Cidades

VIOLÊNCIA NA CAPITAL

Homem é perseguido e morto a pauladas na Vila Popular

Vítima invadiu casa de moradores da região em busca de socorro antes de ser agredido

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Durante a madrugada desta quinta-feira (16), um homem foi morto a pauladas na região da Vila Popular, em Campo Grande. O socorro foi acionado por moradores próximos ao local, mas a vítima não resistiu aos ferimentos, que atingiram a região da cabeça e rosto.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada (Depac/Cepol) e equipes da Polícia Militar preservaram o local até a chegada da Perícia Criminal.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima era catador de materiais recicláveis e, apontada também como usuária de entorpecentes. No local em que ocorreu o homicídio, os relatos de moradores apontaram como local em que outros usuários de drogas frequentavam para utilização.

A apuração policial apontou que o homem estava em frente ao imóvel, quando alguns motociclistas o identificaram e tentaram o abordar. A vítima então fugiu e adentrou em um imóvel, e posteriormente pelos fundos, em uma casa na Rua Arhtur Silva.

O homem ainda pediu ajuda, mas por receio, os moradores o colocaram para o lado de fora.

Então, os suspeitos que ainda buscavam o homem, o perseguiram e iniciaram as agressões. Conforme os registros e lesões identificadas, os agressores o atingiram com intrumentos de forma violenta, com diversos golpes e ainda o arrastaram.

Segundo a perícia, as marcas e lesões nos braços demonstraram tentativa de defesa e as agressões sofridas na região da cabeça gerou grave traumatismo cranioencefálico e teve perda de massa encefálica.

Os criminosos fugiram do local, e foram apontados três suspeitos que utilizavam uma Honda Bros, uma Honda Bis e uma motocicleta Honda CG 99. Conforme o boletim, os indíviduos são conhecidos na região do Bairro Sayonara, mas até o momento ainda não foram identificados.

Devido ao horário do crime, não foi possível acessar ainda as filmagens de câmeras de estabelecimentos das ruas próximas para compreender como ocorreu de fato a situação. A arma do crime não foi encontrada no local, mas a suposição é que tenha sido pedaços de madeira.

As investigações seguem em andamento, e o corpo da vítima ficou sob responsabilidade da funerária.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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