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VIAGEM

Dourados terá voos quase todos os dias da semana em 2026

Maior cidade do interior de MS terá voos diários, exceto às quartas-feiras

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Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, terá novidades em sua malha aérea a partir do ano que vem.

A cidade contará, a partir de 1º de março de 2026, com voos quase todos os dias da semana: segundas, terças, quintas, sextas, sábados e domingos. Só não haverá às quartas-feiras. Atualmente, os voos são às segundas, quintas e sextas.

As rotas são Dourados-Guarulhos e Guarulhos-Dourados. As passagens devem começar a ser vendidas em breve.

O anúncio foi feito pelo prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), em vídeo publicado nas redes sociais.

“Vocês sabem da luta que eu tive para abrir o nosso aeroporto e também de toda força que nós fizemos para que as companhias aéreas pudessem vir para cá. A Latam está fazendo três voos por semana, mas eu disse que não iria sossegar enquanto não tivesse voos diários aqui de Dourados para São Paulo (Guarulhos). E a boa notícia veio: quero anunciar em primeira mão que a partir do dia 1º de março do ano que vem nós teremos voos praticamente diários da Latam. Eu digo praticamente porque só não teremos voos às quartas-feiras, mas teremos às segundas, terças, quintas, sextas, sábados e domingos”, noticiou o prefeito em suas redes sociais.

Atualmente, apenas a Latam opera em Dourados, com a aeronave Airbus A320 (que contempla os modelos A319 e A320), que tem capacidade para transportar 174 passageiros. A Gol e a Azul já demonstraram interesse em operar no município.

O Aeroporto de Dourados - Aeroporto Municipal Francisco de Matos Pereira permaneceu fechado entre maio de 2021 e agosto de 2025, reabrindo em setembro deste ano, com voos da Latam.

Atualmente, o local está sendo reformado ao custo de R$ 38 milhões, com construção de sala de embarque e novo terminal de passageiros mais moderno e funcional.

O projeto contempla 4 mil metros quadrados de área construída, incluindo área para implantação de lanchonetes, lojas comerciais, seção contra incêndio e uma Estação Prestadora de Serviço de Tráfego Aéreo – ampliando a segurança e conforto para passageiros e operadores.

Desligamento

Após prisões, Adriane nomeia novos fiscais do serviço de tapa-buracos

Os servidores Edivaldo Aquino Pereira e Mehdi Talayeh foram destituídos de suas funções na Sisep

18/05/2026 10h45

Prefeitura anuncia novos nomes para substituir Edivaldo Aquino e Mehdi Talayeh

Prefeitura anuncia novos nomes para substituir Edivaldo Aquino e Mehdi Talayeh Marcelo Victor

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Presos desde a semana passada, os servidores municipais Edivaldo Aquino Pereira e Mehdi Talayeh foram afastados das funções de fiscais de contratos, conforme publicação desta segunda-feira (18) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). 

Edivaldo Aquino era um dos responsáveis por fiscalizas os serviços de tapa-buracos, que têm como propósito a manutenção de ruas por toda Campo Grande.

Ele atuava como Gestor de Projetos e também era responsável por fiscalizar e assinar as planilhas de realização dos serviços.

Já o engenheiro Mehdi Talayeh, atuava na Sisep, era tido como um homem de confiança. Seu nome também é vinculado em alguns contratos. 

De acordo com o Diogrande desta segunda-feira, Edivaldo estava responsável por sete contratos e foi destituído de todos eles.

 As assinaturas que estavam sob vigilância do até então Gestor de Projetos se tratava da manutenção de pavimentação asfáltica, visando o melhoramento das vias. A manutenção viária estava acontecendo em todas as regiões da capital.

Para substituir os nomes que foram destituídos de seus cargos, a prefeitura anunciou Débora dos Santos Barbosa, que assume no lugar de Edivaldo Aquino, enquanto Tiago Luander Ferreira, assume como suplente de Débora e será responsável por substituir a fiscal em caso de ausência. 

Relembre a Operação 

Na última terça-feira (12) promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro em dois dos endereços nos quais cumpriram sete mandados de prisão e 10 mandados de busca  e apreensão em  Campo Grande.

A operação teve como alvo principal uma empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02".

Entre os sete presos na operação da última terça-feira (12) está o ex-secretário municipal de obras, Rudi Fiorese, que estava à frente da Agesul. 

Além dele também foi preso o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, coordenador do serviço de tapa-buracos. Parte do dinheiro apreendido na operação estava na casa dele. 

