Política

SEGUNDO TURNO

Beto Pereira diz que não vai apoiar Adriane ou Rose e libera restante do PSDB

Sobre a possibilidade de o governador apoiar a atual prefeita, ele disse que o voto é secreto e o posicionamento de Riedel será respeitado

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O presidente municipal do PSDB, deputado federal Beto Pereira, que não conseguiu avança para o segundo turno na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, anunciou, há pouco, que não vai apoiar nenhuma das duas candidatas à Prefeitura de Campo Grande, mas que liberou o restante do partido em se aliar à prefeita Adriane Lopes (PP) ou à ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil).

Esse posicionamento de Beto Pereira foi adiantado ontem (7) pelo Correio do Estado. “Nós tivemos uma reunião com o aval da direção estadual do partido, dando à Executiva municipal o direito de se posicionar quanto a Campo Grande e optamos por uma posição independente, liberando a todos os nossos filiados e também àqueles que nos acompanharam durante todo esse processo para que tomem as suas decisões pessoais”, declarou.
 
Ele ainda reforçou que o PSDB não tomará nenhuma posição oficial em favor de nenhuma das duas candidaturas. “Nós entendemos que, por uma questão de coerência, não vamos dar aval a nenhum dos projetos porque não acreditamos que os projetos representam as ideias reformistas que o PSDB levou à população de Campo Grande”, argumentou.
 
Por isso, prosseguiu Beto Pereira, a legenda entendeu não ser importante e necessário para este momento avalizar nenhum dos projetos para não comprometer aquilo que a sigla entende como mudança necessária para Campo Grande. “Sobre a possibilidade de o governador Eduardo Riedel apoiar Adriane Lopes, só posso dizer que o voto é secreto e o posicionamento do governador será respeitado”, afirmou.
 
O deputado federal ainda assegurou que vai ficar em Campo Grande e votará no segundo turno. “Vou votar e estarei aqui. Nós queremos acrescentar que nós não temos nenhuma crítica pessoal a nenhuma das candidatas. Nós respeitamos de forma democrática o resultado das eleições. Nós estaremos torcendo para que a população de Campo Grande tenha a sabedoria necessária para escolher aquela que ela entenda ser o melhor projeto”, ressaltou.
 
Para concluir, o presidente municipal do PSDB pontuou que agora estamos no fim desse processo e torce para que Campo Grande vá bem. “Que haja uma administração que promova as reformas necessárias e que nós tenhamos serviços de qualidade sendo proporcionados à nossa população. No meu mandato de deputado federal, dos nossos vereadores, todos eles estarão de forma colaborativa para qualquer que seja a vencedora”, garantiu.

Além de discorrer sobre sua posição nas eleições, o deputado agradeceu ao eleitorado por sua expressiva votação, reforçando que o PSDB trouxe esperança a uma parcela significativa da população.

“Tivemos duras críticas aos modelos de gestão anteriores e, por isso, decidimos nos posicionar de maneira independente, liberando nossos filiados a escolherem por conta própria”, explicou.

No entanto, o deputado também abordou as dificuldades enfrentadas durante a campanha, denunciando a disseminação de fake news e a parcialidade da cobertura da mídia. “Desde o início, enfrentamos ataques e fomos alvo de fábricas de fake news, algumas das quais foram identificadas pela Polícia Federal. Esta situação deve ser investigada, pois prejudica o processo democrático”, finalizou Beto.

Beto Pereira disputou o cargo de prefeito de Campo Grande e, no último domingo (6), recebeu 115.516 votos (25,96%).

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Decisão

Comissão da Câmara aprova projeto que libera saque do FGTS para compra de armas

Proposta é de autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL/MS)

12/05/2026 18h02

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 12, um projeto de lei que autoriza o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição de arma de fogo.

A proposta autoriza que trabalhadores possam sacar os valores anualmente, na data de seu aniversário ou dia útil subsequente.

Para isso, será necessária a apresentação da autorização de compra de arma e regularidade no Sistema Nacional de Armas (SINARM) ou no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA)

De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), a proposta limita o saque ao valor necessário para a aquisição da arma, cota anual de munições correspondentes à arma comprada e outros acessórios

Na justificativa, o deputado alegou que o projeto "harmoniza os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, do direito à autodefesa e da liberdade individual, com a função social do FGTS".

Segundo Pollon, o texto assegura aos cidadãos o "pleno exercício de sua legítima defesa".

O relator da proposta, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), foi favorável ao projeto sob a justificativa de que o uso da arma de fogo "aumenta o custo da ação criminosa e reduz a vulnerabilidade da vítima".

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado em 13 de setembro de 1966, com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho.

Atualmente, é permitido o saque somente em situações específicas, como em demissões sem justa causa, doenças graves, aposentadoria e compra da casa própria.

Também é permitido aos trabalhadores o saque em casos de calamidade, o que permite ao trabalhador sacar parte do valor em casos de desastres naturais como alagamentos, deslizamento e fortes chuvas.

Brasil

Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC

Texto foi aprovado na Câmara e agurda votação no Senado

12/05/2026 14h45

Marcelo Câmara/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) que o governo criará o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado Federal aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública, já aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

“Sempre recusei aprovar o Ministério da Segurança Pública enquanto a gente não tivesse definido qual seria o papel do governo federal na segurança pública”, completou.

Durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, Lula lembrou que, na Constituição de 1988, “quase toda a responsabilidade” no que diz respeito à segurança pública foi repassada aos governos estaduais.

“A gente estava, naquela época, com muita necessidade de nos livrar, no governo federal, porque era sempre um general de quatro estrelas que tomava conta da segurança pública”.

“Agora, estamos sentindo a necessidade de o que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critérios e com determinação. A gente não quer ocupar o espaço dos governadores, nem o espaço da polícia estadual. O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão.”

Entenda

Preparada pelo governo federal após consulta aos governadores, a PEC da Segurança Pública, entregue em 2025 pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, busca desburocratizar e dar maior eficiência ao trabalho de autoridades no combate a organizações criminosas, inclusive por meio da aproximação de entes federativos com o governo federal.

Um dos pilares da proposta é o de dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, criado em 2018 por lei ordinária. 

A fim de desburocratizar procedimentos que, no formato atual, dificultam a ação das autoridades, está prevista uma maior integração entre União e entes federados para elaborar e executar as políticas voltadas à segurança pública.

Para tanto, prevê a padronização de protocolos, informações e dados estatísticos, em um contexto em que, com 27 unidades federativas, acaba-se tendo 27 certidões de antecedentes criminais distintas, 27 possibilidades de boletins de ocorrências e 27 formatos de mandados de prisão.

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