Política

ELEIÇÕES 2026

TRE-MS libera Jerson Domingos para disputar vaga na Assembleia Legislativa

Corte rejeitou pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, sendo que o juiz federal Fernando Nardon Nielsen foi o único a votar contra o registro

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) autorizou, nesta terça-feira (8), o registro da candidatura do ex-conselheiro Jerson Domingos, do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), a deputado estadual pelo União Brasil nas eleições de 2026. A Corte rejeitou o pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral.

O julgamento do processo nº 0600456-48.2026.6.12.0000 havia começado na sessão da última quinta-feira (3), quando três integrantes do Tribunal votaram pelo deferimento da candidatura. A análise foi interrompida por um pedido de vista do juiz federal Fernando Nardon Nielsen e retomada nesta terça-feira.

Nardon foi o único integrante da Corte a votar contra a candidatura. Os demais magistrados acompanharam o entendimento favorável ao registro, permitindo que Jerson permaneça na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Relator do processo, o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva votou pela improcedência da ação de impugnação. Ele considerou que Jerson ainda não foi condenado e que os elementos apresentados no processo não seriam suficientes para enquadrá-lo nas hipóteses de inelegibilidade previstas na legislação.

O juiz Carlos Alberto Garcete também destacou que a análise de um pedido de registro deve observar as restrições estabelecidas pela Lei da Ficha Limpa. Segundo ele, as acusações mencionadas pelo Ministério Público não possuem, neste momento, ligação direta com as causas legais que impediriam a candidatura.

Garcete ponderou que uma eventual condenação criminal poderá provocar a suspensão dos direitos políticos de Jerson e comprometer futuras candidaturas. Sem uma decisão condenatória, entretanto, não haveria base jurídica para afastá-lo antecipadamente da eleição.

Operação Omertà

O Ministério Público Eleitoral tentou barrar a candidatura com base em duas ações penais relacionadas à Operação Omertà. Jerson é acusado, em uma delas, de embaraçar investigação envolvendo organização criminosa.

Na segunda ação, decorrente da terceira fase da investigação, denominada Operação Armagedon, o ex-deputado responde por supostamente integrar organização criminosa armada e por tráfico de armas de fogo.

A defesa, conduzida pelo advogado Alexandre Ávalo, sustentou que os fatos utilizados no pedido de impugnação são atribuídos principalmente a terceiros e não demonstram participação concreta de Jerson em uma organização criminosa com finalidade eleitoral.

Os advogados também argumentaram que Jerson não é apontado como líder do grupo investigado nem como responsável pela execução de crimes violentos. Para a defesa, a existência de acusações ainda não julgadas não poderia produzir automaticamente uma situação de inelegibilidade.

Em abril de 2024, a 1ª Vara Criminal de Campo Grande desmembrou os processos em relação a Jerson e encaminhou cópias ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A remessa ocorreu porque conselheiros de tribunais de contas possuem prerrogativa de foro equivalente à dos magistrados.

As ações tramitam na Corte Especial do STJ, sob relatoria do ministro Luis Felipe Salomão. Jerson presidiu a Assembleia Legislativa e também comandou o Tribunal de Contas do Estado antes de se aposentar. Agora, tenta retornar ao Legislativo estadual pelo União Brasil.

PODER EM DISPUTA

Crise no STF aumenta o peso das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado

Eles terão mandatos de oito anos e participarão de decisões sobre investigações, processos e até futuras indicações de ministros

08/09/2026 08h00

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB)

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB) Foto: Montagem

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A crise provocada pelas suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master aumentou o peso da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado, pois os eleitos no dia 4 de outubro terão mandatos de oito anos e participarão de decisões capazes de redefinir a relação entre o Congresso Nacional e a Corte.

Afinal, cabe à Casa de Leis sabatinar e aprovar ou rejeitar os nomes indicados pelo presidente da República para o STF, além de processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. 

Essas prerrogativas ganharam importância diante das revelações envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e do embate entre Moraes e o ministro André Mendonça.

O Correio do Estado ouviu os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenções de votos ao Senado no Estado. O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, fizeram críticas à atuação do Supremo, enquanto o deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB) defenderam a apuração das denúncias com base em provas e sem julgamentos antecipados.

Azambuja afirmou que o Supremo avançou sobre atribuições dos demais Poderes e assumiu um papel político incompatível com a função constitucional da Corte. “Hoje, o STF manda demais. Usurpou espaços dos outros Poderes e assumiu um protagonismo político que precisa acabar”, declarou, completando que Moraes perdeu as condições de permanecer no cargo diante das suspeitas que passaram a ser discutidas publicamente.

“Alexandre de Moraes está, na minha avaliação, numa posição insustentável. A própria imprensa já debate abertamente sua saída”, afirmou Azambuja, completando que: “Se eu chegar ao Senado e tiver que julgar ministros do STF, vamos julgar com rigor, independência e isenção. Ninguém estará acima da Constituição”.

Já Capitão Contar defendeu que o Senado exerça suas atribuições constitucionais diante das suspeitas envolvendo integrantes do STF. “O Senado tem que cumprir o seu papel. Impeachment é uma ferramenta prevista na Constituição e, quando existem suspeitas de que um ministro extrapolou os limites de suas funções, os fatos precisam ser apurados”, afirmou.

SITUAÇÃO

Vander Loubet classificou as denúncias como graves, mas defendeu que os fatos sejam investigados antes de qualquer conclusão ou responsabilização. “As denúncias são graves e exigem a devida investigação e apuração dos fatos. Da nossa parte, da parte do PT, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Se forem comprovados atos ilícitos por parte do ministro Alexandre, ele terá que responder por isso”, afirmou.

A senadora Soraya Thronicke também classificou as informações como graves, mas pediu cautela antes de qualquer julgamento. “As informações que vieram a público são graves e exigem cautela e rigor técnico na apuração dos fatos, com transparência e sem interferências”, afirmou, dizendo que preservar as instituições “não significa blindar as pessoas, assim como cobrar respostas não autoriza julgamentos antecipados”.

Diplomacia

Relações Rússia-Brasil se desenvolvem com sucesso, diz Putin em mensagem a Lula sobre 7/9

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais

07/09/2026 22h00

O presidente russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin Foto: Reprodução / Perfil Brasil

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em mensagem enviada nesta segunda-feira ao presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que as relações entre Rússia e Brasil "estão se desenvolvendo com sucesso no espírito da parceria estratégica". O texto, de felicitações pelo Dia da Independência no Brasil, foi publicado no perfil da embaixada da Rússia no País.

"Os nossos países cooperam ativamente nas mais diversas áreas, coordenam esforços no âmbito da ONU, do #BRICS, do G20 e de outras estruturas multilaterais", pontua o presidente russo.

Na mensagem, Putin chama Lula de "caro amigo" e observa que "nós, sem dúvida, continuaremos o trabalho junto construtivo para fortalecer ainda mais todo o conjunto de vínculos russo-brasileiros mutuamente benéficos. Isso atende plenamente aos interesses dos nossos povos amigos, está em consonância com a construção de uma nova ordem mundial - mais justa e multipolar".

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais, incluindo Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, e o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem teve atritos recentemente devido à imposição de tarifas pelos EUA a produtos importados do Brasil "Eu não tenho adversários", ressaltou Lula em entrevista à Rádio Progresso.

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