O Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de Passageiros de Mato Grosso do Sul (Setur-MS), entrou com ação na Justiça do Trabalho para tentar suspender a greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande.
Os motoristas paralisaram totalmente os serviços na manhã desta terça-feira (21), sob alegação que não receberam o vale, pago todo dia 20, do Consórcio Guaicurus.
Sem comunicação prévia, a população foi pega de surpresa.
Na ação, o sindicato das empresas argumenta que o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano da Capital paralisou as atividades de forma ilegal.
Segundo o Setur, não foi realizada convocação de assembleia geral da categoria para deliberar sobre a paralisação coletiva; garantia dos serviços mínimos à população, com pelo menos 30% dos serviços em atividade, e comunicação antecipada da greve.
Desta forma, eles pedem a concessão de liminar para suspender imediatamente a paralisação, devido ao perigo da demora.
“A educação, a segurança e a saúde estão profundamente afetadas. O prejuízo ao comércio e indústria incomensurável”, diz a petição.
“O direito de greve do sindicato requerido poderá ser exercido, se for o caso, futuramente, desde que obedecidos os critérios legais”, completa.
O Setur pede ainda que, em caso de descumprimento, haja imposição de multa diária não inferior a R$ 100 mil ao sindicato dos trabalhadores e dirigentes, e de R$ 10 mil a qualquer trabalhador que impedir o funcionamento do sistema de transporte coletivo municipal.
Também é requerida a disponibilização de força policial para garantir o cumprimento da liminar.
Paralisação
Motoristas do transporte coletivo de Campo Grande paralisam totalmente os serviços nesta terça-feira, por não terem recebido o vale, que deveria ter sido honrado nesta segunda-feira (20).
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande, Demétrio Ferreira, disse que a categoria optou por não fazer o aviso prévio de greve, mesmo sabendo dos riscos de judicialização, para não afetar o movimento, que poderia ser suspenso antes de iniciado.
Segundo Demétrio, Campo Grande pode ficar sem ônibus novamente nesta quarta-feira (22), caso o Consórcio Guaicurus não pague o valor devido aos trabalhadores.
O Consórcio Guaicurus, por sua vez, afirmou que não sabe de onde irá tirar o dinheiro para honrar o salário dos motoristas e que acionará entidades financeiras, estado, município e a justiça.
De acordo com o diretor presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Junior, a greve prejudica aproximadamente 100 mil usuários do transporte coletivo, que dependem da condução diariamente.
Ele afirmou ainda que a prefeitura já fez todos os repasses devidos ao Consórcio Guaicurus.


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