Política

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Gerson Claro desiste da candidatura ao Senado

Alinhado com a federação partidária, o presidente da Casa de Leis declarou que irá disputar a reeleição como deputado estadual

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Durante a abertura das atividades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), nesta terça-feira (3), o deputado e presidente da Casa, Gerson Claro (PP), informou que desistiu da candidatura ao Senado.

Embora tenha dito que muitas coisas ainda podem ocorrer durante o período da janela partidária, em março, o presidente da Assembleia Legislativa pontuou que seguirá as orientações do grupo político.

“Se a resposta fosse individual, eu colocaria minha candidatura ao Senado, mas, como grupo, como equipe, reafirmamos que tenho uma candidatura colocada à reeleição como deputado estadual”, disse Gerson Claro.

O presidente da Alems destacou que a decisão está alinhada à federação partidária formada por União Brasil e Partido Progressistas, que, segundo ele, representa hoje a maior força política do Brasil. Por isso, afirmou não ter pretensão de deixar a legenda.

“Essa federação União Brasil e PP, aqui em Mato Grosso do Sul, conta com a senadora Tereza, que é nossa dirigente maior, e com o governador do Estado. Eu não cometeria essa sandice de sair desse partido agora. Vou ficar no Progressistas”, afirmou.

O posicionamento mantém a linha defendida por Gerson Claro em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, em janeiro deste ano, quando destacou que disputas majoritárias não se constroem de forma individual, mas a partir do diálogo e da construção coletiva dentro de um projeto político consistente.

Recuou
 

Após a publicação da matéria, o deputado Gerson Claro entrou em contato com a reportagem do Correio do Estado, afirmou que não desistiu da disputa pelo Senado e que foi mal interpretado.

A declaração foi feita durante coletiva na Alems, quando Claro, ao ser questionado sobre a disputa pelo Senado, respondeu:

“Se a resposta fosse individual, eu colocaria a minha candidatura ao Senado. Mas, com o meu grupo, com a nossa equipe, nós reafirmamos que tenho uma candidatura colocada à reeleição como deputado estadual”, disse Gerson, e completou:

“Os deputados me cutucaram ali: ‘fala que é senador’. Não sei qual é o interesse deles. Segundo o Caravina, a maioria dos deputados gosta muito de mim, né? Preferem que eu seja candidato ao Senado, mas isso é como tudo o que a gente tem feito aqui: é uma construção com base no diálogo", disse.

Ele ainda pontuou:

Certamente, como é comum nas corridas, nós não podemos queimar a largada. E a largada desse assunto acontece depois do período de mudança partidária. Agora, até os dias 2 ou 3 de abril, é um período de acomodação partidária. A partir daí, cada um vai para um campo já definido, com quais posições vai jogar. Eu estou na minha posição de candidato a deputado estadual até 2 de abril. E, se tiver que ser, quero continuar entregando à população de Mato Grosso do Sul, com muita dedicação e responsabilidade, o trabalho que a gente construiu até agora.”

Disputa para o Senado

O nome de Gerson Claro ganhou força para a disputa ao Senado, conforme acompanhou o Correio do Estado, que apurou que, no ano anterior, ele contava com o apoio de 20 dos 24 deputados estaduais, além de 18 prefeitos progressistas no Estado.

Além disso, tinha o respaldo da maioria dos 207 vereadores da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, em Mato Grosso do Sul.

**Matéria atualizada para acréscimo de informações às 15h36.

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POLÍTICA

Lula se encontra com líderes da Colômbia e Burundi durante Fórum Celac-África

O presidente brasileiro destacou a instalação de um escritório da Embrapa em Adis Abeba como oportunidade para ampliar a cooperação no desenvolvimento do setor agropecuário africano

21/03/2026 22h00

Presidente Lula

Presidente Lula Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste sábado, 21, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, à margem do Fórum de Alto Nível Celac-África, em Bogotá. Os dois avaliaram a presidência colombiana à frente da Celac e as expectativas para o início da presidência do Uruguai no bloco, reiterando a importância de fortalecer instâncias multilaterais regionais.

Petro também confirmou presença na reunião "Democracia contra o Extremismo", marcada para 18 de abril, em Barcelona.

Durante o evento, Lula se encontrou também o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, quando o parabenizou pela eleição à presidência da União Africana e agradeceu a adesão do País à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O presidente brasileiro destacou ainda a instalação de um escritório da Embrapa em Adis Abeba como oportunidade para ampliar a cooperação no desenvolvimento do setor agropecuário africano, e convidou Ndayishimiye para visita de Estado ao Brasil.

