Política

Campo Grande

Lídio Lopes e Tereza Cristina saem em defesa de Adriane em meio à crise do IPTU

Prefeita reuniu principais apoiadores para anunciar novos secretários, e justificar "medida amarga" na cobrança do IPTU, contestada por OAB, comerciantes e parte da Câmara

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Em meio à crise com parte dos vereadores e instituições representativas da sociedade, causada pelo aumento no valor cobrado no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano de Campo Grande (IPTU), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), cercou-se, na tarde desta quinta-feira (8), de seus principais “patronos” políticos — o marido, deputado estadual Lídio Lopes (sem partido), e a senadora Tereza Cristina (PP) — para defender o aumento no valor final cobrado pelo IPTU e pela taxa do lixo.

    “Estamos fazendo o certo. Muitas vezes vamos ter de enfrentar medidas impopulares, mas necessárias”, disse Adriane Lopes.

O marido dela, Lídio Lopes, foi ainda mais enfático. “Tudo aquilo que você traz, de arrocho, de medidas amargas de uma gestão, torna-se indigesto”, afirmou o deputado estadual, que ainda complementou dizendo que “as pessoas não conseguem refletir” sobre a valorização do próprio imóvel e apenas questionam o aumento no valor do IPTU.

A senadora Tereza Cristina, por sua vez, evitou comentar o aumento dos impostos. Falou sobre buracos nas ruas.

    “A chuva vai passar. Está na época de chover. É ruim o buraco? É. Os buracos vão ser tapados, e não apenas tapados, recapeados. E é isso que a prefeita quer desde o ano passado, e vai acontecer”, disse a senadora, que tem sido, nos últimos anos, uma fiadora da prefeita de Campo Grande na política.

Lídio Lopes, Tereza Cristina, Camila Nascimento (vice-prefeita), Adriane Lopes, e novos secretários

No mesmo evento, em que tomaram posse os novos secretários de Fazenda, Isaac José de Araújo; de Governo, Ulisses da Silva Rocha; e de Saúde, Marcelo Brandão Vilela, Adriane Lopes usou a necessidade de manter as estruturas públicas, como escolas, unidades de saúde e assistência social, como justificativa para o aumento na cobrança final do carnê do IPTU.

    “Temos em Campo Grande, em qualquer ponto da nossa cidade, escola, unidade de saúde e equipamento de assistência social”, disse. “O poder público torna-se oneroso. As finanças da prefeitura continuam exigindo enfrentamentos para aumentar a arrecadação do município e ofertar, a cada dia, mais serviços de qualidade”, afirmou Adriane.

“Quando a gente cobra, a gente tem que entregar. Para ter médico no posto, o salário precisa ser pago; para ter professor na sala de aula, também é preciso pagar salário”, acrescentou a prefeita.

“Estamos fazendo o certo. Muitas vezes vamos ter de enfrentar medidas impopulares, mas necessárias”, concluiu.

A pressão

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, passou a ser pressionada por vereadores e instituições representativas da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), desde que os cidadãos começaram a analisar o valor final cobrado no carnê do IPTU.

Apesar de o decreto de Adriane Lopes, editado no ano passado, prever apenas o reajuste pelo percentual da inflação sobre a incidência do imposto, a aplicação de um novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) mudou a base de cálculo do tributo e da taxa do lixo, gerando, em imóveis de alguns bairros, aumentos que chegam a 400%.

A semana começou com a crise a ser solucionada pela prefeita. Por causa da pressão das instituições e de vereadores — que, mesmo em recesso parlamentar, criaram uma comissão para analisar o aumento —, a data-limite para o pagamento do tributo à vista, com 10% de desconto, foi prorrogada do dia 10 de janeiro para o dia 12 de fevereiro.

As entidades representativas da sociedade civil e parte dos vereadores, contudo, não se deram por satisfeitas, pois também defendiam o retorno do desconto de 20% para pagamento à vista, descontinuado neste ano após mais de duas décadas de vigência.

A prefeitura não vai ceder nesse quesito, conforme afirmou Adriane Lopes nesta quinta-feira (8). Por causa desse impasse, a OAB-MS tem pronto um mandado de segurança pedindo a suspensão da cobrança do IPTU.

O mesmo já fez a Associação dos Advogados Independentes, que recorreu à Justiça para suspender a taxa do lixo.

Além disso, há pelo menos outras duas ações judiciais, ajuizadas por particulares, contra o aumento do IPTU.

