Política

PL 1.165/2026

Dr. Luiz Ovando (PP-MS) segue 'caçada' para suspender novos cursos de medicina

Projeto do médico corumbaense na Câmara dos Deputados restringe abertura de novos cursos privados de medicina e ampliação de vagas dessas graduações por um período de cinco anos

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Parlamentar corumbaense filiado ao Partido Progressista em Mato Grosso do Sul, através de seu projeto de lei número 1.165/2026 que está sob análise na Câmara dos Deputados, o Dr. Luiz Alberto Ovando (PP-MS) mantém viva a "caçada" contra cursos de medicina que tiveram nota baixa no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), com objetivo inclusive de suspender a abertura de novas graduações privadas e restringir a ampliação de vagas. 

Esse PL têm o intuito de suspender por cinco anos a abertura de novos recursos privados de medicina e a ampliação de vagas nessas graduações. Conforme material, enquanto durar a suspensão o Poder Executivo ficaria encarregado de supervisionar as instituições com desempenho classificado "insatisfatório" no Enamed. 

"Após esse período, a abertura de cursos privados e de novas vagas serão autorizadas após seleção pública realizada pelo governo conforme a demanda", esclarece material divulgado pelo Dr. Luiz Ovando no portal da Câmara dos Deputados. 

Importante frisar que esse projeto não estende a restrição para instituições públicas federais, estaduais e municipais que comprovarem atender os critérios mínimos de qualidade estabelecidos. 

Histórico

Conforme divulgado em 19 de janeiro deste ano, duas universidades do Estado obtiveram conceito 2, considerado insatisfatório no chamado Enamed, o que o próprio Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) classificou como "preocupante", acendendo um sinal de "alerta". 

Dias depois, o clínico, cardiologista, geriatra, médico do esporte, Dr. Luiz Ovando, criticou as faculdades de Medicina que tiveram nota ruim no Enamed, dizendo que o Ministério da Educação deveria impedir a atuação de "profissionais despreparados", segundo o parlamentar corumbaense. 

Além disso, Ovando saiu em defesa da criação de um Exame de Proficiência, defendido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que demonstraria se o médico recém-formado possui o conhecimento necessário para exercer a profissão.

Já em meados de março deste ano o médico apresentou o projeto para vetar a abertura de novos cursos de Medicina no Brasil nos próximos cinco anos, que busca estabelecer critérios mais rigorosos para o funcionamento, autorização e avaliação dos já existentes. 

Para o Dr. Luiz Ovando, que passou 20 anos tentando cargo político e conseguiu ser eleito em 2018, o País vive uma expansão acelerada do curso, sem as estruturas necessárias para formação prática desses acadêmicos.

Atualmente, já são mais de 50 mil vagas anuais abertas nos mais de 490 cursos de Medicina no País, 80% em faculdades particulares. Para o deputado, essa questão passa a ser um ponto de saúde pública, ultrapassando, portanto, o campo educacional. 

Entenda

Pelo texto do PL, a oferta dos cursos de medicina deverá passar a atender às regras do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Entre os critérios mínimos o projeto relaciona: 

  • capacidade instalada para internato e outras atividades práticas supervisionadas 
  • possuir rede assistencial própria ou conveniada para garantia da formação prática 
  • integração com o Sistema Única de Saúde (SUS), mediante pactuação com gestores estaduais e municipais
  • laboratórios e estruturas de simulação voltadas ao ensino 
  • limite para relação entre estudantes, supervisores e campos de prática. 

Para Ovando, isso deve "interromper a expansão desordenada", permitindo assim uma profunda avaliação do sistema para que critérios técnicos objetivos sejam restabelecidos, medida essa que, segundo o próprio profissional da área, alinharia a formação médica com a necessária para garantir a segurança da população. 

Em outras palavras, aqueles cursos com desempenhos insatisfatórios ficariam proibidos de abrir novas vagas ou ampliar as já existentes, além de prever a redução gradual dessas cadeiras e a apresentação de plano de reestruturação com cronograma e metas. 

Além disso, tratando-se de reincidências, ou irregularidades graves nos campos de prática, o projeto de lei determina: 

  1. abertura de processo de descredenciamento progressivo; 
  2. suspensão do ingresso de novas turmas; 
  3. garantia de plano de transição para estudantes já matriculados terminarem suas graduações, bem como,
  4. descredenciamento do curso se as medidas de correção não resolverem os problemas. 

Agora, esse PL segue um rito de tramitação em que será votado apenas pelas comissões designadas para análise, ou seja, dispensando assim a deliberação em plenário na Câmara dos Deputados, no chamado "caráter conclusivo". 

Nesse sentido, o Projeto de Lei do Dr. Luiz Ovando deve passar pelas comissões de: Educação; Saúde e, obviamente, de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes ainda de receber a aprovação do Senado e só então poder virar lei. 

 

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Queda

Júlio Casares é expulso do São Paulo após votação do Conselho Deliberativo

Votação terminou em 224 votos a 2, além de cinco abstenções

10/09/2026 23h00

Júlio Casares, ex-presidente do São Paulo

Júlio Casares, ex-presidente do São Paulo Foto: Divulgação

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Júlio Casares foi expulso do São Paulo após votação do Conselho Deliberativo, encerrada no fim da tarde desta quinta-feira. O ex-presidente, que renunciou no começo do ano após ter sido afastado, havia sido acusado de gestão temerária.

A acusação tem como base o artigo 34 do estatuto social são-paulino. A Comissão de Ética do São Paulo sugeriu, em relatório, a expulsão e o ressarcimento ao clube. A votação terminou em 224 votos a 2, além de cinco abstenções.

