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PF abre ofensiva contra venda ilegal de armas 2 meses após assumir controle sobre CACs

O Correio do Estado já havia denunciado um caso de rifas que sorteavam armas em grupos de aplicativo de mensagem

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Prestes a completar dois meses desde quando assumiu o controle das licenças e da fiscalização das atividades de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Rifa.com, que tem por alvo um homem suspeito de comercializar armas de fogo por meio de rifas em grupos de mensagem.

De acordo com informações policiais, o indivíduo se identificava como despachante de armas e promovia sorteios de armamentos de uso permitido e restrito. Em março deste ano, o Correio do Estado já havia denunciado um caso semelhante que ocorria em Campo Grande, o qual tem alta probabilidade de ser o mesmo crime contra o qual a operação foi deflagrada, na manhã desta sexta-feira.

Na reportagem de cinco meses atrás, foi noticiado que o esquema de comercialização acontecia por meio de grupos de WhatsApp, com pessoas ligadas à atividade de caça em Mato Grosso do Sul. 

Nas provas coletadas na investigação, diversas armas de fogo eram sorteadas: uma Glock calibre 380, com cada número vendido a R$ 85; uma espingarda Winchester calibre 22, com cada número sendo vendido a R$ 50; e espingardas calibre 12 e calibre 24.

Até espingarda era rifada em grupo investigado pela polícia

Somente em 2024, foram realizadas, pelo menos, 13 rifas de armas nesses grupos, que eram chamadas de “ações beneficentes”. O principal investigado por ser o possível “chefão” deste comércio ilegal é um técnico em enfermagem, que, inclusive, ostenta sua paixão pela caça em vídeos publicados no YouTube e em sua página no Facebook.

Conforme aponta a investigação, a Polícia Federal não encontrou nenhuma arma cadastrada no nome do suspeito no Sistema Nacional de Armas (Sinarm). No entanto, há duas cadastradas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), banco de dados do Exército brasileiro que gere armas para desporto, caça e colecionismo.

Diante do exposto, levantou-se a suspeita de venda ilegal de armas de fogo, inclusive para organizações criminosas, bem como a possibilidade de se tratar de uma forma de lavar dinheiro. Porém, pelo investigado não ter antecedentes criminais, a possível associação com o crime organizado foi tirada de cogitação, por enquanto.

De acordo com o artigo 10 do Decreto nº 70.951/1972, é proibido utilizar armas e munições como “objeto de promoção, mediante distribuição de prêmios”. 

Ações semelhantes se configuram como comércio ilegal de arma de fogo, que tem como punição de 6 anos a 12 anos de reclusão e multa.

Como apurado pelo Correio do Estado na denúncia, os autores do comércio ilegal de armas de fogo a partir do Estado para todo o Brasil já haviam sido devidamente identificados e, por isso, uma ofensiva da Polícia Federal era esperado em breve, como que foi realizada nesta sexta-feira.

PF NO COMANDO

Anteriormente atribuída ao Comando do Exército, a responsabilidade pelo registro das licenças, controle e fiscalização das atividades de CACs passou para a Polícia Federal no dia 1º de julho deste ano.

Em 27 de dezembro de 2024, um termo aditivo ao decreto assinado em 2023 pelo presidente Lula já havia determinado o adiamento em seis meses para a PF finalmente assumir a função, já que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou na época que a instituição não poderia fazer esse trabalho por falta de recursos e de pessoal.

Em maio, o Ministério da Justiça e Segurança Pública destinou R$ 20 milhões à PF para a entidade assumir a nova atribuição. 

Até junho deste ano, 600 servidores da instituição já haviam sido qualificados para exercer as novas funções, além da criação de delegacias e núcleos de Controle de Armas para auxiliar na nova responsabilidade.

Uma semana antes da mudança de bastão, foi desenvolvido um painel de business intelligence (BI), para conter dados estatísticos de processos relacionados aos CACs, como registros, tipos de armas mais comuns, quantidade de armas, número de vistorias realizadas, autuações e apreensões, entre outros.

A PF é responsável pelas funções de: registro de pessoas físicas e jurídicas para o exercício das atividades de colecionadores, tiro desportivo e caça excepcional; autorização para compra e transferência de armas; fiscalização das atividades exercidas por CACs; concessão de guias de tráfego; e fiscalização e controle do comércio varejista para pessoa física.

Saiba

Ainda não há a confirmação de onde essas armas eram obtidas, se eram adquiridas de maneira legal em território brasileiro ou se eram trazidas clandestinamente de outros países. Por Mato Grosso do Sul fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, é comum que armas ilegais entrem no Brasil pelo estado pantaneiro.

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Em Campo Grande

Cinco caminhões retiram de galpão R$ 2,5 milhões em equipamentos roubados

Materiais pertencentes à Energisa foram localizados pela Polícia Civil em imóvel no Jardim Batistão durante investigação sobre furto e receptação

18/09/2026 18h30

Reprodução/PCMS

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Foram necessários cinco caminhões para retirar de um galpão no Jardim Batistão, em Campo Grande, equipamentos elétricos avaliados em mais de R$ 2,5 milhões  pertencentes à concessionária de Energia Energisa. Os materiais, entre transformadores e bobinas de cabos de alta tensão, foram localizados pela Polícia Civil durante uma investigação sobre furto de equipamentos da concessionária.

