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Tecnologia e mais de 350 policiais combatem a pesca ilegal no Estado

Polícia Militar Ambiental e Imasul iniciam a fiscalização nos rios de Mato Grosso do Sul na meia-noite desta sexta-feira

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A partir da meia-noite desta sexta-feira, será proibida a pesca predatória em todos os rios que cortam o território de Mato Grosso do Sul, em decorrência do início da piracema. A fiscalização será feita por mais de 350 policiais e tecnologia.

No período, que se estende até o dia 28 de fevereiro de 2023, acontece a reprodução da maioria das espécies de peixes localizadas nas duas bacias que cortam o Estado (Rio Paraná e Rio Paraguai).

Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), neste ano, a operação de fiscalização começou mais cedo. Desde o início da semana, a PMA já utiliza seu efetivo administrativo para evitar que pescadores continuem nos rios após o fim do feriado de Finados.

Nas últimas operações da piracema, a polícia apreendeu 126 kg de pescado e 43 pessoas foram presas por pesca ilegal. 

De acordo com a PMA, cada pescador que descumpriu a lei foi preso com, em média, 2,93 kg de pescado e enorme quantidade de redes de pesca, cujo uso é ilegal, principalmente próximo de cachoeiras e rios que possuem grande possibilidade de captura.

FISCALIZAÇÃO

A Polícia Militar Ambiental adotará a estratégia de fiscalização dos rios e cachoeiras a partir da meia-noite de hoje.

O principal foco da PMA será a fiscalização e o monitoramento dos cardumes nos pontos em que são mais vulneráveis à pesca predatória, que são as cachoeiras e as corredeiras.
Em vários pontos onde existe este grande fluxo de cardumes haverá postos fixos com policiais fazendo o monitoramento 24 horas por dia.

O efetivo policial de outras operações em andamento será mantido, contando com 354 policiais nas 27 subunidades estabelecidas em 20 municípios. 

Segundo o tenente-coronel Ednilson Queiroz da Polícia Militar Ambiental, esses locais de reunião de cardumes são pontos cruciais para a fiscalização.

“Quando os cardumes ali chegam, precisam que a água atinja uma vazão que lhes permita continuar a subida. Consequentemente, ficam muito vulneráveis, tornando-se presas fáceis para pescadores que retirariam facilmente grandes quantidades de peixes, principalmente, fazendo uso de petrechos proibidos de malha [redes e tarrafas]”, explica.

O efetivo policial também terá militares a paisana em corredeiras e cachoeiras, além de outros grupos que acamparão na mata, a fim de identificar e prender pescadores que desrespeitarem a lei. 

O monitoramento de rios terá a ajuda da tecnologia. Drones serão utilizados pela PMA para identificação de pescadores e dos equipamentos de pesca que estão utilizando nas margens ou em embarcações no meio dos rios.

Sendo identificados desta forma, os pescadores responderão por crime ambiental de pesca predatória. 
“Além do uso de drones, vamos utilizar também uma lancha, com barcos e motores acoplados, em regiões de fronteira, na divisa do Estado, com efetivo percorrendo os rios em fiscalização, servindo também como um posto itinerante nestas áreas”, declarou Ednilson Queiroz.

Uma das maiores preocupações da PMA, especialmente neste período de proibição da pesca, é retirar dos rios os diversos tipos de petrechos de pesca proibidos, que são armados por infratores nas margens dos rios.
Estes petrechos encontrados pela polícia normalmente são redes de pesca, espinhéis, boias e anzóis de galho. As armadilhas são retiradas pela PMA, em função do alto poder de captura e depredação de cardumes.

PRISÃO DE INFRATORES

A Lei Federal nº 9.605, de 1998, prevê prisão de um a três anos aos autuados por pesca predatória, enquanto o Decreto Federal nº 6.514, de 2008, que regulamenta a infração administrativa desta lei, prevê multas de R$ 700 a R$ 100 mil e mais R$ 20 por quilo do pescado irregular encontrado em posse do pescador.

A pessoa pode ser presa, algemada se necessário, e encaminhada a uma delegacia de polícia, onde é autuada em flagrante delito, tendo assim todo o produto da pesca, barcos motores e veículos, apreendidos. 

O comando da Polícia Militar Ambiental encaminha os infratores, conforme a lei determina, às delegacias para serem autuados em flagrante. 
Há possibilidade na lei do pagamento de fiança, porém, na reincidência do delito não há fiança.

PERMISSÕES

Na Bacia do Rio Paraguai será permitida somente a pesca de subsistência para as populações ribeirinhas tradicionais, que necessitam da pesca para sobreviver.

Nesses casos, o indivíduo pode capturar 3 kg ou um exemplar de pescado, não podendo comercializar. 
Também será permitida a pesca científica, devidamente autorizada pelo órgão ambiental.
Em Mato Grosso do Sul, desde o ano de 2009, no leito do Rio Paraguai é permitida a pesca na modalidade pesque e solte.

