Política

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Fortuna dos candidatos mais ricos ultrapassa a R$ 2 bilhões

Fortuna dos candidatos mais ricos ultrapassa a R$ 2 bilhões

Redação

01/08/2010 - 21h14
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Rio

Entre os 30 candidatos às eleições de outubro mais ricos do País, todos com patrimônio pessoal acima dos R$ 49 milhões, sete entram na disputa tentando se eleger suplentes de senadores. Eles são empresários e reúnem fortunas que somadas chegam a R$ 2,04 bilhões.
Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que esses homens, que na política almejam virar apenas reservas de senadores, têm bens vultosos concentrados em ações de empresas, terrenos, obras de arte e carros de luxo. Três desses candidatos a suplentes se destacam mais por ocuparem a terceira, a quarta e a quinta posições do ranking da riqueza.
O processo de escolha de candidatos à suplência dos senadores sempre foi nebuloso. Parentes dos titulares ou estreantes na política com muito dinheiro para ajudar a financiar campanhas são os critérios mais usados. Muitos suplentes que nunca tiveram um único voto almejam entrar para a vida pública substituindo o senador eleito - que pode se afastar para ocupar cargos no Poder Executivo ou para disputar outras eleições. Somente na legislatura que está se encerrando, 20 suplentes chegaram a exercer mandato simultaneamente no Senado - o que representa 24,7% do total de 81 cadeiras.
O empresário João Claudino Fernandes, com R$ 623,5 milhões, é o terceiro candidato mais rico do País e está filiado ao minúsculo PRTB - que não tem representação no Congresso. Vai tentar se eleger primeiro-suplente na chapa liderada por Ciro Nogueira (PP-PI), hoje deputado. Em comparação ao titular, que registrou patrimônio de R$ 1,97 milhão no TSE, João Claudino é 315 vezes mais rico.
Caso consiga se eleger e eventualmente substituir Nogueira no Senado, o candidato a suplente mais rico do País vai fazer companhia ao filho, João Vicente Claudino (PTB-PI), que se elegeu senador em 2006. Parte do patrimônio declarado por Claudino pai é uma dívida a receber de Claudino filho, de R$ 7,1 milhões. O empresário ainda anuncia a posse de 50 terrenos espalhados pelo Piauí e Maranhão.
Fundador e ex-presidente da Videolar, Lirio Parisotto (PMDB-AM) declarou patrimônio de R$ 616,05 milhões. Contentou-se em ser segundo-suplente na chapa do ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB-AM), com R$ 16,48 milhões de patrimônio. Numa eventual vacância, a primeira a assumir a cadeira no Senado será Sandra Braga (PMDB-AM), mulher do titular.
Além de ações no mercado financeiro, Parisotto declarou R$ 450 mil em “diversas obras de arte”, R$ 51,4 mil numa moto Harley Davidson e R$ 1,4 milhão em “numerário em mãos”.
O quinto político mais rico é ex-banqueiro, ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde do Rio: Ronaldo Cezar Coelho (PSDB-RJ) tem R$ 564,53 milhões. Apesar da experiência política - disputou seis eleições e ganhou quatro - e de ser próximo do presidenciável tucano José Serra, Coelho optou por papel coadjuvante este ano. Será primeiro-suplente do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), candidato ao Senado.
Pedro Chaves (PSC-MS), pirmeiro-suplente do senador Delcídio do Amaral (PT), com R$ 69,31 milhões; Osório Adriano (DEM-DF), com R$ 64,43 milhões; Raimundo Lira (PMDB-PB), com R$ 54,34 milhões; e Sander Salomão (PMDB-RR), com R$ 49,33 milhões, são outros candidatos a suplentes de senador.
A lista deos mais ricos tem como líder absoluto o vice na chapa presidencial de Marina Silva (PV). O empresário Guilherme Leal, da Natura, é o único bilionário na disputa. Seu patrimônio é de R$ 1,19 bilhão. O deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), que tenta reeleição, vem em segundo, com R$ 683,27 milhões.
No ranking há só um candidato a governador. Candidato do PSB em Mato Grosso, Mauro Mendes declarou ter R$ 57,15 milhões. Seu vice, Otaviano Pivetta (PDT-MT), é o sexto na lista com R$ 415,72 milhões.
Entre os 30 mais ricos, constam outros 13 candidatos a deputado federal e estadual, três ao Senado, dois a deputado distrital e um a vice-governador. O total da fortuna soma R$ 6,81 bilhões.