A ação foi realizada pela 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, com apoio de uma equipe técnica da Energisa e da Perícia Criminal. O imóvel fica na esquina das ruas Israel e Peru e, segundo a investigação, apresentava indícios de que poderia estar sendo utilizado para esconder materiais de origem ilícita.

Durante as diligências, os policiais identificaram um terreno grande, sem residência, onde havia uma estrutura coberta semelhante a um galpão. Pelas frestas do portão, a equipe conseguiu visualizar dezenas de equipamentos utilizados no setor de energia elétrica.

Entre os materiais encontrados estavam transformadores, bobinas de cabos de alta tensão e outros equipamentos. A identificação preliminar feita por um técnico da Energisa apontou que parte dos objetos pertence ao patrimônio da concessionária.

A vistoria foi realizada após os policiais entrarem no imóvel, que estava vazio. A equipe técnica da empresa e a Perícia Criminal acompanharam o trabalho para identificar e documentar os materiais encontrados.

Investigação 

Além dos equipamentos reconhecidos como pertencentes à Energisa, outros objetos encontrados no imóvel apresentaram indícios de origem ilícita. 

Todo o material foi apreendido e será submetido aos procedimentos de identificação, documentação e demais exames periciais.

A ocorrência foi registrada inicialmente no âmbito de investigação dos crimes de furto e receptação. A Polícia Civil busca esclarecer a origem dos materiais, identificar os envolvidos e verificar as circunstâncias em que os equipamentos foram parar no imóvel.

O proprietário da empresa responsável pelo local não estava no endereço durante a ação. Posteriormente, por meio de advogado, informou que pretende se apresentar à 6ª Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

4ª Edição

A uma semana do evento, Parque se prepara para o Festival Internacional da Carne

Evento começa na próxima sexta-feira e terá três dias de gastronomia, música, oficinas e atividades para o público

18/09/2026 18h00

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Faltando uma semana para o Festival Internacional da Carne, o Parque de Exposições Laucídio Coelho em Campo Grande já prepara a estrutura do evento. Em fase de montagem, o espaço começa a ganhar forma para receber o público entre os dias 25 e 27 de setembro, em uma programação que reúne gastronomia, música, oficinas, palestras e atividades para diferentes públicos. A entrada será gratuita.

Em sua quarta edição, o festival tem a carne como ponto central, mas amplia a programação para além do churrasco. A proposta reúne experiências gastronômicas, apresentações de artistas sul-mato-grossenses, atividades voltadas ao público infantil e espaços dedicados à economia criativa e ao conhecimento.

A gastronomia ocupa o principal espaço da programação. Mais de 30 estações serão distribuídas pelo parque, com diferentes preparações à base de carne e opções criadas especialmente para o evento. Os pratos serão comercializados ao público.

Entre as atrações está a programação do Senac MS, que levará oficinas gastronômicas divididas em três eixos. O “Brasa sem Brasa” apresenta preparações relacionadas ao universo do churrasco sem a utilização de churrasqueira. Já o “Sabores de MS” destaca ingredientes regionais, como mandioca, milho, bocaiuva, baru, pequi, mel, pimentas e queijos. O “Churrasco 2.0” explora molhos, manteigas, conservas, picles e outras combinações.

A programação inclui ainda preparações como pão de alho inspirado no Korean Garlic Bread, manteigas de baru e bocaiuva, risoto de costela com banana-da-terra, além de geleias, chutneys, purês e acompanhamentos feitos com ingredientes regionais.

Em algumas atividades, o público poderá participar diretamente do preparo, criando a própria farofa e molho para churrasco. O encerramento das oficinas será com uma oficina-show de risone de comitiva.

Música

A trilha sonora do festival será formada por artistas e bandas de Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira (25), primeiro dia do evento, sobem ao palco Os Cara da Kombi e Fred e Victor.

No sábado (26), será a vez de Sambapop, Banda Seven, Naip e Chicão Castro e banda. No domingo (27), último dia do festival, as apresentações ficam por conta de Zé do Pantanal e Renato Pacheco.

A programação também inclui duas palestras abertas ao público. Na sexta-feira, às 15h, “Ao Ponto” aborda atendimento ao cliente, postura, entrega de pratos e gestão de equipes, com foco em assadores e participantes. No sábado, no mesmo horário, “A influência da tecnologia na produção de carne bovina” discute a relação entre inovação e produção pecuária.

Entre os espaços preparados para receber as famílias está a Fazendinha, que terá animais de pequeno porte e brinquedos para as crianças. O evento também contará com estandes voltados à economia criativa, em parceria com o Sebrae MS e a produtora Luanna Peralta.

O Senar MS terá um espaço dedicado à divulgação dos cursos oferecidos pela instituição. Já a Carreta da Energisa, por meio do projeto Nossa Energia, levará ações relacionadas ao uso seguro e consciente da eletricidade.

Durante os três dias, o Boteco do Bada também funcionará no parque, ampliando as opções de alimentação e convivência durante a programação.

 

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