Cidades

ORGANOGRAMA

Nova diretoria da Santa Casa deve ser definida até segunda-feira

Na última quinta-feira (24), a Justiça afastou 19 diretores e conselheiros e aumentou a crise do maior hospital de Mato Grosso do Sul

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Com três nomes da alta cúpula presos e outros 15 diretores e conselheiros afastados, a Santa Casa deve definir o novo organograma até a próxima segunda-feira (28).

Na última quinta-feira, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, assinou a decisão que afastou imediatamente 19 membros da diretoria corporativa e do conselho de administração, além da supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) do Hospital, que ficará sob gestão provisória.

Os diretores corporativos destituídos são: Alir Terra (que era a presidente e segue presa); Heitor Miguel Scheibeler (presidente em exercício); Ivan Araújo Brandão (vice-presidente) Valdir Osvaldo Junior (diretor-secretário); Marcos Alceu da Silva Villalba (diretor de finanças); e Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa (diretor de finanças adjunto e também foi preso no início do mês).

Um dos afastados do conselho de administração é Heitor Rodrigues Freire, que assumiria a presidência do hospital na segunda-feira, como anunciado em cerimônia oficial realizada horas antes da decisão judicial. 

Diante disso, o juiz determinou que a cadeira de gestor da instituição seja ocupada por Luiz Alberto Hiroki Kanamura, pelo prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo tempo caso seja necessário.

Conforme apuração do Correio do Estado, Kanamura deve definir todos seus ajudantes na diretoria corporativa em 48 horas. A mesma fonte ainda disse que o novo gestor deseja “diminuir bastante coisa”.

Inclusive, antes da decisão judicial, era possível visualizar todo o organograma com nomes de diretores e conselheiros da instituição. Porém, agora, aparece uma mensagem avisando que a “página está em manutenção”.

Foto: Captura de tela

Além do afastamento imediato, o juiz determinou que esses nomes não sejam reconduzidos em novas eleições, visto que “o Estatuto da Santa Casa não prevê causas de afastamento da Diretoria ou proibição de sua recondução”. Eles também estão proibidos de acessar as dependências do complexo hospitalar e da Operadora Santa Casa Saúde Ltda.

Obrigações judiciais

A Justiça pede que o novo gestor apresente, mensalmente, prestação de contas e informações atualizadas da situação administrativa, contábil e operacional da instituição, contendo a “aplicação e dos recursos públicos e privados pela entidade, das despesas realizadas, dos contratos celebrados ou mantidos, das medidas implementadas para a regularização da gestão e da continuidade dos serviços de saúde”.

Além disso, o juiz também listou 17 obrigações que Kanamura terá que cumprir ao longo deste período na cadeira.

Algumas chamam a atenção e condizem com a situação atual da Santa Casa, como “negociar com fornecedores, credores e devedores”, “remanejar verbas e ordenar despesas”, “reestruturar equipes, comissões e serviços” e “adotar providências administrativas e financeiras urgentes”.

Porém, duas saltam mais os olhos. A primeira é “pactuar a renovação da contratualização com o Município de Campo Grande, com a intervenção do Estado de Mato Grosso do Sul”, visto que o atual contrato encerrou oficialmente em setembro do ano passado e, desde então, passa por pequenas prorrogações. O último aconteceu no dia 1º de agosto e se mantém ativo por mais 90 dias.

De um lado, a Santa Casa pede um aumento no repasse mensal, de R$ 32,7 milhões para R$ 45,9 milhões. Por outro lado, o poder público afirma que os valores atuais são suficientes para dar conta das despesas do hospital. Hoje, as tratativas estão longe de serem concluídas.

A outra obrigação que a Justiça coloca para o novo gestor é a “proibição de contrair empréstimos bancários”, uma decisão que faz sentido ao olhar para os últimos balanços financeiros da instituição nos últimos anos. 

No balanço de 2025, divulgado em julho deste ano, eles somam mais de R$ 261,7 milhões e a taxa de juros chega a 1,85% ao mês. E estes juros ajudam a explicar o constante endividamento e os seguidos deficits do maior hospital do Estado.

Em 2024, por exemplo, o deficit havia sido da ordem de R$ 98,3 milhões. O deficit acumulado, segundo o balanço do hospital, supera os R$ 544 milhões. Somente os impostos em atraso, todos parcelados, somam R$ 189,817 milhões.

