Cidades

Justiça

Assassino é condenado pagar R$ 300 mil aos pais de vítimas

Assassino é condenado pagar R$ 300 mil aos pais de vítimas

da redação

17/05/2013 - 13h15
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B.H.L. foi condenado a pagar R$ 300 mil de indenização por danos morais e materiais (lucros cessantes) aos pais de Amilton de Almeida Souza e Adriano Alberto Alves de Oliveira, assassinados no dia 24 de dezembro de 2005. Entraram com ação as mães das duas vítimas e o pai de uma delas.

Com objetivo de reparação de abalo patrimonial e extrapatrimonial que sofreram com a morte de seus filhos, os pais ajuizaram ação de reparação de danos. O juiz da comarca de Itaquiraí, Deyvis Ecco, julgou procedente e condenou o réu a pagar o valor de R$ 100 mil a cada um dos pais. Os valores serão corrigidos a partir da sentença e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, a contar da data do crime.

Os pais sustentaram que, em razão dos crimes, experimentaram a dor da perda de seus filhos. B. foi condenado no juízo criminal pela prática dos crimes de homicídios que tiveram como vítimas os filhos dos autores. “A decisão transitou em julgado, restando indubitável o dever de reparar os danos causados”, afirma o juiz.

Nos autos, testemunhas disseram que as vítimas auxiliavam seus pais financeiramente, entretanto, não foram apresentadas provas suficientes para demonstrar essa dependência.

“Não há que falar-se em prova, pois a morte de um familiar atinge direitos personalíssimos, mostrando-se detectáveis à luz da própria experiência de vida os danos ocasionados em tela”, descreveu o magistrado na sentença.

O réu afirmou em seu interrogatório no processo criminal que era empresário rural, sua renda em 2006 era de R$ 4 mil e que era proprietário de fazenda. Já as vítimas eram diarista e funileiro e recebiam de R$ 400 a R$ 500 por mês.

unilateral

Prefeitura rescinde contrato com empresa que mudou de nome após escândalo do tapa-buraco

Rial Construtora, envolvida em esquema de corrupção milionária em contratos de tapa-buraco, mudou de nome para Força Engenharia e teve contrato rescindido

28/07/2026 17h00

Empresa envolvida na máfia do tapa-buraco tem contrato rescindido com a prefeitura

Empresa envolvida na máfia do tapa-buraco tem contrato rescindido com a prefeitura Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande rescindiu o contrato com a empresa Força Engenharia Ltda., que havia sido celebrado para execução de serviços de pavimentação e tapa-buracos. Extrato do termo de  rescisão foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município (Diogrande) desta terça-feira (28).

No extrato do termo de rescisão, o Município afirma que a rescisão é unilateral, "por razões e interesse público de alta relevância e amplo conhecimento".

A Força Engenharia é a antiga Rial Construtora, que mudou de nome após escândalo na Operação Buraco Sem Fim, que revelou esquema milionário de corrupção nos contratos de tapa-buraco da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Conforme reportagem do Correio do Estado, a mudança foi apenas nominal, sem que o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sofresse modificações para que os contratos não precisassem ser substituídos.

Poucos dias após a troca de nome, o juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, proibiu que a Construtora Rial participe de processos licitatórios ou celebre e renove contratos com o Poder Público.

No mesmo dia da decisão judicial, a prefeitura publicou o quarto termo aditivo ao contratocelebrado para a execução, sob o regime de empreitada por preço unitário, dos serviços de manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e recomposição da estrutura do pavimento, com fornecimento de materiais, na Região Urbana do Bandeira, já constando a Força Engenharia como fornecedora.

Conforme o Portal da Transparência, o valor do contrato era de R$ 6.979.892,07, com aditivos de R$ 2.057.672,18, totalizando R$ 9.037.564,25, com vigência até 5 de janeiro de 2027.

No termo de rescisão consta que fica extinta a obrigação de execução do saldo contratual remanescente, ressalvadas as obrigações de entrega de documentos, prestação de informações, preservação de registros, apoio à fiscalização, encerramento e transição regular.

"A rescisão não implica reconhecimento, neste instrumento, de saldo líquido a pagar por qualquer das partes. Os valores correspondentes às medições e aos reajustes das competências de abril e maio de 2026, atualmente totalizados em R$ 1.013.866,08, permanecem sob auditoria, conferência documental e liquidação, devendo eventual crédito, glosa, compensação ou débito ser definido após a finalização daquela", diz termo.

