Cidades

educação

Secretária diz que não há disputa e que foco de projeto é a alfabetização

Programa MS Alfabetiza prevê avaliações anuais do aprendizado de alunos

Continue lendo...

De acordo com a secretária de Estado de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta, o programa MS Alfabetiza tem como objetivo alfabetizar crianças até os sete anos de idade, e não criar disputa entre os alunos. 

O projeto pretende aferir os níveis de aprendizagem dos estudantes por meio de avaliações anuais para as turmas do 2º ano do Ensino Fundamental das redes municipal e estadual de Mato Grosso do Sul, assim como premiar as melhores escolas e dar suporte financeiro para instituições com os piores desempenhos. 

O programa prevê investimento de R$ 2,4 milhões.  

 

“O objetivo central do projeto é fazer com que a criança leia e interprete até os sete anos, vamos oferecer todo suporte necessário para que todos cheguem ao mesmo nível de aprendizagem que a gente espera do 2º ano, independentemente da escola em que ele estiver".

"Não existe nenhum tipo de disputa, estamos preocupados com a educação pública e em não termos nenhuma criança de Mato Grosso do Sul analfabeta ao terminar o Ensino Fundamental”, avaliou Motta.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Educação (SED), a Rede Municipal de Ensino (Reme) conta com 20.241 alunos no 2º ano do Ensino Fundamental, enquanto a rede estadual possui 1.732 alunos, o que, de acordo com Maria Cecília, reitera que os trabalhos devem ser centralizados nos municípios.  

“Queremos que todos os municípios de Mato Grosso do Sul tenham o mesmo desenvolvimento, sem qualquer diferenciação, contando com todo o suporte necessário. Queremos romper essa barreira de rede estadual ou municipal, todos estão com o mesmo objetivo, que é melhorar a alfabetização do Estado”, avaliou.

Últimas notícias

Em 2019, entre os 79 municípios do Estado, 31 não atingiram a meta projetada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais.  

Segundo a justificativa do projeto, a intenção é criar “política pública de fomento ao processo de alfabetização de crianças nas redes públicas de ensino”. O governo do Estado contará com o apoio da Fundação Lemann, Instituto Natura e Bem Comum para a execução dos trabalhos.  

ETAPAS  

Caso o projeto MS Alfabetiza, que foi apresentado para análise da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) no dia 12 de setembro, seja sancionado, será implementado um cronograma de ações para a sua execução. 

No fim deste ano, todas as escolas que aderirem ao programa realizarão com os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental uma avaliação de fluência, com o objetivo de se obter um diagnóstico da alfabetização dos estudantes para fins de planejamento da formação dos professores.

Coordenadora de formação continuada da SED, Alessandra Beker destacou que o foco central do MS Alfabetiza é potencializar a aprendizagem das crianças. 

“Essa avaliação será um diagnóstico para planejarmos as ações de formação e apoio ao programa, considerando que viemos de um retorno de pandemia, não podemos ignorar o cenário que vivemos. A premiação será no ano subsequente, teremos todo um ano de trabalho e apoio às escolas”, afirmou.  

No início do ano letivo de 2022, os estudantes do 1º e do 2º ano do Ensino Fundamental receberão um material didático complementar com atenção central na alfabetização. De acordo com o projeto, o investimento na aquisição de livros será de R$ 1,8 milhão.

Beker destacou que será entregue aos alunos do 2º ano a Coletânea MS Alfabetiza, material elaborado que contempla obras de autores sul-mato-grossenses, valorizando a cultura regional.  

Ao fim do ano, os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental realizarão as avaliações que serão elaboradas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica de Mato Grosso do Sul (Saems), que terão um custo de R$ 1,8 milhão por ano.

Conforme apontado pela titular da SED, o projeto possui cinco eixos estruturantes, sendo eles: formação continuada dos professores e dos gestores escolares; avaliação externa e acompanhamento dos indicadores de aprendizagem; fortalecimento da gestão escolar; cooperação e incentivos entre Estado e municípios; e oferta de material didático.  

A reportagem do Correio do Estado ouviu especialistas em Educação que, após lerem o projeto, apontaram os pontos negativos dele, como a premiação de menor valor para escolas com maiores dificuldades e a disputa entre os alunos.  

DIRETRIZES  

De acordo com a justificativa do projeto, a intenção é criar “política pública de fomento ao processo de alfabetização de crianças nas redes públicas de ensino”. 

Com isso, as 30 escolas que tiverem os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento de Aprendizagem de Mato Grosso do Sul (Idams) dividirão a premiação de R$ 2,4 milhões, que corresponde a R$ 80 mil para cada instituição em destaque.  