Operação

A decisão judicial aconteceu cerca de duas semanas depois da Santa Casa ter sido alvo de batida policial por suspeita de corrupção em contratos.

No dia 11 de setembro, as equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram a Operação Antidotum, com o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

A investigação apontou desvio milionário em dois contratos para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, enquanto a instituição alegava que não tinha mais condições de operar, em função das dívidas financeiras. Somados, teriam sido desviados cerca de R$ 4,9 milhões nos dois acordos.

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TÁ QUENTE

Veja dicas de saúde em meio a onda de calor que começa hoje em MS

A partir deste sábado, os 79 municípios do estado estão em alerta extremo para temperaturas 5º acima da média, de acordo com o Inmet

26/09/2026 14h00

Mato Grosso do Sul está em alerta para onda de calor extremo até quarta-feira

Mato Grosso do Sul está em alerta para onda de calor extremo até quarta-feira Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A partir deste sábado (26) até quarta-feira (30), os 79 municípios de Mato Grosso do Sul estão sob alerta de calor extremo que pode chegar a 5° acima da média, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Diante disso, veja dicas de saúde para se proteger nesses próximos dias.

A bolha de calor está estacionada nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para se ter ideia da gravidade, os termômetros devem alcançar facilmente os 44°C na região noroeste de MS, que abrange os municípios de Corumbá, Coxim, Sonora, Aquidauana e Miranda.

Conforme Elaine Dias, endocrinologista e metabologista PhD pela Universidade São Paulo (USP), é preciso que, durante este período de altas temperaturas, redobrem os cuidados com a hidratação, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. 

“A recomendação diária de ingestão de água é de 2 a 3 litros, porém, com calor extremo, a transpiração fica mais intensa, gerando uma perda maior de líquido e eletrólitos. Nessas condições, é importante aumentar a absorção hídrica para compensar o organismo”, ressalta a médica.

Elaine ainda comenta que o corpo, quando sente calor, utiliza mecanismos para resfriamento, como o suor. Quando a transpiração acontece de forma intensa e não há reposição adequada de líquidos e eletrólitos, pode ocorrer desidratação. Uma referência prática para a ingestão diária de água é de 30 a 40 ml por quilo de peso. 

“Uma conta fácil para calcular a ingestão de água é 30 a 40 ml por quilo de peso por dia. Diante do calorão, o ideal é aumentar essa recomendação mínima diária”, reforça.

Em períodos de temperaturas elevadas, alguns sinais podem indicar que o organismo não está conseguindo repor adequadamente os líquidos perdidos. Entre eles estão diminuição da produção de urina, urina mais escura, cansaço, desânimo, tontura ou vertigem, fadiga, sede, pele seca e fria e batimentos cardíacos acelerados. Elaine ainda orienta algumas medidas que podem ajudar na recuperação, como:

  • Beber líquidos em pequenos goles, preferencialmente água ou soluções de reidratação oral;
  • Evitar bebidas com cafeína ou álcool, que podem piorar a desidratação;
  • Consumir alimentos ricos em água, como frutas e vegetais;
  • Repousar e evitar atividades físicas intensas durante os períodos de maior calor.

“Se a desidratação for grave ou associada a outros sintomas preocupantes, como confusão mental, dificuldade para respirar ou batimentos cardíacos irregulares, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois pode ser necessário tratamento mais específico e intervenções médicas. O mesmo se a desidratação for decorrente de vômito ou diarreia persistentes”, complementa.

TEMPERATURAS NAS ALTURAS

Confira as temperaturas dos próximos dias:

CAMPO GRANDE

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

22°C / 35°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

24°C / 36°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

24°C / 36°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

24°C / 38°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

21°C / 39°C

Fonte: Inmet

CORUMBÁ

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

24°C / 44°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

26°C / 44°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

27°C / 44°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

23°C / 44°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

18°C / 42°C

Fonte: Inmet

TRÊS LAGOAS

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

22°C / 40°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

24°C / 40°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

24°C / 42°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

26°C / 43°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

24°C / 42°C

Fonte: Inmet

DOURADOS

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

20°C / 36°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

22°C / 39°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

23°C / 40°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

23°C / 41°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

19°C / 28°C

Fonte: Inmet

PONTA PORÃ

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Sábado, 26 de setembro de 2026

20°C / 37°C

Domingo, 27 de setembro de 2026

21°C / 37°C

Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

23°C / 39°C

Terça-feira, 29 de setembro de 2026

22°C / 38°C

Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

18°C / 27°C

Fonte: Inmet

PRIMAVERA

Primavera começa nesta segunda-feira (22) com virada no tempo em Mato Grosso do Sul: chuvas, raios, relâmpagos e ventos dão boas-vindas a estação das flores em todas as regiões do Estado. Já o inverno se despede com temporal e vendaval em MS.

