Cidades

APREENSÃO

DOF apreende mais de 6 toneladas de maconha em meio a milharal

Maior apreensão realizada em uma única operação do DOF foi avaliada em aproximadamente R$ 12,5 milhões

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Durante a última segunda-feira, policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) realizou a apreensão de mais de 6 toneladas de maconha transportadas em um caminhão de caçamba. O motorista que conduzia o veículo fugiu em meio a milharal.

Segundo informações policiais, os militares realizavam bloqueio na MS-279, na regão da Picadinha, em Dourados. Os agentes então tentaram abordar um caminhão Mercedes-Benz Atron, que não obedeceu a ordem de parada e fugiu.

Iniciada a perseguição, após alguns quilômetros o condutor do veículo entrou em milharal onde arremessou o veículo na plantação e fugiu a pé. Os policias localizaram o caminhão e verificaram na caçamba milhares de fardos de maconhaque estavam sedo transportados.

Foto: Divulgação

Encaminhada à Delegacia Especializada de Represão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados, foram constatados 6.240 quilos da droga. Apontada como a maior apreensão de entorpecentes no ano realizada em uma única ocorrência do DOF, o valor da carga foi avaliado em aproximadamente R$ 12,5 milhões.

Foram realizadas buscas na região, mas não foi localizado nenhum suspeito.

Em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ação fez parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

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CORRUPÇÃO

MPE deflagra operação contra desvio de dinheiro público em transporte de universitários

Investigação aponta ex-vereador como suspeito de desvio; foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em três cidades de MS e outras duas fora do Estado

19/05/2026 09h40

Carros em frente a casa do ex-vereador

Carros em frente a casa do ex-vereador Folha da Cidade

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou operação nesta terça-feira (19) por suspeita de desvio de dinheiro público. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em cinco cidades, sendo três no interior do Estado.

Conforme divulgação das investigações e jornais locais das cidades, a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (AEUNAS) era parte do esquema para desviar verba. O transporte dos acadêmicos realizado pela entidade estudantil era custeado por meio de Termo de Fomento firmado com a Prefeitura.

Segundo as investigações, o repasse financeiro era desviado mediante sucessivas trasferências em benefícios de servidores públicos e membros do Poder Legislativo do município. 

A operação, que leva o nome de "Rota Desviada" é resultado de uma investigação iniciada em 2024 pelo MPE, que instaurou procedimento para averiguar as despesas de cerca de R$ 1 milhão no transporte de alunos de Nova Alvorada do Sul, que estudavam em Dourados.

Na época o nome de Sidcley Bras, ex-vereador do município apareceu entre os investigados, apontado como responsável pelo ônibus utilizado no transporte. Ele então teria confirmado que o veículo estava em seu nome e que atuou como avalista na aquisição feita pelo genro dele.

Nesta manhã, veículos descaracterizados estiveram no município e entre os locais que ocorreram as buscas está o prédio onde funciona a loja de materiais de construção do ex-vereador, em que também é a casa dele no segundo andar.

O genro dele é dono da empresa com sede em Minas Gerais, onde também está sendo cumprido um mandado de busca e apreensão.

A operação cumpre ao todo 14 mandados de busca e apreensão autrizados pelo Poder Judiciário, nas cidades de Campo Grande, Nova Alvorada do Sul e Dourados, em Mato Grosso do Sul, além de Fernandópolis (SP) e Ituiutaba (MG).

A operação aponta cumpre os mandados para apurar a prática dos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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SISTEMA PRISIONAL

Presos produzem chinelos para detentos sem apoio familiar em penitenciária

Projeto já confeccionou mais de 600 pares para internos em situação de vulnerabilidade e prevê expansão para outras unidades do Estado

19/05/2026 08h45

Internos da PED trabalham na fabricação de chinelos

Internos da PED trabalham na fabricação de chinelos Divulgação

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Uma oficina de fabricação de chinelos instalada na Penitenciária Estadual de Dourados tem ajudado a atender internos em situação de vulnerabilidade social dentro da unidade prisional. Batizada de “PED Chinelo”, a iniciativa alia assistência básica e ressocialização por meio da utilização da mão de obra carcerária.

O projeto é desenvolvido em parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com apoio da Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal de Dourados. A proposta foi idealizada pelo juiz Ricardo da Mata Reis.

Desde a implantação da oficina, já foram confeccionados 621 pares de chinelos destinados principalmente a internos que não recebem assistência familiar. Os primeiros contemplados foram detentos indígenas identificados durante triagens realizadas na unidade. A expectativa é ampliar gradativamente o número de beneficiados.

Atualmente, três internos trabalham diretamente na produção dos chinelos. Além da atividade laboral, eles recebem o benefício da remição de pena, prevista na Lei de Execução Penal, com redução de um dia da condenação a cada três dias de trabalho. A oficina possui capacidade média de produção de cerca de 50 pares por dia.

Os materiais utilizados na fabricação são adquiridos com recursos viabilizados pelo Poder Judiciário, dentro de uma política voltada à humanização do sistema prisional.

Segundo o diretor da unidade, o policial penal Leoney Martins Duarte, a produção interna contribui para suprir necessidades básicas dos custodiados e fortalece ações de inclusão dentro do ambiente carcerário.

Além da nova oficina, a Penitenciária Estadual de Dourados mantém outras atividades de trabalho e educação. Conforme a direção da unidade, mais de 31% da população carcerária participa atualmente de atividades laborais ou educacionais.

Entre as oficinas disponíveis estão marcenaria, costura, serralheria, pintura em tela e colagem de bolas. A unidade também iniciou a produção de uniformes destinados aos próprios internos, com fabricação realizada dentro do presídio.

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