Cidades

PROTEÇÃO

Secretarias aproveitam marasmo do Ministério da Saúde para "frear" vacinação infantil

Imunização dos pequenos aguarda ação da Pasta, que recebeu, ainda no mês passado, liberação da Anvisa para vacinar com Pfizer crianças a partir de 6 meses

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Perto de serem incluídas na campanha de vacinação contra a Covid-19, crianças a partir de 6 meses ainda aguardam posição do Ministério da Saúde sobre a chegada de vacinas já adquiridas, que liberariam a imunização dos pequenos pelos Estados e municípios. 

Vale ressaltar que, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda em 16 de setembro, liberou o uso da Pfizer para imunização de crianças a partir de 6 meses de idade. 

Conforme nota divulgada à imprensa, ainda que nem Anvisa ou Pfizer tivessem estipulado um grupo específico, a primeira sinalização do Ministério da Saúde é a de liberar para crianças que possuam comorbidades num primeiro momento. 

Ainda assim, a pasta dirigida por Marcelo Queiroga, não indicou quando a vacinação deve começar, ou mesmo quando as próprias vacinas - cerca de 35 milhões de doses - devem chegar. 

Secretarias aguardam

Em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) disse que ainda não sabe de uma orientação do Ministério para vacinar esse público. 

Ainda, a Sesau indica que, assim que liberada, a vacinação deste público pode ser estipulada com base em outras campanhas de vacinação, como contra a poliomielite ou influenza. 

Em nota, a Sesau defendeu que espera que o Ministério da Saúde emita uma nota técnica, primeiro para identificar as comorbidades que devem se enquadrar nessa situação indicada pela pasta. 

"Uma vez que, como se trata de um grupo com uma idade muito baixa, e que na maioria dos casos ainda não possui um diagnóstico fechado, não é possível ao menos estimar a população a ser imunizada", diz o texto.

Após a definição deste grupo, a Capital deverá abrir o sistema de identificação prévia para filtrar as crianças a serem imunizadas, com base no total estimado de crianças entre seis meses e dois anos de idade no município.

Também, a para saber sobre o público estimado de crianças a serem vacinadas no Estado, assim como a situação do atual estoque de vacinas, mas até o fechamento da reportagem não foi obtido retorno. 

Semelhante, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi procurada e apontou ser necessária a posição do Ministério, para que se definam as comorbidades. 

"Ressaltamos que a estimativa do grupo a ser comtemplado será enviado aos estados assim que startada a ação. Depende muito da fonte utilizada para determinar a estimativa e no momento ainda não fomos informados", afirma a SES. 

De acordo com a Secretaria - conforme dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Mato Grosso do Sul possui uma população geral de 61.928 crianças entre 6 meses até 2 anos. 

Além desses, são contabilizadas mais 131.512 crianças entre 2 e 4 anos de idade, segundo estimativas preliminares,  elaboradas pelo Ministério da Saúde/SVS/DASNT/CGIAE, de 2020.

 

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INFRAESTRUTURA

Após prisão de diretor, Agesul lança licitação de quase meio bilhão

Edital prevê conservação de estradas pavimentadas e não pavimentadas em quatro lotes; abertura ocorre menos de um mês após operação que levou à prisão o então diretor-presidente da agência, Rudi Fiorese

19/05/2026 11h15

 Licitação da Agesul para manutenção de rodovias foi publicada semanas após operação que prendeu o então diretor-presidente da agência, Rudi Fiorese

Licitação da Agesul para manutenção de rodovias foi publicada semanas após operação que prendeu o então diretor-presidente da agência, Rudi Fiorese Divulgação

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A menos de um mês da operação “Buracos Sem Fim”, que resultou na prisão do então diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fiorese, o Governo de Mato Grosso do Sul lançou uma nova licitação milionária para serviços de manutenção rodoviária em diferentes regiões do Estado.

Publicada pela Agesul, a concorrência eletrônica nº 057/2026 prevê a contratação de empresas especializadas para execução de serviços de manutenção e conservação da malha rodoviária pavimentada e não pavimentada. Somados, os quatro lotes têm valor estimado em R$ 446,7 milhões.

O maior contrato previsto é o do lote 04, da região leste do Estado, estimado em R$ 181,2 milhões. Já os outros três lotes, destinados à região central, variam entre R$ 83,3 milhões e R$ 98,6 milhões.

