Cidades

CAMPO GRANDE

Ministério Público acusa Agetran e Consórcio Guaicurus de não cumprirem medidas para frear contágio

Aglomerações e falta de fiscalização podem render multa de até R$ 300 mil para concessionário e para o órgão municipal

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O não cumprimento de duas decisões judiciais para reduzir o contágio no sistema de transporte coletivo pode deixar o Consórcio Guaicurus e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) sujeitos a uma multa que pode chegar a R$ 300 mil para cada um.  

Pelo menos é o que pretende o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que realizou nova vistoria nos terminais de transbordo e estações de embarque, e constatou que as determinações de evitar aglomerações, e mitigar os riscos de contágio não estão sendo cumpridas.  

O novo pedido, dentro da ação civil pública ajuizada em maio deste ano, foi feito no dia 19 de novembro pela promotora de Justiça Filomena Aparecida Fluminhan. A solicitação ainda não foi julgada.  

No mês de novembro, foram 9.581 novos casos de Covid-19 em Campo Grande, que já tem 45.780 infectadas pelo coronavírus. Quanto às mortes, foram 87 óbitos no mês passado; 770 no total.  

Somente nos últimos quatro dias de novembro, foram verificados mais de 2 mil casos: um dos indicativos da aceleração do contágio.  

DESCUMPRIMENTO

Ao listar uma série de irregularidades constatadas nos terminais durante nova vistoria feita pelo MPMS, a promotora pediu para que o juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos reconheça o descumprimento das decisões de primeira e segunda instância.

As decisões determinaram o cumprimento das medidas de biossegurança para prevenir os usuários do transporte coletivo de Campo Grande do contágio pelo coronavírus.  

A punição solicitada pela promotora de Justiça é de aplicação de multa de R$ 10 mil por dia, no limite de 30 dias, para Agetran e Consórcio Guaicurus. Como a constatação das irregularidades foi verificada há mais de 30 dias, o valor pode chegar a R$ 300 mil para cada um dos requeridos caso o Judiciário acolha o pedido.

O relatório de vistoria técnica do Ministério Público constatou que permanecem em oito pontos de embarque – entre eles sete terminais – filas com aglomerações e uso incorreto das máscaras, além da falta de orientação e supervisão em relação ao distanciamento dos usuários.

“Ocorre que, mesmo instados administrativa e judicialmente por esta especializada, a sanar as irregularidades, os demandados não demonstraram a efetiva regularização do serviço de todas as inconformidades no transporte coletivo municipal, vez que os terminais e veículos remanesceram com inadequações, principalmente aglomerações e ausência de distanciamento entre pessoas”, argumenta a promotora.

Nesta segunda-feira, a equipe do Correio do Estado foi a alguns dos terminais de transporte coletivo de Campo Grande e constatou que parte dos problemas observados na vistoria técnica do Ministério Público de Mato Grosso do Sul permanece. Aglomerações e muitíssimos usuários com máscara no queixo eram cena comum, assim como a falta de fiscalização.

Algumas determinações da primeira decisão judicial foram cumpridas, como por exemplo a disponibilização de pias com água e sabão em parte dos terminais. Há alguns pontos de embarque, porém, como o Terminal Aero Rancho, onde estas pias estão quebradas e sem saboneteira.  

No início da pandemia, a circulação de ônibus chegou a ser suspensa, entre o fim de março e o início de abril. Depois, os ônibus voltaram a circular, mas com limitação de capacidade, que foram sendo derrubadas gradualmente pela prefeitura. Na última delas, o prefeito Marcos Trad (PSD) liberou os veículos para circular com suas capacidades máximas, inclusive com passageiros em pé, desde que usassem máscara.  

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OUTRO LADO

No mesmo processo, a prefeitura e o Consórcio Guaicurus pediram a improcedência da ação civil pública para garantir a biossegurança no transporte coletivo.

Para a prefeitura, o Ministério Público teria afrontado os princípios da autonomia municipal e da independência dos poderes ao exigir um Plano de Biossegurança e medidas para evitar o contágio da população no sistema de transporte. Na mesma ocasião, o município entendeu que as medidas necessárias para evitar a transmissão foram adotadas.

Do outro lado do jogo de empurra, o Consórcio Guaicurus também se defendeu, restringindo-se a alegar a responsabilidade e a autonomia do Poder Executivo para a adoção de medidas de prevenção e combate à pandemia.

Para completar, o concessionário do transporte coletivo ainda voltou a falar de dificuldades financeiras e que tem adotado medidas que lhe são “cabíveis e possíveis”.

Nos ares

Casal é detido seminu após tentativa de sexo em voo que pousou na Argentina

A companhia aérea pode aplicar sanções ou até proibir os passageiros de viajar com ela no futuro.

10/05/2026 22h00

Divulgação

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Um casal foi detido neste sábado, 9, após tentar manter relações sexuais em seus assentos durante um voo da companhia Copa Airlines que partiu do Panamá e pousou na madrugada no aeroporto de Rosário, na Argentina, conforme informações do jornal La Nacion.

