Cidades

8 de março

Dia Internacional da Mulher, a marca da revolução feminina em MS

Dia Internacional da Mulher, a marca da revolução feminina em MS

Evelyn Souza

08/03/2011 - 00h02
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Terça-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher! Para quem não conhece a história, essa data é uma homenagem as cerca de 130 tecelãs que morreram carbonizadas em uma fábrica de New York, quando faziam uma greve reivindicando melhores condições de trabalho. O fato ocorreu no ano de 1857 quando as operárias exigiam redução na carga diária de trabalho para dez horas, já que as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário, como as mulheres chegavam a ganhar um terço do salário de um homem para executar o mesmo tipo de trabalho, elas queriam ainda a equiparação de salários e um tratamento digno.

Porém, as reivindicações das mulheres não foram atendidas e a manifestação terminou com um ato totalmente desumano, as tecelãs foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Apesar de em 1910 a Conferência da Dinamarca ter decidido que 8 de março passaria a ser o Dia Internacional da Mulher, a data só foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1975.

Apesar da fatalidade marcada pelo inicio da revolução do sexo feminino, atualmente, as mulheres tem conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho e investido nos estudos.

Mato Grosso do Sul

Última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístca (IBGE) em 2009, mostra que dos 693 mil estudantes de Mato Grosso do Sul, 353 mil são mulheres, enquanto os homens somam 341 mil.

De acordo com o IBGE, elas também têm mais instrução, no ranking nacional, MS aparece em 7 º lugar na proporção de mulheres com nível superior. Dos 147.000 habitantes que participaram da pesquisa e que concluíram o ensino superior, 91 mil são do sexo feminino, enquanto os homens somam 56 mil.

Elas são a maioria no Estado

A pesquisa revela ainda que dos 2.399 milhões de habitantes residentes no Estado – ano de 2009 - 1.210 milhões são do sexo feminino, cujo 49% da raça branca, 4% da raça negra, 43% pardas. As indígenas somam 0,6% enquanto as consideradas amarelas têm 0,9%.

E se por uma lado eles nascem mais, elas morrem menos. Pesquisa estatística do Registro Civil realizada nos cartórios do Estado, mostra que das 38.389 crianças registradas em 2009, 18.694 são do sexo feminino e 19.695 do sexo masculino. A mesma pesquisa revelou 12.996 óbitos, sendo 5.171 do sexo feminino e 7.825 do sexo masculino.

A expectativa média de vida das mulheres no Brasil é de 77 anos, Mato Grosso do Sul têm a 9ª maior esperança de vida das mulheres que é de 77,7 anos.

Elas ainda casam cedo

Segundo a Pesquisa do Registro Civil, no ano de 2009 foram registrados 13.488 casamentos sendo que a maior incidência deles foi na faixa etária das mulheres de 20 a 24 anos, que somaram 26%.

A pesquisa aponta ainda que dos 474 casamentos de menores de 15 anos de idade registrados nos cartórios do Brasil, 84 foram registrados em MS, que ocupa o 1º lugar no ranking nacional em números absolutos.

Se eles pedem em casamento, elas pedem a separação

No ano de 2009 foram registrados 2.267 separações judiciais em 1ª instância sendo que 2.018 foram consensuais e 249 não consensuais. Das não consensuais, 75% foram requeridas pelas mulheres.

Fecundidade

Segundo o IBGE, a taxa de fecundidade de MS em 2009 foi de 1,82 filhos por mulher, a 4ª menor taxa do país.

Das 526 mil ocupadas, 111 mil são trabalhadoras domésticas

Ainda de acordo com pesquisa do IBGE – 2009 - das 526 mil mulheres ocupadas no Estado, 233 mil são empregadas, 111 são trabalhadoras domésticas, 104 mil trabalham por conta própria, 16 mil são empregadoras, 33 mil delas trabalham para o próprio consumo e 19 mil não são remuneradas.

28% dos lares são chefiados por elas

Das 810 mil famílias do Estado, 577 mil são chefiadas por pessoas do sexo masculino e 234 por pessoas do sexo feminino . No ranking nacional, Distrito Federal aparece com a maior proporção de mulheres responsáveis por domicílio, com 43%. Mato Grosso do Sul tem a menor proporção que é de 28,8%.

Em 2009 existia no Estado cerca de 104 mil domicílios formados por famílias unipessoais (somente uma pessoa). Deste total 58.552 são do sexo masculino e 45.448 do sexo feminino. No ranking nacional MS tem a 15ª proporção.

Programa

Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

Programa Move Motos oferece juros abaixo do mercado

12/06/2026 19h00

Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

Indenizado

Justiça manda indenizar entregador agredido com barra de ferro

Juiz de Campo Grande determinou indenização de R$ 5 mil por danos morais após agressão durante a retirada de um pedido por aplicativo

12/06/2026 18h22

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um comerciante de Campo Grande ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo que foi agredido com uma barra de ferro durante a retirada de um pedido.

A decisão foi proferida pelo juiz Deni Luis Dalla Riva, da 10ª Vara Cível da Capital, que considerou desproporcional a reação do empresário durante o desentendimento.

Conforme os autos do processo, o caso ocorreu enquanto o entregador realizava uma entrega por meio de aplicativo. Ao chegar ao estabelecimento comercial para buscar um pedido, houve uma discussão entre as partes relacionada ao funcionamento do local e ao tempo de espera para a retirada da refeição.

Segundo relatou o trabalhador, após aguardar a finalização do pedido e retornar para buscá-lo, ele passou a ser perseguido pelo proprietário do comércio, que teria iniciado uma série de ofensas verbais. Na sequência, o comerciante utilizou uma barra de ferro para atingir o entregador na região da cabeça.

A vítima afirmou que sofreu apenas ferimentos leves porque utilizava capacete no momento da agressão. O equipamento absorveu o impacto do golpe e evitou consequências mais graves.

Após o episódio, a Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos à delegacia para o registro da ocorrência.

Durante os procedimentos policiais, tanto o capacete danificado quanto a barra de ferro utilizada na agressão foram apreendidos e incorporados às investigações.

Na ação judicial, o entregador solicitou indenização por danos materiais e morais. A defesa do comerciante sustentou que a agressão teria ocorrido em contexto de legítima defesa e alegou ainda que as partes já haviam firmado acordo anterior relacionado ao episódio.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o acordo mencionado dizia respeito exclusivamente aos danos materiais causados ao capacete, não abrangendo eventual reparação pelos danos morais sofridos pelo trabalhador.

Dessa forma, o pedido relacionado ao prejuízo material foi considerado encerrado, permanecendo apenas a análise da compensação moral.

Na decisão, o juiz ressaltou que as provas reunidas no processo, incluindo o boletim de ocorrência e declarações prestadas pelo próprio réu à autoridade policial, confirmaram que o entregador foi atingido por uma barra de ferro durante a discussão.

O magistrado também rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Segundo ele, não ficou demonstrada a existência de agressão atual ou iminente que justificasse o uso de um objeto contundente contra a vítima.

Para Deni Luis Dalla Riva, ainda que tenha ocorrido uma troca de ofensas e um ambiente de exaltação entre as partes, a reação do comerciante extrapolou os limites da razoabilidade e não pode ser admitida como forma legítima de resolução de conflitos.

Com a decisão, o empresário foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais ao entregador, valor fixado em razão da agressão e dos constrangimentos decorrentes do episódio ocorrido durante o exercício da atividade profissional da vítima.

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