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AGENDA CULTURAL

Fim de semana na Capital terá teatro, cinema, samba e muita música

"O Beijo no Asfalto", um dos clássicos do dramaturgo, ganha montagem da Cia Teatral Adote, com estreia neste sábado; programação conta ainda com Feira do Teatro, samba da Igrejinha e novo filme de Brad Pitt nos cinemas

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Um clássico de Nelson Rodrigues (1912-1980) como prova de fogo para uma turma de atores iniciantes. A escolha de um texto assinado pelo dramaturgo – para muitos, o mais importante autor do teatro brasileiro – é prática recorrente em muitos cursos de interpretação. E a Cia Teatral Adote não foge à regra.

O grupo estreia a montagem de “O Beijo no Asfalto” amanhã, às 19h, no espaço SAE (Rua Laguna, nº 83, Cabreúva). No palco, dirigidos por Iago Arimura e Hélio Barbieri, que são professores da cia, estarão os alunos que acabam de passar pela formação da Adote.

Escrita em 1961, a pedido de Fernanda Montenegro, “O Beijo no Asfalto” acompanha os descaminhos de uma família suburbana do Rio de Janeiro a partir do momento em que Arandir (Matheus Lopez) testemunha o atropelamento de um desconhecido por um bonde. Arandir, por compaixão, beija a vítima em seus momentos finais e cai em desgraça.

Outra testemunha do acidente, o jornalista Amado Ribeiro (Smaile Almeida), incentivado pelo delegado Cunha (Helio Barbieri), transforma o beijo em ato hediondo.

A dupla vai fazer de tudo para manter o episódio aceso no imaginário popular, inventando fatos, enganando pessoas e transformando Arandir em um “monstro”, semeando a dúvida até mesmo na mente de Selminha (Beatriz Bergler), sua esposa.

Para Hélio Barbieri, a peça se mostra mais atual que nunca. “Em uma época em que o termo fake news ainda não existia, a homofobia e a violência contra a mulher mantinham um certo status de normalidade. Acompanhamos a vida de um homem ser destruída pela força das manchetes”, afirma o professor e diretor.

“A verdadeira tragédia dessa obra de Nelson Rodrigues é imaginar que essa história reflete, de forma assustadora, a nossa realidade. E o pior é que não precisamos nos esforçar muito para encontrar situações parecidas com a de Arandir nas notícias do nosso dia a dia”, diz Barbieri.

Confira os outros nomes que integram o elenco: Thiago Medina (Aruba), Duda Macedo (Dália), Diego Amaral (Aprigio), Renata Ramos (Dona Judith), Asafe Prudêncio (Fotógrafo), Carol Jovanelli (Dona Matilde), Yuri Azevedo (Pimentel), Renato Passos (Werneck), Luan Ferreira (Comissário Barros), Evelyn Machado (A Vizinha) e Carol Okama (A Viúva). Entrada a R$ 30. Mais informações pelo perfil da Adote (@adote_oficial) ou da peça (@beijonoasfaltoadote) no Instagram.

DIA DE FEIRA

Sábado também é dia de Feira do Teatro e de apresentações na Estação Cultural Teatro do Mundo (Rua Barão de Melgaço, nº 177, Centro).

A programação vai das 16h às 22h e será completamente gratuita, com várias atrações de teatro, música, poesia e circo – Marta Cel e Simone Ávila, Batucando Histórias, Turma do Bolonhesa, Geraldo Damasceno, Begét de Lucena, DJ Todi e Dovalle –, mais 44 expositores de arte, artesanato, moda e gastronomia.

Além da movimentada agenda de atividades, funcionam, na estação, o Café do Teatro (das 15h às 19h30min) e a Boutique do Teatro (das 14h às 21h).

CEL + CEL

Marta Cel volta a se apresentar no domingo, às 12h, também gratuitamente, no Shopping Bosque dos Ipês (praça de alimentação), pela programação do Sesc no Bosque. A cantora apresentará ao público o seu repertório, em que explora diversas vertentes da música negra, como jazz, soul, samba-rock, MPB, bossa e samba.

QUEBRA TORTO

Após lançamento via Instagram, na terça-feira, o quadrinista Fabio Quill, ao lado de colegas do traço, comparece de corpo presente no Capivas, neste domingo, a partir das 16h, para uma tarde de autógrafos da HQ “Quebra Torto. Contemplada pelo Rumos Itaú Cultural, a publicação é composta por histórias em quadrinhos de autores de Mato Grosso do Sul.

São tramas que abordam “conexões das experiências humanas em suas mais diversas expressões”. O nome da HQ representaria essa diversidade, pois, além de batizar um prato típico pantaneiro, sugere um “banquete de estilos, vozes e ideias que somam e alimentam a imaginação”.

