Cidades

ÚLTIMA RATIO

Desembargadores afastados por venda de sentença voltam aos cargos no TJMS

Prazo de 180 dias de afastamento terminou na segunda e magistrados retornaram ao trabalho nesta terça-feira

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Quatro desembargadores que estavam afastados desde o dia 24 de outubro de 2024 voltaram hoje (22) às suas funções no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Eles foram alvos da Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal, que revelou um esquema de venda de sentenças no órgão.

O prazo do afastamento, de 180 dias, terminou nessa segunda-feira (21) e o TJMS confirmou o retorno dos magistrados ao trabalho. São eles: Sideni Soncini Pimentel, Vladimir Abreu da Silva, Marcos José de Brito Rodrigues e Alexandre Bastos.

Pelo mesmo prazo, eles ficaram proibidos de acessar as dependências do Tribunal de Justiça e de utilizar os serviços da Corte, assim como foram proibidos de manter contato com os funcionários do local.

Todas essas proibições não estão mais vigentes. 

O ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Sérgio Martins, também foi afastado na operação, mas voltou ao cargo em dezembro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin. 

Cristiano Zanin atendeu a pedido do advogado de Martins, Rodrigo Mudrovitsch, que afirmou que não havia indícios de que Martins teria se beneficiado financeiramente da venda de decisões judiciais. 

Os outros quatro desembargadores permaneceram afastados do cargo e usando tornozeleira eletrônica até o fim do prazo.

Operação Último Ratio

A Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Receita Federal em 24 de outubro do ano passado, revelou um esquema de venda de sentenças envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), advogados e empresários.

  

Ao todo, na ocasião a Polícia Federal cumpriu 44 mandados de busca e apreensão, em diversos locais, como residências de investigados e seus familiares, o prédio do TJMS, a sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o fórum e escritórios de advocacia. Além de Campo Grande, alvos são investigados em Brasília, São Paulo e Cuiabá.

A Polícia Federal pediu a prisão preventiva de alguns investigados, mas a Justiça negou e decretou apenas a suspensão do exercício do cargo ou função pública de cinco desembargadores, conselheiro do TCE e servidor do TJMS, pelo prazo inicial de 180 dias, que terminou ontem.

Foi determinada a monitoração eletrônica, por meio de tornozeleira, dos investigados.

chuvarada

Energisa multiplicou por 5 número de equipes neste domingo

Conforme a empresa, todos os mais de 7 mil locais de votação foram mapeados e os quase 700 profissionais foram distribuídos de acordo com estes endereços

04/10/2026 11h48

Forte chuva já estava prevista para este domingo e por isso a concessionária escalou quase 700 pessoas em locais estratégicos

Forte chuva já estava prevista para este domingo e por isso a concessionária escalou quase 700 pessoas em locais estratégicos

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Por conta das chuvas que desde a madrugada atingiram boa parte das regiões sul e central de Mato Grosso do Sul, a falta de energia atingiu pelo menos 19 dos 79 municípios do Estado neste domingo (4) de eleições gerais, segundo informações da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Segundo a Energisa, porém, “nenhuma cidade teve o fornecimento de energia interrompido por completo. As ocorrências tiveram início na madrugada, quando também começaram a ser atendidas pelas equipes de plantão. Às 07h, horário de início das eleições, apenas o município de Aral Moreira ainda seguia com impactos em áreas próximos aos locais de votação”.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mesmo sem energia, as urnas foram ligadas normalmente no horário previsto, uma vez que são equipadas com baterias que mantêm os aparelhos funcionando durante cerca de 12 horas.

Por isso, diz a Energisa, a falta de energia, não causou impacto na votação. Por volta das 11 horas, de acordo com a Energia, “mais de 80% dos casos já foram normalizados. Seguimos com atendimentos nas áreas ainda afetadas. As equipes seguem em campo. Seguimos monitorando e com comunicação direta com o TRE”.

De acordo com a Sejusp, houve registro de falta de energia nos municípios de Paranhos, Novo Horizonte do Sul, Angélica, Aral Moreira, Bataguassu, Caarapo, Campo Grande, Dourados, Iguatemi, Itaquirai, Ivinhema, Jateí, Maracaju, Nioaque, Laguna Caarapã, Nova Alvorada, Nova Andradina, Ponta Porã e Ribas do Rio Pardo.

Além destas 19 cidades, no começo da manhã o Tribunal o Tribunal Regional Eleitoral informou também que ocorreram problemas de abastecimento de energia nos municípios de Brasilândia e Corguinho.

Conforme a Energisa, para este dia de eleições a distribuidora disponibilizou quase cinco vezes mais profissionais nas ruas do que num domingo normal. “Ao todo, são 686 profissionais atuando nesse domingo de eleições”, informou a empresa. 

De forma antecipada, segundo a empresa, foi montado “um plano de atuação, com mapeamento de todos os locais de votação no Estado, alocando equipes operacionais em pontos estratégicos, para agilizar e priorizar o atendimento nos locais de votação, para o caso de ocorrências devido as condições climáticas previstas para o Estado”. 

Além disso, a empresa também informou que mantém profissionais atuando no monitoramento técnico e climático e com contato direto com o TRE.

ELEIÇÕES 2026

Eleitora passa mal e morre em local de votação em Campo Grande

Mulher estava na Escola Municipal Sebastião Santana de Oliveira, na região do José Abrão, quando sofreu um mal súbito na manhã deste domingo (4)

04/10/2026 10h25

Idosa de 60 anos passou mal e morreu na Escola Municipal Sebastião Santana de Oliveira, local de votação na região do José Abrão, em Campo Grande

Idosa de 60 anos passou mal e morreu na Escola Municipal Sebastião Santana de Oliveira, local de votação na região do José Abrão, em Campo Grande Divulgação

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Uma eleitora de 71 anos morreu após passar mal enquanto aguardava na fila para votar na manhã deste domingo (4), em Campo Grande. O caso ocorreu na seção 117, instalada na Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira, na região do José Abrão, pertencente à 35ª Zona Eleitoral.

Segundo informações oficiais do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), a mulher passou mal enquanto aguardava na fila de votação e recebeu os primeiros atendimentos ainda no local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela coordenadora de acessibilidade e chegou à escola em aproximadamente 10 minutos. Apesar dos procedimentos realizados pela equipe de socorro, a eleitora não resistiu e morreu.

Informações preliminares apontam que a mulher teria sofrido um infarto. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem informações sobre eventual histórico de problemas de saúde da vítima.

Eleições em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, a votação começou às 7h e segue até as 16h, considerando o horário local. Neste primeiro turno, mais de 2 milhões de eleitores estão aptos a comparecer às urnas em todo o Estado.

Ao todo, Mato Grosso do Sul conta com 2.024.884 eleitores aptos. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), 1.768.681 deles, o equivalente a 87,35% do eleitorado, possuem cadastro biométrico.

Para a realização do pleito, foram distribuídas 7.106 urnas eletrônicas em Mato Grosso do Sul. Somente em Campo Grande são 2.242 seções eleitorais.

As primeiras horas de votação também são marcadas por chuva em Campo Grande e registros pontuais de problemas em equipamentos eleitorais no Estado. Segundo informações divulgadas pelo TRE-MS, as condições climáticas não impedem a realização da votação e os procedimentos de contingência estão previstos para eventuais intercorrências.

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