Política

90 dias

Moraes suspende visitas de Flávio a Bolsonaro na prisão domiciliar

Senador postou, nas redes sociais, carta escrita pelo pai em seu favor

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (13) suspender por 90 dias as visitas do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

A medida foi tomada após o senador postar nas redes sociais, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em seu favor.

Na decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre a publicação da carta.

Segundo o ministro, o ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

"Não há dúvidas, portanto, que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita, permitindo, nos termos do parágrafo 1º do artigo 41 da Lei de Execuções Penais, sua imediata suspensão", concluiu o ministro.

O ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.

estabilidade

No 2º turno, Lula tem 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro, aponta BTG/Nexus

Os dois seguem com os mesmos percentuais da pesquisa anterior, divulgada no dia 29 de junho

13/07/2026 07h14

No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 50%. O presidente Lula, por sua vez, tem rejeição um pouco menor, de 46%

No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro aparece com 50%. O presidente Lula, por sua vez, tem rejeição um pouco menor, de 46%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 13. O petista, no entanto, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 44%, mesmos percentuais da última pesquisa, de 29 de junho. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%.

O presidente também venceria o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) por 47% a 40%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula também registra 47% e o ex-governador de Goiás, 38%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 2%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 49% a 35%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 14%. Eleitores que não sabem são 2%.

Motivação do voto

O levantamento também investigou o que motiva a escolha dos eleitores no principal cenário de segundo turno, entre Lula e Flávio Bolsonaro. Entre os entrevistados que declaram voto no atual presidente, 75% afirmam que o apoiam por considerá-lo o melhor candidato para governar o país, enquanto 19% dizem votar nele principalmente para impedir a eleição do senador e 6% não sabem ou não responderam.

Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 62% afirmam que o parlamentar é o candidato mais preparado para governar, ao passo que 32% declaram que o principal motivo do voto é derrotar Lula e 6% não sabem ou não responderam.

Rejeição

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa à Presidência da República está em 50%, segundo a pesquisa. No último levantamento, de 29 de junho, eram 51% os eleitores que afirmavam que não votariam de jeito nenhum no parlamentar. A oscilação está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 p.p.

Apesar disso, neste quesito, Flávio está atrás apenas do deputado federal Aécio Neves (PSDB), rejeitado por 61% dos entrevistados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para efeito de comparação, é rejeitado por 46% dos entrevistados - queda de 3 pontos percentuais (p.p.) em relação ao último levantamento - enquanto 36% dizem que ele é o único em que votariam e 16%, que poderiam votar nele.

Cabo Daciolo (Mobiliza) é rejeitado por 44% e Augusto Cury (Avante), à frente do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registra 36%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ativista Renan Santos (Missão) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) têm 33% de rejeição, cada. Augusto Cury (Avante) alcança 30%.

Preferência política

O levantamento mostra ainda que 36% dos brasileiros preferem que o próximo presidente da República seja Lula. Outros 32% afirmam que gostariam de ver eleito um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 27% dizem preferir um nome que não seja ligado nem ao petista nem ao ex-chefe do Executivo - alta de 6 pontos percentuais, em relação ao último levantamento, de 29 de junho. Brancos, nulos e indecisos somam 1%. Não sabem ou não responderam são 3%.

A Nexus ouviu 2.003 entrevistados, com 16 anos ou mais, por telefone, de 10 a 12 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07981/2026.
 

ELEIÇÕES 2026

Pré-candidato propõe rever Fundersul e pôr fim à cobrança sobre a desmama de bovinos

Proposta prevê ainda acabar com redistribuição da arrecadação entre setores que ampliaram sua participação na economia estadual

13/07/2026 07h00

O ex-conselheiro Jerson Domingos, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), é pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil

O ex-conselheiro Jerson Domingos, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), é pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil Divulgação

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Uma proposta de revisão do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul) defende a anistia da contribuição incidente sobre a desmama de bovinos e a redistribuição da arrecadação entre setores que ganharam maior peso na economia estadual nas últimas décadas, como as indústrias de cana-de-açúcar e de celulose.

A sugestão foi apresentada em vídeo divulgado nas redes sociais pelo pré-candidato a deputado estadual Jerson Domingos (União Brasil), conselheiro aposentado do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

Segundo ele, a estrutura de arrecadação do Fundersul precisa ser atualizada para refletir as transformações econômicas ocorridas desde a criação do fundo, há cerca de 25 anos. 

Na avaliação do ex-conselheiro, o mecanismo foi decisivo para financiar obras de infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento do Estado, mas o modelo atual já não acompanha a realidade da produção sul-mato-grossense.

"Se nós não tivéssemos tomado aquela atitude naquele momento, nós não teríamos o Estado que temos hoje. Mas passaram-se 25 anos, e essa lei mudou completamente a sua forma de operacionalidade", afirmou.

Entre as mudanças sugeridas está a extinção da cobrança sobre a desmama de bovinos, medida que, segundo ele, reduziria a carga tributária sobre os pecuaristas. "A primeira iniciativa seria a anistia da desmama", disse.

Para manter o nível de arrecadação do Fundersul, a proposta prevê a revisão das contribuições pagas pelos setores sucroenergético e de celulose, segmentos que ampliaram significativamente sua participação na economia de Mato Grosso do Sul. 

A ideia é redistribuir o peso da contribuição entre as principais cadeias produtivas, preservando a capacidade de investimento do fundo. Jerson Domingos participou, como deputado estadual, da criação e aprovação do Fundersul no fim da década de 1990. 

Agora, como pré-candidato à Assembleia Legislativa, afirma defender uma atualização da legislação para adequar o modelo de arrecadação às mudanças da economia estadual, mantendo o fundo como instrumento de financiamento da infraestrutura.
 

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