Segredo da longevidade

Aos 48 anos, Carles Puyol revela os 2 hábitos que considera essenciais para viver mais

Espanhol mantém grande parte desses hábitos mesmo anos após sua aposentadoria

Um dos maiores zagueiros de sua geração, Carles Puyol estruturou sua carreira de defensor do Barcelona em torno de rotinas rigorosas: alimentação controlada, exercício sistemático, recuperação adequada e gerenciamento do descanso. Após encerrar sua trajetória no futebol profissional em 2014, o espanhol mantém grande parte desses hábitos — mas com um propósito completamente diferente.

Hoje, aos 48 anos, o campeão mundial de 2010 deixou de lado o objetivo de preparar o corpo para suportar uma partida de alto rendimento. Em seu lugar surgiu uma meta mais ampla: permanecer ativo, com disposição constante e em condições físicas adequadas ao longo dos anos.

Puyol afirmou ao portal TN: "Si querés ser longevo, vivir muchos años, pero estando joven, con energía y con fuerza, cuidar todas las áreas hace que sea más fácil conseguirlo" (Se você quer ser longevo, viver muitos anos, mas estando jovem, com energia e força, cuidar de todas as áreas faz que seja mais fácil conseguir isso).

Os pilares da rotina após o futebol

Mesmo aposentado desde 2014, Puyol segue praticando atividade física regularmente, mantendo uma alimentação equilibrada e priorizando o descanso. Ele participa de esportes ao ar livre, joga pádel e disputa partidas ocasionais com ex-colegas das categorias do Barcelona, mantendo assim um envolvimento contínuo com a prática esportiva.

Essa continuidade, porém, representa apenas uma faceta do que o ex-defensor considera importante para envelhecer bem.

Ao descrever os pilares que sustentam sua abordagem atual sobre o envelhecimento saudável, conforme informou ao TN, Puyol destacou:

  • - Manter uma alimentação equilibrada.
  • - Gestionar corretamente o estresse.

"El equilibrio es lo que al final hace que las cosas sean duraderas", completou o ex-atleta. (o equilíbrio é o que, no final, faz com que as coisas sejam duradouras).

Essa perspectiva revela uma mudança profunda em sua mentalidade: o foco não reside mais em superar limites de desempenho, mas em criar as condições para uma vida longa e independente.

Da elite esportiva ao cuidado pessoal

Durante sua carreira de profissional, o treinamento de Puyol tinha como meta preparar seu organismo para suportar a carga de exercícios e confrontos em ambiente de máxima competição. Após a aposentadoria, a prioridade migrou da performance atlética para a preservação da saúde.

O ex-defensor confirmou que conserva muitas de suas antigas rotinas, adaptadas agora a essa nova etapa: ele continua praticando exercício, segue uma alimentação cuidadosa e acompanha sua suplementação.

O descanso sempre ocupou lugar de destaque em sua vida, desde os tempos em que atuava profissionalmente. Atualmente, essa ênfase permanece, mas com um acréscimo significativo: Puyol dedica atenção especial à saúde mental e ao aprendizado de técnicas para lidar com situações geradoras de estresse. Para ele, longevidade não significa apenas deixar os anos passarem.

O objetivo concreto é chegar à velhice com vitalidade, força muscular e capacidade de ação para desfrutar plenamente de uma vida dinâmica e autônoma.

Surpresa milenar

Gelo derrete na Noruega e revela flecha de 5.000 anos escondida nas montanhas

Flecha foi encontrada depois de ficar milênios presa ao gelo

29/09/2026 08h31

Imagem gerada por inteligência artificial

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Uma flecha com ponta de ardósia foi encontrada nas montanhas de Jotunheimen, na Noruega, depois de ficar milênios presa ao gelo: os arqueólogos calculam que ela tenha entre 5.000 e 6.000 anos. Junto com a ponta, restaram pedaços do cabo de madeira, que só voltaram a ver a luz porque as camadas mais antigas de gelo da região estão sumindo.

Esse recuo tem feito aumentar o número de vestígios da Idade da Pedra e da Idade do Bronze encontrados nessas regiões de altitude.

Somente nesta última temporada de trabalho de campo, realizada em Kvitingskjølen — que abrange os pontos de Langfonne, Storfonne e Handklefonne, em Jotunheimen —, a equipe recolheu 48 flechas de períodos pré-históricos. As pontas variam entre ardósia, osso e concha de molusco de água doce, revelando sofisticação técnica e acesso a recursos diversos naquela época.

 

Um arquivo congelado há milênios

Desde 2006, o programa de arqueologia glacial de Innlandet identificou 73 locais arqueológicos e recuperou mais de 5.000 artefatos nas regiões montanhosas. A coleção inclui componentes de arcos, vestígios de roupas e calçados, equipamentos de viagem, restos de cavalos de carga usados como animais de transporte. E evidências de caças a renas que moldaram a subsistência humana nessas altitudes.