Saiba

A fiscalização de estoques dos estabelecimentos que comercializam pescado começará 48 horas após o início da proibição da pesca. São obrigados a declarar estoque todos os estabelecimentos que trabalham com pescado: frigoríficos, peixarias, pontos de vendas, restaurantes, hotéis e similares. Se os comércios não fizerem a declaração, a multa aplicada vai de R$ 700 a R$ 100 mil.

Piracema

Período de defeso nos rios do Estado começa a partir desta sexta-feira.

Será proibido:

> Redes de pesca, espinhéis, boias, anzóis de galho e petrechos de malha (redes e tarrafas);

> O pescador que for flagrado em pesca predatória terá seus aparelhos de pesca confiscados, como, por exemplo, barcos, motores de popa, veículos e todos os petrechos de pesca (isca, anzol, vara e linha de pesca).

 

Estatística

Taxa média de recusa de doação de órgãos pelos familiares é 45%

Comunicação adequada e humanizada pode mudar essa realidade

08/09/2026 19h00

Divulgação/Ministério da Saúde

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O momento da perda de um ente querido é uma das situações mais dolorosas para uma família, que se vê diante da difícil decisão de autorizar ou não a doação de órgãos após a constatação de morte cerebral para salvar vidas de pessoas desconhecidas na fila de espera. No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos gira em torno de 45%, índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais de uma mesma cidade, evidenciando que a recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais. 

Segundo o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Cristiano Franke, muitos pacientes deixam seus familiares orientados sobre sua vontade de doar órgãos e muitas famílias também gostariam de fazer isso, atendendo a esse desejo. Entretanto, ele reforça, que, em muitos casos, a falha no acolhimento aos familiares e na comunicação dentro dos hospitais — tanto públicos quanto privados — é um dos principais obstáculos para a efetivação das doações.  

“Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados”, disse Franke. 

Por conta disso, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes de órgãos. Até o momento, o resultado, que já superou em 25% a meta inicial desse projeto de 2 mil participantes capacitados.  

O objetivo dos cursos elaborados e oferecidos pela AMBI é o ampliar o número de profissionais preparados para conduzir esse processo, incluindo a melhoria na comunicação para reduzir a resistência das famílias em autorizarem a retirada de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica. 

De acordo com Franke, a formação também busca qualificar as diferentes etapas que antecedem uma doação, abrangendo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.  

“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente de um processo que exige muita responsabilidade. Um diagnóstico de morte encefálica precisa seguir critérios rigorosos, assim como a manutenção do potencial doador e o diálogo com a família”, afirmou. 

Entre as dificuldades para os familiares aceitarem autorizar os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança em relação ao processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos do que no paciente ou em seus familiares.  

“As famílias têm receio de deformação do corpo e nós explicamos adequadamente como é feito o procedimento e a reconstituição do corpo, que não deixarão deformidades visíveis nos ritos funerais como o velório. Elas trazem isso com muita clareza e nós precisamos explicar isso com tempo e clareza”, explicou. 

De acordo com a AMIB, entre os participantes capacitados até agosto, estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante dos participantes, que são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,  administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, e um nutricionista e um pedagogo, tiveram instruções sobre o Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e uso da Comunicação em Situações Críticas (CSC).  

Até agosto, já haviam sido realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos e com atividades em 25 estados brasileiros. Ainda estão previstos mais oito treinamentos até o encerramento do projeto. Neste mês, eles ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). 

Transplantes no Brasil  

De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas. No mesmo ano, o Brasil alcançou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes, contra 19,2 em 2024.  

Greve na Caixa

Funcionários da Caixa entram em greve por tempo indeterminado em MS nesta quinta

Paralisação começa após trabalhadores rejeitarem proposta de acordo coletivo; em todo o País, 93 bases sindicais aprovaram greve por tempo indeterminado.

08/09/2026 18h29

Agência da Caixa Econômica Federal em Campo Grande; funcionários entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10).

Agência da Caixa Econômica Federal em Campo Grande; funcionários entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). Foto: Arquivo Correio do Estado.

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Os funcionários da Caixa Econômica Federal que integram a base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, que abrange a Capital e outros 27 municípios, entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10).

A paralisação foi definida após a categoria rejeitar, por ampla maioria, a proposta apresentada pelo banco público para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Entre as principais reivindicações dos empregados estão melhorias no Saúde Caixa, valorização profissional, melhores condições de trabalho e avanços relacionados à Funcef, fundo de pensão dos funcionários.

A categoria também reivindica mudanças em questões ligadas à remuneração e à carreira, além de medidas de prevenção e combate ao assédio no ambiente de trabalho.

Outro ponto defendido pelos trabalhadores é a preservação de direitos previstos no acordo coletivo. Segundo as entidades representativas, a mobilização busca pressionar a Caixa a apresentar uma proposta que avance nesses pontos e atenda às reivindicações apresentadas durante a negociação.