Já as 30 escolas com os menores resultados, intituladas “escolas apoiadas”, deverão receber assistência das melhores classificadas, em convênio de cooperação técnico-pedagógica, que deve durar um ano, e a contribuição financeira de R$ 1,2 milhão, que equivale a R$ 40 mil para cada unidade escolar.

Os valores repassados para as escolas só poderão ser utilizados em ações de melhoria dos resultados de aprendizagem. 

Também haverá prestação de contas e outros meios de fiscalização do recurso repassado por meio da Pasta de Educação.

Segundo as determinações do projeto apresentado, as escolas premiadas e as apoiadas com contribuição financeira ficam impedidas de concorrer no ano subsequente nas mesmas categorias nas quais já foram contempladas.  

Assine o Correio do Estado

"Maior da História"

Receita quer 2º laudo para liberar carga de madeira que teria cocaína

Apesar de perícia da Polícia Federal não ter encontrado vestígio de entorpecentes no produto, órgão espera nova avaliação

25/07/2026 08h00

Receita Federal e Polícia Federal fizeram a divulgação da apreensão, considerada recorde no Brasil até então, no dia 22 de junho

Receita Federal e Polícia Federal fizeram a divulgação da apreensão, considerada recorde no Brasil até então, no dia 22 de junho Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Mesmo após laudo da Polícia Federal (PF) dizer que a carga de madeira apreendida em junho, por supostamente estar impregnada de cocaína, não tem a presença de drogas, a Receita Federal afirmou que ainda aguarda um segundo parecer, do Instituto Nacional de Criminalística, para liberar as toras de madeira.
Segundo a Receita Federal em Mato Grosso do Sul, a apuração ainda não foi concluída.

“Permanecem pendentes laudos periciais do Instituto Nacional de Criminalística, e a Polícia Federal determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento integral dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal e à Receita Federal”.

“Por essa razão, a carga permanece retida. A investigação tem como objeto exclusivamente a carga, que permanecerá sob retenção até a conclusão dos trabalhos. Os veículos já foram liberados e não houve prisões. A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal realizarão reuniões para avaliar o andamento do caso e definir as providências cabíveis, respeitadas as atribuições de cada instituição”, explicou a Receita Federal ao Correio do Estado.

Essa carga foi apreendida no dia 21 de junho deste ano, em Corumbá, durante a Operação Timber Shield, feita pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e as forças de segurança boliviana e dos Estados Unidos.

Foram apreendidas oito carretas, quatro em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, e outras quatro em Cáceres (MT). Ao todo, as cargas somaram 260 toneladas de madeira e nota divulgada na época pela Receita Federal dizia que a estimativa era de que havia entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína líquida na madeira.

Após a apreensão, o material coletado em Corumbá seguiu para análise em Mato Grosso do Sul, que foi concluída na semana passada pela Polícia Federal e entregue essa semana para a Receita.

De acordo com a Receita Federal, porém, a liberação da mercadoria “dependerá da conclusão das análises e dos procedimentos ainda pendentes, bem como da verificação de que não existem outras irregularidades que impeçam o regular prosseguimento da operação aduaneira”.

Outra questão apontada pela defesa das transportadoras e das importadoras da carga, representada pelo advogado Leandro Lobo, é referente ao custo da armazenagem da madeira que estaria a cargo das empresas. Segundo a Receita Federal, “eventual pedido de ressarcimento poderá ser apresentado pelos meios administrativos próprios”. 

“O requerimento estará sujeito à análise do caso concreto, à comprovação dos valores e prejuízos alegados e à verificação dos pressupostos jurídicos aplicáveis, não havendo reconhecimento automático do direito ao ressarcimento”, disse em nota.

“A Receita Federal esclarece que a retenção teve natureza cautelar e foi adotada diante de informações de inteligência fornecidas por organismos internacionais especializados e de resultados obtidos em testes preliminares. A atuação observou os procedimentos de controle e segurança aplicáveis, com o imediato acionamento da Polícia Federal para a realização das investigações e perícias necessárias”, completou a Receita.

A defesa das empresas, no entanto, busca que o mais rápido possível essa carga seja liberada. Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa duas transportadores e quatro importadoras de Mato Grosso do Sul, a intenção é de que o material seja liberado para ser entregue ao comprador.

RELATÓRIO DA PF

Na semana passada, a Polícia Federal concluiu a análise dos fragmentos da madeira que foi coletada em Corumbá. No material que estava nas quatro carretas retidas não foi encontrada nenhuma substância relacionada com entorpecentes.

Matéria do Correio do Estado desta semana mostrou que o laudo foi produzido nos laboratórios do Setor Técnico-Científico da PF em Mato Grosso do Sul e concluído no dia 17.

“Todos os testes e exames instrumentais descritos resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial”, diz o documento.

Inicialmente, eles submeteram a reagentes químicos três fragmentos sólidos de madeira comercial secos, com formato irregular e características anatômicas macroscópicas semelhantes – cor, textura e linhas de crescimento.

