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Limite prudencial impede reajuste dos professores

Após a paralisação desta sexta-feira, escolas do município ficarão sem aulas também na terça-feira, quando haverá nova reunião entre a categoria e a prefeita

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A responsabilidade fiscal da Prefeitura de Campo Grande pode ser o fator primordial para impedir o reajuste prometido na gestão de Marquinhos Trad (PSD), de 10,39%, aos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) para este mês.

Em concentração na frente da prefeitura, nessa sexta-feira, cerca de 8 mil professores da Reme aderiram a paralisação das aulas e fizeram uma manifestação pedindo pelo cumprimento do pagamento do reajuste salarial, o qual foi prometido pela prefeitura e é garantido por lei.

A liderança do Sindicato Sul-Mato-Grossense dos Profissionais da Segurança Pública (ACP-MS) esteve em reunião com a atual prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), para cobrar o pagamento do reajuste de 10,39%.

Na reunião, não ouve acordo entre as partes, porém, segundo a prefeitura, a prefeita se comprometeu a apresentar até terça-feira (29) uma proposta aos professores “como alternativa ao impasse criado para o cumprimento da Lei Municipal 6.796”.

Ainda segundo a prefeitura, a legislação de número 6.796, aprovada no início do ano, impede que o município passe do limite prudencial, que se trata de um teto de gastos de 51,3% para gastos com a folha de pagamento.

A prefeitura, porém, já ultrapassou esse limite estabelecido. “Esse gasto era de 59,6% quando da aprovação de lei, e hoje está em 57,1%, depois que a atual gestão adotou medidas de enxugamento de gastos, que continuam em andamento”, disse a prefeitura em nota.

Segundo fontes do Correio do Estado, há a possibilidade de que a proposta a ser apresentada pala prefeita, na terça-feira, seja de que o pagamento do reajuste venha em forma de abono salarial, ou seja, uma forma de a prefeitura não interferir na folha de pagamento para não passar do limite prudencial, cumprindo com a responsabilidade fiscal.

ASSEMBLEIA

Em assembleia organizada na sede da ACP-MS, nesta sexta-feira, que reuniu centenas de professores da Reme, a categoria discutiu sobre a possibilidade de greve, caso a prefeita não apresente uma proposta aceitável à classe na terça-feira.

No local, após pronunciamento do presidente do sindicato, Lúcilio Nobre, sobre a reunião com a prefeita e depois da fala de alguns professores ligados a ACP, Nobre deu início à votação para decidir se a classe vai realizar uma paralisação no dia da proposta da prefeita e, também, se haverá greve no caso de desacordo com o que for apresentado.

Por unanimidade, as duas votações foram a favor da paralisação na terça-feira e da possível greve, que tem data marcada para iniciar no dia 1º de dezembro.

“A decisão da categoria foi para mais uma paralisação. Vamos esperar a prefeita, que ficou de apresentar uma proposta na terça-feira de manhã. Vou pegar a proposta dela na terça e levar para a assembleia para uma nova votação. Se for negada, daremos início à greve no dia 1º de dezembro”, declarou Lucílio Nobre,.

O presidente do sindicato acredita que a prefeita Adriane Lopes deve, até terça-feira, encontrar uma alternativa para conseguir cumprir com o reajuste salarial. 

“É importante que a prefeita encontre uma saída, porque existem saídas. Se ela quiser, tem jeito de compensar estes 10,39% e, depois, tomar as providências cabíveis quanto à lei”, disse Nobre.

Professores que estavam presentes na assembleia concordaram com a decisão da possível greve.

“A ideia é entrar em um acordo, mas, se não for viabilizada a situação dos professores, é mais que acertada a greve no dia 1º [de dezembro], porque o acordo foi feito em março e ela [Adriane Lopes] deve cumprir”, declarou Douglas Antunes Freitas Ferreira, professor de Ciências.

Para a pedagoga Elisa Rodrigues, de 36 anos, o movimento é necessário para cobrar o poder público no cumprimento do piso salarial. “O que faltou foi uma organização financeira da prefeitura e cobrança [por parte] da Câmara Municipal. A greve vai vir para demonstrar à sociedade que nós só estamos pedindo que se cumpra a lei”.

Saiba: O acordo feito pelo ex-prefeito Marquinhos Trad era de escalonar em seis parcelas o reajuste, a ser cumprido até outubro de 2024. Ao todo, foi oferecido um aumento de 67,13% aos profissionais da educação.

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NOVO CRIME

Corpo de mulher morta na frente da filha é alvo de necrofilia em MS

Vítima de feminicídio, Vera Lucia foi desenterrada e caso é investigado agora como violação de sepultura e vilipêndio à cadáver

15/04/2026 12h40

Caso de necrofilia segue sob investigação para identificação dos suspeitos, sendo que ninguém foi preso pelas práticas até o momento. 

Caso de necrofilia segue sob investigação para identificação dos suspeitos, sendo que ninguém foi preso pelas práticas até o momento.  Reprodução/Redes Sociais

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Assassinada pelas mãos do ex-companheiro na frente da filha, Vera Lúcia da Silva não obteve descanso nem mesmo após a morte, já que seu corpo foi desenterrado do cemitério de Eldorado entre a noite de terça (14) e a madrugada de hoje (15), sendo alvo de necrofilia, caso esse que após o registro como 10° feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul passa agora a ser tratado como violação de sepultura e vilipêndio à cadáver. 

Vítima do décimo feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano, Vera Lúcia da Silva foi morta no último domingo (12) no município de Eldorado, distante aproximadamente 444 quilômetros da Capital. 