O projeto nasceu para auxiliar autores locais iniciantes no desenvolvimento de histórias inéditas. 

Na HQ, o público encontra, por exemplo:“A criação de uma mitologia feminista em uma das histórias e a nostalgia da infância vivida nos anos 1980 em outra; uma divertida aventura em um universo fantástico com influência de traços de anime e o drama no conflito de gerações em frente a uma banca de jornal. Há ainda a violência fascista que nasce e morre nas mãos de homens gananciosos e o inusitado encontro entre um saci e um jovem empregado de fazenda que gera reflexões e mudanças”.

ABSOLUTA

A Escola de Samba Igrejinha faz rodada dupla de seu batuque contagiante neste fim de semana, com ensaios da sua Bateria Absoluta, amanhã e domingo, a partir das 19h. Endereço: Av. Aeroclube, nº 129, Vila Sobrinho. Entrada franca. A Igrejinha foi a terceira colocada no Carnaval de 2022, ficando atrás da campeã Deixa Falar e da Unidos da Vila Carvalho.

CINEMA

Um dos destaques entre as estreias nas salas de shopping centers da Capital é o longa-metragem “Babylon”, do norte-americano Damien Chazelle, o mesmo diretor de, entre outros, “Whiplash” (2014), “La La Land” (2016) e “O Primeiro Homem” (2018).

Apesar de a crítica especializada ter detonado o filme, “Babylon” tem tudo para agradar os cinéfilos de carteirinha, já que aborda o mundo do cinema hollywoodiano dos anos 1920.

Tão excessivo e gratuito quanto as atrocidades do então nascente showbiz que, supostamente, tenta desnudar, “Babylon” apresenta no elenco, entre outros nomes, Margot Robbie, Brad Pitt, Tobey Maguire e Spike Jonze.

“M3gan” e o besteirol engajado “Fervo”, de Felipe Joffily, também estrearam em circuito nesta semana. Com “Fervo” e “Nas Ondas da Fé” nas salas simultaneamente, Joffily é caso raro de diretor brasileiro com dois filmes em cartaz ao mesmo tempo. Culpa da pandemia. 

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felpuda

Se a largada da campanha fosse hoje, o governador Eduardo Riedel... Leia na coluna de hoje

Leia a Coluna Diálogo desta segunda-feira (27)

27/07/2026 00h01

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BENJAMIN FRANKLIN - ESCRITOR AMERICANO

"Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia"

FELPUDA

Se a largada da campanha fosse hoje, o governador Eduardo Riedel entraria na pista com confortável vantagem. Lidera as pesquisas mais consistentes, reúne o maior arco de alianças e, por enquanto, assiste aos adversários tentando encontrar o ritmo da corrida.

Nos bastidores, o clima é de otimismo entre seus aliados. Mas política não distribui troféu por desempenho em treino. Pesquisa fotografa o momento, a urna conta a história. Até outubro muita água vai rolar, e agora Riedel corre na frente, enquanto muita gente ainda amarra o tênis. Como política não é para amadores...

Enfeite, não!

Senador bom sabe que mandato dura oito anos e imprevistos acontecem. Por isso, escolhe suplente com experiência e voto próprio. Não é para ser cabo eleitoral fantasma nem alguém que "tope qualquer coisa". O problema é quando o eleitor vota num nome e recebe outro goela abaixo.

Mais

Aí o suplente assume e ninguém sabe de onde saiu nem o que pensa. É democracia de surpresa: você aperta o 1 e vem o 3. No Senado, cadeira vazia custa caro. Melhor preencher com gente, não com favor. E por aí vai...

Dr. Alexandre Branco Pucci e Ketlen Cordeiro. Foto: Studio Miguel Palácios
 Junia Lopez. Foto: divulgação

 Desafio

A convenção que confirmará Eduardo Riedel como candidato à reeleição promete reunir verdadeira frente ampla de aliados. PSDB, PP, União Brasil, PL, MDB, Republicanos e Avante dividirão o mesmo palco e os mesmos aplausos. Em caso de vitória, o desafio começa depois da posse, quando chegar a hora de repartir espaços na administração. Isso porque não existe almoço de graça. Na política, alianças são construídas com discursos. Governos, quase sempre, com cargos.

Na mira

O deputado Zeca do PT passou a enfrentar mais um foco de desgaste na pré-campanha. Lideranças políticas avaliam recorrer ao Ministério Público Eleitoral após a divulgação de gravações atribuídas a uma reunião com indígenas da Aldeia Lalima, em Miranda. Nos áudios, que circulam nas redes sociais, adversários afirmam haver pressão relacionada ao apoio eleitoral à deputada Camila Jara. Ele ainda poderá apresentar sua versão.

