Política

EM PAUTA

Projeto que aumenta custas processuais em até 100% fica para o ano que vem

Contrários ao projeto, OAB-MS e Fiems se reuniram com presidente da Assembleia e proposta não será votada neste ano

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Após reunião na Assmbleia Legislativa, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) e Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) frisaram que são contra o Projeto de Lei (251/2022), que visa aumentar as custas judiciais em até 100%. 

Aprovado ontem (19) pela Comissão de Constituição e Justiça da ALMS, o PL de autoria do Poder Judiciário altera a lei 3.779 (de novembro de 2011), e praticamente dobra as taxas dos processos de contratos bancários e de busca e apreensão.

Sendo que o PL visa alterar as custas judiciais dos processos de natureza cível, vale ressaltar que essas ações representam cerca de 8.302 processos, dum total de 12.618 demandas alocadas dentro das três varas específicas na comarca de Campo Grande. 

Conforme ofício, encaminhado pelo Desembargador Carlos Eduardo Contar - presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul -, o volume de processos em andamento comprometem o "aparelho judiciário" na solução desses conflitos. Conforme o presidente do TJ-MS, essa seria a justificativa para o aumento das custas processuais, no que descreve como "justa remuneração pelos serviços judiciais prestados". 

Novos valores

Sendo que a lei praticamente dobra o valor das custas, as novas tabelas a serem anexadas na lei relaciona os valores que passarão a ser praticados, sendo o mínimo R$ 1.425 em taxa judiciária, para uma causa de até R$ 5 mil, com custas de 30 UFERMS (Unidade Fiscal Estadual de Referência de MS, que figura em R$ 47,40 atualmente). 

Esses valores das taxas judiciárias são escalonados, podendo chegar até 250 UFERMS, para causas acima de R$ 100 mil e até R$ 200 mil, o que corresponde a R$ 11.850 em custos judiciários. 

Confira os valores: 

OAB e Fiems são contra

Procurado pelo Correio do Estado, o presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, confirmou que apresentou a posição das entidades ao presidente da Casa, deputado Paulo Corrêa (PSDB), que se comprometeu à expôr aos demais parlamentares. 

Anteriormente, Bitto já havia se posicionado contra a tramitação do projeto, sob a alegação de "vício de inconstitucionalidade", dizendo que esse aumento fere os princípios de igualdade de acesso à justiça. 

"Demostramos aos deputados que há uma evidente inconstitucionalidade e, na forma que foi apresentado, não pode ser aprovado. Pedimos que o tema seja objeto de maior debate entre a Casa e as instituições representativas de classe”, argumentou Bitto, segundo a Agência ALEMS.

Durante sessão, Paulo Corrêa consultou os líderes sobre a tramitação em regime de urgência, que foi rejeitada, seguindo então o processo legislativo regular. 

Alguns deputados se manifestaram contra esse aumento de taxas, como o Coronel David (PL), por exemplo, que esperava uma redução de taxas por parte do Tribunal de Justiça, e não um aumento. 

"O projeto demanda um estudo mais aprofundado e os deputados decidiram em prol dos interesses dos sul-mato-grossenses”, finaliza o parlamentar, segundo informações da Agência. 

 

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DETERMINAÇÃO

Um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares

Medida foi determinada por Flávio Dino após suspeita de interferências

25/07/2026 22h00

A manifestação dos partidos políticos foi determinada pelo ministro Flávio Dino, no dia 15

A manifestação dos partidos políticos foi determinada pelo ministro Flávio Dino, no dia 15 Foto: Agência Brasil

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Dos 21 partidos com representação no Congresso Nacional, apenas sete cumpriram a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) de apresentar explicação sobre interferência na destinação de emendas parlamentares.

A manifestação dos partidos políticos foi determinada pelo ministro, no dia 15 de julho, após uma declaração em entrevista à imprensa do presidente do Partido Liberal (PL) e ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto, de que os dirigentes partidários interferem na indicação de emendas.

A destinação de emendas é prerrogativa de parlamentares em exercício.

O ministro Flávio Dino é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, instaurada para apurar a suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.  

Prazo

O prazo de dez dias úteis estabelecido pelo ministro termina somente no dia 14 de agosto. A data considera o período de suspensão de prazos processuais estabelecido entre os dias 2 e 31 de julho, prorrogando o início da contagem para o primeiro dia útil seguinte, em 3 de agosto.

Após a determinação, Valdemar Costa Neto foi um dos primeiros a prestar as informações ao STF. De acordo com Flávio Dino, as explicações apresentadas pelos dirigentes de partidos serão encaminhadas à Polícia Federal no âmbito da Operação Transparência, que investiga os desvios de emendas.

ELEIÇÕES 2026

Hoje é o início da luta do bem contra o mal que Bolsonaro começou em 2018, diz Flávio

Segundo ele, o brasileiro "não aguenta mais" corrupção, impostos altos e ver o seu poder de compra sendo corroído pela inflação

25/07/2026 21h00

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é candidato à Presidência da República no pleito deste ano Carlos Moura/Agência Senado

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O pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse neste sábado, 25, durante convenção nacional do partido, em São Paulo, que hoje se inicia uma nova parte da luta do "bem contra o mal", que começou em 2018, ano em que seu pai foi eleito presidente.

"Isso aqui é muito mais do que uma convenção, é o início da luta mais importante das nossas vidas.Uma luta do bem contra o mal, que começou com Jair Bolsonaro em 2018. E que agora está nas nossas mãos. Uma luta de quem defende a família, contra aqueles que só defendem os seus próprios interesses, uma luta de quem defende o país", discursou Flávio.

Segundo ele, o brasileiro "não aguenta mais" corrupção, impostos altos e ver o seu poder de compra sendo corroído pela inflação. "Essa turma que a cada eleição promete sempre uma vida melhor e nunca entrega o que prometeu. Quem teve três oportunidades para fazer e não fez, não merece uma quarta oportunidade, porque é óbvio que não vai fazer de novo", disse.

O pré-candidato também destacou que sua eleição é a que pode garantir liberdade de imprensa e de uso das redes sociais, citando que o próximo governo poderá fazer mais quatro indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Imaginem mais quatro Alexandre de Moraes, onde esse País vai parar?", questionou.

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