Outro detido que teve o nome divulgado foi o engenheiro Mehdi Talayeh, que ocupa cargo de chefia na secretaria de obras.

 

ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Governo do Estado lança licitações de quase R$ 9 milhões para perfurar poços em aldeias

A epidemia de chikungunya nas aldeias de Dourados é um fator determinante que acelera a implantação do sistema de abastecimento de água

18/05/2026 10h00

A região de Dourados sofre com a crise sanitária da Chikungunya, que tem como fator determinante a falta de água potável nas aldeias

A região de Dourados sofre com a crise sanitária da Chikungunya, que tem como fator determinante a falta de água potável nas aldeias Divulgação: Governo do Estado

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou, por meio do Diário Oficial desta segunda-feira (18), que realizará a abertura de duas licitações para obras de implantação do sistema de abastecimento de água nas aldeias Bororó e Jaguapiru, localizadas no município de Dourados. 

Esta será a primeira etapa da perfuração dos poços. Somadas, as duas licitações atingem o valor total de R$ 8.993.645,86. A abertura da licitação será no dia 3 de junho, às 08h30, horário local. O Governo do Estado escolherá a proposta que apresentar o menor preço.

As aldeias de Dourados sofrem com a epidemia da Chikungunya. De acordo com o último boletim epidemiológio, divulgado pelo Governo do Estado, o município possui o maior número de casos prováveis (4801) e 2365 confirmados. São 11 óbitos na região, sendo nove na reserva indígena.

A última vítima entre a população indígena é um menino, que morava na aldeia Bororó e era recém nascido, tinha apenas 48 dias de vida. Ele estava internado no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desde o dia 3 de maio.

As outras vítimas indígenas por chikungunya são:

  • mulher de 69 anos, que faleceu no dia 25 de fevereiro;
  • homem de 73 anos, que morreu no dia 9 de março;
  • bebê indígena de apenas 3 meses de vida que faleceu no dia 10 de março;
  • mulher de 60 anos que faleceu no 12 de março;
  • homem de 77 anos, que foi a óbito no dia 14 de março;
  • bebê indígena de apenas 1 mês de vida que foi a óbito no dia 24 de março;
  • homem de 55 anos que faleceu no dia 3 de abril;
  • homem de 29 anos de idade, faleceu dia 25 de abril

A epidemia de chikungunya nas aldeias de Dourados é um fator determinante que acelera a implantação deste sistema de abastecimento de água. Moradores e lideranças denunciaram interrupções frequentes no abastecimento e a necessidade de armazenar água em recipientes improvisados, o que contribuiu para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

A reserva indígena da região abriga cerca de 20 mil pessoas. Com mais de 100 anos de criação, a Reserva indígena de Dourados enfrenta problemas extremamente básicos, como falta d'água. Milhares de famílias são obrigadas a pegar água em riachos, enquanto outras dependem de caminhão-pipa para abastecer caixas d'águas. 

A falta de água nas aldeias resultou também na abertura de uma investigação por parte do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em abril do ano passado, a 10ª Promotoria de Justiça de Dourados iniciou uma investigação para apurar problemas no fornecimento de água e na entrega de cestas básicas nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, após denúncia feita à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Moradores das comunidades relataram a grave situação de falta de água limpa e de saneamento básico, um cenário que coloca em risco a saúde e a qualidade de vida da população.

Contratos assinados

No dia 16 de janeiro deste ano, O Governo do Estado e a Sanesul assinaram um contrato para implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados. Os investimentos somam R$ 48,7 milhões.

Segundo o Governo do Estado, até 2033, o sistema deve atender 14.179 habitantes na aldeia Bororó. A solução prevê a perfuração de um poço tubular profundo especial, com capacidade de 150 mil litros por hora, além de adutoras de água bruta e tratada, estação elevatória e sistema de cloração por cilindro gasoso.

A estrutura inclui dois reservatórios apoiados de 500 mil litros cada e um reservatório elevado de 50 mil litros, assegurando estabilidade no abastecimento. A rede de distribuição alcança 103,84 quilômetros, com 2.904 ligações domiciliares, levando água diretamente às residências.

Já na aldeia Jaguapiru, que concentrará 15.304 habitantes até 2033, o projeto também inclui um poço profundo especial, tratamento com cloração, estação elevatória e um conjunto de reservatórios com dois apoiados de 500 mil litros e um elevado de 50 mil litros. A rede de distribuição terá 80,9 quilômetros de extensão, com 3.087 ligações domiciliares.

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