Cidades

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Procon aconselha sobre as medidas a serem tomadas para não ser enganado na Black Friday

Órgão explica que ofertas não eximem fornecedores de cumprir legislação

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Mês de novembro já virou sinônimo de grandes ofertas e compras a baixo preço. No entanto, tão comum quanto a data são os relatos de decepções com alguns fornecedores.

Celebrada na última semana de novembro, este ano a data escolhida para o saldão foi o dia 27. 

A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) reforça os cuidados a serem tomados para que a empolgação não se transforme em decepção. 

De acordo com o órgão, entre as ocorrências é possível ver relatos até de troca de produto. A atenção deve ser redobrada principalmente em relação aos preços. 

É comum serem ofertadas mercadorias a preços esticados e descontos altos, vislumbrando nehuma vantagem para o consumidor. 

Popularmente, essa prática é conhecida como “a metade do dobro”, uma tática amplamente utilizada em outras Black Fridays. 

Outra variação desta prática é o frete de alto custo. O órgão pede atenção aos valores que muitas vezes ultrapassam o preço do item, uma maneira mais sutil de dobrar o montante da compra. 

Para evitar transtornos, sempre que for adquirir produtos pela internet, é recomendado estar atento à existência da figura de um cadeado – que demostra se tratar de site sério - na apresentação do site acessado o que pode dar certeza de compra segura.

Tente sempre fazer buscas sobre a seriedade do site, os serviços prestados, avaliações de outros usuários, além de consultar site do Procon Estadual ou da Fundação São Paulo. 

O Procon ressalta que, “seja durante a Black Friday ou em qualquer outra ocasião, o fornecedor não se exime de cumprir normas do Código de Defesa do Consumidor, bem como prazo de entrega e substituição de produto que contenha danos ou vícios”. 

Segundo o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão,“é necessário sempre exigir a nota fiscal. Trata-se do principal documento para assegurar a garantia em caso de reclamações posteriores”, afirma. 

RECOMENDAÇÃO

MPMS cobra prefeitura após denúncia de abandono de plantão médico

Inquérito Civil investiga a regularidade e suficiência do controle eletrônico de frequência dos médicos plantonistas do Hospital Municipal de Sete Quedas

30/09/2026 08h15

Hospital Municipal de Sete Quedas foi alvo de investigações após denúncia de abandono de médicos plantonistas

Hospital Municipal de Sete Quedas foi alvo de investigações após denúncia de abandono de médicos plantonistas Reprodução / A Gazeta do Conesul

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio  da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sete Quedas, recomendou  ao prefeito Erlon Daneluz e ao secretário municipal de saúde, Everton Magdo de Cristo, que, adotem providências para fiscalizar a regularidade de médicos plantonistas do Hospital Municipal em relação ao batimento de ponto de frequência. 

Na 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas, um inquérito civil foi instaurado para apurar a denúncia sobre suposto abandono de plantão e fiscalizar a regularidade, suficiência e higidez do controle eletrônico de frequência dos médicos que prestam serviços no Hospital Municipal.

Embora a investigatigação tenha demonstrado a implantação do ponto eletrônico biométrico na rotina da unidade hospitalar no final de 2025 e início de 2026, a própria Administração Municipal informou formalmente que ainda inexiste ato normativo específico (Decreto ou Portaria) regulamentando minuciosamente o registro biométrico de frequência para os médicos plantonistas credenciados ou contratados.

O MPMS considera que é necessária a padronização normativa de cláusula expressa e obrigatória nos instrumentos convocatórios (editais de chamamento/credenciamento) e contratuais, estipulando que o registro biométrico diário de ponto em todos os turnos de plantão constitui condição indispensável e indispensável para a fiscalização, ateste da execução, medição, liquidação e regular pagamento dos plantões médicos prestados ao Município.

Recomendações

Diante do exposto, o MPMS recomendouu ao prefeito municipal de Sete Quedas e ao secretário de saúde que, no prazo de 30 dias, editem ato normativo formal (Decreto Municipal ou Portaria Conjunta) que regulamente minuciosamente a rotina de controle eletrônico e registro biométrico de frequência para todos os profissionais médicos plantonistas que atuam no Hospital Municipal, sejam servidores efetivos, comissionados, contratados ou credenciados, prevendo expressamente:

  • as regras e horários de marcação obrigatória de entrada e saída em cada turno de plantão;
  • os procedimentos formais e prazos improrrogáveis para apresentação de justificativas em caso de faltas ou atrasos;
  • e os critérios e fluxos administrativos rigorosos para autorização prévia e homologação de substituições e trocas de plantão junto à Direção Técnica;

Além disso, incluam cláusula expressa, uniforme e padronizada em todos os futuros editais de licitação, credenciamentos, chamamentos públicos e respectivos termos contratuais de prestação de serviços médicos hospitalares, fixando a obrigatoriedade da marcação biométrica de frequência em coletor eletrônico de ponto como condição indispensável e obrigatória para a fiscalização, o ateste da execução funcional, a liquidação e o regular pagamento das contraprestações pecuniárias.