Primavera começou às 20h05min de 22 de setembro e terminará às 17h50min de 21 de dezembro de 2026 em Mato Grosso do Sul. A estação é caraterizada pela floração de plantas, aumento da umidade, retorno das chuvas, dias mais longos/noites mais curtas e ransição entre inverno (seca) e verão (chuvoso).

Climatologicamente, a primavera é considerada um período de transição entre o período quente e seco do inverno para uma estação mais chuvosa.

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AGILIDADE

Monitoramento da BR-163 agora é feito a até 1,4 mil km de distância

Desde dezembro, as 477 câmeras da rodovia de MS são acompanhadas na sede nacional da Motiva, em Jundiaí, cidade a 60 km da capital paulista

26/09/2026 13h00

Câmera instalada no km 490 da BR-163, próximo ao shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, é monitorada de Jundiaí

Câmera instalada no km 490 da BR-163, próximo ao shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, é monitorada de Jundiaí

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Quando ocorre um acidente na BR-163 próximo de Sonora, no extremo norte de Mato Grosso do Sul, a responsabilidade para acionar a equipe de socorro e a decisão de interditar ou não o tráfego da rodovia é tomada a cerca de 1,4 mil quilômetros de distância, no Centro de Controle de Operações (CCO) instalado na sede nacional da Motiva, em Judiaí (SP). 

Até dezembro do ano passado, as 477 câmeras instaladas ao longo dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul eram monitoradas na sede da Motiva Pantanal, às margens do anel viário de Campo Grande, na região das Moreninhas, uma distância que já chegava a 470 quilômetros de distância da divisa com o Paraná.

Mas, numa ação da concessionária para otimizar as atividades e tentar agilizar os atendimentos, o monitoramento das 3.356 câmeras espalhadas ao longo dos 5 mil quilômetros das 13 concessionarias da Motiva passou a ser feito em uma única sala, onde 30 pessoas trabalham 24 horas por dia todos os dias do ano.

Esta espécie de centro nervoso da maior operadora de rodovias do país é comandado por Elisandra de Paula Pinheiro, uma mulher de 1,5 metro pretendia ser bombeira, como seu pai, por falta de altura nem mesmo chegou a fazer concurso, como ela mesma faz questão destacar nesta sexta-feira (25) durante visita de profissionais de imprensa que durante a semana participaram a Jornada Valor de Jornalismo em Concessões e Infraestrutura, promovida pelo jornal Valor Econômico, na cidade de São Paulo. 

Primeira mulher a comandar o setor na concessionária, ela começou na atividade há mais de duas décadas como cobradora em uma praça de pedágio em Limeira (SP) e foi mudando de função até chegar ao comando da equipe que muitas vezes tem segundos para tomar decisões que podem salvar vidas. 

Elisandra deixa claro que é impossível ficar vigiando em tempo real as 877 câmeras da BR-163 e muito menos as 3,3 mil instaladas em todas as 13 rodovias vigiadas daquela sala. 

Porém, mais da metade destes equipamentos (1.471) são dotados com Detecção Automática de Incidentes. E, quando ocorre alguma anormalidade na rodovia, como um carro ou caminhão parado no acostamento, um animal solto na pista ou um acidente, estas “câmeras inteligentes” emitem um sinal e imediatamente algum dos operadores aproxima a imagem e aciona as equipes que estão em alguma das 17 bases de atendimento espalhadas ao longo da BR-163. 

Em média, estas câmeras estão instaladas a cada 1,7 quilômetro. Mas, parte delas têm capacidade de fazer zoom e ver com perfeição algo que está ocorrendo a cinco quilômetros de distância. E é exatamente isso que os operadores que estão em Jundiaí fazem quando algo atípico é detectado em Sonora, Campo Grande, Mundo Novo ou em qualquer região de Mato Grosso do Sul. 

