Cidades

CORRIDA PELA IMUNIZAÇÃO

Mato Grosso do Sul é o estado que mais vacinou no Brasil

Estado supera o Amazonas e abrange 10,06% de sua população vacinada

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Com 10,06% da população vacinada, o Mato Grosso do Sul ocupa o 1º lugar no ranking de vacinação no Brasil entre os estados. Já foram aplicadas 373.676 doses, sendo 282.636 da primeira e 91.040 da segunda. Ao todo, o Estado já recebeu 467.010 imunizantes.

De acordo com dados das secretarias estaduais de saúde de outros Estados, 7,32% da população brasileira está vacinada, o que indica que Mato Grosso do Sul ultrapassa a média do País. 

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As cidades sul-mato-grossenses com maior percentual de aplicação da primeira dose na fase 1 de vacinação são Jateí (103,99%); Antônio João (103,46%); Pedro Gomes (102,44%); Alcinópolis (101,89%) Laguna Carapã (101,79%) e Nova Alvorada do Sul (101,09%). Esse percentual na Capital é de 66,20%. 

Os municípios do Estado com pior percentual de aplicação da primeira dose na fase 1 de vacinação são Dourados (43,61%); Itaporã (44,72%); Ribas do Rio Pardo (48,71%); Costa Rica (52,07%); Coxim (52,29%); Rochedo (52,83%); Bonito (53,74%); Figueirão (55,19%); Naviraí (55,20%); Terenos (55,24%) e Brasilândia (55,62%).

Os dados são do vacinomêtro, plataforma que disponibiliza em tempo real qual é a situação no processo de imunização em cada município do Estado. As pessoas podem informar-se quantos cidadãos já foram vacinados; quais são os grupos estão sendo vacinados e quantas doses cada município já recebeu.

Calendário de vacinação 

Pessoas com 67 anos ou mais; idosos a partir de 60 anos e indivíduos acima de 18 anos, com comorbidades específicas, já podem tomar a 1ª dose da vacina nesta segunda-feira (29). Veja quais doenças pré-existentes se encaixam nesse quesito:

Para todos os que se enquadram nos grupos citados acima, a apresentação de laudo médico comprovando a doença, deficiência ou estado físico ou mental é obrigatória. Além disso, é necessário cadastramento prévio deste público.

O cidadão que for vacinar, deve apresentar documento com foto e, quem vai tomar a segunda dose, deve mostrar comprovante de recebimento da primeira dose.  O uso de máscara no momento de aplicação da vacina é obrigatório. Confira aqui os locais de vacinação na Capital.

Cronologia de doses recebidas

No dia 18 de janeiro, 158.760 doses da vacina Coronavac desembarcaram na Base Aérea de Campo Grande.

Em 22 de janeiro, 2 milhões de doses da vacina de Oxford chegaram no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Depois, seguiram para o Rio de Janeiro. Desse número, 22 mil vieram para o Estado no dia 24 de janeiro.

No dia 25 de janeiro, 10,2 mil doses da vacina Coronavac desembarcaram no Aeroporto Internacional de Campo Grande em um voo da Latam.

Mais  32 mil doses da vacina Coronavac chegaram em 7 de fevereiro no Aeroporto Internacional de Campo Grande. As vacinas vieram acondicionadas em 160 caixas.

Em 24 de fevereiro, o Estado recebeu 35,7 mil doses da Coronavac e AstraZeneca.

Sexta remessa, com 27,8 mil doses da Coronavac, desembarcou no Aeroporto Internacional de Campo Grande na manhã de 3 de março.

Em 9 de março, a sétima remessa com 30,6 mil doses chegou ao Estado em um voo da Latam, vindo de Guarulhos.

Em 18 de março, chegaram mais 54,6 mil doses no Aeroporto da Capital. Já é a oitava remessa. 

Em 20 de março, chegou a nona remessa com mais de 48,6 mil doses no Aeroporto Internacional de Campo Grande

décima remessa com 46,7 mil doses chegou à Mato Grosso do Sul em 26 de março de 2021.