Em nota, a defesa de Júlio afirmou estar espantada com o "abusivo desfecho" do processo e que a medida "se pautou em cunho eminentemente político, com ares de perseguição".

O valor é definido pelo departamento financeiro do time paulista e ainda será validado pelo Conselho Fiscal. A comissão considerou R$ 7 milhões em saques feitos por Casares, quantia que é alvo de investigação de uma Força-Tarefa da Polícia Civil e Ministério Público. Ele aponta que os valores foram gastos com despesas do futebol.

O uso do cartão corporativo chegou a cerca de R$ 1 milhão, dos quais somente pouco mais da metade foi reembolsada para o clube. A ação se enquadra no artigo 11 do estatuto, que fala sobre "dano ou prejuízo material".

Casares sequer compareceu à reunião da Comissão de Ética em que teria a oportunidade de apresentar sua defesa. Representantes do ex-presidente dizem que ele sofre um "processo de exceção" e teve o direito de defesa "cerceado" por não conseguir documentos para compor sua representação.

O relatório final rebate essa ideia. "Os autos registram o fornecimento de grande quantidade de material, entre o qual documentos financeiros, relatórios de auditoria, respostas de Compliance, protocolos de jogos e shows, política de utilização de cartão corporativo e faturas referentes a diversos exercícios A própria defesa reconheceu posteriormente ter recebido documentação anteriormente requisitada, passando a formular novos pedidos", diz um trecho.

A Comissão de Ética é composta por Luiz Augusto Lia Braga, Mario Celso da Silva Braga, Milton José Neves Júnior, José Edgard Galvão Machado e Fábio Cesar de Souza Azambuja.

CONFIRA A NOTA OFICIAL DA DEFESA DE JÚLIO CASARES NA ÍNTEGRA

"A defesa de Julio Casares, exercida pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine, André Bialski e Bruna Luppi, externa sua perplexidade e espanto com o abusivo desfecho do procedimento do São Paulo Futebol Clube, que para além de cercear o exercício defensivo, mediante a inviabilização da disponibilização e produção dos elementos probatórios que desmistificam as ilações atribuídas a Julio Casares, se pautou em cunho eminentemente político, com ares de perseguição, cenário escancarado com o próprio prosseguimento de procedimento já esvaziado ante a anterior desassociação de Julio Casares dos quadros do Clube. A defesa reitera a lisura e regularidade da atuação de Julio Casares junto ao São Paulo Futebol Clube e sua confiança de que, no momento oportuno, será reconhecida pelas Autoridades Judiciárias."

Acusação

Flávio acusa Dino de autorizar operação contra produtora de 'Dark Horse' por motivação política

Pela manhã, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para investigar a destinação de emendas parlamentares

10/09/2026 22h00

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel

Flávio Bolsonaro discursa sendo observado por Azambuja e Riedel Marcelo Victor/Correio do Estado

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O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de agir por motivação política ao autorizar a operação da Polícia Federal contra a produtora do filme "Dark Horse" nesta quinta-feira, 10.

Pela manhã, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão para investigar a destinação de emendas parlamentares para o financiamento do biografia cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda., produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista do longa, foram alvos de buscas. As defesas dos dois foram procuradas, sem resposta.

Os investigadores suspeitam que o dinheiro de emendas parlamentares tenha sido desviado para financiar o filme, que tem o envolvimento de Flávio. O senador pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto - desse total, mais de R$ 60 milhões foram pagos.

Em entrevista na cidade de Boa Vista, o candidato teve de responder a perguntas incômodas sobre a investigação policial contra uma aliada. O candidato do PL criticou Dino e afirmou que a operação desta manhã só foi deflagrada porque, em sua visão, ele está bem posicionado nas pesquisas eleitorais, inclusive à frente do presidente Lula (PT) em algumas sondagens para o segundo turno.

"Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, já cansei de falar. O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. Qual é o fundamento dessa operação? Político", declarou ele.

Em seguida, questionado sobre se a operação da PF impacta em sua campanha eleitoral, Flávio disse ter implicância "zero".

"Lula já abandonou a campanha política. Agora está contando com seus amigos no Supremo para levar (a eleição) no tapetão. Vai perder no voto, vai perder no tapetão", afirmou o bolsonarista.

É o primeiro ato de campanha de Flávio na região Norte do País. A agenda incluiu uma motocarreata seguida de um comício em um trio elétrico na Praça do Centro Cívico. Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado pelo PL, Hélio Bolsonaro e Antônio Carlos Nicoletti.

Flávio abordou a crise que desgasta o STF, disse que a Corte precisaria ter feito uma autocontenção há muito tempo e afirmou que "deram superpoderes a um ministro específico do STF, que é o Alexandre de Moraes, porque era pra tirar o Bolsonaro, mas com o pretexto de salvar a democracia".

"Hoje o último obstáculo para que o Brasil não vire uma ditadura de vez chama-se Flávio Bolsonaro. É o Flávio Bolsonaro que vai resgatar a democracia. É o Flávio Bolsonaro que vai proteger o Supremo de pessoas como o Alexandre de Moraes", afirmou Flávio, cujo pai foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após a derrota para o PT em 2022.

O bolsonarismo vinha explorando o escândalo no STF. Um membro da campanha bolsonarista diz que o candidato se beneficia "enquanto Moraes estiver sangrando", e que uma eventual solução da crise, como o afastamento do ministro, por exemplo, seria ruim para a campanha.

Nesta sexta-feira, 11, Flávio estará em Manaus, onde visita a unidade fabril da Moto Honda pela manhã e, no fim da tarde, participa de um "grande encontro da Força da Direita do Amazonas".

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