Escândalo do tapa-buraco

No dia 12 de maio, foi desencadeada a Operação Buraco Sem Fim, que descobriu um esquema milionário nos contratos de tapa-buraco em Campo Grande.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação liderada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), desmantelou suposta quadrilha que agia na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Essa operação mirou a Construtora Rial, que prestava serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$113.702.491,02".

A investigação constatou a existência de "uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas" na Cidade Morena, através inclusive da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. 

Mesmo diante dos fatos revelados na operação, a empresa não parou de tentar entrar em licitações. Desde o início deste mês, o governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), lançou cinco licitações que preveem investimento de até R$ 1,9 bilhão em 18 lotes diferentes em praticamente todas as regiões do Estado.

Conforme consta na ata de licitação dos lotes, a agora Força Engenharia está interessada nos pedaços dois, seis e 15, que correspondem aos municípios de Ribas do Rio Pardo, Camapuã e Jardim, somando R$ 315.585.395,59.

A empresa também já tem contratos com a administração estadual para serviços de tapa-buracos em Costa Rica e Três Lagoas.

A decisão judicial que proibiu a Rial de participar de licitações veda também a participação das pessoas físicas, réus no processo, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, Fernando de Souza Oliveira, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, Mehdi Talayeh, Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino Pereira.

Eles vicam vedados ainda de contratações diretas, celebração de novos contratos, renovações, prorrogações ou termos aditivos que importem ampliação, continuidade ou renovação substancial de vínculo público.

facilidade

Ferramenta com IA lê edital de concurso e resume tudo em 1 minuto

IA gratuita analisa edital de concurso em 1 minuto: vagas, prazos, taxa e histórico da banca. Veja como usar a ferramenta do Calcula Brasil

28/07/2026 16h56

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Uma ferramenta gratuita promete acabar com a maratona de ler editais de concurso público linha por linha. O Calcula Brasil lançou um analisador de edital com inteligência artificial: basta enviar o PDF e o sistema resume cargos, número de vagas, taxa de inscrição, datas de prova e requisitos em poucos segundos.

A novidade vai além do resumo. A IA também pesquisa o histórico da banca organizadora do concurso, ajudando o candidato a entender o estilo de cobrança e o nível de dificuldade das provas anteriores. Depois, gera simulados personalizados para o concurseiro treinar em cima do conteúdo específico daquele edital.

O processo é simples: o candidato acessa a categoria "Concurseiro" no site, envia o PDF do edital e recebe o retorno em cerca de um minuto. A ferramenta integra o pacote de mais de 140 calculadoras gratuitas da plataforma, voltadas a finanças, trabalho e agora também à rotina de quem estuda para concursos.

A chegada da ferramenta acontece em um momento de aquecimento do mercado de concursos públicos. Segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, estão previstas 163.802 vagas federais, somando criação de cargos e provimentos em concursos novos ou já em andamento.

O ano ainda deve trazer cerca de 35 novos editais federais, com mais de 15 mil vagas somente nessa frente. Órgãos como a Polícia Rodoviária Federal, a Advocacia-Geral da União e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) figuram entre os que planejam ou já lançaram processos seletivos neste ciclo.

Estados e o Distrito Federal também entraram na disputa: a Secretaria de Saúde do DF projeta um edital com 2.379 vagas ainda no primeiro semestre, enquanto a Sedes-DF já publicou convocação para 4.788 posições entre técnicos e especialistas em desenvolvimento e assistência social.

Com tantos editais circulando ao mesmo tempo, a triagem manual virou um dos maiores gargalos da preparação. Documentos de concursos federais costumam ultrapassar 100 páginas, cheios de anexos, tabelas de vagas por cargo e regras específicas de cada etapa. Encontrar a informação certa  prazo de inscrição, conteúdo programático, critério de desempate  pode levar horas antes mesmo de o candidato abrir o primeiro livro de estudo.

É nesse ponto que a proposta do Calcula Brasil se diferencia: ao cruzar o edital com o histórico da banca, a ferramenta tenta antecipar o "estilo" da prova, algo que hoje exige pesquisa manual em provas anteriores e fóruns de concurseiros. Some-se a isso a geração automática de simulados, e o resultado é um atalho que cobre três etapas da preparação leitura, contextualização e treino em uma única consulta.

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