Cidades

ESTRAGO

Na região do São Conrado, em Campo Grande, parte de ponte cede e provoca transtornos no trânsito

Ponte está localizada na rua Panambi Vera, sobre o córrego Lagoa

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Parte de uma ponte cedeu, há cerca de duas semanas, na rua Panambi Vera, esquina com avenida Dr. Nasri Siufi (extensão da avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho), região dos bairros São Conrado e Santa Emília.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) interditou a via com placas sinalizadoras e muitas pedras amontoadas, uma em cima da outra. 

“Vieram aí e só jogaram aquelas pedras para interditar. Não resolvem nada”, disse Adriano Ossuna Penha, borracheiro.

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O rapaz também aponta que o comércio no local foi afetado. “Transtorno para a população que habita nos bairros, tem que dar uma volta enorme, um desvio enorme”, afirma.

Ainda de acordo com ele, não é de hoje que acontece isso nessa mesma ponte. “Já é a quarta vez que eles mexem nessa ponte. É só dinheiro público que vai e ninguém resolve nada”.

Pedro, aposentado e morador da região, disse que toda vez que chove forte, a ponte cede. “Já caiu até carro lá dentro. Tem que fazer uma estrutura boa para que isso não aconteça mais quando der essa chuvarada”, disse.

Ele ainda revela que antes da ponte cair, ela já estava cedendo um pouco e que todo esse transtorno, além de ter que dar um desvio enorme, é perigo para causar acidentes.

Rudi Fiorese, secretário municipal de Infraestrutura, conta que a causa do desmoronamento foi que a chuva “levou parte do aterro, do encabeçamento da ponte. Ali tem o desnível no final da ponte no fundo do córrego, e isso está provocando uma lesão nas laterais, e leva o aterro”.

Buraqueira 

Os buracos nas ruas também são um grande problema nessa região. Há buracos nas ruas asfaltadas e mais ainda nas ruas de terra.

Adriano conta que só tem asfalto na linha do ônibus, no restante do bairro não tem. “Ontem vieram aqui e interditaram mais esse pedaço para tapar o buraco. Ficou interditado por meio dia aqui para tapar dois buracos”, declara o rapaz, se referindo a buracos tapados a cerca de 40 metros da ponte cedida.

“As ruas estão acabadas, não tem asfalto. Não é só pedir e ganhar voto e depois ficar na prefeitura só sentado”, manifesta Pedro, ao referir-se aos políticos.

Não é apenas este bairro que sofre com buracos. Devido à grande quantidade de chuvas, muitas outras regiões da capital sofrem com o mesmo caos, como na Vila Ipiranga e Jardim Morenão.

O secretário afirma que não dá para trabalhar com tanta chuva, e, que ela, além de atrapalhar, ainda faz aparecer novos buracos.

Resposta

Autoridades responsáveis alegaram que estão esperando a chuva dar uma parada para poder reparar a estrutura danificada.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), a equipe está esperando o tempo de estiagem para refazer o aterro para liberar o trânsito.

“Estamos dependendo das chuvas darem uma trégua para começar o serviço, fazer uma avaliação do que vai poder ser feito lá”, discursa Rudi.

“Como tem chovido praticamente todos os dias, ainda não pudemos fazer isso”, finaliza.

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OBRAS CONCLUÍDAS

Ponte sobre o Rio Aquidauana fica pronta e libera trânsito de veículos

O novo asfalto da BR-419 faz a ligação com o rodoanel da MS-450, nas proximidades do Hospital Ruralista/Fundersul e até o Sindicato Rural de Anastácio

25/07/2026 10h30

Nova ponte sobre o Rio Aquidauana fica pronta após cinco anos de serviços

Nova ponte sobre o Rio Aquidauana fica pronta após cinco anos de serviços Divulgação: Prefeitura de Aquidauana

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A nova ponte sobre o Rio Aquidauana ficou pronta esta semana e já está liberada para o tráfego de veículos. A estrutura de 397 metros de extensão permite que motoristas que vêm da região do Taboco, através da MS-419, e da Cipolândia, pela MS-345, possam acessar a BR-262 sem precisar entrar no perímetro urbano de Aquidauana.

Com isto, o mesmo ocorre para os motoristas que seguem de Campo Grande, Terenos e Dois Irmãos do Buriti com destino a Aquidauana e deixam de utilizar as vias urbanas de Anastácio.

A nova ligação fortalece a integração do Estado com a Rota Bioceânica, corredor internacional que conectará o Brasil aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina. Essa conexão amplia a competitividade de MS, facilita o escoamento da produção, atrai novos investimentos e impulsiona o desenvolvimento econômico da região.

O empreendimento teve ordem de serviço dada em agosto de 2021 e faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Governo Federal investiu aproximadamente R$ 212,5 milhões na estrutura. A Prefeitura de Aquidauana publicou um vídeo em suas redes sociais para anunciar a novidade da região.

