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Ato pró-Lula reúne centenas de estudantes e trabalhadores da educação em Campo Grande

Mobilização em defesa da educação e a favor do fim da escala 6x1 ocorreu na UFMS e percorreu ruas do entorno, mesmo sob chuva

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Mesmo sob a chuva que começou a cair no fim da tarde desta terça-feira (13), centenas de estudantes e profissionais da educação participaram de uma manifestação em defesa da educação pública e pelo fim da escala 6x1, em Campo Grande.

O ato também foi em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a sua reeleição no segundo turno, contra Flávio Bolsonaro.

A concentração começou às 16h no momunento paliteiro e a caminhada percorreu ruas do entorno da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) às 18h.

Entoando cantos que remetiam aos temas da manifestação, o grupo saiu pelo portão 2 até a rotatória, seguindo pelo autocine e pontilhão da Rua Rui Barbosa, retornando para a universidade. A passeata foi acompanhada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pela Polícia Militar (PM).

O número de manifestantes não foi oficialmente divulgado, mas estimativas extraoficiais apuradas pelo Correio do Estado é de que cerca de 600 pessoas participaram do ato.

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

A professora aposentada Leila Glades, 56 anos, participou da manifestação e afirmou que o movimento é importante para tirar as dúvidas de muitos indecisos.

"Aquelas pessoas que não têm a consciência do que realmnte está acontecendo no momento, com um movimento desse vai ter vários esclarecimentos, então a partir desse movimento é que a gente vai conseguir no positivo, no que a gente quer: Lula", disse.

Luiz Fernando da Silva Lima, 18 anos, é estudante de Odontologia na UFMS. Filho de professor, ele afirmou que é importante defender o ensino público.

"Esse movimento é muito importante por vários motivos, primeiro porque a faculdade é pública e sem estudos você não chega a lugar nenhum, e eu concordo que também é para virar voto. Com todas as manifestações que estão tendo no Brasil inteiro, nós conseguimos virar votos para que o que presidente Lula ganhe", disse.

A diarista Daiane Arruda, 40 anos, também ressaltou a importância de políticas públicas e disse que é importante ampliar a esquerda.

"Eu acho muito importante porque eu tenho duas filhas, de 17 e de 15 anos, e sempre falo para elas que houve um tempo, quando eu estudava, que tinha que comprar uniforme e eu não tive muitas oportunidades, eu lembro que eu reprovei porque minha mãe não tinha condições de comprar um livro de inglês para mim na época. Depois que o PT entrou, fez muito pela educação, minha filha estuda e recebe o pé de meia, que ajuda muito, porque eu sou mãe solo e criei as duas sozinhas", afirmou Daiane.

Jenifer Paes, 31, é professora da Rede Estadual de Ensino e afirmou que as manifestações também são importantes para mostrar que a esquerda existe e está organizada para reivindicar direitos da classe trabalhadora.

O acadêmico egresso de economia, Ari Ferreira Júnior, 28 anos, avaliou o movimento como uma oportunidade da juventude de esquerda se renovar, pois, segundo avaliação dele, a direita tem se renovado, pelo menos, desde 2020.

O vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ADUFMS), Marco Aurélio Stefanes, afirmou que a educação é o maior patrimônio de um povo e que a educação pública produz 95% de toda a pesquisa científica do Brasil.

"A proposta que está colocada pelo candidato da direita, primeiro, é mexer na Constituição de forma arbitrária, porque pra mexer na Constituição, você tem que convocar uma Assembleia Constituinte, isso não foi ventilado, mas o candidato lá diz que quer mudar a Constituição, isso é uma visão autocrática de um país e nós precisamos de um país plural, democrático e desenvolvido e o desenvolvimento passa pela qualificação da educação", disse.

