Cidades

PREFEITURA X CÂMARA

Bastam 15 votos para derrubar veto de Adriane na luta contra taxa do lixo

Alteração do Perfil Socioeconômico, 3,5% de alíquota, 5,32% de correção pelo IPCA-E e a perda de 20% do desconto para o pagamento à vista, levaram a reajustes de quase 400% no IPTU

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Com a Prefeita Adriane Lopes (PP) derrubando ontem (13), conforme publicado em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o projeto de lei que tentava suspender a Taxa de Listo nos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), os vereadores precisam agora da soma de apenas 15 votos para derrubar esse veto. 

Ainda ontem (13), o Correio do Estado trouxe à público a decisão de Adriane Lopes pelo veto total, por parte da chefe do Executivo, ao projeto de Lei Complementar n. 1.016/2026 da Câmara Municipal, alegando entre outros pontos que o Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) trata-se de um instrumento técnico-cadastral que depende de atualização e operacionalização administrativa. 

Essa postura foi adotada em confronto à decisão tomada durante sessão extraordinária feita na Câmara de Campo Grande na noite de segunda-feira (12), suspendendo o decreto da Prefeitura que definiu a forma de lançamento e cobrança da taxa de coleta de lixo que vem embutida no carnê do IPTU, considerado estratégico para aliviar o valor final cobrados dos contribuintes.

"Ela [prefeita Adriane Lopes (PP)] vetando, devolve o projeto para a Câmara, que têm até 30 dias após o recesso para analisar, sendo que podem acatar o veto e o procedimento é ativado ou podem derrubar o veto", diz. 

Conforme o procurador Dr. Gustavo, se a lei for publicada e promulgada ela passará a valer, só podendo ser derrubada através de ordem judicial ou por meio de um outro projeto de lei. Ele ainda explica o que é necessário agora para que os vereadores derrubem o veto. 

"Para derrubar o veto precisa de maioria, que nesse caso são 15 votos. É que está em recesso e por ser essa situação de emergência convocaram uma extraordinária, para tentar de alguma forma amenizar essa situação urgente. 

Segundo ele, os vereadores em particular também podem agora elaborar um novo projeto de lei para propor e tentar derrubar o veto. 

Nova sessão extraordinária? 

Além disso, ele esclarece que a possibilidade de uma nova sessão extraordinária, para acontecer antes da retomada dos trabalhos legislativos, precisaria surgir dos próprios vereadores, caso os mesmos sigam encarando o assunto como "urgente". 

Porém, conforme repassado pelo próprio procurador da Câmara Municipal de Campo Grande, convocar sessões extraordinárias exclusivamente para votar e derrubar um veto manifestado por parte do Executivo não costuma ser uma prática comum. 

Ainda assim, o presidente da Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, Rafael Tavares, reforçou ao Correio do Estado que os vereadores já estão trabalhando para que, de fato, aconteça essa derrubada do veto de Adriane Lopes. 

"Os Vereadores continuam contra o aumento de impostos em defesa da população. Na minha opinião temos que votar o quanto antes, mas estamos buscando um consenso entre os colegas", disse o vereador. 

Cobranças atualizadas

Alegando ter ficado de fora dos debates referentes ao  aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração. 

Entre os assuntos mais polêmicos da Capital neste ano está justamente o Imposto Predial e Territorial Urbano, o qual os carnês deste 2026,  pelos valores de correção, deveriam vir com reajuste de 5,32% em relação ao aplicado em 2025. 

Esse percentual corresponde à variação da inflação no período, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, por não ser diferente já havia sido divulgado pela então secretária Municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, e pela prefeita Adriane Lopes, em suplemento que data de 24 de outubro de 2025 no Diogrande, sem a necessidade de passar pela Câmara de Campo Grande. 

Porém, houve ainda a instituição de um novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI), atualizado após quase uma década, subindo valores da taxa de lixo para 44% dos moradores, aprovado inclusive na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado.

Como se não bastasse, nas tratativas entre os Poderes, além de indicar essa correção através do IPCA-E, o secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, pontuou uma cobrança que, segundo ele, já estaria prevista nos códigos municipal e nacional. 

