Cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Feminicídios voltam a crescer em Mato Grosso do Sul

Com 10 casos confirmados e 1 sob investigação, MS ultrapassou números de 2025; arma de fogo, panela e marreta foram alguns dos instrumentos usados nos crimes

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Dez mulheres foram assassinadas apenas de janeiro até este domingo em Mato Grosso do Sul, crimes esses enquadrados como feminicídio. Mães, filhas, tia e esposas, mais que um número, essas histórias refletem uma triste realidade da segurança pública do Estado, que é o segundo do País que mais mata mulheres em função do gênero.

O acumulado até agora já é maior que o do mesmo período do ano passado, contando os 30 dias de abril, e se assemelha a outros anos recorde.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), de janeiro até o fim de abril do ano passado, o Estado registrou oito feminicídios.

Nove das 10 vítimas de feminicídio neste ano em Mato Grosso do Sul; não foi possível encontrar imagem da indígena Ereni BenitesNove das 10 vítimas de feminicídio neste ano em Mato Grosso do Sul; não foi possível encontrar imagem da indígena Ereni Benites - Montagem

A última história interrompida foi a de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, morta a tiros pelo ex-marido na frente da filha do casal, de 9 anos, no sábado. O crime ocorreu em Eldorado e a mulher estava separada do autor havia oito meses.

Segundo o delegado que investiga o caso, Robilson Junior Albertoni Fernandes, a criança viu não só os dois tiros contra a mãe, mas o pai se matar na sua frente.

“Nós apuramos que neste período em que o casal estava separado foram registradas algumas ocorrências de violência doméstica, sendo inclusive requisitadas algumas medidas em favor da vítima”, declarou o delegado.

Além de Vera Lúcia, também foram mortas: Rosana Candia, de 62 anos; Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos; Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos; Nilza de Almeida Lima, de 50 anos; Ereni Benites, de 44 anos; Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos; Leise Aparecida Cruz, de 40 anos; Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos; e Josefa dos Santos, de 44 anos.

As armas utilizadas nesses casos foram as mais variadas: panela, makita, marreta, arma de fogo, faca, fogo e a própria mão do assassino.

A maioria foi morta pelo marido, namorado ou ex- companheiro, porém, em um dos casos, a vítima foi morta pelo sobrinho.

Fátima Aparecida da Silva foi encontrada morta no dia 24 de março deste ano em sua casa, em Selvíria. À polícia, Maurício da Silva, de 21 anos, confessou que matou a própria tia durante uma briga. Para cometer o crime, o autor usou o que estava a seu alcance, uma panela e até uma makita.

CAMPO GRANDE

Dos 10 casos registrados até domingo, apenas um foi confirmado em Campo Grande. A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues foi morta dentro de casa no dia 6 deste mês, no Bairro Estrela D’Alva.

A policial estava fardada e o principal suspeito era o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos, que, após depoimento, confessou o crime.

EM INVESTIGAÇÃO

Apesar da morte da policial ser o único caso confirmado, a polícia investiga a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, que ocorreu ontem pela manhã.

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ASSISTÊNCIA SOCIAL

MP cobra vagas emergenciais para idosos após falhas no acolhimento

Prefeitura deverá contratar acolhimento na rede privada e reorganizar atendimento a pessoas vulneráveis

14/04/2026 11h30

Idosos em situação de vulnerabilidade devem ser transferidos para vagas adequadas após intervenção do MPMS em Três Lagoas

Idosos em situação de vulnerabilidade devem ser transferidos para vagas adequadas após intervenção do MPMS em Três Lagoas Divulgação

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A atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) levou a Prefeitura de Três Lagoas a adotar medidas emergenciais para ampliar o acolhimento de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa inclui a contratação imediata de vagas na rede privada e a reestruturação do fluxo de atendimento na assistência social do município.

A mudança ocorre após a 4ª Promotoria de Justiça identificar falhas no atendimento à população idosa, durante procedimento administrativo instaurado no início de 2026. Relatórios técnicos apontaram que a Unidade de Acolhimento para Adultos e Famílias (Acolhimento POP) operava acima da capacidade e recebia públicos para os quais não estava preparada, como idosos, pessoas acamadas e indivíduos com deficiência.

Diante do cenário, o MPMS expediu recomendação formal e passou a acompanhar o caso de perto. Em resposta, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou a aquisição de 15 vagas em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) da rede privada, medida que permitirá a transferência imediata de idosos que aguardavam acolhimento adequado.

Além de desafogar a estrutura existente, a providência também deve reorganizar o atendimento de outros grupos vulneráveis. Pessoas com deficiência e transtornos mentais, por exemplo, passarão a ser direcionadas para serviços específicos, como residências inclusivas e terapêuticas.

Segundo o Ministério Público, a intervenção busca garantir o cumprimento da legislação e assegurar condições dignas de atendimento à população idosa. O órgão destaca que continuará monitorando as medidas adotadas pelo município para evitar novas irregularidades e assegurar a efetividade das políticas públicas.

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Infraestrutura

Governo do Estado irá custear a construção de ponte sobre o Rio do Peixe

Ao todo devem ser investidos pouco mais de R$ 13 milhões, para a construção da ponte definitiva

14/04/2026 11h15

Álvaro Rezende/Secom-MS

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Na última segunda feira (13) o governador do estado, Eduardo Riedel, realizou uma vistoria  na obra emergencial da ponte sobre o Rio do Peixe, na cidade de Rio Negro à 158 quilometros de Campo Grande, o investimento está na casa dos R$ 13,2 milhões.  

A visita aconteceu em decorrência da queda da ponte anterior que ocorreu em fevereiro deste ano devido às fortes chuvas. Antes do acordo firmado para a construção de uma nova estrutura, estava sendo utilizada uma ponte provisória, feita de materiais metálicos. 

A nova ponte será construída no mesmo local da anterior, ela terá cerca de 80 metros de extensão e dois metros à mais de altura, para garantir que em épocas de cheia, a vazão ocorra com mais facilidade, evitando assim novos desmoronamentos. Com a assinatura da ordem de serviço já realizada, as obras começam de imediato. 

O governador que esteve no local, pontuou a importância do projeto. 

“Importante que já contratamos a obra definitiva. São R$ 13 milhões de investimento. Iremos construir a ponte do lado, no mesmo local, sendo um novo acesso para a rodovia. O objetivo é a retomada do fluxo até melhor do que era antes, beneficiando as pessoas, veículos e toda região”

A ponte sobre o Rio do Peixe, faz parte do trajeto da MS-080, uma das rotas para chegar à Campo Grande, e por ter alguns rios e córregos em suas proximidades, ela costuma inundar em períodos de grandes chuvas.

Em uma dessas épocas, mais especificamente em fevereiro deste ano, foi responsável por comprometer a estrutura da ponte do Rio do Peixe. Para resolver previamente a situação, enquanto a construção da ponte definitiva, não fica pronta, a alternativa encontrada foi, realizar a montagem de uma ponte provisória, feita de metal e custou cerca de R$ 854,7 mil. 

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