Cidades

Enfrentamento à violência

Segunda unidade da Delegacia da Mulher será instituída em Campo Grande

Além de mais uma unidade, a implementação e a digitalização do sistema, prevista para 30 de agosto, foi concluída antes do prazo

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Durante o GT Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, na tarde desta quinta-feira (14), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública anunciou uma nova unidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Campo Grande.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, informou que a nova unidade teve o contrato assinado na quarta-feira (13) e está em processo de locação. O espaço funcionará na Rua Abrao Julio Rahe.

"Ela ficará em um local bem acessível no centro da cidade e contará com modernas instalações. Essa nova estrutura permitirá que as pessoas tenham um melhor acolhimento, com a ampliação do espaço da Deam na Casa da Mulher Brasileira."

A nova unidade, segundo Videira, terá a função de receber pessoas que serão ouvidas durante o procedimento policial, como testemunhas, e, se necessário, realizar eventuais escutas da vítima, caso haja a necessidade de complementar algum ponto da investigação.

 

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Desafogamento de inquéritos


O processo de digitalização das pilhas de inquéritos, que demonstram a demanda pela busca por ajuda, tinha prazo para ser concluído até 30 de agosto, mas foi adiantado, conforme explicou Videira, e agora está 100% em ambiente virtual.

"E isso não só na Capital, na Casa da Mulher Brasileira e na Deam, mas em todas as delegacias, não somente nas nove. Hoje, pela manhã, confirmei com o doutor Lupércio que todas as 12 delegacias de atendimento à mulher do interior e a Deam operam 100% em tramitação digital."

Assim como as Salas Lilás, que estavam previstas para ter o serviço em meio digital na sexta-feira (15), mas tiveram a entrega antecipada, o que agilizou o trabalho com a integração do sistema.

"No mesmo sentido, 100% dos autos de prisão em flagrante e dos novos inquéritos de violência doméstica, em todo o Estado, também estão em ambiente virtual. Isso reduz custos e otimiza resultados."

A implementação da medida protetiva eletrônica resultou em 2.680 ajuizamentos feitos pela Polícia Civil, 100% em ambiente digital.

"O ajuizamento que, outrora, demandava de 24 a 48 horas, hoje é encaminhado em menos de um minuto para o Poder Judiciário. Isso foi feito com total sintonia com o Judiciário, de forma que o magistrado possa receber, de forma célere, toda e qualquer petição da autoridade policial."


Atendimento


Com a instalação do Núcleo do Instituto Médico Legal e a presença do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) na Casa da Mulher Brasileira, houve um aumento de 97% no atendimento às vítimas.

"Outrora, o Imol atendia as vítimas na sua sede, na Avenida Senador Filinto Muller, e muitas mulheres não compareciam, pois já saíam da Casa da Mulher Brasileira e, muitas vezes, não tinham condições de se deslocar até lá. Isso fragilizava o procedimento judicial, porque a prova principal, o laudo de exame de corpo de delito, não era expedida, já que elas não compareciam", explicou o secretário.

Com esse novo método, somente entre abril e julho deste ano, 553 vítimas receberam atendimento no Imol - que funciona 24 horas - na Casa da Mulher Brasileira.

Parceria


A transversalidade dos trabalhos possibilitou a implementação da Tarja Lilás, em parceria com o Ministério Público Estadual, uma modernização do processo que insere no sistema informações de todo o histórico de casos de violência, formando um banco de dados.

"A Tarja Lilás traz tudo, não somente sobre o autor, mas sobre qualquer pessoa. Às vezes aquela mulher já foi vítima de outro autor, então merece uma atenção especial por parte da autoridade policial, do policial que a está atendendo, da assistente social, do promotor e também do juiz, quando for analisar o pedido de medida protetiva."

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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