Agora, as forças de segurança alertam para um novo crime contra o corpo desta vítima de feminicídio, que foi desenterrado do cemitério entre a noite de ontem (14) e madrugada desta quarta-feira (15), como confirmado pela Polícia Civil. 

No extremo sul do Estado, na microrregião de Iguatemi em MS, ainda nas primeiras horas da manhã de hoje (15) equipes de perícia se deslocaram até o local em que o corpo foi desenterrado, cadáver esse que, como repassado às autoridades ao portal municipal Dourados News, apresentava sinais de necrofilia. 

Segundo as autoridades, o caso segue sob investigação para identificação dos suspeitos, sendo que ninguém foi preso pelas práticas até o momento. 

Relembre

Após terminar um relacionamento de treze anos, Vera Lucia da Silva foi morta aos 41 anos pelo ex-companheiro, Valdecir Caetano dos Santos, de 56, um comerciante local que não aceitava o fim do relacionamento. Apontado como suspeito do caso, ele teria tirado a própria vida após assassinar a mulher. 

"Desse relacionamento eles tiveram uma filha, com nove anos, a qual presenciou todo esse crime bárbaro", cita o titular da delegacia de Eldorado, delegado Robilson Albertoni.

"Desse relacionamento eles tiveram uma filha, com nove anos, a qual presenciou todo esse crime bárbaro", cita o titular da delegacia de Eldorado. 

As autoridades descrevem que Vera Lúcia chegava em sua residência na data em questão, na companhia da filha, quando o responsável pelos disparos chegou ao endereço. 

"O autor não morava mais com ela, veio ao encontro e efetuou dois disparos que a atingiram e causaram sua morte. Ato contínuo, ele tirou a própria vida com um tiro na cabeça... tudo isso presenciado pela criança", cita o delegado.

Nesse caso que passa a ser investigado como o 10° feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul, o delegado esclarece ainda que, após o término do casal, foram registrados ocorrências de violência doméstica, "sendo inclusive requisitadas e estavam em vigor algumas medidas protetivas em favor da vítima", completa Robilson. 

Feminicídios em MS

Se comparado com o último ano, os feminicídios em Mato Grosso do Sul ainda apresentam uma tendência desenfreada, tendo em vista que o número de 10 mulheres mortas pelas mãos dos próprios companheiros neste 2026 chegou um mês antes dessa mesma marca em 2025. 

No ano passado, Simone da Silva, de 25 anos, foi a 10ª vítima de feminicídio, morta a tiros na frente dos filhos por William Megaioli da Silva, que chegou a se entregar para a polícia com a arma do crime em mãos. 

Já neste ano, o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

Antes de Vera Lucia, a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço, morta pelo namoraDo, Gilberto Jarson, de 50 anos, aparece como o nono feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste 2026. 

 

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"Tipo 1"

Governo de MS abre licitação para construir Casa da Mulher em Dourados

Valor estimado do pregão é de R$ 18.058.555,48

15/04/2026 11h35

Gerson Oliveira

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Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), abriu licitação para construir a Casa da Mulher Brasileira – Tipo I, em Dourados, município localizado a 232 quilômetros de Campo Grande.

O aviso de licitação foi publicado nesta quarta-feira (15) no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS).

O valor estimado é de R$ 18.058.555,48. O critério de julgamento é o menor preço. O modo de disputa é aberto. O regime de execução é empreitada por preço unitário.

A abertura do pregão será em 11 de maio de 2026, às 8h30min, neste site.

CASA DA MULHER BRASILEIRA

Casa da Mulher Brasileira (CMB) é um centro de atendimento humanizado que integra, em um único espaço, diversos serviços especializados para mulheres em situação de violência.

Os serviços oferecidos no local são:

  • Acolhimento e Triagem: Apoio psicossocial imediato com psicólogas e assistentes sociais
  • Delegacia Especializada (DEAM): Registro de boletins de ocorrência no próprio local
  • Poder Judiciário e Ministério Público: Agilidade na solicitação de medidas protetivas de urgência
  • Defensoria Pública: Assistência jurídica gratuita para as vítimas
  • Autonomia Econômica: Orientação para inserção no mercado de trabalho
  • Alojamento de Passagem: Acolhimento provisório para mulheres em risco de morte
  • Brinquedoteca: Espaço seguro para os filhos enquanto a mãe é atendida

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui apenas uma Casa da Mulher Brasileira: em Campo Grande, localizada na rua Brasília, Jardim Imá, próximo ao aeroporto internacional. 

A primeira do Brasil, foi inaugurada em 3 de fevereiro de 2015, com a presença da presidenta da república aquela época, Dilma Rousseff; governador da época, Reinaldo Azambuja; prefeito de Campo Grande da época, Gilmar Olarte; ministra Carmen Lúcia; farmacêutica inspiradora da Lei que leva seu nome, Maria da Penha; entre outras autoridades.

A previsão é que o Estado ganhe mais duas novas unidades, em Dourados (R$ 18 milhões) e Corumbá (R$ 8 milhões).

No Brasil, há 15 unidades: Campo Grande (MS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Ceilândia (DF), Cruzeiro do Sul (AC), Santo Antônio do Descoberto (GO), Cidade Ocidental (GO), Hortolândia (SP), Japeri (RJ), Jataí (GO) e Mossoró (RN).

Novas unidades serão inauguradas em 2026, em Macapá (AP) e Aracaju (SE).

A fundação do local é resultado da luta de mulheres brasileiras durante décadas. O intuito é valorizar o público feminino e enfrentar todas as formas de violência contra a mulher. 

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