Os envolvidos - um homem de 55 anos e uma mulher de 60 - estavam seminus nos assentos da fileira F do voo CM 836, proveniente da capital panamenha, quando foram denunciados por outros passageiros, conforme confirmaram fontes do aeroporto ao periódico.

Diante das reclamações, a chefe de cabine da aeronave informou ao supervisor que desejava iniciar uma ação penal “por exibicionismo” contra os dois passageiros.

De acordo com o protocolo vigente, foi estabelecida comunicação com o Ministério Público de Acusação de Rosario, que determinou que os acusados fossem encaminhados, após o pouso, à delegacia responsável pela jurisdição do aeroporto internacional localizado no bairro de Fisherton, para a realização dos procedimentos de praxe, após obtenção de impressões digitais e fotos.

O Código Aeronáutico da Administração Nacional de Aviação Civil (ANAC) não possui uma norma específica para pessoas que tentam manter relações sexuais em uma aeronave. No entanto, isso viola as normas de conduta dos passageiros e dificulta a capacidade do comandante para manter a ordem e a segurança a bordo.

É essa autoridade que pode tomar medidas contra pessoas que prejudiquem a segurança, a disciplina ou o andamento normal do voo. Nos casos de exibicionismo, a situação pode resultar em processos contravencionais ou criminais alheios ao Código Aeronáutico. Também podem ser aplicados os regulamentos de segurança operacional da ANAC relativos a condutas que alterem as condições normais do voo.

Em paralelo, a companhia aérea pode aplicar sanções ou até proibi-los de viajar com ela no futuro.

Detidos por fazer sexo no banheiro

No ano passado, um episódio semelhante ocorreu em um voo da companhia aérea EasyJet que fazia a rota Londres-Luton-Alicante. Um casal britânico de cerca de 30 anos ficou embriagado e gritou para os passageiros que iria participar do “high mile club”, uma expressão usada em inglês para se referir a pessoas que fazem sexo durante um voo.

Em seguida, eles se trancaram no banheiro e começaram a se ouvir ruídos. Os passageiros ficaram incomodados e pediram a intervenção da tripulação. Foi então que revelaram que o casal já havia causado problemas antes de embarcar no avião, uma vez que haviam consumido uma quantidade excessiva de álcool.

Uma comissária de bordo se aproximou do banheiro e pediu que saíssem, mas não recebeu resposta. Os barulhos continuavam e, então, as autoridades espanholas do aeroporto de Alicante foram notificadas.

Dois anos antes, outro caso ocorreu na mesma companhia aérea quando um casal se trancou em um banheiro no voo de Luton para Ibiza para manter relações sexuais. No entanto, naquela ocasião, foram descobertos por um membro da tripulação que abriu a porta. Ao desembarcarem do avião, foram presos.

Acidente

Pelo menos 11 ficam feridos após uma explosão em um barco na costa da Flórida

As autoridades locais não revelaram as causas do incidente

10/05/2026 21h00

Até o momento, não se sabe o estado de saúde das vítimas

Até o momento, não se sabe o estado de saúde das vítimas Divulgação

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Pelo menos onze pessoas ficaram feridas, com gravidades variadas, e foram levadas às pressas para o hospital na tarde deste sábado, após uma explosão em uma embarcação que se encontrava na costa de Miami, no extremo sudeste do estado americano da Flórida, informaram as autoridades locais.

Os serviços de emergência de Miami receberam o alerta por volta das 12h48 (hora local) e mais de 25 unidades do Corpo de Bombeiros e Resgate de Miami-Dade se dirigiram à praia de Haulover, onde encontraram várias vítimas, segundo informaram meios de comunicação norte-americanos como a NBC ou a ABC News.

Inicialmente, fontes do Corpo de Bombeiros informaram o transporte de cerca de quinze pessoas para o hospital, embora tenham indicado posteriormente que apenas onze pessoas haviam sido hospitalizadas. Até o momento, não se sabe o estado de saúde das vítimas.

Da mesma forma, as autoridades locais não revelaram as causas do incidente, embora tenham aproveitado a ocasião para lembrar aos cidadãos que, estando "em plena temporada de navegação", devem "priorizar a segurança na água".

"Certifique-se de que sua embarcação esteja equipada com um extintor de incêndio em bom estado de funcionamento e todo o equipamento de segurança necessário. Antes de zarpar, faça uma inspeção de segurança completa para garantir que sua embarcação esteja em boas condições e livre de possíveis perigos", orientaram os bombeiros em declarações à Fox News, insistindo que "tomar algumas precauções adicionais pode ajudar a prevenir emergências e manter todos em segurança".

Até o momento, nem o Gabinete do Xerife do Condado de Miami-Dade nem o escritório do FBI em Miami se pronunciaram sobre o assunto

*Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press e não representa a opinião do Grupo Estado, que não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base no material disponibilizado.

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