Política

ELEIÇÕES 2026

Autoridades de MS marcam presença em candidatura à presidência de Flávio

Convenção do PL oficializou senador na disputa pelo cargo de chefe do executivo e também contou com a participação de Milei, Tarcísio e Ricardo Nunes

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O Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência em evento neste sábado (25), no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. A convenção contou com a presença de autoridades de Mato Grosso do Sul, além da participação de Javier Milei, presidente da Argentina, e outras figuras políticas.

Reinaldo Azambuja, ex-governador do Estado e pré-candidato ao Senado, marcou presença no evento e usou suas redes sociais para demonstrar apoio ao escolhido pelo PL para disputar as eleições presidenciais em outubro.

“A Convenção do PL marca um novo momento de compromisso, trabalho e esperança. Com Flávio Bolsonaro é tempo de fortalecer nossos ideais, renovar nossa disposição e seguir em frente, sempre ao lado da população e lutando por um futuro melhor. Vamos juntos, com coragem, determinação e muita fé. Que Deus abençoe este grande encontro e cada família brasileira”, disse Azambuja.

Outra figura da direita sul-mato-grossense que esteve na convenção foi Marcos Pollon, que também é pré-candidato ao Senado pelo partido. Durante o evento, Pollon publicou alguns registros no palco e ao lado de Flávio Bolsonaro, além de utilizar uma camisa amarela com a frase “Bolsonaro Livre”, uma clara defesa à anistia ao ex-presidente.

"Hoje começou mais uma batalha, uma batalha que exige união, coragem e a certeza que o Brasil pode voltar ao caminho certo. Seguimos juntos lado a lado de grandes amigos porque acima de qualquer projeto pessoal está a missão de libertar nosso país desse desgoverno. Vamos fazer a nossa parte, fortalecer a direita e trabalhar para tirar Lula da presidência. Se Deus permitir, dia 31 de dezembro esse pesadelo acaba", destacou o parlamentar.

Vale lembrar que, no primeiro trimestre deste ano, Azambuja e Pollon foram pivôs de uma disputa visando o Senado. No dia 28 de fevereiro, Jair Bolsonaro escreveu uma carta, divulgada por sua esposa Michelle Bolsonaro, do qual coloca Pollon como seu candidato ao cargo, o que provocou “burburinhos” nos bastidores.

Porém, em abril, quando Flávio veio a Campo Grande para a abertura da 86ª Expogrande, ele confirmou que Azambuja era uma das vagas do PL de pré-candidato ao Senado, mesmo após a sinalização do pai à Pollon.

No próximo sábado (1º), das 8h às 11h, o PL de Mato Grosso do Sul realiza sua Convenção Estadual, que irá homologar os candidatos da legenda para as eleições gerais de 2026. Sob a liderança de Reinaldo Azambuja, que também é presidente estadual do partido, o encontro deve confirmar a candidatura dele ao Senado Federal, além de oficializar a aliança com a Federação União Progressista (PP e União Brasil).

Durante a convenção também serão definidos os candidatos do partido à segunda vaga ao Senado, bem como os primeiros e segundos suplentes dos dois candidatos a senadores, os nove candidatos a deputados federais e os 25 candidatos a deputados estaduais, além da confirmação dos números que serão utilizados nas urnas. 

Segundo apuração do Correio do Estado, o governador Eduardo Riedel também está em São Paulo por causa da convenção de Flávio. Inclusive, a aliança com a Federação União Progressista que deverá ser oficializada no próximo fim de semana também é fruto do apoio do PL à reeleição de Riedel no estado.

Mais

O pré-candidato ao Senado, Renan Contar, o “Capitão Contar”, esteve presente no evento.

“É a direita de todo o Brasil unida por um país com mais liberdade, segurança e respeito. Mato Grosso do Sul está presente nessa grande missão de reconstrução do nosso país. O Brasil tem futuro com união, fé e coragem!”, disse.

Tanto ele como Pollon estão disputando a segunda vaga do Senado pelo PL.

O deputado federal Rodolfo Nogueira, o “Gordinho do Bolsonaro”, também foi uma das autoridades sul-mato-grossenses presentes.

Outros

Na manhã deste sábado, poucas horas antes do lançamento da candidatura, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais ao lado de Javier Milei. O encontro aconteceu no Palácio dos Bandeirantes e também teve as presenças do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital paulista Ricardo Nunes (MDB).

No vídeo, Flávio e Milei se cumprimentam e o pré-candidato à presidência diz que o abraço também é em nome do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. "É uma pena que não pude ver seu pai, mas logo você voltará", diz Milei. O mandatário argentino e os líderes paulistas acompanharam a oficialização da candidatura de Flávio ao Planalto.

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, recém-conciliada com o enteado após protagonizar embate em junho, não compareceu ao evento, apesar dos apelos por sua presença no ato, mas apareceu por meio de um vídeo de apoio. Eduardo Bolsonaro também apareceu na convenção por meio de um vídeo, do qual disse que a eleição de Flávio significará a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro e a anistia aos presos pelos atos terroristas de 8 de janeiro.

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stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

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