Nesta segunda-feira (18) o Governo de Mato Grosso do Sul tornou público, através de edição do seu Diário Oficial Eletrônico (DOE), o extrato do contrato de R$8,2 milhões firmado para uma empresa preparar o projeto em busca de privatizar hospital em Três Lagoas.
Distante aproximadamente 332 quilômetros de Campo Grande, atualmente o Hospital da Costa Leste Magid Thomé é administrado pelo Instituto Acqua, Organização Não Governamental (ONG) da saúde que já foi demitida da gestão da unidade hospitalar regional de Ponta Porã.
Recentemente o Governo do Estado assinou um contrato de Parceria Público Privada (PPP) do Hospital Regional em Campo Grande, com a empresa Inova Saúde por R$15,9 milhões, no qual as obras de reforma devem começar apenas em dezembro de 2028.
Diferente, porém, da PPP na Capital, que pretende "tirar" das mãos do Estado apenas os serviços não assistenciais, os chamados "bata-cinza", a Parceria Público Privada do Hospital de Três Lagoas pode incluir nesta "privatização" também os serviços assistenciais.
Ou seja, se na Capital o Estado seguiria pagando o corpo médico do Hospital Regional de Campo Grande, a PPP de Três Lagoas poderia colocar todos os serviços nas mãos da iniciativa privada.
Entenda
Conforme exposto em Diário Oficial, esse contrato busca estruturar um projeto de participação da iniciativa privada na ampliação, equipagem e prestação de serviços do Hospital em Três Lagoas.
Quanto à estrutura do espaço, o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé oferece atendimento referenciado de média e alta complexidade, possuindo aproximadamente 711 funcionários em atendimentos que abrangem 11 cidades.
Possuindo 116 leitos e 20 Unidades de Terapias Intensivas (UTIs), o Hospital de Três Lagoas conta ainda com clínicas cirúrgicas e pediátricas e realiza uma série de exames, como por exemplo:
- Raio-x
- Tomografia
- Ressonância
- Ultrassonografia
- Eletrocardiograma
- Exames laboratoriais
Caberá ao projeto esclarecer se serão incluídos, ou não, na PPP, os serviços assistenciais (bata-branca), em um projeto estimado em R$8.251.159,09.
Envolvendo a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (Fdirs) e a administradora BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, o Estado ficará encarregado de custear 10% do valor desta contratação.
Em outras palavras, enquanto 90% ficará ao encargo do chamado Fdirs, o Estado participará em um total estimado em R$825.115,91, a serem depositados em até dois meses após a celebração do contrato, que data de 04 de maio deste ano.