Conforme o secretário de Relações, para imóveis territoriais em bairros com mais de três equipamentos públicos (saneamento; posto de saúde; asfalto, etc.), por parâmetro municipal a Prefeitura pode e aplicou a cobrança de 3,5%, o máximo que estaria previsto no Código Tributário Nacional. 

Justamente esse "tarifaço sobre os terrenos baldios", como bem abordado no Correio do Estado, é o que ajuda a explicar a "chiadeira" sobre o IPTU neste começo de 2026,

Em outras palavras, até o ano passado os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto, até essa mudança para 3,5% que sozinha já representa um aumento de 250% no valor do carnê e, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

"Então, se o cara tinha um imóvel de 100 mil reais e pagava mil, ele pode, dependendo do caso, estar pagando 3.500 reais, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel, mas dentro de acordo com o que o Código Tributário Municipal estabelece em consonância com o Código Tributário Nacional", disse o próprio secretário de relação há exatamente uma semana (07). 

Todas essas possíveis mudanças, da alteração do Perfil Socioeconômico, os 3,5% de alíquota, mais 5,32% de correção pelo IPCA-E, além da perda dos 20% do desconto para o pagamento à vista do IPTU, levaram a reajustes em parte dos imóveis que se aproximam de 400% de diferença do valor praticado em 2025.

 

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Apreensão

Jovem é presa com 15 kg de skunk em ônibus na BR-262, em Corumbá

Droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador

12/03/2026 14h45

Foto: Divulgação / PF

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Uma jovem de 19 anos foi presa na manhã de quarta-feira (11) após ser flagrada transportando aproximadamente 15 quilos de "skunk", popularmente conhecida como "supermaconha" em um ônibus de linha abordado na Rodovia Ramon Gomes, trecho da BR-262, em Corumbá, interior do Estado.

A droga foi localizada na bagagem da passageira com auxílio de um cão farejador durante fiscalização conjunta da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O ônibus seguia viagem com destino a São Paulo quando foi parado por volta das 8h30 para inspeção. Durante a verificação das bagagens, o cão de faro "K9" indicou a presença de entorpecentes em uma mala pertencente à jovem. Ao abrirem o volume, os agentes encontraram cerca de 15 quilos de skunk, variação mais potente da maconha.

Questionada pelos policiais, a passageira afirmou que receberia R$ 7 mil para transportar a droga até a capital de São Paulo. Ela foi detida no local e encaminhada à Polícia Federal, que ficará responsável por dar continuidade às investigações.

A ação faz parte da Operação da Força Especial de Repressão Aduaneira (Fera), iniciativa voltada ao reforço das atividades de vigilância, repressão e apoio à fiscalização em todo o país.

O programa tem como foco intensificar o combate ao tráfico de drogas e outros crimes transnacionais, com atenção especial às regiões de fronteira consideradas estratégicas para o escoamento de entorpecentes.

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INOVAÇÃO

Prefeitura lança aplicativo de serviços e amplia rede de Wi-Fi gratuito em Campo Grande

Através do aplicativo digital, cidadãos e visitantes podem solicitar serviços públicos de forma online e rápida

12/03/2026 14h30

A disponibilização de wi-fi gratuito foi ampliada na Capital

A disponibilização de wi-fi gratuito foi ampliada na Capital Prefeitura Municipal de Campo Grande

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A Prefeitura de Campo Grande lançou nesta quinta-feira (12) um novo aplicativo que reúne diversos serviços municipais em uma única plataforma digital.

A ferramenta foi apresentada durante evento realizado na sede da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec) e faz parte das ações da gestão para ampliar o acesso da população aos serviços públicos.

Além da novidade tecnológica, o município também anunciou a ampliação da rede pública de internet gratuita, que passa a contar com 187 pontos de acesso distribuídos pela cidade, instalados em prédios públicos e locais de grande circulação.

O aplicativo, chamado + CG, concentra diferentes atendimentos da administração municipal e permite que o cidadão resolva demandas diretamente pelo celular, como consulta e emissão de guias do IPTU, solicitação de serviços urbanos, agendamentos e registro de reclamações.

