Política

ELEIÇÕES

Eduardo Riedel é eleito governador de Mato Grosso do Sul

Candidato do PSDB superou Capitão Contar na disputa do segundo turno

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O candidato Eduardo Riedel foi eleito o novo governador de Mato Grosso do Sul, derrotando Capitão Contar, do PRTB.

Com 92,29% das urnas apuradas, Ridel obteve 56,40% dos votos válidos, contra 43,60% de Contar, sendo matematicamente eleito.

A vitória representa uma virada de Riedel. No primeiro turno, Contar teve a maioria de votos, somando 26,71% dos votos válidos, contra 25,16% de tucano.

Riedel acompanhou a apuração dos votos em casa, com a família. Ainda hoje, ele concederá a primeira entrevista como governador eleito.

Pela manhã, ao votar, Riedel afirmou que irá construir o seu governo com diálogo.

"A política se faz com diálogo e é assim que se constrói a democracia. Fiz uma campanha propositiva, percorri todos os 79 municípios do Estado e sei o que cada um precisa", disse, na ocasião.

Ele lamentou ainda a disseminação de fake news, que teve divulgação massiva neste pleito, e que o combate a essas informações falsas é um desafio.

"Só nesta campanha derrubamos mais de 100 notícias falsas. Isso é realmente muito ruim, mas acontece em todas as áreas e agora foi evidenciada na poítica", lamentou.

Quem é Riedel?

O empresário Eduardo Riedel, de 53 anos, foi candidato da federação PSDB/Cidadania em coligação com Republicanos, PP, PSB, PL e PDT. 

O deputado estadual Barbosinha, do PP, é o vice.

Natural do Rio de Janeiro (RJ), formou-se em ciências biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou, também, mestrado em zootecnia na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal (SP).

Casou-se em 1994 com Mônica Morais e hoje possui dois filhos: Marcela e Rafael.

Em 1995, o então candidato assumiu a gestão da propriedade rural da família, em Maracaju, adquirindo experiência em gestão. Desde então, passou a assumir cargos relacionados à administração.

 

Segundo informações de sua biografia no site oficial de campanha, Eduardo Riedel foi presidente do Sindicato de Maracaju em 1999 e, posteriormente, foi vice-presidente na Federação da Agricultura e Pecuária de MS e, posteriormente, foi diretor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em 2015, Riedel se afastou do cargo de diretor presidente da Famasul (2012-2014), ficando à frente da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica de Mato Grosso do Sul, sob o governo de Reinaldo Azambuja, cargo em que permaneceu até 2021. 

Durante a pandemia da Covid-19, em 2020, o Governo de Mato Grosso do Sul, com apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), criou o Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir), que tinha como objetivo informar dados e indicadores à sociedade, bem como desenvolver ações mais eficientes aos impactos da Covid-19 em nosso Estado. 

Para coordenar e administrar esse projeto, o governador Reinaldo Azambuja nomeou, em julho de 2021, Eduardo Riedel como presidente do Comitê Gestor do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir).

Após cerca de 7 anos de parceria, Azambuja passa o bastão para Riedel na corrida eleitoral deste ano para o cargo de governador.

* Com apuração do Correio Verifica

FISCALIZAÇÃO

Papy aponta 12 interessados em cinco vagas na CPI do Tapa-Buraco

Composição deverá respeitar a proporcionalidade partidária; presidente da Câmara afirma que investigação deve esclarecer a população e identificar responsabilidades

20/10/2026 16h51

Presidente da Câmara Municipal, Papy detalhou os próximos passos da CPI do Tapa Buraco durante entrevista

Presidente da Câmara Municipal, Papy detalhou os próximos passos da CPI do Tapa Buraco durante entrevista Izaías Medeiros/CMCG

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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto (PSDB), o Papy, informou, nesta terça-feira (20), que 12 vereadores demonstraram interesse em ocupar as cinco vagas da CPI do Tapa-buraco. A definição dos integrantes dependerá de negociações entre as bancadas e deverá respeitar a proporcionalidade dos partidos.

Os interessados são Ana Portela (PL), André Salineiro (PL), Rafael Tavares (PL), Dr. Lívio Leite (União Brasil), Luiza Ribeiro (PT), Wilson Lands (Avante), Leinha (Avante), Maicon Nogueira (PP), Beto Avelar (PP), Riverton de Souza (PP), Coringa (MDB) e Flávio Cabo Almi (PSDB).

O requerimento de abertura, apresentado por Luiza Ribeiro (PT), reuniu 24 assinaturas presenciais na sexta-feira (16) e mais cinco vereadores autorizaram acrescentar os nomes deles, totalizando 29 assinaturas, número mais do que suficiente para solicitar a investigação - são necessárias apenas 10.

A instalação da comissão aguarda a análise da Procuradoria Jurídica da Casa, responsável pela emissão de parecer técnico. Papy explicou que a quantidade de interessados exige mais tempo para organizar a composição. “Sei que existe uma expectativa da população sobre quem serão os membros”, afirmou, completando que “agora todo mundo quer”.