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ELEIÇÕES 2026

PT aposta em 'racha' na direita para eleger governador em MS

Para representantes, divisão de votos entre os representantes da direita pode ser o propulsor que deve levar a candidatura petista para o segundo turno

18/05/2026 13h01

Soraya também foi categórica ao indicar que, entre escândalos, como o do próprio Banco Master envolvendo o clã Bolsonaro, sul-mato-grossense terá inteligência para não cair no papo de grupo político que ela chama de

Soraya também foi categórica ao indicar que, entre escândalos, como o do próprio Banco Master envolvendo o clã Bolsonaro, sul-mato-grossense terá inteligência para não cair no papo de grupo político que ela chama de "quadrilha".  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante agenda na sede do Partido dos Trabalhadores em Campo Grande nesta segunda-feira (18), o corpo político de representantes do PT afirmou que aposta em um "racha" na direita local para conseguir eleger um governador em Mato Grosso do Sul. 

Na rua das Garças número 2320, do Bairro Santa Fé na Capital, estiveram presentes: 

  • Fábio Trad, 
  • Henrique Fontana, 
  • Vander Loubet, 
  • "Dona" Gilda Maria,
  • Camila jara, 
  • Luiza Ribeiro, 
  • Soraya Thronicke e 
  • Marcelo Bluma

Secretário geral do Partido dos Trabalhadores, o ex-deputado federal Henrique Fontana marcou presença na agenda hoje, ao lado dos pré-candidatos que miram desde uma vaga como parlamentar, seja como senadores ou deputados federais e estaduais, até a cadeira máxima do Governo de Mato Grosso do Sul.

Pré-candidato ao Senado, é Vander Loubet quem aponta para um "racha" na direita como sendo a esperança da chapa da esquerda para conquistar a cadeira máxima do Executivo estadual, no que ele considera como "um novo ciclo".

Convencido de que nestas eleições o Partido dos Trabalhadores deve "entrar no páreo", já que na última eleição, na qual Eduardo Riedel foi eleito à época pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), a então candidata do PT, Giselle Marques, figurou na quinta colocação com apenas 9,42% dos votos válidos, ele cita a força da aliança local diante de um "racha" na direita em Mato Grosso do Sul. 

"O cenário que se desenha também está muito propício para isso, porque não basta só nós do lado de cá. A direita se dividiu, o Catan (João Henrique) foi para o Novo e é candidato lá. Com esse episódio do Flávio Bolsonaro, aqui o Catan naturalmente vai crescer, porque tem um eleitorado mais raiz do PL, que não tenho dúvida que vai chegar nos 15, 20%, e nós vamos chegar nos 30 e vai ter dois turnos", diz. 

Cenário local

Para o secretário geral do PT, a solução do problema local passa pelo enfrentamento de "preconceitos metodicamente colocados através das redes", tarefa essa para qual Henrique pede paciência dos candidatos locais. 

Henrique Fontana afirma que existe um recorte no público evangélico que ainda aponta vantagem para o clã Bolsonaro, o que na opinião do secretário "não tem um motivo real para acontecer". 

"As políticas que o presidente Lula defende de absoluta liberdade religiosa. Eu já vi, caíram na minha mão centenas de vezes, postagens que, em períodos pré-eleitorais especialmente, dizem que Lula, se ganhar a presidência, vai fechar igrejas. O presidente é um democrata, respeita a liberdade de todos os brasileiro e jamais fechou nenhuma igreja", disse. 

Fontana ainda cita outros "preconceitos" que precisam ser enfrentados, como a questão do ruralismo. Para ele, os números mostram que os governos nos quais o agronegócio mais foi apoiado e cresceu tratavam-se das gestões de Lula e Dilma. 

Em complemento, Vander diz não ter dúvidas de que a divisão de votos entre os representantes da direita pode ser o propulsor que deve levar a candidatura petista para o segundo turno. 

"Acho que ainda mais nesse episódio, na defesa do Flávio Bolsonaro, ele [Catan] foi muito mais incisivo na defesa do que o próprio Riedel ou o Reinaldo", afirmou. 

Além disso, Soraya Thronicke também foi categórica ao indicar que, entre escândalos, como o do próprio Banco Master envolvendo o clã Bolsonaro, o povo sul-mato-grossense terá inteligência para não "cair no papo" desse grupo político que ela chama de "quadrilha". 

"Existe uma quadrilha ali, e eu acredito que o povo sul-mato-grossense pretende crescer. Acreditar nesse monte de falácia é algo que me preocupa, porque se você me engana uma vez, a vergonha é tua. Se você me engana duas vezes, a vergonha é minha... e eu não quero mais passar vergonha. Então quem vai votar pela segunda vez neste pessoal? Estamos vivendo numa dissonância cognitiva coletiva e é só uma intervenção psiquiátrica", diz. 