Reação

A repercussão da reunião na Aldeia Lalima, em Miranda, ganhou novo capítulo, após uma liderança indígena publicar vídeo nas redes sociais, manifestando indignação com a postura atribuída ao deputado Zeca do PT. Segundo o relato, foram usadas palavras consideradas ofensivas, inclusive de baixo calão. O cacique afirmou que a deputada Camila Jara é bem-vinda à comunidade, assim como qualquer outro candidato, independentemente do partido.

ANIVERSARIANTES

Dra. Flávia de Albuquerque Furlani,

Dr. Mário Cesar Mangiolardo,

Maria Emília Ramalho Sulzer,

Euzébio Valiente Maximovitch,

Ana Paula Costa Morilhas,

Nancineide Cássia da Silva Gonçalves,

Madalena Maria de Souza Vargas,

Olinda Shiroma Matsuda,

Hiyotata Catuyama,

Joel Douradode Assis,

Roberto Seijin Utima,

José Antônio Brandão,

Lucinete de Sena Borgo,

Jaqueline Cruz,

Mauro Benante Junior,

Gilda Santa Cruz,

Renata Letteriello,

Silvana Gonçalves Marques,

Edson Yoshizaki,

Diego Souza,

Mylla Rodrigues,

Israel Vitor Holmes,

Natália Gabriela Martin Duailibi Younes,

Dr. José Tadachi Sugai,

Dr. Bianco Latorraca,

Janete Rosane Schenkel,

Iara Trindade,

Nilton Vieira,

Antônio Tiago Machado,

Dr. Alberto Moraes de Souza,

Luiz Carlos Algaranhães Antunes,

Kethlin Lima Portela,

Joice Ana Palma,

Dr. Adão Vieira Nogueira,

Lauro José e Sá,

José Antônio Fernandes,

Mara Eliane Barbosa Freitas,

Ana Fátima Pizzato de Souza,

Joseny de Castro Coimbra Peters,

Marco Aurelio Claro,

Jeruza Rezende Ramos,

Luiz Arthur Serra Reinbold,

Antonio Gerson de Saboia,

Flávio Silveira Cury,

Ivone Coelho Masruha,

Dr. Roberto de Aquino Lopes Júnior,

Gleicy Saad,

José Domingos,

Emílio Corrêa de Souza,

Paulo Henrique de Mattos,

Vitória Franco,

Ilza Rezende Rodrigues,

Maria Gonçalves,

Claudio Santos,

Maria Madalena da Silva Conrado,

Maiza Abalen Bernard,

Antônio Castelani Neto,

Ademir Garcia da Silva

Maria Aparecida Limeira,

Humberto Sousa Silva,

Luiza de Almeida,

Beatriz Vieira Lourenço,

Vilma Guimarães,

Jesualdo D'Aurea,

Dirceu Vicente Rossettini Costa,

Kátia Rejane Branquinho da Costa Ornellas,

Maria da Graça Albertini Prechitko,

Feliciana Barbosa Abath,

Bruno Miragaia Gaeti,

João Catarino Tenório Novaes,

Romulo Guerra Gai,

Hiroshi Matsubara,

Olimpio Simião da Silva,

Eustáquio Jeovan de Figueiredo,

Loan Lima Harada,

Fábio da Silva Magalhães,

André Luiz Mariano de Oliveira,

Pedro Constantino Rozales Neto,

Roberto Silva Junior,

Ângela Maria Carlini Garcia de Oliveira,

Joaquim da Mota Longo,

Marlene de Aguiar Justino da Cruz,

Rossana Xavier Machado,

Antonio Lincoln Carvalho de Siqueira,

Rilton Alexandre Araújo,

Henrique Thomé Baptista,

Ayrton Pires Maia,

Bianca Della Pace Braga Medeiros,

Alberto Vieira Rossi,

Rozilei Foizer,

Bruno Carlos de Rezende,

Felipe Lakatos Melo,

Takeo Ohira,

Zarife Cristina Hamdan,

Carlos Eduardo Oliveira de Souza,

Sérgio Queiroz Serra,

Cleiton Dahmer,

Coriolando Bachega,

Éder Mosciaro Barreto,

Talita Ertzogue Marques,

Farley Augusto da Silva Venturelli,

Eduardo Guimarães Mercadante,

James Erison Canova,

Kariny Rocco Moreira Berton,

Juliana Campos Veronesi,

Joice Ana Mosele,

Leonardo Anacleto Chaves.

 * COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

26/07/2026 14h00

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

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