Por fim, o Ministério Público recomenda que o Executivo e a Secretaria de Saúde assegurem a fiscalização rotineira, contínua e documental pela Direção Clínica e Técnica e pela Gerência Administrativa do Hospital Municipal de Sete Quedas sobre o cumprimento das escalas médicas e batimentos biométricos, procedendo à recusa remuneratória automática e proporcional nos casos em que se verificar ausência injustificada de prestação de serviços ou descumprimento injustificado do controle de ponto biométrico.

Os responsáveis terão o prazo de 20 dias úteis, contados do recebimento da recomendação, para informar expressamente e por escrito a Promotoria de Justiça sobre o acolhimento da manifestação e as medidas concretas adotadas ou em cronograma de execução.

A inobservância injustificada dos termos da presente recomendação poderá causar a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis do Ministério Público, notadamente para a responsabilização cível, por improbidade administrativa ou tutela ressarcitória do erário público, em virtude da caracterização de omissão ilícita e de conduta contrária aos princípios da Administração Pública.

O MPMS ainda requisitou a ampla divulgação e afixação de cópia integral da recomendação no mural oficial do Hospital Municipal de Sete Quedas e nas dependências da Secretaria de Saúde, em local visível ao público e aos profissionais da unidade de saúde, para amplo conhecimento geral.

EDUCAÇÃO

Campo Grande tem média de 500 ocorrências por ano envolvendo brigas em escolas

Vídeo gravado na segunda-feira mostra adolescente de 12 anos esfaqueando colega na saída de instituição municipal

30/09/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Cerca de 500 ocorrências envolvendo brigas nas escolas são registradas todos os anos na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) de Campo Grande. O número representa mais de dois casos por dia letivo, já que a Rede Municipal de Ensino (Reme) tem 200 dias de aulas.

O último caso que ganhou notoriedade ocorreu na segunda-feira e resultou em um adolescente esfaqueado.

Conforme informações obtidas pelo Correio do Estado, os cerca de 500 casos anuais representam aproximadamente 40% dos registros investigados na Deaij, porém, a reportagem também apurou que houve um certo aumento de conflitos escolares nos últimos anos.

“Logo após a pandemia houve um grande aumento, depois houve uma redução e agora voltou a subir”, afirmou fonte do Correio do Estado.

A maioria dessas ocorrências é de brigas, que engloba vias de fato e lesão corporal, seguida de ameaça, injúria, e o bullying e o cyberbullying. Esses casos ocorrem tanto dentro das instituições escolares como no ambiente digital, segundo apurado.

“Muitas vezes [são cometidas] em grupos escolares ou de convívio dos alunos, às vezes, nas proximidades da escola [ocorrem] agressões físicas”, relatou a fonte.

O caso mais recente de Campo Grande ocorreu na segunda-feira, em frente à Escola Municipal Professor Arassuay Gomes de Castro, no Bairro Miguel Couto. Na ocasião dois adolescentes de 12 anos foram filmados brigando e um deles estava com uma faca.

No vídeo, os dois jovens estão discutindo, quando um deles dá um tapa no rosto do outro, que retira uma faca da cintura e parte para cima do colega. Neste momento, é possível ouvir que as outras crianças que assistem a briga percebem a arma e dizem “faca não pode”.

Um dos adolescentes teve dois ferimentos de faca e foi levado ao Centro Regional de Saúde (CRS) Tiradentes.

Os ferimentos, um na perna e outro no abdômen, foram superficiais e o adolescente já foi liberado.

À polícia, a mãe do adolescente que estava com a faca contou que o menino afirmou que era vítima de bullying por parte do menino ferido e de outros dois colegas e teria levado a faca para “se defender”, porque teria medo de apanhar dos colegas.

Apesar do relato sobre bullying, a polícia ainda não encontrou nenhuma ocorrência ou relato na escola que confirmasse essa prática, porém, o caso será investigado pela Deaij.

Ainda conforme fontes da reportagem, apesar de 500 casos de brigas ocorrerem por ano, são raros os registros com uso de armas.

O último caso registrado em Campo Grande ocorreu em maio de 2023, quando um ex-aluno da Escola Municipal Bernardo Franco Baís foi detido depois de golpear a mãe de um aluno, uma mulher de 46 anos, com uma faca.

O alvo seria uma terceira pessoa, porém, a mulher impediu que ele entrasse na escola, e, por este motivo, o agressor esfaqueou a vítima. O jovem estava com outras três facas e uma marreta na mochila.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para falar sobre o caso de segunda-feira, porém não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Briga próximo à Escola Municipal Professor Arassuay Gomes de Castro envolveu faca e resultou em um adolescente ferido - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

ESTADO

Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED), casos de brigas entre alunos e relatos de bullying e cyberbullying são tratados, desde 2022, por um protocolo rigoroso nas instituições de ensino estaduais, assim como práticas de prevenção a esse tipo de caso.

Segundo a psicóloga da SED, Paola Lopes, existe um sistema muito claro de enfrentamento à violência e de prevenção, que tem contribuído para o ambiente escolar.

“Para essas situações a gente tem uma resposta mais imediata, uma identificação dessas situações de forma mais imediata e com as tratativas a gente consegue fazer um alinhamento melhor entre a gestão escolar, entre a própria secretaria e entre a reunião com os pais, numa ação coletiva do enfrentamento dessas questões”, contou Paola.

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