A decisão foi tomada em assembleia geral virtual realizada nos dias 3 e 4 de setembro. De acordo com o sindicato, 87,5% dos funcionários que participaram da votação rejeitaram a proposta da Caixa, aprofundando o impasse entre os trabalhadores e a instituição financeira.

Diante do resultado, os funcionários aprovaram a retomada das negociações ou a deflagração da greve. Segundo os dados divulgados pela entidade sindical, 47,4% dos votantes apoiaram essa alternativa, com previsão de paralisação das atividades a partir do dia 10 de setembro.

O Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região publicou nesta terça-feira (8) comunicado oficial informando os usuários dos serviços financeiros e a população em geral sobre a paralisação por prazo indeterminado.

A comunicação foi feita em cumprimento às exigências previstas na Lei nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve.

Mobilização

Antes do início da greve, os empregados da Caixa foram convocados para uma plenária presencial nesta quarta-feira (9), às 18h, na sede do sindicato, localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 2.652, em Campo Grande.

O encontro terá como objetivo organizar os encaminhamentos para o início da paralisação e definir a estratégia do movimento nas unidades da Caixa abrangidas pela representação sindical.

Em comunicado divulgado no site do sindicato, a presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Rodrigues, afirmou que, após o resultado da assembleia, os esforços da categoria estão concentrados na organização da greve.

“Para os funcionários da Caixa, o foco agora é a organização da greve. Convocamos todos a comparecerem ao sindicato no dia 9, às 18h, para estruturarmos o movimento, enquanto informamos a sociedade sobre o nosso movimento”, afirmou.

Movimento se espalha pelo país

A mobilização não está restrita à base de Campo Grande e região. Em todo o País, a proposta apresentada pela Caixa foi rejeitada em 128 bases sindicais. Em 93 delas, os funcionários decidiram iniciar greve por tempo indeterminado.

O cenário amplia a pressão sobre o banco para a retomada das negociações e apresentação de uma proposta que consiga avançar nos pontos reivindicados pelos trabalhadores.

Questionado pelo Correio do Estado sobre quanto tempo a paralisação poderá durar, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região afirmou que não é possível estabelecer uma previsão, justamente porque a greve foi aprovada por tempo indeterminado.

Segundo a entidade, a mobilização tem como objetivo pressionar a Caixa por melhores propostas e por avanços nas negociações do acordo coletivo. Dessa forma, a duração do movimento dependerá do andamento das tratativas entre o banco e os representantes dos trabalhadores.

Caixa foi a única a rejeitar a proposta

O resultado entre os empregados da Caixa destoou das votações realizadas para outras instituições financeiras abrangidas pela rodada de negociações.

Entre os bancos privados, a proposta negociada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi aprovada por 72,1% dos votos. No Banco de Brasília (BRB), houve aprovação por unanimidade, enquanto os empregados do Banco do Brasil aprovaram o acordo com 51,7% dos votos.

Na Caixa, por outro lado, 87,5% dos participantes votaram pela rejeição da proposta, fazendo com que a negociação avançasse para a possibilidade de paralisação.

A greve ocorre durante as tratativas para renovação das normas que regem as relações de trabalho da categoria. No caso dos empregados da Caixa, além da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, há um Acordo Coletivo de Trabalho específico para os funcionários da instituição.

Com a rejeição da proposta apresentada pelo banco, a categoria busca a retomada das negociações. Caso não haja entendimento antes de quinta-feira, a previsão anunciada pelo sindicato é de que a greve seja iniciada sem prazo determinado para terminar.

Impacto nas agências

A paralisação poderá afetar o atendimento presencial nas agências que tiverem adesão dos funcionários, mas a abrangência do movimento ainda dependerá da participação dos trabalhadores.

Ao Correio do Estado, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região informou que ainda não é possível estimar quantos funcionários da Caixa irão aderir à paralisação.

Segundo a entidade, a adesão à greve é voluntária, cabendo ao sindicato organizar o movimento, prestar apoio aos trabalhadores e cuidar dos procedimentos necessários para a realização da paralisação.

Dessa forma, o número de empregados que efetivamente cruzarão os braços e a quantidade de agências que poderão ter o atendimento afetado só deverão ser conhecidos a partir do início da greve.

O que diz a Caixa

Procurada pelo Correio do Estado, a Caixa Econômica Federal informou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e que segue empenhada na busca por uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Segundo o banco, as negociações são conduzidas com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade dos serviços prestados à população.

A Caixa, no entanto, não informou se haverá uma nova rodada de negociação antes do início da greve, previsto para quinta-feira (10), nem detalhou quais medidas serão adotadas para minimizar eventuais impactos no atendimento aos clientes durante a paralisação.

Leia na íntegra a nota do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região:

Os empregados da Caixa Econômica Federal da base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região iniciam greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira (10/9). A decisão foi tomada em assembleia geral virtual realizada nos dias 3 e 4 de setembro, onde os empregados rejeitaram, com 87,59% dos votos, a proposta do banco público para renovação do do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico e da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Leia na íntegra a nota da Caixa Econômica Federal:

A CAIXA informa que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade.

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