O novo asfalto no acesso da BR-419 está liberado e faz a ligação com o rodoanel da MS-450, nas proximidades do Hospital Ruralista/Fundersul e até o Sindicato Rural de Anastácio. A conexão permite um acesso mais rápido e seguro ao novo contorno rodoviário de Aquidauana.

As obras sobre a ponte estavam incluídas na implantação de 55 quilômetros do lote 4 da BR-419. O  empreendimento parte do km 189 ao km 244, distribuída em duas etapas:

  • 42 quilômetros da ponte sobre o Rio Taboco até a interseção do primeiro acesso a Aquidauana;
  • e 13,5 quilômetros do contorno de Aquidauana até a BR-262, junto ao Sindicato Rural.

A conclusão da ponte sobre o Rio Aquidauna é importante para a integração socioeconômica da região, tendo em vista a necessidade de melhorias nas condições de trafegabilidade, aumento da velocidade de tráfego e das condições de segurança para veículos e pedestres.

Entrevista

"Entendemos que toda mudança que vier vai ser bem-vinda"

À frente da Agetran há três meses, Ciro Ferreira falou sobre a venda do Consórcio Guaicurus, as mudanças viárias em Campo Grande e seu tempo no comando da autarquia de trânsito

25/07/2026 09h30

Ciro Ferreira - Diretor-presidente da Agetran

Ciro Ferreira - Diretor-presidente da Agetran Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Nomeado em abril para comandar a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), o diretor-presidente Ciro Ferreira conversou com o Correio do Estado sobre a venda do Consórcio Guaicurus, que está em análise pela autarquia, as mudanças viárias em Campo Grande e os planos do seu mandato, que deve durar até a próxima eleição municipal, em 2028.

Nos últimos meses, os motoristas da Capital têm percebido alterações no trânsito de alguns trechos importantes da cidade, como, por exemplo, o reordenamento viário na Avenida Afonso Pena.

Nesta semana, as rotatórias das Avenidas Rodolfo José Pinho e Rachid Neder começaram a ser retiradas e darão lugar aos semáforos, com o objetivo de melhorar o fluxo das vias.

Ainda, na terça-feira, todos, incluindo os administradores municipais, foram pegos de surpresa com a venda do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, para a empresa goianiense HP Mobilidade. 

Porém, a negociação ainda precisa do aceite do Município para ser concretizada, do qual a Agetran é parte essencial da comissão responsável pela análise da nova empresa.

Além destes dois assuntos, Ciro Ferreira também falou sobre o que foi feito durante sua gestão como comandante da Agetran – completará quatro meses no dia 6 de agosto – e sobre seus planos para os próximos dois anos e meio como diretor-presidente da Agetran. Confira a entrevista completa.

Recentemente, a Agetran começou a implantar mudanças viárias na Capital. Desde quando a autarquia tinha a intenção de fazer essas mudanças e o que levou a finalmente tirá-las do papel?

A Agetran vem acompanhando o trânsito constantemente e, com base nos estudos técnicos que fazemos, toda vez que algum técnico nosso identifica um ponto de lentidão ou uma questão de sinistros que acontece, então a gente procura estudar aqueles pontos.

A própria demanda da sociedade e da comunidade pede algumas intervenções, nós passamos a estudar isso e diante disso temos vários pontos da cidade que identificamos que é necessário fazer intervenção. 

Nós não conseguimos fazer todos de uma vez, mas a gente consegue ir atacando toda vez que tiver o projeto pronto, que está em condições de empenhar, nós procuramos aplicar. Então, temos vários pontos que nós pretendemos intervir na cidade.

Quantos bairros devem ser beneficiados com essas mudanças ao longo deste ano?

Nós temos pontos em todas as regiões e temos procurado atender em todas as regiões. Nós não direcionamos para uma região, para um bairro A ou B.

Vamos seguindo esses estudos técnicos que são feitos e sempre focando principalmente nos pontos de conflito, onde nós temos um fluxo considerado de lentidão, há um índice de sinistros também que acontece aqui e dali. 

Tudo isso nós consideramos para intervir. Procuramos as vias que são arteriais, vias que são estruturais, mas procuramos também atender em todas as regiões e em todos os bairros.

Além de proibição de conversões, mudanças de sentido e retiradas de rotatórias, quais outros projetos devem ser executados?

Desenvolvemos várias ações enquanto agência, não só na parte de segurança específica de intervenções viárias, mas nós procuramos sempre desenvolver e temos buscado desenvolver a modernização da estabilização horizontal e vertical, implantação de novas travessias de pedestres, melhoria na acessibilidade para as pessoas que têm essa necessidade, adequação semafórica com sincronização de tempos, modernização do nosso parque semafórico, também implantação de áreas de segurança para motociclistas, ciclistas, onde houver essa viabilidade, é óbvio, reorganização de estacionamentos, fortalecimento da educação para o trânsito e ampliação do monitoramento e também das decisões baseadas em dados. 