Em todas as 17 bases de atendimento existe uma viatura de socorro. Cinco delas podem ser chamadas de UTI móvel e contam com enfermeiro e médico socorristas. As demais, tem somente com três socorristas, sendo um deles enfermeiro. 

E, em caso de acidente, normalmente a decisão sobre acionar uma ambulância com ou sem médico cabe aos operadores que estão nesta sala que é comandado pela mulher de 1,5 metro. E não é só isso, quanto mais ágil for esta pessoa que trabalha no CCO, mais rapidamente chega o socorro para socorrer as vítimas e maior a probabilidade de que vidas sejam salvas. 

AGILIDADE

Em média, a cada 50 quilômetros está posicionada uma ambulância de socorro e se a pessoa que está em Jundiaí entender a gravidade da situação, precisa acionar duas ou mais equipes de socorro. E para garantir a segurança destes socorristas, suspende temporariamente o tráfego na rodovia. Esta decisão é tomada, geralmente, antes mesmo da chegada da Polícia Rodoviária Federal, que normalmente demora bem mais tempo para chegar aos locais dos acidentes. 

A primeira equipe de socorro chega, em média, 15 minutos depois de ser acionada, segundo Fernando Antero do Carmo, chefe das 147 ambulâncias de resgate espalhadas pelo país e que atua como socorrista em rodovias faz 28 anos. 

Chegar rapidamente ao local e prestar os primeiros socorros com agilidade é fundamental para salvar vidas. E esta agilidade, além da atenção daqueles que monitoram as câmeras, depende de equipamentos modernos para fazer o resgate. As viaturas de socorro, já contabilizando os equipamentos, chegam a custar R$ 1,5 milhão, de acordo com Fernando. 

Somente um desencarcerador de última geração, que consegue erguer até 25 toneladas, custa R$ 200 mil, explica Fernando. E, de acordo com ele, até os médicos e enfermeiros recebem capacitação para operar este e qualquer outro tipo de equipamento para retirar vítimas das ferragens. 

Se o atendimento é feito com agilidade, pacientes em parada cardíaca, por exemplo, acabam sendo reanimados. Somente no ano passado, exemplifica Fernando, foram reanimadas 38 pessoas que estavam em parada cardíaca em todas as rodovias sob responsabilidade da Motiva.

Destas, 16 voltaram para casa após dias de internação. As demais não tiveram a mesma sorte, mas 80% delas acabaram doando órgãos e salvando a vida de outras pessoas, revela Fernando ao defender a importância do trabalho dos socorristas e dos operadores que em alguns casos estão a 1,4 mil quilômetros de distância e que nunca haviam ouvido falar de Sonora, Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Bandeirantes, Jaraguai, Nova Alvorada do Sul, Itaquiraí, Eldorado ou das outras cidades cortadas pela BR-163.

Mas, depois que começaram a Trabalhar no CCO na distante Jundiaí, com certeza adquiriram familiaridade com estes nomes, pois cabe a eles a tarefa de entrar em contato com os hospitais destas cidades para solicitar prioridade no atendimento de vítimas que muitas vezes vão chegar em estado grave alguns minutos depois de terem feito o aviso aos hospitais.

Câmera instalada no km 490 da BR-163, próximo ao shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, é monitorada de JundiaíNo de Centro de Controle de Operações de Jundiaí (SP) trabalham 30 pessoas durante 24 horas por dia de olho nas câmeras

NÚMEROS

E estes procedimentos fazem parte da rotina  destes atendentes, composta principalmente por mulheres ainda jovens, quase todas com menos de 35 anos. Do começo do ano até 20 de agosto, por exemplo, foram 497 acidentes na rodovia, sendo 130 ocorrências graves, segundo dados da PRF. Isso equivale a uma média de 2,1 acidentes diários. 

Do total de casos, 130 foram considerados graves e 38 pessoas morreram no local do acidente. Mas, o número relativo aos óbitos disparou nas últimas semanas. Somente em três ocorrências que ocorreram entre os dias 16 de agosto e 18 de setembro, 13 pessoas perderam a vida. 

Três destas vítimas chegaram a ser levadas para atendimento médico pelos socorristas acionados a partir do CCO de Jundiaí, mas por conta da gravidade dos ferimentos, não sobreviveram. Dez, porém, já voltaram ou estão prestes a voltar para casa. 

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