Política

ELEIÇÕES

Kassab lança Marquinhos Trad ao governo de MS

Presidente nacional do PSD quer atual prefeito de Campo Grande na disputa ao governo em 2022

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No mesmo evento em que lançou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, à presidência da República, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, lançou o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, como o candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo partido nas eleições do próximo ano.  

O lançamento ocorreu no Rio de Janeiro (RJ), ocasião em que o PSD mostrou seus planos para as eleições de 2022. 

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Ao se dirigir ao senador Nelsinho Trad, presidente do diretório regional do PSD em Mato Grosso do Sul, Kassab lembrou da gestão de Nelsinho, disse que Marquinhos é tão popular quanto, e por isso será o candidato do PSD ao governo.  

“Teremos a candidatura do seu irmão que, assim como você que foi um extraordinário prefeito, reeleito, está sendo hoje o Marquinhos Trad um dos prefeitos mais bem avaliado do País, e será o nosso candidato a governador do Mato Grosso do Sul”, disse Gilberto Kassab.

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Com 35 deputados federais e a segunda maior bancada de senadores do País, com 12 representantes, o PSD pretende lançar candidato à presidência da República e a governador em vários estados do País. 

Em Mato Grosso do Sul, o partido tem um senador, um deputado federal e o prefeito da capital.

Para poder se candidatar a governador, Marquinhos Trad, cujo mandato vai até dezembro de 2024, precisaria renunciar ao cargo de prefeito da Capital em abril do próximo ano, entregando o cargo a Adriane Lopes (Patriota) atual vice-prefeita.  

Se a candidatura de Marquinhos ao governo se confirmar, chega ao fim a parceria eleitoral do PSD com o PSDB no Estado, que existe desde as eleições de 2014.

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Diplomacia

Relações Rússia-Brasil se desenvolvem com sucesso, diz Putin em mensagem a Lula sobre 7/9

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais

07/09/2026 22h00

O presidente russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin Foto: Reprodução / Perfil Brasil

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em mensagem enviada nesta segunda-feira ao presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que as relações entre Rússia e Brasil "estão se desenvolvendo com sucesso no espírito da parceria estratégica". O texto, de felicitações pelo Dia da Independência no Brasil, foi publicado no perfil da embaixada da Rússia no País.

"Os nossos países cooperam ativamente nas mais diversas áreas, coordenam esforços no âmbito da ONU, do #BRICS, do G20 e de outras estruturas multilaterais", pontua o presidente russo.

Na mensagem, Putin chama Lula de "caro amigo" e observa que "nós, sem dúvida, continuaremos o trabalho junto construtivo para fortalecer ainda mais todo o conjunto de vínculos russo-brasileiros mutuamente benéficos. Isso atende plenamente aos interesses dos nossos povos amigos, está em consonância com a construção de uma nova ordem mundial - mais justa e multipolar".

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais, incluindo Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, e o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem teve atritos recentemente devido à imposição de tarifas pelos EUA a produtos importados do Brasil "Eu não tenho adversários", ressaltou Lula em entrevista à Rádio Progresso.

Justiça

Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

Prazo de 5 dias para manifestação vence na sexta-feira

07/09/2026 13h30

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, ele deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

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