As renas frequentavam essas áreas de gelo, especialmente quando buscavam temperaturas menores e alívio de insetos. Caçadores as perseguiam, e flechas perdidas ou disparadas durante essas caçadas acabavam incorporadas ao gelo ao longo de milhares de anos, formando um arquivo arqueológico praticamente intacto.

 

Por que o congelamento preserva o que outras camadas destroem

Fora do gelo, materiais como madeira, couro, tendões e tecidos costumam não resistir muito tempo à ação do ambiente. O congelamento retarda a decomposição porque mantém temperaturas baixas, reduz a exposição ao oxigênio e limita a atividade de microrganismos. Objetos orgânicos que desapareceriam em séculos num solo comum atravessam milhares de anos dentro do gelo.

Essa preservação revela detalhes sobre técnicas de caça, rotas de deslocamento e vida cotidiana que normalmente se perderiam do registro arqueológico.

Uma corrida contra o tempo

Quando o programa começou em 2006, a maioria dos achados tinha menos de 2.000 anos, muitos do período Viking. Agora, materiais cada vez mais antigos da Idade do Bronze e da Idade da Pedra dominam as descobertas porque as camadas mais antigas do gelo estão desaparecendo.

À medida que as temperaturas sobem e o gelo recua, sedimentos preservados há milênios alcançam a superfície. No entanto, o mesmo processo que traz os objetos à tona também dá início à sua deterioração: sol, chuva e oscilações de temperatura passam a agir sobre madeira, couro e fibras assim que eles deixam de ficar protegidos pelo gelo, e a degradação pode ser rápida.

Por isso, os arqueólogos precisam localizar, documentar e conservar cada peça antes que ela se perca. Especialistas que monitoram essas áreas há duas décadas estimam que vários locais arqueológicos glaciais podem desaparecer nas próximas décadas.

Desabafo

Após campanha da CazéTV para ganhar seguidores, Vozinha revela que prefere a vida antes da fama

Declaração feita pelo goleiro sensação da Copa do Mundo 2026 vem dando o que falar

29/09/2026 07h49

Imagem: Reprodução/TNT Sports Chile

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O goleiro cabo-verdiano Josimar Dias, mais conhecido como Vozinha, de 40 anos, afirmou que trocaria a fama conquistada na Copa do Mundo deste ano pela vida anônima que levava antes do torneio. As defesas dele contra Espanha e Arábia Saudita ajudaram Cabo Verde a chegar à fase eliminatória na estreia do país em Mundiais.

O desempenho na competição rendeu a Vozinha uma indicação ao Troféu Yashin, prêmio de melhor goleiro do ano. Depois, o número de seguidores dele no Instagram saltou de 56 mil para 28 milhões. O crescimento ocorreu após a Cazé TV promover um mutirão para aumentar os seguidores do jogador durante a cobertura da Copa.

Cabo Verde, arquipélago com cerca de 500 mil habitantes na costa oeste da África, avançou à fase eliminatória antes de ser eliminado pela Argentina por 3 a 2. A visibilidade repentina, no entanto, mudou a rotina do goleiro, que diz não conseguir controlar a exposição.

 

A rotina que virou assédio constante

"Perdi minha paz e tranquilidade. Não tenho mais privacidade", desabafou Vozinha em entrevista ao jornal britânico Observer. Ele finalizou contando até mesmo sobre uma situação que vem enfrentando em sua vida pessoal. “Vou a um restaurante e sempre tem alguém querendo tirar uma foto comigo ou pedindo um autógrafo. Ou pior ainda, alguém me filmando... Acho que não há nada que eu possa fazer a respeito.”, finalizou.

O momento em que percebeu a fama

A dimensão da popularidade só ficou clara para Vozinha durante uma entrevista na zona mista, logo após o empate com a Espanha, seleção que viria a ser campeã do torneio meses depois. Uma jornalista da Cazé TV mostrou o celular dela, que já registrava mais de um milhão de seguidores.

Impacto na família e na nova rotina

Fãs passaram a aparecer diariamente na casa da mãe de Vozinha, em Cabo Verde, embora o goleiro more fora do país. "Não estou lá, então não posso ajudá-los", disse ele, que deixou o Chaves, de Portugal, para jogar no Colo-Colo, do Chile, a partir de julho.

A distância física não aliviou a sensação de exposição constante que a fama trouxe. Questionado se voltaria à vida anterior, o goleiro não hesitou em responder.

A escolha entre fama e anonimato

“Muita gente quer ser famosa... mas só vê o lado positivo dessa realidade. Para ser sincero, se me oferecessem a vida que tenho hoje ou a vida que eu tinha antes, eu escolheria a que eu tinha antes.”, disse Vozinha.

A fala resume o contraste entre o reconhecimento internacional e o peso diário de não conseguir mais circular sem ser abordado. Mesmo com a indicação ao Troféu Yashin e o feito histórico de Cabo Verde na Copa, o goleiro segue tentando lidar com uma exposição que nunca buscou.

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