Cidades

Projeto de Lei

Primeira CNH pode ficar mais cara com exigência de exame toxicológico

Com o objetivo de 'combater o uso de drogas', o projeto de lei exige a realização do exame entre jovens que estão tirando a primeira habilitação

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O Senado Federal aprovou o projeto de lei (PL 3965/2021), que torna obrigatória a realização de exame toxicológico para quem estiver no processo de tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Segundo a Associação Brasileira de Toxicologia (Abtox), o exame toxicológico tem o custo médio de R$ 135.

O PL em questão, de autoria do deputado federal José Guimarães (PT-CE), inicialmente tratava da destinação de parte das multas de trânsito para o custeio das carteiras de habilitação de pessoas de baixa renda.

Nesse caso, serão contempladas pessoas em situação de vulnerabilidade social que estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

“As diferenças de oportunidades entre os cidadãos tornam cruel a competição no mercado de trabalho e injusta a luta por melhores condições. O acesso a direitos, que para uns sequer é questionado, para outros é categoricamente negado pelas circunstâncias que os envolvem”, justificou o deputado.

Segurança

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), destacou que a medida é crucial para evitar acidentes, mencionando um estudo norte-americano que trata do perigo da direção sob efeito de álcool ou drogas ilícitas.

“No Brasil, levantamentos indicam que uma parcela significativa dos usuários de maconha e cocaína experimenta essas substâncias antes dos 18 anos. Além disso, a pesquisa revela que o uso de drogas impacta negativamente as famílias, desestruturando relações e afetando a capacidade de trabalho e estudo”, apontou o senador e completou:
 

"Fica evidente que o acesso à permissão de dirigir é um fator crucial
na psicologia dos jovens, sendo um elemento importante na prevenção do uso de
drogas. Portanto, a imposição do exame toxicológico para candidatos a primeira
habilitação nas categorias A e B emerge como um instrumento essencial no
combate ao consumo de drogas, reduzindo acidentes e, por conseguinte, lesões
e mortes no transito. Dados da Organização Mundial da Saúde destacam que os
acidentes de trânsito são a principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos".

Além de quem está tirando a primeira habilitação o PL também incluiu motoristas de aplicativo ou trabalhadores que trabalham com entrega que deverão passar pelo exame. 

Com a incorporação das emendas, o texto retorna para a Câmara dos Deputados.

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Campo Grande

MS destina R$ 30 milhõres para reformar casas na periferia de Campo Grande

Mais de 400 famílias de baixa renda serão beneficiadas com reforma e conserto de suas residências

02/06/2026 11h30

Inauguração do Posto Territorial do Programa Periferia Viva

Inauguração do Posto Territorial do Programa Periferia Viva MARCELO VICTOR

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Famílias em situação de vulnerabilidade social vão ganhar reforma da casa e asfalto novo, no Jardim Novo Samambaia, região do Los Angeles, em Campo Grande.

Ao todo, 463 famílias serão beneficiadas e amparadas com reforma/conserto de casas e melhorias estruturais, permitindo que os reparos sejam efetuados de acordo com a realidade de casa residência. A previsão é que as reformas nas residências comecem a partir do fim de 2026.

O investimento é de R$ 32,1 milhões, com verba proveniente da Prefeitura Municipal de Campo Grande, Governo de Mato Grosso do Sul e Governo Federal (empréstimo).

Pavimentação, drenagem, ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) Macaúbas e construção de uma praça, no Novo Samambaia, também estão com ordem de serviço assinada e serão executadas.

O objetivo é garantir qualidade de vida, melhorias sociais e moradia digna a população de baixa renda.
De acordo com a diretora-presidente da Agência de Habitação do Mato Grosso do Sul (AGEHAB), Maria do Carmo Avesani Lopez, metade do investimento é destinado ao conserto de moradias.

“Dos R$ 30 milhões, R$ 15 milhões serão destinados à melhoria das casas. O caso da melhoria é personalizado, cada casa é um projeto. A nossa ideia é começar as obras da melhoria até o fim do ano”, explicou.

Segundo a diretora-presidente, o ponto de acolhimento é destinado à população de baixa renda que precisa tirar dúvidas para reformar sua casa.

“A família tem uma dúvida, precisa de um apoio, aqui é um posto de atendimento, aqui fica uma equipe social e outra de engenharia, então se a pessoa tem algum problema, precisa de uma orientação, ela pode vir aqui”, finalizou.

POSTO TERRITORIAL - Governo de Mato Grosso do Sul inaugurou, nesta terça-feira (2), o Posto Territorial do Programa Periferia Viva, na rua Afonso Celso, número 200, bairro Los Angeles (Novo Samambaia), em Campo Grande.

O Posto Territorial é um ponto de acolhimento, escuta e atendimento para ouvir famílias sobre suas necessidades e reivindicações relativas às moradias. O ponto funciona das 8h às 13h, de segunda a sexta-feira.

As autoridades presentes no evento foram a diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo; deputado federal Dagoberto Nogueira; diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA), Cláudio Marques; vereador de Campo Grande Landmark; entre outros.

MATO GROSSO DO SUL

TJMS condena município após comentários irônicos de prefeito sobre servidora

Em vídeo prefeito expôs professora a comentários vexatórios e município deve pagar R$ 10 mil de indenização

02/06/2026 11h15

Divulgação

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve a condenação do município de Paranaíba por constrangimento de servidora em vídeo publicado na rede social do prefeito da cidade. A decisão da 2ª Vara Cível foi confirmada pela 5ª Câmara Cível, que determinou a indenização de R$ 10 mil a vítima.

Conforme informações dos autos, em um vídeo o prefeito de Paranaíba critica o número de atestados médicos que servidores públicos apresentavam, colocando em dúvida a veracidade e legitimidade dos afastamentos por motivos de saúde.

Durante o vídeo, o nome de uma professora da rede municipal é citado pelo prefeito como alvo das críticas. A vítima indicou sofrer constrangimento após ser citada nominalmente e que isso acarretou em desdobramentos na comunidade após circulação do vídeo em questão.

Segundo o processo, a defesa alegou que não houve dano moral, e que o prefeito apenas exerceu o direito à liberdade de expressão ao manifestar insastifação com a quantidade de atestados médicos, solicitando a redução do valor da multa. No entanto, os desembargadores negaram o recurso do município com unanimidade.

O relator do processo, desembargador Luiz Antônio Cavassa de Almeida ressaltou que apesar de ser dever da administração pública fiscalizar a regularidade dos afastamentos médicos, isso deve ser feito de forma institucional adequada, com perícia médica e procedimentos administrativos que respeitem o sigilo de informações do quadro de saúde de todos os servidores públicos.

Os desembargadores apontaram o caso como exposição vexatória devido a diulgação do nome da servidora nas redes sociais acompanhado de comentários irônicos, afirmando que a utilização ultrapassou os limites da liberdade de expressão e da publicidade adminstrativa.

Conforme os autos, o vídeo e sua repercussão gerou abalo psicológico na vítima causando dificuldades para dormir e receio de frequentar lugares públicos na cidade.

A decisão manteve-se integralmente, reforçando o pagamento da indenização no valor de R$ 10 mil para a professora sob a justificativa de atender os princípios de razoabilidade e da proporcionalidade com os danos causados. E ainda aumentou os honorários advocatícios em favor da parte vencedora.

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