Nós temos hoje uma gestão baseada nessa organização, estruturação de dados para que a gente possa tomar as melhores decisões que vão trazer segurança viária para o município.

As obras são feitas com recursos e pessoal próprio da prefeitura? Qual o investimento nessas intervenções?

Nós procuramos utilizar o máximo possível as equipes da própria Agetran com os recursos do município. A grande preocupação é que a gente consiga otimizar os recursos públicos que nós temos, com responsabilidade, com inteligência, para usar da melhor forma possível. E é difícil especificar um valor específico porque depende de cada projeto, depende de cada intervenção.

Ao fim do ano, essas mudanças devem contribuir de que forma para melhorar o trânsito da Capital?

O resultado que nós esperamos é um trânsito com fluidez, mas com segurança. Buscamos essa fluidez com segurança de forma que a gente contribua com a qualidade de vida do cidadão também com o tempo de vida, porque hoje nós perdemos muito tempo no trânsito, e Campo Grande se tornou uma cidade em grande expansão e isso traz uma pressão muito grande em cima do fluxo de veículos, das vias e tudo mais. 

Então, nós buscamos, além dessa qualidade de vida, dessa questão da melhoria do tempo das pessoas, também trazer essa segurança, redução de sinistros, as pessoas terem mais consciência e empatia no trânsito também, e que a gente consiga reduzir o número de mortes no trânsito. Tudo isso são os nossos objetivos.

Sobre a venda do Consórcio Guaicurus, o senhor avalia com bons olhos essa negociação? Não tinha mais como a empresa continuar à frente da concessão? 

É difícil nós emitirmos opinião porque é um processo que está em andamento ainda, nós não temos uma conclusão.

A agência está para fazer a parte dela, que é a fiscalização do serviço, e nós entendemos que toda melhoria vai ser bem-vinda, quer seja com essa empresa ou com outra, ou até mesmo a resolução com o Consórcio Guaicurus.

O que nós queremos realmente é que se resolva esse problema do transporte, e a agência contribui nesse sentido também.

Entendemos que é necessária a mudança e toda mudança que vier vai ser bem-vinda, com certeza dentro daquilo que for programado, daquilo que for assumido de compromisso ou com essa empresa ou com outra. 

E quando a decisão quanto à negociação deve ser tomada pelo Município?

Existe um prazo da comissão de intervenção e também da comissão administrativa processante, e esses prazos devem ser respeitados.

Nós acreditamos que, ao final disso, se a empresa, como disse a prefeita, apresentar um plano consistente, um plano robusto, que vai realmente trazer melhorias para o sistema, para o serviço e para o estado da sociedade, eu acredito que essa é a nossa esperança. 

O senhor está no cargo desde abril deste ano, nesse período, qual foi sua maior contribuição para a Agetran?

Eu já fazia parte da equipe da Agetran, e a agência já vem em uma construção dessa gestão baseada em dados, em evidências, uma gestão integrada.

Nós procuramos, com toda a equipe, realmente trazer uma gestão técnica, uma gestão focada em resultados, que a gente possa entregar o máximo para a segurança viária e mobilidade do município. 

Então, o que a gente espera é que, com a nossa contribuição aqui, com a equipe, que são pessoas que têm um comprometimento muito grande com o trânsito e com a segurança viária, a gente consiga realmente desenvolver um bom trabalho e trazer essa mobilidade inteligente e segura para todos. 

Quais são seus objetivos no curto e longo prazo à frente da Agetran?

No curto prazo é a gente implementar essas mudanças que estão já planejadas e continuar os nossos estudos para que a gente possa, a longo prazo, realmente entregar essa mobilidade segura e inteligente para o município.

A gente trabalha nesse sentido para que possamos trazer qualidade de vida, salvar vidas, trazer educação para o trânsito também, que é um ponto importante que nós trabalhamos e só com isso nós vamos conseguir realmente ter atitude, ter mudança de comportamento das pessoas, então nós procuramos incentivar isso. Essa é a nossa proposta e com a equipe a gente trabalha nesse sentido.

{ PERFIL }

Ciro Ferreira 

Entrou na Agetran em maio de 2024, como diretor de Trânsito, e hoje é diretor-presidente da autarquia.

Anteriormente, esteve em diversos cargos na Polícia Rodoviária Federal (PRF), como diretor administrativo, diretor de operações, coordenador-geral de Inteligência e superintendente regional em Mato Grosso do Sul.

É formado em Teologia e tem três pós-graduações, todas voltadas para segurança pública e mobilidade urbana.

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