Soraya é categórica ao afirmar que ouviu do próprio Flávio Bolsonaro que o pré-candidato não vai apoiar "quem não se comprometer, no parlamento, a votar o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

"Estive com o Bolsonaro e ele não falou isso só pra mim, mas já falou pra mim em outras ocasiões. Em 2019 ele me disse: 'vamos fazer uma reforma, uma emenda constitucional e vamos mudar o número de ministros para 17, e aí nós vamos governar esse país para sempre'. Um pouquinho de inteligência consegue fazer o sul-mato-grossense entender que ele quer sair, enxergar pelo menos a sua vida, nem que seja só por egoísmo, mas pensar em si e não cair numa falácia dessas", conclui. 
 

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POLÍTICA

Escândalo do Master será principal bandeira de campanha petista

Parlamentares e dirigentes do partido relacionaram o caso Banco Master ao bolsonarismo e defenderam que o tema terá impacto na disputa eleitoral de 2026

18/05/2026 12h45

Lideranças do PT concederam entrevista coletiva nesta segunda-feira (18), na sede do partido, para comentar cenário eleitoral de 2026 e repercussões do caso Banco Master

Lideranças do PT concederam entrevista coletiva nesta segunda-feira (18), na sede do partido, para comentar cenário eleitoral de 2026 e repercussões do caso Banco Master Marcelo Victor

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Em meio às discussões sobre os desdobramentos do caso Banco Master no cenário nacional, lideranças do PT em Mato Grosso do Sul afirmaram nesta segunda-feira (18) que o episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro pode provocar reflexos políticos no Estado e influenciar diretamente a disputa eleitoral de 2026.

A declaração foi dada durante coletiva realizada na sede do partido, na Rua das Garças, em Campo Grande, com a presença do candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, do deputado federal e pré-candidato ao Senado Vander Loubet, da senadora e pré-candidata à reeleição Soraya Thronicke, do secretário nacional do PT Henrique Fontana, além de lideranças como Camila Jara, Luiza Ribeiro, Marcelo Bluma e Gilda.

Ao comentar o cenário eleitoral sul-mato-grossense, Vander afirmou que o desgaste da direita nacional pode impulsionar o crescimento de nomes mais identificados com o bolsonarismo raiz no Estado.

“Com esse episódio do Flávio Bolsonaro, aqui o Catan naturalmente vai crescer, porque tem um eleitorado mais raiz do PL”, declarou o parlamentar. Segundo ele, o grupo petista trabalha com a possibilidade de segundo turno em Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Durante a coletiva, Henrique Fontana afirmou que o caso Banco Master deve se transformar em um dos principais temas do debate político nacional nos próximos meses. Segundo ele, as investigações envolvendo o banco atingem diretamente figuras ligadas ao bolsonarismo.

“O caso Master vai ser ‘master’ para nós debatermos durante a campanha”, disse.

O dirigente petista citou investigações envolvendo aliados da direita e mencionou o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário investigado no escândalo financeiro.

“Desde então, a cada semana aparece um líder da direita brasileira envolvido com o Banco Master”, afirmou.

Já Soraya Thronicke relacionou o caso às discussões sobre apostas esportivas e criticou a condução do governo Bolsonaro em relação à regulamentação das bets.

“Bolsonaro passou quatro anos deixando correr solto, completamente solto”, declarou.

A senadora também afirmou que municípios sul-mato-grossenses sofreram impactos financeiros após aplicações em produtos ligados ao Banco Master.

Conforme mostrou reportagem publicada pelo Correio do Estado no último dia 15 de maio, fundos previdenciários municipais de Mato Grosso do Sul acumulam prejuízo estimado em R$ 15,7 milhões após aplicações em títulos ligados ao Banco Master. Segundo a apuração, os recursos foram direcionados principalmente por Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) para Letras Financeiras e fundos estruturados vinculados à instituição financeira.

Entre os municípios afetados estão Fátima do Sul, São Gabriel do Oeste, Jateí, Angélica e Campo Grande, por meio do Instituto Municipal de Previdência (IMPCG). Ainda segundo a reportagem, as perdas ocorreram após auditorias e intervenções regulatórias revelarem supostas inconsistências contábeis e ativos com lastro inflado na estrutura financeira do banco.

Durante a coletiva, Henrique Fontana afirmou que o PT defende que as investigações ocorram dentro do devido processo legal.

“O Flávio vai ser investigado, vai poder apresentar a defesa dele”, completou.

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