Eleições 2026

Domingo de eleição tem risco de temporal em cidades de MS que concentram 51% dos eleitores

Além da Capital, transporte será gratuito em todas as cinco cidades; pleito se inicia às 7h e termina às 16h

23/10/2026 15h00

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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As previsões climáticas indicam tempo instável e possibilidade de pancadas de chuva em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá, os cinco maiores colégios eleitorais de Mato Grosso do Sul.

Em Corumbá, a temperatura mínima para o próximo domingo (25) será de 15°C, com máximas que atingem a casa dos 37°C. Por lá, a previsão indica sol entre nuvens e pancadas de chuva ao longo do dia.

Na Capital, a previsão indica maior chance de chuva, com mínima de 20°C e temperatura máxima de 27°C, com possibilidade de rajadas de vento e trovoadas no início da noite.

Em Três Lagoas, o clima previsto também é de sol entre nuvens e possibilidade de chuva ao longo do dia, com mínima de 15°C no início do dia e máxima de 32°C no período da tarde.

Próximo à fronteira com o Paraguai, o clima será similar em Ponta Porã e Dourados. Em ambos os municípios a previsão para o domingo eleitoral indica temperatura mínima de 11°C e máxima de 27°C. 

De modo geral, Mato Grosso do Sul deve enfrentar mais um fim de semana de instabilidade, com previsão de tempestades, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de perigo potencial para parte do Estado, incluindo áreas do centro e leste, com previsão de chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de 40 a 60 km/h. 

Geral

As regiões sul, centro e norte estão entre as áreas que podem ser atingidas pelas instabilidades, que aumentam o risco de queda de árvores sobre a rede elétrica, de postes e, consequentemente, interrupções no fornecimento de energia.

Diante do cenário, a Energisa MS, concessionária de energia que administra 74 das 79 cidades do Estado acionou seu plano de contingência para garantir o fornecimento de energia e atuar com maior precisão e agilidade em caso de ocorrências devido as condições climáticas previstas.

De forma antecipada, a empresa monitora as condições climáticas em tempo real e possui estratégias operacionais e administrativas para responder as demandas. “Nosso monitoramento permite antecipar cenários, organizar as equipes e direcionar os recursos necessários para atender a população com agilidade e segurança”, afirma o coordenador de Operação da Energisa MS, Marcelo Santana.

A preparação envolve ainda ações antecipadas coordenadas pelo Centro de Operações Integrado (COI), que funciona 24horas por dia, sete dias por semana. O Plano de Contingência da concessionária, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reúne procedimentos para enfrentar eventos climáticos severos.

“Nosso trabalho começa antes de a tempestade chegar. Muitas vezes, essa preparação não aparece para o consumidor final, mas é fundamental para que possamos atuar com segurança e agilidade”, destaca o diretor-presidente da Energisa MS, Paulo Roberto dos Santos.

Para o domingo de votação, a concessionária mantém contato direto com as autoridades eleitorais e está preparada para atender eventuais ocorrências, com equipes espalhadas em pontos estratégicos, próximos às maiores e principais sessões eleitorais. 

Números

Somados, os municípios concentram 1.033.138 eleitores, 51% do total de votantes sul-mato-grossenses que definem entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) o próximo presidente do país.  

Ao todo, o Estado conta com 2.024.884 pessoas aptas a votar neste segundo turno. Deste universo, 640.427 estão em Campo Grande; 166.148 em Dourados;  88.668 em Três Lagoas; 70.104 em Ponta Porã e 67.791 em Corumbá. 

Cabe destacar que além da Capital, o transporte será gratuito em todas as cinco cidades. O pleito se inicia às 7h e termina às 16h. 

* Atualizado às 15h30 para acréscimo de informações 

Eleições 2026

Ministro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula

Campanha do PT apresentou mandado de segurança preventivo à Corte

23/10/2026 14h51

Canal Exército do Lula

Canal Exército do Lula Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

"A partir do momento em que afetada a matéria ao colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", completou Floriano.

O ministro tomou a medida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE.

Ontem (22), o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal tem quase 9,6 milhões de inscritos.

Floriano de Azevedo Marques explicou na decisão que a intenção de Flávio é suspender as atividades do canal, embora o pedido não seja expresso na petição em que solicitou o pente-fino.

Segundo o ministro, o presidente do TSE não pode determinar a eventual suspensão do canal ao analisar administrativamente se o acordo de integridade do processo eleitoral está sendo cumprido. As regras foram assinadas pelas plataformas que operam as redes sociais.

"Não há espaço interpretativo para que a atuação administrativa de fiscalização do plano de conformidade resulte em sanções diretas a candidatos, partidos e coligação – e muito menos a pessoas naturais não participantes do pleito", afirmou.

Entenda o caso

No dia 11 de outubro, Kassio Nunes Marques também atendeu à campanha de Flávio e mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Kassio e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

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