Cidades

tramita na Alems

Projeto de lei prevê distribuição de canetas emagrecedoras pela rede pública em MS

Proposta foi apresentada na Assembleia Legislativa e passará por análise da CCRJ antes de ir À votação

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Projeto de lei, que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), prevê a distribuição das chamadas canetas emagrecedoras na rede pública de saúde do Estado. A proposta foi apresentada na sessão desta quinta-feira (18) e ainda passará pelas comissões e votação.

De autoria do deputado Pedro Pedrossian Neto (PSD), o projeto prevê que pacientes com obesidade mórbida tenham acesso a medicamentos industrializados contendo os princípios ativos Liraglutida, Semaglutida e Tirzepatida para tratamento da doença.

O projeto ainda estabelece que os medicamentos serão fornecidos pelo Poder Executivo Estadual conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) a ser estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Para que seja fornecido, o paciente deverá apresentar prescrição médica válida, contendo a descrição da doença, da síndrome ou do transtorno, com referência ao Código Internacional de Doenças (CID) e demais informações clínicas, inclusive critérios de início, manutenção e suspensão do tratamento.

Os medicamentos de que trata a lei somente poderão ser fornecidos quando em conformidade com o registro sanitário e demais normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vedado o fornecimento de produtos sem registro ou em desconformidade regulatória.

Na justificativa, o parlamentar afirma que a obesidade "constitui problema de saúde pública com expressivo impacto na morbimortalidade e nos custos assistenciais, demandando estratégias seguras e baseadas em evidências".

O texto acrescenta que a ofensiva é um dos principais problemas de saúde pública do século XXI, em razão de sua associação direta com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, apneia do sono, osteoartrite e certos tipos de câncer.

Atualmente, o tratamento da obesidade requer uma abordagem multidisciplinar que inclua educação nutricional, prática de atividades físicas e, em casos específicos, o uso de terapias farmacológicas.

Nesse contexto, o projeto de lei afirma que o uso das canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz e seguro na redução de peso e no controle de comorbidades associadas.

"Assim, disponibilizar o acesso a estes medicamentos, por meio de critérios técnicos e protocolos clínicos bem estabelecidos, representa um avanço no combate à obesidade e suas complicações", diz o deputado, na justificativa do projeto.

Ainda na justificativa, é descrito que a proposta é de replicar o desenho normativo da lei que dispõe sobre o acesso a produtos industrializados contendo como ativos derivados vegetais ou fitofármacos da Cannabis sativa, de modo a conferir segurança jurídica, governança clínica (PCDT), metas de resposta e critérios de suspensão, conformidade sanitária e monitoramento permanente.

Do ponto de vista constitucional, o deputado afirma que a proposição se assenta na competência comum e concorrente em saúde, que assegura a saúde como direito de todos e dever do Estado.

No plano estadual, a iniciativa parlamentar é descrita como legítima, pois o texto é autorizativo.

"Nessa formatação, não há criação imediata de despesa, pois a implementação fica condicionada à disponibilidade orçamentária e à regulamentação da SES, preservando-se a observância da Lei de Responsabilidade Fiscal e das leis orçamentárias", diz o texto.

“A medida alinha a política estadual à melhor evidência disponível, fortalece a atenção integral e estimula a avaliação de resultados, contribuindo para reduzir complicações e custos futuros associados à obesidade e às doenças crônicas correlatas”, acrescenta o deputado na justificativa da proposta.

Com a apresentação do projeto, há um período de pauta para eventual recebimento de emendas. Posteriormente, o projeto seguirá para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Se o parecer for favorável, continua tramitando com votações nas comissões de mérito e em sessões plenárias.

Caso seja aprovado e sancionado pelo governador Eduardo Riedel, caberá à Secretaria Estadual de Saúde regulamentar os casos e as hipóteses de dispensação e estabelecer os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) aplicáveis, observadas as indicações aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nas respectivas bulas.

