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Sete poderão duelar pela prefeitura a partir de sexta

Sete poderão duelar pela prefeitura a partir de sexta

adilson trindade e danubia burema

01/07/2012 - 00h02
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Bernal esclareceu ontem à tarde, diante dos rumores de suas desistências, que estaria dependendo de uma decisão da cúpula nacional do PP para avalizar o seu afastamento da disputa eleitoral. Ele disse que ficaria até minutos antes da meia-noite de ontem, prazo final para fechamento da ata da convenção, lutando para permanecer na corrida pela prefeitura por entender o desejo de mudanças da população. Mas, diante das circunstâncias desfavoráveis, admitiu a hipótese de ficar fora da disputa eleitoral.

Exército de 16 partidos
Diante das mudanças horas antes das convenções, o candidato governista, deputado federal Edson Giroto (PMDB), entrará fortalecido na campanha com exército de 16 partidos em sua trincheira de alianças. Todo este agrupamento é, evidentemente, para enfraquecer os rivais e tentar ganhar a disputa eleitoral ainda no primeiro turno.

Para não dar margem de manobra à oposição, o PMDB atraiu para o seu campo o ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que até dias antes de aderir à aliança era crítico contundente do governador André Puccinelli (PMDB) e do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB). Sentindo-se abandonado pelo senador Delcídio do Amaral (PT), Dagoberto deixou as críticas de lado para garantir a sua sobrevivência política e de seus candidatos a vereador. Ficando com o PT, Dagoberto sentia que poderia ser “enterrado” politicamente.

PT, estrela solitária
O principal rival dos peemedebistas continua sendo o PT. O partido entra em desvantagem na guerra eleitoral por não conseguir, pela primeira vez, atrair nem os partidos de esquerda para lutar pela vitória do deputado federal Vander Loubet. Sem opção, o PT montou chapa pura para enfrentar os governistas. O vice foi indicado no dia da convenção por não ter outra alternativa. O deputado estadual Cabo Almi aceitou o desafio de compor a chapa de Vander para tentar, mesmo diante das dificuldades estruturais e apoio de outros partidos, levar as eleições para o segundo turno.

A grande aposta do PT será o empenho da militância para dar musculatura à candidatura de Vander. Ele tem ainda a força da liderança política do ex-governador José Orcírio dos Santos, que estará recomeçando a sua carreira política como candidato a vereador da Capital. Outro peso político do PT que poderá fazer diferença será o engajamento do senador Delcídio do Amaral. A presença efetiva dele na campanha ainda é considerada uma incógnita pelos petistas diante do posicionamento do senador em recentes articulações políticas.

Sombra do PMDB
Para as eleições deste ano, o PSDB voltou-se contra o PMDB rompendo uma aliança de 20 anos de fidelidade. O deputado federal Reinaldo Azambuja decidiu desafiar os governistas na disputa pela Prefeitura de Campo Grande depois de apoiar todas as eleições de André Puccinelli para prefeito e governador e compor com as duas eleições do prefeito Nelsinho Trad.

Azambuja leva para a sua trincheira o PPS, outro tradicional aliado do PMDB. Os pós comunistas, como são chamados os integrantes do partido, indicaram o vereador Athayde Nery para compor a vaga de vice. O candidato tucano passou a encontrar defeitos na administração do PMDB e prometeu debater muito na campanha eleitoral as medidas essenciais para resolver o problema da saúde e educação.

Nanicos em ação
Mesmo sem a estrutura dos grandes partidos, os nanicos lançaram três candidatos na disputa pela prefeitura da Capital. Ontem o PV oficializou a candidatura do vereador Marcelo Bluma, cuja vice será a bioquímica Fernanda Fialho. Já o PSTU insistiu no nome do Suel Ferrante, que tradicionalmente disputa a prefeitura pelo partido. Nesta eleição, sua vice é a acadêmica Michele Sandim. Pelo PSOL, disputará a prefeitura o professor Sidney Melo, cujo vice ainda não foi anunciado. 

Violência Familiar

Jovem mata padrasto com mata-leão ao defender a mãe de agressão em MS

Suspeito disse à polícia que interveio durante uma discussão do casal; mulher tinha medida protetiva contra a vítima e relatou histórico de conflitos.

26/07/2026 07h29

Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de briga familiar que terminou com a morte de Aucindirlei Araújo de Almeida, em Rio Verde de Mato Grosso.

Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de briga familiar que terminou com a morte de Aucindirlei Araújo de Almeida, em Rio Verde de Mato Grosso. Foto: Divulgação

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Uma discussão familiar terminou em morte na noite deste sábado (25), em Rio Verde de Mato Grosso. Aucindirlei Araújo de Almeida, de 48 anos, morreu após ser imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão pelo enteado, que alegou ter intervindo para impedir que a mãe fosse agredida pelo companheiro.

