Cidades

QUINTA PARCELA

Receita com IPTU na Capital patina e aposta está no parcelamento

Apesar do reajuste de 5,32% dos carnês, aumento da taxa de lixo e redução do desconto para pagamento à vista, arrecadação subiu apenas 1,4% até agora

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Nesta segunda-feira (11) vence a quinta parcela do IPTU em Campo Grande e até agora os dados estão longe de serem satisfatórios para a administração, que há cinco anos está sem recursos até para repor a inflação ao funcionalismo. O reajuste linear de 5,32% nos carnês, a redução do desconto de 20% para 10% no pagamento à vista e o aumento do valor da taxa de lixo para a metade dos proprietários de imóveis teve, pelo menos até agora, efeito zero na melhoria da arrecadação. 

Apesar de todas estas medidas, a arrecadação aumentou em apenas 1,4% nos quatro primeiros meses do ano na comparação com igual período do ano anterior. O  índice é inferior ao da inflação dos últimos 12 meses, que é de 4,1%. Em números reais, então, a arrecadação recuou.

Conforme dados disponívies no site da transparência da prefeitura de Campo Grande, nos quatro primeiros meses do ano passado o IPTU rendeu R$ 392,5 milhões. Em igual período de 2026, o montante subiu para R$ 398 milhões. 

Além de o crescimento de 1,4% ter ficado abaixo do índice da inflação, também perdeu para o ano anterior, quando o crescimento foi de 2,2% no comparativo dos quatro primeiros meses. 

A expectativa da prefeitura era elevar em pelo menos R$ 50 milhões a receita por conta do fim do desconto de 20% para pagamento à vista. Além disso, esperava elevar em pelo menos R$ 25 milhões o faturamento em decorrência das alterações na taxa de lixo. Outros 35 milhões a mais eram esperados por conta da correção de todos os carnês pelo índice da inflação de 5,32%. 

Ou seja, a expectativa era incrementar a receita em pelo menos R$ 110 milhões. Na prática, porém, o aumento nos quatro primeiros meses, nos quais normalmente é arredado 60% do total do imposto, foi de apenas R$ 5,5 milhões. 

Os dadoss também mostram que neste ano, por conta do fim do desconto de 20%, mais gente optou pelo pagamento parcelado. E, com base nisto, a tendência é de que até o fim do ano os números melhorem. Além, milhares de contribuintes não pagaram a primeira parcela do ano, que foi adiada para dezembro por conta das ações judiciais que contestavam as alterações

Outro indicativo de que o faturamento ao longo do ano deve ser maior que nos anos anateriores são os números relativos a março e abril. Em 2025, foram arrecadados R$ 53,6 milhões no segundo bimestre. Neste ano, o valor foi de R$ 88 milhões.

Então, se este ritmo se mantiver, até o fim do ano boa parte da meta de incremento tende a ser alcançada. Mensalmente estão entrando em torno de 15 milhões a mais que no ano passado.

ISSQN

Prova de que o faturamento com IPTU não é dos melhores são os números relativos ao ISS, que se transformou na principal fonte de arrecadação municipal nos últimos anos e melhoraram bem mais que os do imposto territorial.

Nos primeiros quatro meses do ano passado o imposto sobre serviços rendeu R$ 224,8 milhões. Neste ano, subiu 6,3% e já soma R$ 239,1 milhões. 
 

Queima controlada

Bombeiros de MS usam manejo integrado do fogo para evitar grandes incêndios

CBMMS realizou a queima prescrita entre 1° e 4 de maio para evitar possíveis incêndios nos meses de seca (julho, agosto, setembro e outubro)

11/05/2026 12h00

Queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade

Queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade Foto: Ewerton Pereira/Secom

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Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) realizou a queima prescrita, entre 1° e 4 de maio, no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.

O parque tem 73,3 mil hectares, está localizado nos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí, situado na bacia do Rio Paraná e faz parte do bioma Mata Atlântica.

Mapeamento da área foi realizado com uso de geotecnologias: drone equipado com sensores infravermelhos e câmeras térmicas.

A queima teve início no período de maior temperatura do dia, em torno de 30 °C. Ao longo da tarde, com a queda da temperatura, o aumento da umidade do ar e a formação de orvalho, o fogo perdeu a intensidade e se extinguiu naturalmente. Ainda assim, as equipes permaneceram em alerta para agir imediatamente em caso de qualquer alteração no comportamento das chamas.

Queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidadeBombeiros realizando queima prescrita. Foto: Ewerton Pereira/Secom

QUEIMA PRESCRITA

Queima prescrita é o uso planejado e controlado do fogo em vegetação, para reduzir o acúmulo de material orgânico seco (combustível) e biomassa acumulada.

O objetivo é reduzir riscos de grandes incêndios em meses de estiagem (julho, agosto, setembro e outubro), reduzir a biomassa acumulada e diminuir o material combustível disponível. O manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa.

A atividade também é chamada de queima controlada e Manejo Integrado do Fogo (MIF).