PATRIMÔNIO PÚBLICO

MPMS exige fim de penduricalhos para servidores de câmara de vereadores

Salário de um segurança da câmara de vereadores de Ribas do Rio Pardo supera os R$ 13 mil, aponta investigação da promotoria

04/09/2026 12h49

Câmara de Ribas do Rio Pardo para mais de R$ 14 mil a agente administrativo e mais de R$ 11 mil para zeladores

Câmara de Ribas do Rio Pardo para mais de R$ 14 mil a agente administrativo e mais de R$ 11 mil para zeladores

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul publicou, nesta sexta-feira (4) recomendação para que a câmara de vereadores de Ribas do Rio Pardo suspenda uma série penduricalhos salariais pagos a parte dos servidores e que acabavam recebendo mais que o dobro do salários dos próprios vereadores.

De acordo com esta recomendação emitida para a presidente da Câmara, a vereadora Tânia Maria Ferreira da Souza, a casa de leis deve deixar de pagar adicional de confiança aos servidores que ocupam somente cargos comissionados.

Além, disso, a promotoria exige que em 30 dias sejam estabelecidos critérios objetivos para o pagamento dos acréscimos salariais no município que tem em torno de 25 mil habitantes e localizado a 90 quilômetros de Campo Grande. 

Conforme documentos anexados à investigação, agentes administrativos da câmara recebem acima de R$ 14,3 mil por mês. O salário de agentes de segurança supera os R$ 13,3 mil e pessoas responsáveis por serviços-gerais têm renda mensal bruta da ordem de R$ 11,1 mil. Os valores estão bem acima do salário dos próprios vereadores, que em 2024 recebiam R$ 7,55 mil.

E conforme admite a própria procuradoria jurídica da câmara em justificativa enviada ao Ministério Público, não existem critérios objetivos para definir quem deve receber as gratificações. Os critérios, segundo este documento, são a proatividade e produtividade.

Mas, conforme a apuração da promotoria, as gratificações eram repassadas pelo valor máximo todos os meses e inclusive para servidores comissionados, para os quais, em tese, não existe amparo legal para pagamento.

Agora, a Câmara recebeu prazo de 30 dias para adoção de “critérios objetivos de avaliação e controle individualizado de produtividade, complexidade e demais circunstancias a respeito do exercício de funções especiais pelos servidores públicos de modo a justificar os percentuais atribuídos nos pagamentos”.

As vantagens salariais “estão sendo pagas aos servidores públicos integrantes do quadro funcional da Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo, durante todos os meses, nos seus patamares máximos, sem a existência prévia de procedimentos administrativos que documentem as análises individualizas a respeito da produtividade e complexidade das funções extraordinárias desempenhadas por cada um dos servidores mês a mês”, ressalta o promotor responsável  pela investigação.  

Em julho, os cerca de 230 integrantes da ativa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul receberam, em média, R$ 28,7 mil por conta dos chamados penduricalhos, que chegaram a quase R$ 7 milhões. Além disso, receberam uma média de R$ 38 mil a título de salário-base, totalizando média de quase R$ 67 mil. 

E em meio a este cenário, a promotoria não faz menção sobre suposto exagero nos valores pagos a servidores sem qualquer tipo de formação e ocupantes de cargos que normalmente são remunerados com valores menores, tanto na iniciativa privada quanto em órgãos públicos. Porém, deixou claro que a exigência para a restrição de penduricalhos tem por objetivo a defesa do patrimônio público.

Se o comando da casa de leis não atender às exigências, a promotoria deixa claro vai recorrer à Justiça. “O descumprimento injustificado da presente Recomendação acarretará o manejo da ação judicial cabível para anulação/adequação dos atos lesivos ao patrimônio publico”.  

CAMPO GRANDE

Conclusão do corredor de ônibus é adiado mais uma vez em Campo Grande

Prefeitura prorrogou por mais 180 dias as obras entre os terminais Aero Rancho e Bandeirantes e elevou o valor final de contrato

04/09/2026 12h30

Obras do Corredor Sudoeste, na Avenida Marechal Deodoro/Gunter Hans, foram retomadas em 2025 e agora têm novo prazo para conclusão

Obras do Corredor Sudoeste, na Avenida Marechal Deodoro/Gunter Hans, foram retomadas em 2025 e agora têm novo prazo para conclusão Marcelo Victor

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A conclusão do corredor exclusivo de transporte coletivo da Avenida Marechal Deodoro, em Campo Grande, foi novamente adiada. De acordo com a publicação desta sexta-feira (4) no Diário Oficial do município, a Prefeitura prorrogou por mais 180 dias o prazo de execução das obras que ligam os terminais Aero Rancho e Bandeirantes e aumentou em R$ 100,5 mil o valor do contrato firmado com a Engevil Engenharia Ltda. 