Os retalhos das madeiras foram encaminhados como amostras da carga de madeira que estava nos quatro caminhões. 

O laudo pericial destaca que os fragmentos de madeira foram observados atentamente, buscando-se verificar suas principais características naturais e indícios macroscópicos que pudessem indicar a adsorção de substâncias em seu interior ou em sua superfície.

Esse resultado, no entanto, refere-se apenas à carga apreendida em Mato Grosso do Sul e não a de Mato Grosso.

Os exames foram realizados no Laboratório de Química Forense do Setor Técnico-Científico e no laboratório do Instituto de Análises Laboratoriais Forense (Ialf) da Coordenadoria-Geral de Perícias para análises instrumentais complementares.

* Saiba 

As primeiras amostras chegaram para análise no dia 23 de junho, dois dias após a apreensão, e nos dias 1º e 2 deste mês foram feitas novas coletas de material para verificação.

Fraude

CGU suspende oito servidores por certificados falsos de vacinação contra a Covid-19

O esquema de fraude em certificados de vacinação ganhou notoriedade em 2023, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Venire

24/07/2026 21h00

Divulgação

Continue Lendo...

A Controladoria Geral da União (CGU) suspendeu oito servidores federais por período de 32 a 47 dias após comprovar fraude em certificados de vacinação contra a Covid-19.

As punições atingem servidores de universidades federais e hospitais públicos. Ao menos três deles pagaram entre R$ 400 e R$ 800 por documentos falsos.

As decisões foram publicadas em oito portarias na edição de quinta-feira (23) do Diário Oficial da União (DOU).

Segundo os processos, o modus operandi variou, mas seguiu um padrão comum: os servidores obtiveram registros falsos de vacinação contra a Covid-19 e, a partir deles, emitiram certificados fraudulentos.

Parte dos servidores usou os certificados para fazer viagens internacionais e outros para apresentar à própria instituição onde trabalhavam.

Os processos incluem profissionais que atuam na área da saúde e usaram a farsa para atender e tratar pacientes.

Uma auxiliar de enfermagem de hospital no Rio de Janeiro obteve os registros falsos e apresentou à instituição de saúde em que trabalhava. Ela recebeu a suspensão máxima do grupo, de 47 dias.

Conduta semelhante foi adotada por médico de outro hospital, também no Rio. Ele falsificou os registros e emitiu certidão após a inserção das doses falsas no sistema. Neste caso, foi suspenso por 37 dias.

Já em um ministério do governo federal, uma técnica em atividades médico-hospitalares adquiriu registros de três doses de vacina falsas e foi suspensa por 37 dias.

O magistério também registrou casos.

No Nordeste, um professor de universidade federal pagou R$ 600 para comprar a vacinação falsa e apresentou o documento na própria instituição em que lecionava. A ação resultou em suspensão de 47 dias.

Um outro professor de universidade federal, desta vez no Paraná, confessou o pagamento de R$ 400 para obter o documento falso em um grupo no Telegram. A suspensão foi de 42 dias.

Em Minas Gerais, foi um profissional de tecnologia da informação, lotado em universidade, quem pagou o maior valor identificado entre os processos: R$ 800 por quatro registros falsos de vacinação. Apesar do valor mais alto, sua punição foi de apenas 32 dias - a menor do grupo.

Dois outros casos tiveram como motivação viagens ao exterior. Em um deles, uma servidora de órgão da área tributária obteve registros falsos, emitiu certificado de vacinação e utilizou o documento em viagem à Itália. No outro, um servidor de estatística de uma universidade do Rio usou certificado fraudado para entrar no Canadá.

Ambos foram suspensos por 42 dias, e em nenhum dos dois casos há registro de pagamento pelo certificado.

Após o cumprimento da suspensão, os funcionários retornarão às suas atividades.

O esquema de fraude em certificados de vacinação ganhou notoriedade em 2023, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Venire.

Na ocasião, prendeu seis pessoas suspeitas de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde. Entre os presos estava o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que posteriormente fechou acordo de delação premiada.

Segundo as investigações, o esquema começou em novembro de 2021, quando Cid pediu ajuda a um sargento de sua equipe na Presidência para fraudar o certificado de vacinação da esposa.

O grupo teria usado um registro de vacinação verdadeiro como base para inserir os dados falsos no sistema Conecte SUS.

Cid relatou que o esquema se repetiu com Bolsonaro pouco depois. Ao saber que o ajudante de ordens havia conseguido cartões falsos para a família, o então presidente teria mandado usar o mesmo procedimento para fraudar seu próprio certificado e o da filha.

O documento, segundo o delator, foi impresso no Palácio da Alvorada e entregue a Bolsonaro pessoalmente.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).