O presidente relacionou a mobilização dos parlamentares ao agravamento das condições das ruas e à insatisfação dos moradores. “Ninguém consegue andar pela cidade. Nos últimos dias, com o aumento das chuvas, ficou impossível transitar em alguns locais. A população chegou a um nível de indignação muito grande”, declarou.

Papy também defendeu que a investigação tenha como objetivo esclarecer os problemas e identificar responsabilidades. “A CPI não é uma caça às bruxas, mas uma forma de responsabilizar quem deve ser responsabilizado e, principalmente, esclarecer a população”, acrescentou.

No PL, os três integrantes da bancada — Ana Portela, André Salineiro e Rafael Tavares — estão entre os interessados. Na avaliação de Tavares, o partido terá direito a uma cadeira pelo critério da proporcionalidade, mas a indicação será discutida internamente.

“Vou conversar, logicamente, com os demais vereadores para a gente definir o nome. O meu nome está à disposição. Também vou conversar com o presidente para saber como será essa composição”, afirmou.

No Avante, Wilson Lands e Leinha também pretendem integrar a comissão. Lands informou que vai protocolar um ofício solicitando uma vaga e questionou a qualidade dos reparos e a fiscalização das empresas responsáveis pelos serviços.

O parlamentar relatou que visitou, ontem (19), um bairro onde os buracos permaneciam cerca de um mês após a realização de um mutirão. “Quem acompanha isso? Quem fiscaliza isso? Será que as empresas têm que ir lá refazer o serviço sem onerar os cofres públicos?”, questionou. “A gente não precisa mais de justificativas, não precisa mais de notas, precisa de solução.”

Maior bancada da Câmara, com cinco vereadores, o PSDB fará uma reunião para definir sua indicação. O líder do partido, Dr. Victor Rocha, afirmou que a escolha será coletiva. “A gente trabalha de maneira democrática, então vamos reunir a bancada, ver quem tem interesse e definir em conjunto quem vai ser o membro para compor a CPI”, disse.

No PP, que reúne quatro vereadores, Maicon Nogueira, Beto Avelar e Riverton de Souza estão entre os interessados. A indicação ainda será discutida internamente, conforme Beto, líder da bancada e da prefeita Adriane Lopes (PP).

Papy avalia que PSDB, PP, PT e PL deverão estar representados na comissão, considerando o tamanho das bancadas. A distribuição das cadeiras, porém, permanece indefinida. “A CPI, eu acho que é uma forma de fiscalização, está dentro das atribuições dos vereadores e é legítima, até mesmo pela condição a que Campo Grande chegou. Há um clamor popular pedindo que se resolva esse problema”, afirmou.

Além das vagas, a presidência da comissão já movimenta as articulações. O PT pretende indicar Luiza Ribeiro, autora do requerimento, e trabalha para que ela comande a investigação. Landmark Rios (PT) informou que não disputará uma cadeira e concentrará esforços no apoio à colega. “A bancada se reuniu e definiu como nosso foco, como nossa estratégia principal, que a vereadora Luiza seja a presidente da CPI do Tapa-buraco”, declarou.

A proposta estabelece prazo inicial de 120 dias para a investigação. Entre os pontos previstos estão possíveis irregularidades em contratos, a redução do orçamento para manutenção das vias nos últimos dois anos, especialmente dos recursos destinados a 2026, e o descumprimento dos prazos de resposta a pedidos de informação aprovados pelo plenário.

Real Time Big Data

Flávio tem 52% dos votos válidos e Lula, 48%, em empate técnico

Este foi o primeiro levantamento divulgado pelo instituto depois da realização do primeiro turno

20/10/2026 08h33

No levantamento divulgado em 1º de outubro, antes do primeiro turno, Flávio tinha 51% dos votos válidos e Lula, 49%

No levantamento divulgado em 1º de outubro, antes do primeiro turno, Flávio tinha 51% dos votos válidos e Lula, 49%

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 20. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

No levantamento divulgado em 1º de outubro, antes do primeiro turno, Flávio tinha 51% dos votos válidos e Lula, 49%. O cálculo exclui votos brancos, nulos e entrevistados que não sabem ou não responderam.

Considerando os votos totais, Flávio oscilou de 46% para 48%, enquanto Lula permaneceu com 45%. A diferença numérica entre os candidatos passou de um para três pontos porcentuais. Os que pretendem votar em branco ou anular permaneceram em 5%, e os que não sabem ou não responderam passaram de 4% para 2%.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio registra 47% e Lula, 44%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 4% não sabem ou não responderam.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.879.538 votos, correspondentes a 45,16%, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Regiões

Lula aparece numericamente à frente no Nordeste, com 62% dos votos totais, contra 31% de Flávio. O senador registra 53% no Sudeste, ante 40% do presidente; 62% no Sul, contra 28%; 50% no Norte, ante 45%; e 60% no Centro-Oeste, contra 30%.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone, com entrevistadores humanos, entre 15 e 19 de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02952/2026.

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