A proposta é centralizar atendimentos e facilitar a comunicação entre moradores e a Prefeitura, tornando mais ágil o encaminhamento de demandas e pedidos da população.

Segundo a prefeita Adriane Lopes, a ferramenta representa um passo importante no processo de modernização digital da gestão pública. A iniciativa, segundo ela, busca ampliar o acesso da população aos serviços municipais e garantir mais eficiência no atendimento aos cidadãos.

Para o diretor-presidente da Agetec, Leandro Basmage, o aplicativo deve continuar recebendo atualizações constantes e melhorias ao longo do tempo.

“O +CG nasceu nesse intuito de fazer a integração de todos os serviços que a gente presta hoje na prefeitura. É claro que são muitos, por isso a gente começou com a primeira fase, com a primeira versão. Hoje a gente já vai conseguir serviços como acesso ao IPTU. Ele já é totalmente vinculado à sua conta, então quando você faz o acesso você já sabe quem está falando, qual é o CPF que está escrito ali dentro, então você já tem esses acessos individuais”, explicou. 

O acesso ao aplicativo já está disponível para ser baixado através das lojas de aplicativo para Android e para iOS tanto para moradores da Capital como para visitantes. 

Internet gratuita 

Durante o lançamento do aplicativo, também foi divulgada a expansão da rede de internet pública do município. Os novos pontos de Wi-Fi foram instalados em unidades administrativas, centros de serviços e outros espaços utilizados pela população.

Para utilizar o serviço, basta que o usuário esteja em um dos locais sinalizados e realize um cadastro simples, informando o CPF para liberar o acesso à rede.

A iniciativa faz parte das políticas de inclusão digital da Prefeitura, que buscam ampliar o acesso da população à internet e facilitar o uso de serviços digitais no dia a dia.

Um dos exemplos citados pela administração municipal é a instalação de Wi-Fi gratuito no Mercado Municipal Antônio Valente, o Mercadão, onde comerciantes utilizam a conexão para realizar pagamentos digitais e outras operações online.

“Vou citar um dos pontos que nós iniciamos esse projeto no Mercadão Municipal, onde nós temos ali a comercialização de produtos que são vendidos por mulheres indígenas. Com aquele ponto de wi-fi no mercadão, a gente trouxe resolutividade e a valorização das mulheres indígenas empreendedoras que cotidianamente trabalham ali”, afirmou a prefeita.

Além dos novos pontos, a Prefeitura também aumentou a capacidade da rede pública de internet, que passou de 150 megabits para 300 megabits, com testes de velocidade que já chegam a 600 megabits, ampliando a qualidade da conexão disponível à população. 

Cidades conectadas

A iniciativa coloca Campo Grande a passos mais largos para alcançar uma melhor colocação no ranking Cidades Inteligentes e Conectadas (Connected Smart Cities - CSC). 

Atualmente, quatro cidades de Mato Grosso do Sul fazem parte do top 10 da região Centro-Oeste: Campo Grande em terceiro lugar da lista, seguido por Ponta Porã, em sexto, Três Lagoas, em oitavo e Dourados na décima posição. 

A avaliação de cidades inteligentes envolve a análise de variados indicadores que medem o desenvolvimento urbano sustentável e a qualidade de vida proporcionada aos seus habitantes, com o objetivo de fornecer uma visão ampla do desempenho das cidades em diferentes áreas, utilizando um conjunto de indicadores padronizados e reconhecidos internacionalmente. 

Em Mato Grosso do Sul, algumas cidades já começaram a adotar sistemas de monitoramento urbano e serviços digitais, como o monitoramento do trânsito através de drones em Campo Grande e o aplicativo digital desenvolvido pelo governo do Estado, o MS Digital, além do +CG e dos pontos de wi-fi gratuitos. 

Em âmbito nacional, as 10 cidades brasileiras que lideraram o Ranking Brasileiro em 2025 foram:

  1. Vitória - ES
  2. Florianópolis - SC
  3. Niterói - RJ
  4. São Paulo - SP
  5. Curitiba - PR
  6. Recife - PE
  7. Barueri - SP
  8. Santos - SP
  9. Salvador - BA
  10. Rio de Janeiro - RJ

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