As vacinas já estão em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. A cada lote de entregas, os imunizantes vão sendo distribuídos imediatamente.

Vacina

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, pede para que a população se vacine e destaca a importância da ciência em todo o processo.

“Além do processo de higiene, usar máscara, distanciamento social, a gente aponta mais uma coisa importante no processo de enfrentamento à Covid-19: a vacina”, cita.

“Não dê espaço para aqueles que jogam no obscurantismo e nem para aqueles que querem voltar aos tempos das trevas. A vacina é uma grande conquista da ciência e da humanidade”, complementa.

Ainda segundo o secretário, a vacina, além de ser um ato de vontade própria, também é um ato de vontade coletiva de fazer com que a pandemia seja cessada.

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Abaixo da média nacional

MS tem a 4ª menor taxa de roubo e furto de celulares do País

Anuário de Segurança Pública aponta queda de 15,2% nas ocorrências no Estado, índice superior à média nacional, mas alerta para aumento das mortes violentas, alta taxa de feminicídios e incidência de estupros

23/07/2026 17h07

Furtos e roubos de celulares tiveram queda em Mato Grosso do Sul

Furtos e roubos de celulares tiveram queda em Mato Grosso do Sul Arquivo

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O Anuário de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que Mato Grosso do Sul é uma das unidades da federação com a menor incidência de furtos e roubos de telefones celulares no Brasil. 

O Estado tem a quarta menor taxa do Brasil: 193,7 furtos ou roubos de celulares e fica atrás do Rio Grande do Sul (128,8), Paraíba (153,6) e Minas Gerais (182). 

A taxa nacional de roubos e furtos de telefones celulares é de 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes, enquanto a taxa local (193,7) é quase a metade da brasileira. 

O estado seguiu a tendência nacional de queda (que foi de -7,7% no indicador agregado), mas com uma intensidade de redução superior à média do Brasil (-15,2% vs -7,7%).

Ao detalhar os números por tipo de ocorrência, observa-se que a maior queda no estado ocorreu nos roubos de celulares, que envolvem o emprego de violência ou ameaça. A taxa desse crime recuou 23,3 por cento, passando de 59,7 em 2024 para 45,8 em 2025. 

Em números absolutos, as subtrações totais de aparelhos no estado caíram de 6.631 para 5.664 registros no último ano. 

Já os furtos de celulares, cometidos sem o contato direto ou violência contra a pessoa, tiveram uma redução de 12,4 por cento na taxa local.

Outro indicador que reforça o recuo dos crimes patrimoniais em Mato Grosso do Sul é o de receptação. Enquanto o Brasil registrou um aumento de 3,3 por cento nesse tipo de delito, o estado apresentou uma das quedas mais expressivas do país, com redução de 30,3 por cento nos registros de posse ou comercialização de bens roubados. 

Essa tendência sugere uma possível desarticulação nas cadeias de mercado ilícito de eletrônicos na região.

Crimes contra o patrimônio

A tendência de queda também foi verificada em outros delitos contra o patrimônio. O roubo e furto de veículos em Mato Grosso do Sul apresentou uma redução de 20,5 por cento na taxa por frota, superando a queda nacional de 14,3 por cento. 

Além disso, os roubos a estabelecimentos comerciais no estado diminuíram 21,3 por cento e os roubos a residências recuaram 9,6 por cento entre 2024 e 2025.

Aumento de mortes violentas

Apesar dos avanços na segurança patrimonial, o Anuário destaca desafios significativos em indicadores de violência letal e contra grupos vulneráveis no estado. Ao contrário da média nacional, que reduziu as Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 8,2 por cento, Mato Grosso do Sul foi uma das apenas sete unidades da federação que registraram aumento nesse índice, com uma variação de 4,9 por cento. 

O estado também mantém a quarta maior taxa de feminicídios do país, com 2,7 casos por 100 mil mulheres, embora tenha registrado a maior queda nacional nos registros de violência psicológica, com redução de 44,5 por cento. 

No que tange aos crimes sexuais, Mato Grosso do Sul apresenta a quinta maior taxa de estupro e estupro de vulnerável do Brasil, com 79,5 casos por 100 mil habitantes.