O caso ocorreu no bairro Semiramis e mobilizou equipes da Polícia Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Polícia Civil e Polícia Científica. O enteado foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde o caso passou a ser investigado.

Conforme o registro policial, a PM foi chamada depois que uma familiar informou que havia uma discussão entre a mulher e o companheiro dentro da residência.

Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram Aucindirlei sendo imobilizado pelo enteado de 24 anos. Com a presença da equipe, o rapaz interrompeu o golpe. A vítima, porém, já estava desacordada.

Os policiais acionaram o Samu e, enquanto aguardavam a chegada dos socorristas, seguiram as orientações repassadas pela central para verificar os sinais vitais de Aucindirlei. Após o atendimento, a equipe médica confirmou a morte ainda no imóvel.

A área foi preservada para os trabalhos da Polícia Científica de Coxim. A Polícia Civil também acompanhou os procedimentos no local.

Suspeito alegou defesa da mãe

Em depoimento aos policiais, o enteado apresentou sua versão sobre os acontecimentos que antecederam a morte. Ele contou que estava deitado com o próprio filho quando a mãe iniciou uma conversa com ele sobre a compra de uma máquina.

Ainda conforme o relato registrado na ocorrência, Aucindirlei teria chegado alterado e começado uma discussão com a companheira. Durante o desentendimento, ele teria cobrado explicações sobre onde ela estava e demonstrado intenção de agredi-la.

O filho, então, teria decidido intervir para proteger a mãe. Segundo a versão apresentada por ele, Aucindirlei o desafiou para um confronto físico do lado de fora da residência.

O rapaz afirmou que avançou contra o padrasto e utilizou o mata-leão para contê-lo. A imobilização teria sido mantida até a chegada dos policiais militares.

A dinâmica exata do confronto e as circunstâncias que provocaram a morte deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação, a partir dos depoimentos, da perícia e dos demais elementos reunidos pela Polícia Civil.

Mulher tinha medida protetiva

A companheira de Aucindirlei também foi ouvida pelos policiais. Abalada, ela confirmou que havia discutido com o homem e relatou que ele estava embriagado no momento da ocorrência.

Um dos elementos que deverá ser considerado durante a investigação é a existência de uma medida protetiva de urgência. Conforme o registro policial, a mulher informou que possuía uma medida em vigor contra Aucindirlei.

Outro familiar ouvido durante o atendimento da ocorrência relatou ainda que as discussões entre o casal seriam frequentes e mencionou a existência de episódios anteriores de agressão.

As declarações fazem parte do registro inicial da ocorrência e deverão ser confrontadas com os demais elementos obtidos pela investigação.

Após os primeiros procedimentos, o enteado recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi levado ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha para a realização de exame de corpo de delito e, posteriormente, apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde de Mato Grosso.

O caso foi inicialmente registrado como homicídio simples e seguirá sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da morte e analisar a versão apresentada pelo suspeito de que agiu para defender a mãe.

FORÇA-TAREFA

Operação apreende helicóptero 'de luxo' e 345 kg de drogas em MS

Ação policial foi divulgada pelo governador Eduardo Riedel, que ainda informou que a força-tarefa resultou em R$ 31,9 milhões de materiais retidos

25/07/2026 18h00

Helicoptéro de R$ 6 milhões foi apreendido durante operação

Helicoptéro de R$ 6 milhões foi apreendido durante operação Foto: Reprodução

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Uma operação que juntou três forças de segurança de Mato Grosso do Sul apreendeu, nesta sexta-feira (24), um helicóptero luxuoso, avaliado em mais de R$ 6 milhões, e 345 quilos de drogas.

A ação policial foi divulgada pelo governador Eduardo Riedel (PP) em suas redes sociais nesta tarde de sábado (25). No vídeo é possível perceber agentes da Polícia Federal, da Polícia Militar e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). Ainda de acordo com ele, a apreensão total está avaliada em R$ 31,9 milhões.

“Mais de R$ 31,9 milhões em apreensões em uma grande operação das nossas forças de segurança. A ação resultou na apreensão de um helicóptero avaliado em R$ 6 milhões e 345,8 kg de entorpecentes. Trabalho de inteligência e combate firme ao crime organizado em Mato Grosso do Sul”, comunica o governador.

Até o fechamento desta reportagem, não foram divulgados mais detalhes dessa força-tarefa.

Dados

De acordo com o portal de estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), mais de 5,6 toneladas de cocaína já foram apreendidas pelas forças de segurança estaduais neste ano. Quanto à maconha, mais de 300 toneladas foram retidas no estado em 2026.

Saiba

Vale lembrar que Riedel não está em Mato Grosso do Sul neste sábado. O governador viajou à São Paulo para participar da Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência.

No próximo fim de semana, é esperado que Riedel esteja na Convenção Estadual do partido, em Campo Grande, que deve confirmar uma aliança com o Partido Progressista - de Riedel - e o União Brasil, em uma coligação chamada de Federação União Progressista.

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