Por fim, Lula afirmou ainda que o Brasil apoia a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU e registrou o apoio da União Africana ao ex-presidente senegalês Macky Sall, mas defendeu que a ONU seja liderada por uma mulher da América Latina e Caribe.

POLÍTICA

Lula critica uso da força por nações ricas para invadir outros países

Na Cúpula da Celac, ele defende a soberania da América Latina e Caribe

21/03/2026 18h30

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Valter Campanato/Agência Brasil

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Em discurso neste sábado (21) ,durante a 10ª  Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do I Fórum Celac-África, em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as crescentes intimidações à soberania da América Latina e do Caribe e a retomada da política colonialista por parte dos Estados Unidos (EUA). 

“Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?

Ele questionou ainda em que parágrafo e em que artigo da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está dito que o presidente de um país pode invadir o outro? "Em que documento do mundo está dito isso? Nem da Bíblia. Não existe nada que permita que isso aconteça. É a utilização da força e do poder para nos colonizar outra vez?”.

O presidente citou como exemplo o caso da Bolívia, que sofre com a pressão dos Estados Unidos para a venda dos minerais críticos, como o lítio, utilizados na confecção de baterias elétricas, essenciais à transição para uma matriz energética baseada em fontes renováveis.

Lula citou o passado de países da América Latina, do Caribe e da África, vítimas do regime colonial que saqueou suas riquezas. “Aqui, neste plenário, todo mundo tem experiência de que o seu país já foi saqueado em tudo que é ouro que tinha, tudo que é prata, que é diamante, tudo que é minério”, disse.

“Ou seja, já levaram quase tudo da Bolívia. Agora que a Bolívia tem minerais críticos, é a chance da Bolívia, da África, da América Latina não aceitar ser apenas exportador de minerais para eles”, acrescentou.

O presidente disse ainda que esses materiais devem ser utilizados para promover o desenvolvimento tecnológico dos países africanos e latinoamericanos, para “dar um salto de qualidade na produção de combustíveis alternativos".

“Quem quiser que venha se instalar e produzir no país, para que a gente tenha a chance de desenvolvê-lo, nós já fomos colonizados, fizemos luta pela independência, conquistamos democracia, perdemos democracia, agora estão querendo nos colonizar outra vez”, defendeu.

Para ele, é preciso gritar alto e bom som para não permitir que isso aconteça em outros países, o que já aconteceu em Gaza recentemente, por exemplo.

O presidente voltou a criticar a falta de atuação do Conselho de Segurança da ONU para impedir a proliferação de conflitos ao redor do mundo. Ele citou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, o genocídio na Faixa de Gaza, os conflito na Líbia e as guerras no Iraque e na Ucrânia.

“O que estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou.

Ele defendeu uma tomada de atitude para não permitir que os países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis. "Quando é que a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se colocam mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?, perguntou.

Lula também criticou o investimento cada vez maior em armamentos, em contraste com os recursos destinados ao combate à fome.

“É importante que a gente não perca de vista que, enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, nós ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome. Ainda temos milhões de seres humanos sem energia elétrica. E ainda temos milhões de seres humanos sem acesso à educação e outros milhões e milhões de mulheres e crianças que são resultado dessas guerras fratricidas e que ficam abandonados sem documento, sem residência, sem ter sequer uma pátria onde morar”, lamentou.

Além de Lula, participam da cúpula da Celac o presidente colombiano, Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Vinte chanceleres também marcam presença

Ao falar da cooperação entre os países africanos, da América Latina e do Caribe, o presidente disse que o multilateralismo traz oportunidades de cooperação, investimento e comércio.

“Ainda somos penalizados por uma ordem desigual, estabelecida, enquanto o colonialismo e o apartheid prevaleciam em muitas partes do mundo. Não faz sentido que a América Latina e a África não tenham representação adequada no Conselho de Segurança da ONU”, afirmou. “Precisamos manter o Atlântico Sul livre de disputas geopolíticas alheias”.

Juntos, os 55 países da União africana e os 33 países da Celac reúnem cerca de 2,2 bilhões de pessoas. Lula destacou que os países devem incrementar os esforços no combate à fome, enfrentamento às mudanças do clima, na preservação do meio ambiente, transição energética, inteligência artificial, entre outros e que essa é a guerra a ser vencida.

“Essa é a guerra que temos que fazer para acabar com a fome na África, na América Latina, acabar com o analfabetismo, acabar com a falta de energia elétrica”, afirmou.

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