 

Ranking nacional de roubo e furto de celulares (2025)
 

Taxa por 100 mil habitantes

1º Distrito Federal – 677,1
2º Amazonas – 671,9
3º Amapá – 611,4
4º São Paulo – 552,2
5º Pará – 536,0
6º Rondônia – 473,2
7º Pernambuco – 426,7
8º Rio de Janeiro – 419,1
9º Maranhão – 400,8
10º Espírito Santo – 391,1
11º Bahia – 366,9
12º Piauí – 355,1
13º Acre – 354,1
14º Rio Grande do Norte – 351,4
15º Ceará – 330,1
16º Roraima – 326,6
17º Sergipe – 282,0
18º Paraná – 254,3
19º Alagoas – 252,6
20º Tocantins – 224,0
21º Santa Catarina – 221,4
22º Goiás – 220,2
23º Mato Grosso – 209,0
24º Mato Grosso do Sul – 193,7
25º Minas Gerais – 182,0
26º Paraíba – 153,6
27º Rio Grande do Sul – 128,8

Média nacional: 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes.

Preso

Polícia de MS desmonta esquema que vendia droga "gourmet" para todo o Brasil

Investigação da Denar aponta que suspeito comandava uma espécie de "loja virtual" de entorpecentes de alta pureza, com catálogo nas redes sociais, tabela de preços, promoções e entregas para clientes em diferentes estados brasileiros.

23/07/2026 16h32

Drogas de alta pureza, flores de cannabis, derivados, arma, munições e equipamentos utilizados na comercialização dos entorpecentes foram apreendidos durante a operação da Denar, em Campo Grande.

Drogas de alta pureza, flores de cannabis, derivados, arma, munições e equipamentos utilizados na comercialização dos entorpecentes foram apreendidos durante a operação da Denar, em Campo Grande. Foto: Policia Civil

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Um sofisticado esquema de tráfico de drogas, que utilizava redes sociais, catálogo de produtos e até promoções para comercializar entorpecentes de alta pureza, foi desarticulado pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), em Campo Grande, na quarta-feira (22).

A ação, realizada durante a Operação Saldo Negativo, resultou na prisão de um homem de 32 anos apontado como um dos principais fornecedores de drogas da Capital, responsável por abastecer consumidores em Mato Grosso do Sul e também em outros estados do país.

As investigações tiveram início após a apreensão de uma remessa de drogas enviada por um comparsa do suspeito por meio de uma transportadora.

A partir da interceptação da encomenda, os policiais identificaram uma estrutura criminosa organizada, que utilizava plataformas digitais para anunciar os produtos e ampliar o alcance da distribuição dos entorpecentes. 

Segundo a Polícia Civil, o investigado operava uma verdadeira "loja gourmet" de drogas.

O grupo oferecia substâncias de maior pureza que as normalmente encontradas no tráfico convencional, divulgadas em um catálogo virtual com descrição dos produtos, tabela de preços, promoções e sistema de entrega, estratégia voltada a um público específico e com maior poder aquisitivo. 

Com o avanço das apurações, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, além de decretar sua prisão preventiva.

Durante a operação, os agentes localizaram diversos tabletes e porções de drogas já fracionadas para venda, flores de cannabis, extratos da planta, embalagens de produtos derivados, balanças de precisão, máquina de cartão, seladora de embalagens, aparelhos celulares e outros equipamentos utilizados na preparação e comercialização dos entorpecentes.

Um revólver e munições sem registro também foram apreendidos. 

Além da ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça, o homem também foi autuado em flagrante pelos materiais encontrados durante as buscas. Todo o material recolhido foi encaminhado para perícia e será incorporado ao inquérito policial. 

De acordo com a Denar, o nome Operação Saldo Negativo faz referência ao objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização criminosa, que utilizava ferramentas digitais para expandir o comércio de drogas e alcançar compradores em diferentes regiões do Brasil.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da rede de distribuição, possíveis fornecedores e destinatários das remessas enviadas para fora de Mato Grosso do Sul. 

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