Conforme o edital, a disputa será realizada pelo critério de menor preço por lote, em regime de empreitada por preço unitário. A abertura das propostas está marcada para o dia 8 de junho, às 8h30.

A publicação ocorre semanas após a prisão preventiva de Rudi Fiorese, exonerado do cargo no mesmo dia da operação conduzida pelo Grupo Especializado de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Prisão

Fiorese é investigado por suposto envolvimento em um esquema de fraudes em contratos de tapa-buracos quando fazia parte da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Durante o cumprimento dos mandados, policiais encontraram R$ 186 mil em dinheiro vivo na casa do então diretor da Agesul. Ao todo, as apreensões ligadas aos investigados somaram R$ 429 mil.

Segundo o MPMS, a investigação apontou indícios de manipulação de medições de serviços e pagamentos indevidos em contratos de manutenção viária, com prejuízo aos cofres públicos e impacto direto na qualidade das vias.

Antes de assumir a Agesul, em 2023, Rudi Fiorese comandou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) nas gestões de Marquinhos Trad (PV) e Adriane Lopes (PP).

A operação também teve como alvo empresários ligados à Construtora Rial, apontada como pivô do esquema investigado. Entre os presos estão Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa e o pai dele, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa.

Contratos sob investigação

Conforme publicações oficiais analisadas à época pelo Correio do Estado, a Construtora Rial assinou ou renovou contratos que somavam R$ 36,9 milhões entre fevereiro e maio deste ano com o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande.

Um dos contratos renovados previa a manutenção de 417 quilômetros de estradas pavimentadas e não pavimentadas na regional de Camapuã, ao custo de R$ 9,9 milhões. O documento foi assinado pelo empresário Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa e por Rudi Fiorese, apenas dez dias após ele assumir o comando da Agesul. O contrato original, no entanto, havia sido firmado em 2021, período em que Fiorese ainda integrava a administração municipal de Campo Grande.

Já em 13 de março, foi publicada a assinatura de um contrato de R$ 4,7 milhões para pavimentação de ruas em Jaraguari, firmado já sob a gestão de Fiorese na agência estadual.

No dia seguinte, 14 de março, a empresa teve renovado um contrato de R$ 11,5 milhões para manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas na regional de Três Lagoas, com vigência de um ano, salvo realização de nova licitação.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, entre 2018 e 2025, a empresa investigada na operação “Buracos Sem Fim” acumulou contratos e aditivos que ultrapassam R$ 113 milhões.

A prisão preventiva do empreiteiro Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa e de seu pai, o pecuarista Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, reforçou a suspeita de que os contratos ligados à Construtora Rial eram o principal foco da investigação conduzida pelo Grupo Especializado de Combate à Corrupção (Gecoc).

Além dos empresários, também foi preso o então diretor-presidente da Agesul, Rudi Fiorese, em cuja residência foram apreendidos R$ 186 mil em dinheiro vivo. Após a operação, o Governo do Estado confirmou a exoneração dele do cargo.

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APREENSÃO

DOF apreende mais de 6 toneladas de maconha em meio a milharal

Maior apreensão realizada em uma única operação do DOF foi avaliada em aproximadamente R$ 12,5 milhões

19/05/2026 10h45

Divulgação

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Durante a última segunda-feira, policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) realizou a apreensão de mais de 6 toneladas de maconha transportadas em um caminhão de caçamba. O motorista que conduzia o veículo fugiu em meio a milharal.

Segundo informações policiais, os militares realizavam bloqueio na MS-279, na regão da Picadinha, em Dourados. Os agentes então tentaram abordar um caminhão Mercedes-Benz Atron, que não obedeceu a ordem de parada e fugiu.

Iniciada a perseguição, após alguns quilômetros o condutor do veículo entrou em milharal onde arremessou o veículo na plantação e fugiu a pé. Os policias localizaram o caminhão e verificaram na caçamba milhares de fardos de maconhaque estavam sedo transportados.

Foto: Divulgação

Encaminhada à Delegacia Especializada de Represão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados, foram constatados 6.240 quilos da droga. Apontada como a maior apreensão de entorpecentes no ano realizada em uma única ocorrência do DOF, o valor da carga foi avaliado em aproximadamente R$ 12,5 milhões.

Foram realizadas buscas na região, mas não foi localizado nenhum suspeito.

Em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ação fez parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

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