Política

Novo Governo

TCU reúne-se com coordenadores de Lula e Bolsonaro para discutir transição

A ideia é explicar aos dois grupos como funcionará o comitê e no quê o tribunal pode auxiliar nos trabalhos

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O comitê formado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para acompanhar a transição reúne-se nesta quinta-feira (3) com representantes dos dois governos.


Às 9h, o presidente do tribunal, ministro Bruno Dantas, recebe o ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP). Ás 15h, o coordenador da transição Geraldo Alckmin (PSB). Acompanham-no o coordenador técnico da transição, Aloizio Mercadante, e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.


Da parte do TCU, participam das agendas, além de Dantas, os ministros Jorge Oliveira, Antônio Anastasia e Vital do Rêgo, que será o relator das contas da Presidência em 2023. Além deles, uma auditora estará presente, responsável por documentar todo o processo.


A ideia é explicar aos dois grupos como funcionará o comitê e no quê o tribunal pode auxiliar nos trabalhos.
Ao criar o comitê, o TCU alegou ser sua responsabilidade zelar pela legalidade, a legitimidade e a economicidade dos atos de gestão dos Poderes da União.


Mas a expectativa interna é de um processo transcorrendo dentro da normalidade, após a fala do presidente Jair Bolsonaro.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, já sinalizou ao ministro estar se organizando para facilitar o processo e colocar à disposição da equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) todas as informações necessárias. Estão sob o seu guarda-chuva os principais bancos de dados da administração pública pelo Dataprev, Serpro e Receita.

 

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susto

Veterinário Francisco recebe alta, mas permanecerá afastado da Câmara

Vereador vai se recuperar em casa, ao lado da família

08/09/2026 12h10

Chico, veterinário Francisco, vereador de Campo Grande

Chico, veterinário Francisco, vereador de Campo Grande DIVULGAÇÃO/Câmara Municipal de Campo Grande

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Vereador de Campo Grande, Francisco Gonçalves de Carvalho (União), de 72 anos, popularmente conhecido como “Chico”, recebeu alta, na manhã desta terça-feira (8), após ficar cinco dias internado em um hospital particular de Campo Grande.

Ele está em casa e passa bem. De acordo com a assessoria de imprensa do vereador, ele seguirá sua recuperação ao lado da família.

Por recomendação médica, permanecerá afastado temporariamente das atividades legislativas, priorizando o repouso e os cuidados necessários para sua recuperação.

Ele passou mal na quinta-feira (3) durante a 50° Sessão Ordinária realizada na Câmara Municipal de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o parlamentar estava conversando normalmente no fundo do plenário, quando sentiu dores no peito.

Ele recebeu os primeiros socorros de um colega da Casa de Leis, que é médico. Em seguida, foi levado ao hospital, onde foi submetido a um procedimento de angioplastia, para desobstrução de uma artéria coronária. Desde então, permaneceu internado até a manhã desta terça-feira (8).

ELEIÇÕES 2026

Chico era pré-candidato a deputado estadual de Mato Grosso do Sul, mas, em 12 de agosto de 2026, divulgou que desistiu de concorrer as eleições.

A decisão foi comunicada pelo parlamentar em suas redes sociais, onde agradeceu o apoio recebido e afirmou que continuará atuando na defesa da causa animal.

“Não vou disputar as eleições para deputado estadual, mas isso não significa que vou deixar de lutar”, afirmou.

Na publicação, Francisco mencionou os 6.371 votos recebidos anteriormente e disse que pretende continuar honrando a confiança dos eleitores que apoiaram seu trabalho. 

O vereador também agradeceu às pessoas que o acompanharam durante o período em que esteve se preparando para a disputa.

* Colaborou Alicia Miyashiro

PODER EM DISPUTA

Crise no STF aumenta o peso das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado

Eles terão mandatos de oito anos e participarão de decisões sobre investigações, processos e até futuras indicações de ministros

08/09/2026 08h00

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB)

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB) Foto: Montagem

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A crise provocada pelas suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master aumentou o peso da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado, pois os eleitos no dia 4 de outubro terão mandatos de oito anos e participarão de decisões capazes de redefinir a relação entre o Congresso Nacional e a Corte.

Afinal, cabe à Casa de Leis sabatinar e aprovar ou rejeitar os nomes indicados pelo presidente da República para o STF, além de processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. 

Essas prerrogativas ganharam importância diante das revelações envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e do embate entre Moraes e o ministro André Mendonça.

O Correio do Estado ouviu os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenções de votos ao Senado no Estado. O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, fizeram críticas à atuação do Supremo, enquanto o deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB) defenderam a apuração das denúncias com base em provas e sem julgamentos antecipados.

Azambuja afirmou que o Supremo avançou sobre atribuições dos demais Poderes e assumiu um papel político incompatível com a função constitucional da Corte. “Hoje, o STF manda demais. Usurpou espaços dos outros Poderes e assumiu um protagonismo político que precisa acabar”, declarou, completando que Moraes perdeu as condições de permanecer no cargo diante das suspeitas que passaram a ser discutidas publicamente.

“Alexandre de Moraes está, na minha avaliação, numa posição insustentável. A própria imprensa já debate abertamente sua saída”, afirmou Azambuja, completando que: “Se eu chegar ao Senado e tiver que julgar ministros do STF, vamos julgar com rigor, independência e isenção. Ninguém estará acima da Constituição”.

Já Capitão Contar defendeu que o Senado exerça suas atribuições constitucionais diante das suspeitas envolvendo integrantes do STF. “O Senado tem que cumprir o seu papel. Impeachment é uma ferramenta prevista na Constituição e, quando existem suspeitas de que um ministro extrapolou os limites de suas funções, os fatos precisam ser apurados”, afirmou.

SITUAÇÃO

Vander Loubet classificou as denúncias como graves, mas defendeu que os fatos sejam investigados antes de qualquer conclusão ou responsabilização. “As denúncias são graves e exigem a devida investigação e apuração dos fatos. Da nossa parte, da parte do PT, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Se forem comprovados atos ilícitos por parte do ministro Alexandre, ele terá que responder por isso”, afirmou.

A senadora Soraya Thronicke também classificou as informações como graves, mas pediu cautela antes de qualquer julgamento. “As informações que vieram a público são graves e exigem cautela e rigor técnico na apuração dos fatos, com transparência e sem interferências”, afirmou, dizendo que preservar as instituições “não significa blindar as pessoas, assim como cobrar respostas não autoriza julgamentos antecipados”.

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