.

O magistrado ainda ressalta que para configurar propaganda irregular não há quantidade de santinhos específica, bastando a constatação de que o fato aconteceu no local de votação ou nas ruas próximas na véspera e ou no dia da eleição.

Além disso, em relação ao consentimento de Camila quanto aos atos praticados, a Justiça Eleitoral reitera que não é preciso apresentar prova cabal de que ela sabia previamente do ato ou tivesse, no mínimo, sido coerente com o derrame das impressões.

Por outro lado, o magistrado também ressalta que não há como a então candidata ou o partido não saberem deste esparramamento de material de campanha, já que a impressão é de responsabilidade dos partidos.

Os partidos e candidatos também são responsáveis pelo cuidado e armazenamento de santinhos, panfletos e outros materiais físicos de campanha, dando, inclusive, a destinação correta após o período eleitoral.

Dessa forma, Cury entendeu que tanto a candidata quanto o partido, no mínimo, deram anuência para que o derrame fosse feito nestes dois locais de Corumbá.

Em nota, o PT disse que a assessoria jurídica recorreu da decisão e espera a decisão judicial. 

"Assim como a deputada eleita prezamos pelo cumprimento das regras e legislações eleitorais e reforçamos nosso compromisso com a verdade e com a democracia.", concluiu a nota. 

Matéria alterada às 19h16 para acréscimo de informação

ELEIÇÕES 2026

Vander escolhe vereadora e professora como suplentes na disputa pelo Senado

Composição será homologada durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, neste domingo, em Campo Grande

24/07/2026 16h20

A vereadora Maria Diogo, de Três Lagoas, e a professora da UEMS Maria José de Jesus Alves Cordeiro, a Maju, escolhidas como primeira e segunda suplentes, respectivamente, na chapa de Vander Loubet (PT) ao Senado

A vereadora Maria Diogo, de Três Lagoas, e a professora da UEMS Maria José de Jesus Alves Cordeiro, a Maju, escolhidas como primeira e segunda suplentes, respectivamente, na chapa de Vander Loubet (PT) ao Senado Montagem

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Presidente do PT em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Vander Loubet definiu as duas suplentes que irão compor sua chapa na disputa por uma das vagas ao Senado nas eleições do próximo dia 4 de outubro. 

Conforme ele confirmou ao Correio do Estado nesta sexta-feira (24), a primeira suplente será a vereadora por Três Lagoas, Maria Diogo (PT), enquanto a segunda suplência ficará com a professora universitária Maria José de Jesus Alves Cordeiro, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), mais conhecida como “Maju”.

Os nomes serão oficializados no domingo (26), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que será realizada na sede da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), em Campo Grande (MS).

Natural de Três Lagoas (MS), Maria Diogo é uma das principais lideranças petistas na região da costa leste de Mato Grosso do Sul. Ela já presidiu a Fetems e foi eleita vereadora no município nas eleições de 2024.

No Legislativo, atua principalmente em pautas ligadas à educação pública, moradia popular, regularização fundiária, agricultura familiar, fortalecimento da saúde pública e inclusão social.

A segunda suplente, a Professora Maju, é servidora da UEMS desde 1994 e tem graduação em Pedagogia, doutorado e pós-doutorado. Pesquisadora na área da educação, desenvolve estudos voltados às relações sociais e raciais, educação especial, ações afirmativas, direitos humanos, diversidade, gênero, sexualidade e inclusão, com foco na permanência de estudantes negros e indígenas no ensino superior.

A definição encerra uma série de articulações conduzidas por Vander Loubet para a composição da chapa. O primeiro convite foi feito ao produtor rural Maurício Bunlai, que recusou participar da disputa após divergências políticas envolvendo o ex-governador Zeca do PT e a pré-candidata a deputada federal Viviane Luiza.

Posteriormente, o parlamentar também convidou o vereador Carlão (PSB), que optou por não disputar as eleições deste ano. Outra possibilidade chegou a envolver a senadora Soraya Thronicke (PSB), que analisou o convite, mas decidiu permanecer na disputa pela reeleição após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Além da candidatura de Vander ao Senado, a convenção deste domingo marcará a oficialização da chapa majoritária da federação, com o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Dona Gilda como candidata a vice-governadora e Soraya Thronicke buscando um novo mandato no Senado.

O evento contará com a presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, representando o presidente Lula, além do secretário-geral nacional do PT, Henrique Fontana. Também serão homologadas as candidaturas proporcionais da federação, com nove candidatos à Câmara dos Deputados e 28 à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A direção petista chega à convenção otimista com o desempenho de Fábio Trad nas pesquisas eleitorais, nas quais aparece em segundo lugar. Nos bastidores, lideranças do partido avaliam que a campanha pode recolocar o PT na disputa pelo Governo do Estado após duas décadas fora do comando do Executivo sul-mato-grossense.
 

Campo Grande

Vereador Jamal e outros três viram réus por suposto desvio de R$ 616 mil em contrato do Samu

Decisão foi proferida pelo juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini

24/07/2026 15h30

 Dr. Jamal e Rodolfo Pinheiro Holsback

Dr. Jamal e Rodolfo Pinheiro Holsback Foto: Divulgação

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A Justiça Federal recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus o vereador Jamal Mohamed Salem (MDB), o ex-coordenador da Central Municipal de Compras e Licitação, Estevão Silva de Albuquerque, o ex-pregoeiro Mário Justiniano de Souza Filho, além do empresário e dono da HBR Medical Equipamentos Hospitalares, Rodolfo Pinheiro Holsback, por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a acusação, o prejuízo chega a R$ 616.316,66 em um contrato firmado para locação de equipamentos médicos destinados ao Samu. Os acusados responderão, em tese, pelo crime de peculato em concurso de pessoas e continuidade delitiva.

A decisão proferida nesta quinta-feira (23) é do juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, que entendeu estarem presentes indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal.  

De acordo com a denúncia do MPF, os fatos ocorreram entre 2014 e 2015, quando Jamal ocupava o cargo de secretário municipal de Saúde e ordenador de despesas da Prefeitura de Campo Grande. Também foram apontados como participantes do suposto esquema o então coordenador-geral do Samu, José Eduardo Cury, o superintendente de Gestão em Saúde Pública, Virgílio Gonçalves de Souza Júnior, e Roberto de Barros Lavarda, sócio da empresa HBR Medical Equipamentos Hospitalares Ltda. Estes, no entanto, não constam na decisão de recebimento da denúncia proferida pelo juízo.

Segundo o MPF, o grupo teria atuado de forma coordenada para direcionar o Pregão Presencial nº 262/2014, que deu origem ao Contrato nº 144/2015. A investigação sustenta que o processo licitatório foi utilizado apenas para dar aparência de legalidade a um acordo previamente firmado com a empresa HBR Medical, que teria sido beneficiada com valores superfaturados.

Ainda conforme a acusação, os orçamentos e cotações de preços teriam sido artificialmente elevados para aumentar o valor máximo aceitável da licitação. A denúncia afirma que a única empresa concorrente acabou desclassificada, permitindo a contratação da HBR Medical para a locação de seis aparelhos de ultrassom e dez conjuntos de eletrocardiogramas.

Na decisão, o magistrado afirmou que a denúncia apresenta descrição clara, cronológica e individualizada dos fatos, preenchendo os requisitos legais para a instauração da ação penal. O juiz destacou ainda que, em crimes de autoria coletiva ou de natureza predominantemente intelectual, a individualização detalhada das condutas pode ser mitigada diante da complexidade da suposta trama criminosa.

Com o recebimento da denúncia, os quatro réus deverão ser citados para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias. 

 

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