"Quando o candidato do lado de lá [direita] propõe tirar as univerdidades do MEC, onde tem recurso hoje destinado sobre o prisma da Constituição, e levar para o Ministério da Tecnologia, vai sem recurso, e o recurso ele vai pôr quando e como ele quiser. Isso é um futuro absolutamente perigoso para o País e, nesse sentido, as universidades, os estudantes, a juventude, nesse movimento lindo que está tendo no Brasil inteiro, está entendendo essa mensagem", acrescentou.

Centenas de estudantes e profissionais da educação participaram de manifestação em Campo GrandeFoto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

PREVISÃO

Calor volta e chuva segue para os próximos dias em Campo Grande

Previsão dos dias 19 a 25 acompanha tendência observada em outubro, tanto que a Capital bateu recorde de precipitação acumulada em comparação com a média histórica para o mês

18/10/2026 11h00

Nova semana na Capital não deve ter trégua da chuva e mistura de calor e temperaturas amenas

Nova semana na Capital não deve ter trégua da chuva e mistura de calor e temperaturas amenas Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Depois de uma semana com temperaturas mais amenas do que o costumeiro calorão em Campo Grande, a tendência dos próximos dias é que o termômetro volte a marcar calor acima dos 30°C, mas as chuvas devem continuar mesmo depois de alcançarem marca recorde em outubro.

Conforme o Climatempo, amanhã, segunda-feira (19), deve ser de sol com algumas nuvens, com variação de temperatura entre 15°C e 28°C, sem chuva.

Na terça-feira (20), a mesma previsão, com aumento no termômetro, visto que a previsão marca mínima de 18°C e máxima de 33°C, também sem chuva.

No dia seguinte, a tendência é que as temperaturas aumentem ainda mais, chegando a máxima de 35°C e mínima de 23°C, ainda sem chuva, mas com sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado.

Na quinta-feira (22), será o primeiro dia de chuva na semana, prevista entre o fim da tarde e à noite, acompanhada da mesma previsão de temperatura do dia anterior.

Nas 24 horas seguintes, a chuva segue, mas com menos intensidade, com precipitação rápida durante o dia e a noite, com mínima de 25°C e máxima de 32°C.

No sábado (24), a chuva deve atrapalhar um pouco mais o dia do campo-grandense, com previsão de chuva forte à tarde e noite com pancadas de chuva, além da temperatura seguir a mesma da observada na sexta-feira.

Outubro

Como reportado pelo Correio do Estado, os primeiros 15 dias deste mês estão mais chuvosos do que nunca. Segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), o acumulado de chuvas já está próximo dos 300 milímetros em algumas regiões, isso contabilizando apenas os 15 primeiros dias deste mês.

São 272,8 mm no Rio Anhanduí, no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 238,2 mm no Jardim Panamá, 235 mm na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Aparecida Gonçalves Saraiva e 221,6 mm na estação Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que fica na Embrapa. 

“A primeira quinzena de outubro de 2026 se destacou pelo predomínio de chuvas expressivas e acima da média climatológica na maior parte do estado de Mato Grosso do Sul. Contudo, observou-se também uma variação na distribuição espacial e nos volumes acumulados, com episódios de precipitação pontualmente intensos”, afirma.

“A ocorrência de volumes elevados concentrados em curtos períodos reforça a importância do monitoramento contínuo das condições meteorológicas, da capacidade de infiltração do solo e da gestão dos recursos hídricos”, segue a nota do Cemtec-MS.

Para se ter uma ideia, os 272,8 mm acumulados na região do Rio Anhanduí, no Aero Rancho, representam 81% acima do volume esperado para os 31 dias de outubro, que é de 150,6 mm.

Outra marca de outubro que não tem correspondido aos dados históricos é referente ao calor. Historicamente, este é o mês mais quente do ano, porém, até agora, o dia 8 foi o mais quente registrado, quando os termômetros marcaram 34,8°C em Campo Grande, de acordo com o Inmet.

Essa não é sequer a maior temperatura já registrada no ano, marca que até agora é do dia 27 de setembro, quando a Capital registrou 37,8°C.

