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Ex-deputada e conselheira do TCE, Celina Jallad morre em SP

Ex-deputada e conselheira do TCE, Celina Jallad morre em SP

vivianne nunes

28/02/2011 - 13h14
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Morreu esta madrugada no Hospital Sírio Libanês em São Paulo, a ex-deputada estadual e conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MS), Celina Martins Jallad. Ela sofreu um aneurisma enquanto dormia e foi levada às pressas para a capital paulista ainda no início da manhã deste domingo e as informações iniciais eram de que seu estado de saúde era grave. Celina recuperou-se, há tempos, de um câncer no seio.

O corpo será velado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O horário do velório ainda não foi divulgado pela família.
 

Trajetória política de uma das pioneiras na história feminina política do Estado
 

Celina era filha do ex-governador do estado, Wilson Barbosa Martins e de Nelly Martins. A professora e empresária campo-grandense ocupou cargo de diretora executiva do Pronav, no governo do Estado entre os anos de 1983 e 1986. Foi secretária de Estado de Ação Comunitária na gestão Marcelo Miranda entre 1987 e 1989 e do ano seguinte até 1994 exerceu o cargo de secretária Municipal do Bem-Estar-Social, já no governo Juvêncio César da Fonseca. Celina foi a primeira mulher a presidir o Diretório Municipal do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

A ex-deputada foi eleita pela primeira vez para ocupar uma vaga no legislativo de Mato Grosso do Sul no ano de 1995 com 29,5 mil votos. Era a única mulher entre os 24 deputados do Estado. No mesmo ano ela foi eleita para presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa em MS. Um ano após ela criou a Fundação da Mulher Sul-Mato-Grossense. Em 1997 Celina foi eleita vice-presidente da Assembleia novamente como a primeira mulher a ocupar um cargo político na história do Estado.

Em 1999 Celina foi reeleita deputada estadual, com 23.605 votos. Ela foi eleita líder da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa em 2001, mesmo ano em que, Resolução 001/2001, fundou o Fórum Permanente da Mulher de MS, e foi nomeada presidente da Comissão Provisória do PMDB-Mulher de MS.

Novamente reeleita em 2003 a deputada Celina obteve 15.212 votos, com mandato até 2006. Em 2003 ocupou o cargo de 3ª vice-presidente da mesa diretora; tomou posse como presidente do PMDB-Mulher Estadual; passou a fazer parte do Conselho Fiscal da Unale – União Nacional dos Legislativos; e participou da criação do “Comitê Suprapartidário de Mulheres de MS”, assumindo a presidência em 2005.

Já em 2006, foi eleita 3ª vice-presidente da Unale e 1ª suplente de deputada estadual, com 19.794 votos. Em 2007, tomou posse como suplente e permaneceu na Casa para seu quarto mandato parlamentar. Ainda em 2007, foi indicada como tesoureira da Executiva Estadual do PMDB; foi indicada como 1ª representante do Estado de Mato Grosso do Sul na Unale ; e ocupou o cargo de vice-presidente do PMDB-Mulher Nacional.

De 2009 a 2010 passou a ocupar a vaga efetiva de deputada em função da eleição do ex-deputado Ari Artuzi para Prefeitura de Dourados. Com a aprovação de seu nome por unanimidade na Assembléia Legislativa, Celina foi nomeada no dia 06 de junho do ano passado, durante 72º edição do Tribunal de Contas do Estado, para o cargo de conselheira. Foram 16 anos na política estadual e Celina assumiu o lugar do conselheiro Osmar Ferreira Dutra, que se tinha se aposentado.

Matéria publicada às 7h de hoje

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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