A queima controlada é permitida nas práticas de prevenção e combate aos incêndios. Com isso, uma das formas de evitar incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense é justamente realizar queimadas em vegetações que serviriam de combustível para o fogo.

A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação.

“Essas práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado a abertura de aceiros e ao planejamento adequado se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios, principalmente quando realizado no período correto”, destacou o capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, responsável pela operação no parque.

O fogo é benéfico para o Pantanal sul-mato-grossense, se utilizado da maneira, frequência e na época correta. O fogo por si só não é um problema, mas incêndios florestais sim.

“Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca, como ocorreu em 2024. Com o MIF, conseguimos manter o fogo sob controle, preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar. É a forma correta de manejo, feita no período adequado, para evitar danos maiores no futuro”, explicou o guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos.

A fauna e flora estão adaptadas com a presença do fogo no Pantanal e Cerrado. Porém, a frequência a qual ocorre se torna um problema quando utilizado de maneira e época errada.

A queima prescrita é proibida em meses de estiagem, como agosto, setembro e outubro devido às condições climáticas desfavoráveis, como baixo índice pluviométrico, seca, estiagem e baixa umidade relativa do ar.

TRÁFICO DE DROGAS

Rodovias de MS lideram ranking nacional no tráfico de cocaína, segundo a PRF

Estado também ocupa as primeiras posições em outras apreensões, como maços de cigarro, maconha, peças de roupas, calçados e munições

11/05/2026 11h45

Polícia Federal interceptou um ônibus em fevereiro deste ano, em Campo Grande, que trazia 745 kg de cocaína vinda da Bolívia

Polícia Federal interceptou um ônibus em fevereiro deste ano, em Campo Grande, que trazia 745 kg de cocaína vinda da Bolívia Divulgação/PF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o Anuário Estatístico de 2025, documento que reúne e torna públicas as ações realizadas pela PRF nas rodovias federais de todo o país.  Mato Grosso do Sul ganhou destaque no levantamento devido às apreensões de drogas, principalmente a maconha e a cocaína.

Em relação à cocaína, o Estado lidera as apreensões com folga. MS teve quase o dobro de apreensões da droga em relação ao segundo colocado, que é o vizinho Mato Grosso. Ambos representam 48% do material ilícito apreendido.

Outro ponto a ser observado é que os três estados da região Centro-Oeste comandam as primeiras posições nas apreensões deste entorpecente:

  1. MS - 13.786,88 kg (31,2%)
  2. MT - 7.417,22 kg (16,8%)
  3. GO - 3.431,50 kg (7,8%)
  4. PR 2.927,28 kg (6,6%)
  5. SP 2.399,69 kg (5,4%)

Além da cocaína, no ano passado, a PRF também apreendeu 718.847 kg de maconha no Brasil. Em MS foram confiscados 268.748,54 kg do entorpecente. Junto com o Paraná, a dupla representa 77,41% do total da droga apreendida no país. Veja o ranking dos estados com maior volume da planta apreendida:

  1. PR - 287.694,49 (40%)
  2. MS - 268.748,54 (37,4%)
  3. SP - 35.986,50 (5%)
  4. MG - 33.384,46 (4,6%)
  5. SC - 29.136,42 (4,1%)

No enfrentamento às drogas, os federais confiscaram mais de 760 toneladas de entorpecentes, além de 372.764 comprimidos de anfetamina, substância utilizada, por exemplo, para fazer "rebites", inibidores de sono utilizados por alguns motoristas.

Mato Grosso do Sul e Mato Grosso também encabeçaram o ranking nacional na quantidade de munições apreendidas. No País, os federais encontraram 59.087 projéteis sendo transportados ilegalmente.

 

  1. MT - 17.131 (29%)    
  2. MS - 7.118 (12%)
  3. RJ - 4.781 (8,1%)
  4. BA - 4.061 (6,9%)
  5. RO - 3.317 (5,6%)

Em 2025, foram retiradas de circulação 1.124 armas, com destaque para as apreensões de pistolas, com 517 unidades e revólveres, com 324, alé de 63 fuzis apreendidos.

CONTRABANDO E DESCAMINHO EM 2025

Cigarros ( maços )

  1. PR - 27.167.044 (59,3%)
  2. MS - 9.832.113 (21,5%)
  3. MG - 2.480.650 (5,4%)
  4. SP - 1.386.896 (3%)
  5. CE - 975.920 (2,1%)

Vestuário - unidades

  1. RS - 708.020 (70,9%)
  2. MS - 231.131 (23,1%)
  3. PE - 21.000 (2,1%)
  4. PR - 19.522 (2%)

Vestuários - pares

  1. MS - 15.601 (84,7%)
  2. MG - 2.600 (14,1%)
  3. RS - 70 (0,4%)

Agrotóxico 

  1. PA - 20.000 (39,3%)
  2. MS 16.160 (31,7%)
  3. PR 12.618 (24,8%)

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