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MEDICINA

Enamed passa a ser obrigatório em meio a notas baixas em MS

Na quinta-feira, o Senado Federal aprovou a Medida Provisória que tornou o exame uma condição para o exercício da medicina; em janeiro, UniCesumar e Uniderp tiraram nota 2 de 5

18/10/2026 09h00

A Uniderp de Campo Grande foi uma das duas faculdades de MS que ficaram abaixo dos 60% de proficiência no último Enamed

A Uniderp de Campo Grande foi uma das duas faculdades de MS que ficaram abaixo dos 60% de proficiência no último Enamed Foto: Divulgação

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O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) agora é obrigatório para o exercício da profissão em todo o Brasil, depois de 99 cursos de Medicina tirarem nota 1 ou 2 nos resultados divulgados em janeiro, incluindo duas faculdades de Mato Grosso do Sul, o que acendeu alerta no Ministério da Educação (MEC).

Na última quinta-feira (15), o Senado Federal aprovou a Medida Provisória que institui o Enamed como obrigatório para os futuros médicos exercerem a profissão. Agora, serão três avaliações ao longo da graduação: no final do segundo, do quarto e do sexto ano do curso. Antes, conforme texto do Poder Executivo, estavam previstas apenas duas avaliações.

O resultado final será calculado pela média acumulada das três provas, com maior peso para a última avaliação. O desempenho mínimo exigido, os pesos de cada etapa e os critérios de cálculo serão definidos pela Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica e deverão ser previamente publicados.

Quem não alcançar o nível mínimo de proficiência poderá refazer a terceira etapa do exame nas edições seguintes, com novo cálculo da média final. A primeira média acumulada das três avaliações constará do histórico escolar do estudante concluinte, e as faculdades poderão utilizar as notas em seus processos de avaliação acadêmica.

Porém, a exigência de aprovação no Enamed para obtenção do registro será aplicada apenas aos estudantes que ingressaram nos cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026. Quem já estava matriculado antes dessa data continuará submetido às regras anteriores, assim como médicos que já tinham diploma reconhecido nacionalmente.

PREOCUPAÇÃO

Em janeiro deste ano, os resultados do último Enamed, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), acenderam um alerta em toda a comunidade acadêmica e profissional de medicina depois de 99 dos 351 cursos avaliados ficarem abaixo do suficientes, ou seja, ficaram abaixo dos 60% de proficiência (nota 1 ou 2).

Em Mato Grosso do Sul, duas faculdades ficaram dentro deste universo de notas insuficientes: a Anhanguera Uniderp, em Campo Grande; e a UniCesumar, em Corumbá. Na época, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) informou ter recebido com preocupação o resultado do Enamed, tendo em vista a classificação atribuída aos cursos das universidades privadas.

Recentemente, em agosto, estudantes do curso de Medicina da Uniderp realizaram uma manifestação em Campo Grande para cobrar melhorias nas condições oferecidas pela universidade. Com cartazes, os acadêmicos protestaram contra problemas de infraestrutura, questões relacionadas à qualidade do ensino e ao internato médico, além de mudanças acadêmicas ocorridas ao longo do curso.

Ainda, o Correio do Estado também reportou que dois estudantes da UniCesumar conseguiram ser aprovados no Exame Nacional de Residência (Enare), que tinha 11,3 mil vagas abertas e concorrência de 138.974 candidatos. Porém, eles não conseguiram iniciar a residência, pois a faculdade não emitiu a documentação necessária para serem realizadas as inscrições.

LADO BOM

Nos mesmos resultados divulgados pelo Inep em janeiro, os melhores resultados foram registrados no Estado por universidades públicas, que concentraram os conceitos mais altos, como o campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados.

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande, e o campus campo-grandense da UFMS tiraram nota 4 no exame nacional e ficaram dentro dos resultados satisfatórios.

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