Cidades

CNH

Mais de 11 mil CNHs estão disponíveis para retirada na sede do Detran-MS

Documentos ficam armazenados na sede do Departamento após três tentativas sem êxito no endereço do titular

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Mais de 11 mil Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) estão na sede do Departamento de Trânsito Estadual de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aguardando a retirada. Os documentos ficam disponíveis para retirada no Setor de Protocolo após três tentatativas sem êxito do serviço de entregas pelo Correios.

O Detran divulgou que 11.015 carteiras de residentes de Campo Grande estão armazenadas e pode ser retirada a qualquer momento pelo titular, ou por um procurador devidamente autorizado.

A procuração pode ser feita à mão, ou em formato digital, com a assinatura do GOV.BR. Ambos os modelos devem conter:

  • nome completo do titular;
  • número do documento de identificação do condutor;
  • número de identificação da pessoa autorizada a fazer a retirada.

O procedimento até o documento ficar armazenado na sede do Detran é o mesmo para a Capital e para o interior do Estado.

São realizadas ao todo três tentativas de entrega no endereço informado pelo condutor, e depois, se ninguém receber, o documento permanece por sete dias na agência dos Correios mais próxima do local indicado como residência.

 Contratos emergenciais para limpeza em unidades do Detran-MS ultrapassam R$ 8 milhões em dois diasSede do Detran-MS fica na MS-80, na saída para Rochedo - Foto: Gerson Oliveira / Arquivo Correio do Estado

Após esse período, em Campo Grande a CNH retorna a sede do Detran e fica armazenda no Setor de Protocolo. No interior do Estado, o documento permanece na agência do Detran responsável pelo atendimento.

A situação de carteiras de habilitação armazenadas ocorrem todo ano, devido a popularização da CNH Digital, em que os condutores deixam de buscar a versão impressa do documento.

Porém, o Detran ressalta que o documento físico é um documento oficial de identificação e pode ser utilizado em diversas situações do dia a dia, em especial quando a opção online não estiver disponível por inúmeros motivos.

Com a opção, o volume de documentos armazenados são os maiores durante os anos mais recentes.

Segundo o Detran, entre dezembro de 2024 e junho de 2026 foram 8.006 documentos entregues pelo balcão do Setor de Protocolo na Capital.

Em 2025, 6.548 CNHs voltaram para a sede e desses foram retirados 5.384 documentos. Em 2026, acumulam 4.308 até o momento, com 2,479 entregues aos proprietários até o fim de junho.

A recomendação do Detran é que os condutores mantenham o endereço e dados atualizados. Para verificar é necessário acessar o portal Meu Detran, no menu Habilitação e, se estiverem incorretos deve ser solicitado a atualização cadastral no mesmo local.

Confira abaixo como retirar a CNH em Campo Grande.

Retire sua CNH

Para buscar o documento de habilitação, o proprietário deve ir à sede do Detran-MS, localizada no Conjunto José Abrao, na rodovia estadual MS-80, próximo ao km 10 na saída para Rochedo. No local, o proprietário deve ir até o bloco 16, onde fica o Setor de Protocolo.

É necessário que esteja em mãos:

  • documento oficial de identificação;
  • procuração para retirar, caso não for o titular do documento.

O atendimento do serviço é de segunda a sexta-feira, com exceção de feriados, durante a manhã das 07h30 às 11h30 e no período vespertino, das 12h30 às 16h30.

Para aqueles que aguardam a entrega da habilitação, o Detran orienta que antes de solicitar uma segunda via, seja confirmado se a CNH foi devolvida ao Detran-MS, onde estará disponível para retirada.

A consulta é possível pela assistente virtual Glória, no WhatsApp ou por ligação no (67) 3368-0500.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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