Com o segundo termo aditivo ao Contrato nº 43/2025, celebrado em 20 de agosto, o novo prazo de execução passou a ser de 24 de agosto de 2026 a 19 de fevereiro de 2027. O valor contratual, que era de R$ 9.638.000,00, subiu para R$ 9.738.559,27, conforme extrato publicado.

Apesar de o impacto líquido ser de R$ 100.559,27, o aditivo envolve alterações significativamente maiores na planilha da obra. Foram autorizados R$ 1.292.115,99 em acréscimos e R$ 1.191.556,72 em supressões de serviços. Na prática, considerando o contrato de R$ 9,638 milhões como base, os acréscimos equivalem a aproximadamente 13,4% do valor, enquanto as supressões representam cerca de 12,4%. O aumento líquido fica próximo de 1%.

Segundo o extrato, as mudanças estão respaldadas nos artigos 111, 124 e 125 da Lei Federal nº 14.133/2021 e têm como base justificativa técnica e novo cronograma físico-financeiro anexados ao Processo Administrativo nº 56044/2024-16.

Obra atravessa anos de paralisações

O novo adiamento acrescenta mais um capítulo a uma intervenção que há anos enfrenta dificuldades para ser concluída.

O Corredor Sudoeste integra o projeto de modernização do transporte coletivo da Capital, financiado originalmente dentro de um pacote de intervenções de mobilidade urbana. Na Marechal Deodoro, uma das principais etapas das obras começou em fevereiro de 2021, quando estavam previstos 1,1 quilômetro de drenagem, cerca de 5,5 quilômetros de recapeamento e a implantação das estações de pré-embarque. Na ocasião, a previsão era concluir os trabalhos ainda naquele ano.

O investimento estava estimado em R$ 12,58 milhões e o contrato anterior havia sido firmado com a Engepar por aproximadamente R$ 11,41 milhões.

O cronograma, porém, não foi cumprido. A intervenção acabou paralisada e, em 2023, o Correio do Estado mostrou que os trabalhos na Marechal Deodoro já estavam interrompidos havia pelo menos um ano, enquanto a prefeitura mantinha tratativas para viabilizar a retomada.

A tentativa de destravar definitivamente a obra ganhou força somente no fim de 2024. Em novembro daquele ano, uma nova licitação foi lançada para executar cerca de 5,22 quilômetros, considerando os dois sentidos do corredor. O projeto previa serviços de microdrenagem, restauração de pavimento, acessibilidade, sinalização e conclusão das estruturas das estações que haviam ficado inacabadas. O orçamento estimado da licitação era de aproximadamente R$ 10,4 milhões.

Em dezembro de 2024, a Engevil Engenharia Ltda. foi declarada vencedora da concorrência por R$ 9,638 milhões, cerca de R$ 840 mil abaixo do valor máximo previsto no edital. Conforme mostrou o Correio do Estado na época, a empresa foi a terceira colocada inicialmente na disputa e acabou assumindo a primeira posição após problemas na documentação de concorrentes que apresentaram propostas menores. 

O contrato com o município foi celebrado em 7 de março de 2025, e seu extrato foi publicado no fim daquele mês. O prazo previsto para a execução era de 360 dias. A contratação era tratada pela prefeitura como a solução para concluir o trecho do Corredor Sudoeste que havia permanecido inacabado. 

Os trabalhos começaram efetivamente a aparecer novamente na Marechal Deodoro no primeiro semestre de 2025, com movimentação de máquinas e intervenções no trecho da Avenida Gunter Hans, nome assumido pela via em parte do percurso. Em abril daquele ano, equipes já atuavam na retirada de terra e preparação da área. 

O projeto prevê quatro estações de ônibus entre o Terminal Aero Rancho e a região do Trevo Imbirussu e a continuidade da ligação até o Terminal Bandeirantes. Com a implantação do corredor, pontos de embarque são deslocados para a região central da via e parte da pista passa a ser destinada prioritariamente ao transporte coletivo. 

Em março deste ano, a administração formalizou o primeiro termo aditivo, prolongando a execução até agosto. Agora, antes mesmo do encerramento desse período, um segundo aditivo adicionou outros seis meses ao cronograma.

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