Política

ELEIÇÕES 2020

Justiça diz que Vinicius Siqueira é candidato do PSL, Trutis vai recorrer

Partido está rachado desde as convenções, e agora tem dois candidatos em campanha até uma decisão final

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A juiza da 44ª Zona Eleitoral, Joseliza Alessandra Vanzela Turine, decidiu pelo restabelecimento da candidatura do vereador Vinícius Siqueira (PSL) à prefeitura de Campo Grande.

A decisão, da manhã deste domingo, causa a segunda reviravolta no processo de escolha do candidato do partido à prefeitura. O deputado federal Loester Trutis, também está em campanha para poder comandar o Executivo municipal, e pelo mesmo partido.

“A justiça foi feita. A volta da nossa candidatura tira o sono dos políticos e empresários que vivem da exploração do dinheiro público, afirmou Siqueira”

O deputado federal Loester Trutis promete recorrer da decisão ainda neste domingo. “O recurso já está sendo preparado por nosso corpo jurídico. A gente entendeu que a decisão fere o estatuto nacional do PSL, aonde ele fala que a ata da convenção é soberana e todos os membros têm voto”, argumenta o deputado. 

“A gente está muito confiante que em menos de 24 horas o recurso vai ser apresentado, e a decisão vai ser revertida”, acrescenta.

Trutis também afirma que, em meio a disputa na Justiça, continua trabalhando normalmente, como candidato a prefeito.

HISTÓRICO

Siqueira passou todo o período de pré-campanha como o nome do PSL à prefeitura de Campo Grande. Mas na convenção do dia 13 de setembro, a comissão provisória do partido escolheu Truitis como o candidato a prefeito. 

Nesta convenção, Siqueira não teve direito a voto, e acusa que na mesma convenção, não foi observada a legitimidade dos integrantes para votar, e que foi contabilizado voto de suplentes.

A comissão provisória do PSL, porém, alega que sua formação foi validada pela executiva nacional do partido, e que o voto secreto encontra previsão no estatuto do partido.

Na segunda-feira (14), um dia depois da convenção, a executiva estadual havia confirmado a dissolução da comissão provisória, ato que teve início no sábado (12). Na ocasião, Siqueira voltou a alegar que era sim o candidato. Trutis, porém, apresentou um parecer da executiva nacional.

A decisão deste domingo, que devolve a candidatura a Siqueira deverá ter outros capítulos, pois Trutis já anunciou que irá recorrer.

APOIO

Perguntado se a guerra judicial é prejudicial ao partido, e se esperava contar com o apoio de Trutis na eleição, Siqueira limitou-se a dizer que conta com Trutis.

Trutis, ao ser perguntado se apoiaria Siqueira, ou se espera contar com o apoio do correligionário, disse: “prefiro aguardar uma decisão final”.

Mundo

Colômbia vai às urnas neste domingo eleger presidente para 2026-2030

Segundo turno é entre esquerda governista e direita pró Trump

21/06/2026 11h00

David Restrepo/Unsplash

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Os 41 milhões de eleitores colombianos aptos a votar poderão ir às urnas, neste domingo (21), para escolher o presidente que governará o país de agosto de 2026 a agosto de 2030, sem direito a reeleição.

A vaga é disputada entre os candidatos Iván Cepeda, de esquerda e aliado do atual presidente, Gustavo Petro, e Abelardo De La Espriella, de extrema-direita e apoiado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

No primeiro turno, em 31 de maio, Espriella saiu na frente, com 43,7% do eleitorado, enquanto Cepeda recebeu 40,9%  uma diferença de 673 mil votos.  O comparecimento às urnas no 1º turno na Colômbia, onde o voto não é obrigatório, foi de 57% do total de pessoas aptas a votar. 

Senador no terceiro mandado, Ivan Cepeda é filósofo, defensor dos direitos humanos e filho do também ex-senador colombiano de esquerda Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 em um dos sucessivos ciclos de violência política do país.  

Candidato governista, Cepeda daria continuidade ao projeto do Pacto Histórico, coalizão de legendas que formaram o primeiro governo de esquerda da história da Colômbia, liderado pelo presidente Gustavo Petro.

Já Abelardo de La Espriella, que recebeu apoio aberto de Trump nesta disputa, promete uma aproximação maior com a Casa Branca e com Israel. Admirador de Javier Milei na Argentina, Espriella é um advogado multimilionário que se apresenta como outsider da política por nunca ter disputado um cargo.

Antes de se candidatar, vivia na Itália, já tendo advogado para figuras controversas, como Jorge Visbal, ligado aos paramilitares na Colômbia, e também para o empresário Alex Saab, que trabalhou para o governo de Nicolas Maduro, na Venezuela. 

Afetada por conflitos armados ativos há mais de cinco décadas, a Colômbia chega nessa votação em meio aos sucessivos casos de violência política e confrontos com grupos armados que o projeto de “Paz Total” do atual governo não conseguiu resolver.

Por outro lado, o país de 53 milhões de habitantes, segundo mais populoso da América do Sul, mantém índices econômicos positivos, como crescimento salarial. Nos últimos anos, o governo aprovou reformas, como a trabalhista e a da previdência, que ampliaram direitos para empregados e aposentados.

Geopolítica da Colômbia

O resultado deste domingo influencia a correlação de forças políticas na América do Sul, em meio à pressão do governo de Donald Trump por um alinhamento dos países da região à política da Casa Branca

O colombiano Sebástian Granda Henao, professor de Fronteiras e Direitos Humanos na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), explicou à Agência Brasil que a vitória de Espriella aumenta a influência de Trump na América do Sul.

“Vai ser mais uma ficha no tabuleiro desse modo imperial de Trump governar, se colocando para o mundo cobrando obediência. Diria que alguns processos em curso devem parar, como alianças contra a desigualdade ou por transição energética e preservação ambiental”, comentou.

Por outro lado, Sebástian pondera que a vitória de Cepeda representaria a manutenção de certa aliança na América Latina entre Colômbia, Brasil e México, que têm expressado posicionamentos comuns nas relações internacionais nos últimos anos.

INTERNACIONAL

Trump diz que não haverá cobrança de pedágio em Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA

O líder norte-americano descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio

20/06/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde deste sábado, 20, que não haverá cobrança de "pedágios" no Estreito de Ormuz, a menos que a cobrança "seja imposta pelos Estados Unidos". Em postagem na Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas "como forma de reembolso de custos".

O líder norte-americano também descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio e disse que uma eventual cobrança teria como objetivo "reembolsar custos passados, presentes e futuros", justificando a medida como pagamento por "serviços prestados" pelos EUA na região.

Na sexta, o Irã afirmou que não cobrará taxa de navios no Estreito de Ormuz pelos próximos 60 dias. Há cinco dias, porém, Teerã anunciou que, após esse prazo - período em que vigora o acordo com os EUA -, pretende instituir uma "taxa por serviço" para embarcações que cruzarem a rota marítima.

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