Política

É OFICIAL

Walter Carneiro é o novo chefe da Casa Civil em Mato Grosso do Sul

A nomeação do novo secretário de estado da Casa Civil foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (27), logo após a exoneração do antigo titular, Eduardo Rocha

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Foi publicada no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul (DOE-MS), a nomeação de Walter Carneiro Júnior como o novo secretário de estado da Casa Civil, ocupando o lugar de Eduardo Rocha, que estava no cargo desde 2023, e agora, entrega a função para se dedicar a campanha eleitoral para deputado estadual em 2026.

A mudança em uma das secretarias mais importantes do governo já era prevista, tendo em vista que na última quinta-feira (23), durante uma reunião realizada na Governadoria, o vice-governador e secretário de Governo e Gestão Estratégica, José Carlos Barbosa (Barbosinha), já tinha confirmado a saída de Rocha, que segundo ele, foi uma decisão pessoal, sabendo que, o prazo máximo para a entrega de cargo para os que pretendem concorrer nas próximas eleições é até março de 2026.

"Essa é uma secretaria extremamente complexa, onde a candidatura se confunde, às vezes, com a função do secretário. Eduardo decidiu deixar essa missão para poder cuidar da candidatura dele", explicou.

Ao anunciar sua saída, Eduardo Rocha afirmou que a decisão foi tomada para evitar a mistura entre o trabalho técnico da Casa Civil e a campanha eleitoral. "Eu sempre fui político, tive três mandatos de deputado estadual, sei o quanto é trabalhoso organizar uma campanha. Resolvi sair antes para não misturar a política eleitoral com a política de governo", explicou.

Rocha destacou que participou de "três anos de política de governo sem nenhum problema" e que agora pretende se dedicar à campanha. Momentaneamente, ele permanece no MDB e disputará as eleições "pelo partido que o Riedel indicar".

Outros nomes

Além de Walter Carneiro, Barbosinha acrescentou que outros nomes poderão ser definidos até março, já que há a possibilidade de novas candidaturas, como as de Jaime Verruck, titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e Marcelo Miranda, líder da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc).

"O governo vai dialogar até o final do ano. Pode ser que aconteça até o final do ano, como pode acontecer até março. Não existe uma data estabelecida. Pode ser novembro, dezembro, janeiro ou fevereiro", disse Barbosinha.

Walter Carneiro

O novo titular da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, é primeiro-suplente de deputado federal pelo PP, tendo obtido 39.860 votos nas eleições de 2022. No ano passado, foi nomeado secretário-adjunto da Casa Civil, e anteriormente atuou como diretor-presidente da Sanesul durante a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja.

Carneiro é filho do ex-deputado estadual Walter Carneiro, e tem trajetória ligada à política desde cedo. Segundo Barbosinha, "nasceu em berço político". A expressiva votação obtida em 2022 o credencia como pré-candidato a deputado federal pelo PP em 2026, fator que pode ter sido ponderado pelo governador Eduardo Riedel ao escolhê-lo para o comando da Casa Civil.

Ao comentar sua nova função, Walter Carneiro afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho conduzido por Rocha, reforçando a relação institucional com os municípios e o Legislativo.

"Eduardo estreitou muito o relacionamento com prefeitos e vereadores. A Casa Civil é uma secretaria eminentemente política, que procura trazer para perto as demandas e construir boa relação com as demais secretarias, fortalecendo o projeto de governo que busca cada vez mais se aproximar dos municípios", disse.

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Condenado

Moraes mantém Bolsonaro em prisão domiciliar e manda recolher 10 armas

Ministro entendeu que a apreensão da arma, no último dia 16, não foi falta grave e por isso permitiu que continuasse em sua casa

03/07/2026 18h16

O ex-presidenet Jair Bolsonaro está cumprindo pena em sua residência, em Brasília

O ex-presidenet Jair Bolsonaro está cumprindo pena em sua residência, em Brasília

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta sexta-feira, 3, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, apesar de ter tido uma arma registrada em seu nome apreendida em blitz policial no Distrito Federal.

Moraes endossou a avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não foi comprovada falta grave do ex-presidente no episódio da arma. “No presente momento, a manutenção de prisão domiciliar humanitária mostrase razoável, adequada e proporcional", afirmou.

Apesar da decisão favorável aos pleitos de Bolsonaro, o ministro determinou, em contrapartida, a revogação do seu registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e a apreensão de dez armas registradas em seu nome.

No último dia 16 de junho, foi apreendida com um de seus seguranças, em Brasília, uma arma da marca Glock, modelo nove milímetros. A Polícia Civil do Distrito Federal abriu um inquérito para investigar o caso e compreender as razões do armamento estar fora da residência do ex-presidente e em posse de outra pessoa.

Bolsonaro prestou depoimento no dia 23 de junho e disse que deu a arma a um de seus seguranças para que realizasse um conserto no equipamento. Ele ainda alegou que um delegado da Polícia Federal (PF) permitiu que ele ficasse com uma arma em casa.

A defesa de Bolsonaro afirmou na ocasião que havia retirado uma peça da arma para inutilizá-la, em razão do estado mental do ex-presidente. Contudo, Bolsonaro teria percebido ao manusear a arma e pedido que o segurança a levasse para o conserto.

A Polícia Civil do DF indiciou Estácio Leite da Silva Filho, o segurança de Bolsonaro envolvido no episódio, por porte ilegal de arma de fogo. O ex-presidente não foi alvo de acusações.

O episódio fez com que o ministro Alexandre de Moraes questionasse a existência de uma falta grave por parte de Bolsonaro, o que poderia culminar com a revogação de sua prisão domiciliar e a volta a um estabelecimento prisional.

disputa pelo Senado

"É uma decisão do PL", diz Tereza Cristina sobre Capitão Contar e Pollon

Em evento realizado na Maternidade Cândido Mariano, a senadora disse que a decisão que escolheu o candidato a senador pela sigla não cabe a ela

03/07/2026 13h01

"Pode atrapalhar, pode não atrapalhar, eu espero só que eles se entendam", diz Correio do Estado/ João Pedro Zequini

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Na manhã desta sexta-feira (3), a senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que a decisão do PL, que confirmou o Capitão Contar como segundo candidato ao senado cabe apenas ao partido. A fala foi durante evento de lançamento do “Vira CG Saúde”, na maternidade Cândido Mariano.

“Tinham dois ótimos nomes, mas a pesquisa mostrou que o Capitão Contar hoje é mais viável.“ destacou Tereza, que ainda afirmou que no início havia um combinado, que era posto pela pesquisa, logo quem levasse vantagem, iria representar o PL.  

Ainda completando a fala, ela afirma que “é uma decisão do PL”, se referindo à decisão entre Pollon e Contar. 

Tereza também destacou que independente do candidato, o ideal é alguém que lute e trabalhe pelo País e que é isso que a população deseja.

A senadora também foi questionada se o racha no partido prejudicaria futuramente a candidatura do senador e pré-candidato a presidente da república, Flávio Bolsonaro. 

“Pode atrapalhar, pode não atrapalhar, eu espero só que eles se entendam para que a gente possa ter aí, enfim, tratar dos assuntos que são de interesse do País” disse Tereza. 

DECISÃO DO PL 

Conforme reportado pelo Correio do Estado mais cedo, o PL decidiu na última quarta-feira (1), que o Capitão Contar seria o segundo do partido para entrar na disputa do senado, juntamente com o ex-governador de MS, Reinaldo Azambuja. 

Por sua vez, o deputado federal Marcos Pollon, não concorda com a decisão nacional e aposta em uma articulação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter a escolha.

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