Cidades

CENÁRIO DE GUERRA

Capital confirma crescimento de casos notificados de dengue e MS terá monitoramento emergencial

Centro de Operações irá monitorar e auxiliar os 79 municípios no enfrentamento da Dengue, Zika e Chikungunya, além de doenças respiratórias

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Campo Grande vive um verdadeiro "cenário de guerra" contra a dengue, pedindo primeiro ajuda do próprio Exército brasileiro para combater a epidemia da doença e, agora, como alvo do Centro de Operações de Emergência (COE) do Governo de Mato Grosso do Sul. 

Logo nesta segunda-feira, conforme anunciado pelo governo do Estado, deverá ser publicado em Diário Oficial o texto de criação do COE, para atuar no auxílio aos municípios na criação de diretrizes de vigilância para prevenção, controle, acompanhamento e avaliação de ações desenvolvidas para as Arboviroses e doenças respiratórias. 

Ainda na quarta-feira (29 de março) a Capital, através da Secretaria de Saúde (Sesau), indicou com um "comunicado de risco" que Campo Grande enfrenta uma epidemia de dengue

No dia seguinte, a morte de uma menina de três anos foi registrada no Hospital Universitário, sendo a dengue hemorrágica uma das linhas de apuração da Sesau. 

Ainda, a pasta informou - no último dia de março (sexta-feira) -, que o caso segue em investigação, sendo aguardado ainda o resultado de exame laboratorial, confirmando em seguida o crescimento de casos notificados de dengue. 

"Campo Grande apresenta hoje um crescimento no número de casos notificados de dengue, o que é esperado no período de chuvas, contudo esses dados são acompanhados constantemente para que, em caso de sinalização de epidemia, a pasta consiga, com a maior celeridade possível, tomar decisões que reduzam o tempo de espera por consultas, e medidas que evitem o aumento no número de casos", disse a Sesau, em nota ao Correio do Estado.

Centro de Emergência

Seguidos, os períodos de chuva (dezembro a março) e frio (abril a julho) no País, favorecem os casos das arboviroses e dos vírus respiratórios, respectivamente. 

Dados do Boletim de Dengue de 29 de março, MS tem 53 de seus 79 municípios com altas incidências de dengue. 

Ainda em 23 de março, a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, já confirmava que outra arbovirose, a Chikungunya, já foi sequenciada em 12 municípios de MS, inclusive longe da região fronteiriça. 

Ao todo, Mato Grosso do Sul possui 12 municípios de fronteira, em tempo que há altas incidências de dengue e chikungunya nos vizinhos Bolívia e Paraguai (fronteiriços com Corumbá e Ponta Porã, respectivamente). 

No fim da tarde de ontem (1.º), representantes de áreas da saúde se reuniram para definir as ações iniciais do COE, como, por exemplo, o monitoramento em boletins diários, com a evolução de novos casos das arboviroses em MS, que será replicada para monitorar também as Síndromes Respiratórias Agudas Graves. 

 

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Agricultura Familiar

MS investe R$ 7,1 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar

Programa adquiriu 831 toneladas de alimentos da agricultura familiar e atendeu 34 municipios entre novembro de 2025 e maio de 2026

05/06/2026 16h22

Ao todo, cerca de 1.165 agricultores familiares foram cadastrados nos editais do programa, abrangendo 34 municípios sul-mato-grossenses.

Ao todo, cerca de 1.165 agricultores familiares foram cadastrados nos editais do programa, abrangendo 34 municípios sul-mato-grossenses. Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul executou R$ 7,1 milhões do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) entre novembro de 2025 e maio de 2026, alcançando 78% dos R$ 9,3 milhões disponibilizados por meio de convênio com o Governo Federal.

Os recursos foram destinados à compra de produtos da agricultura familiar para abastecer instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A operacionalização do programa foi coordenada pela Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais (SEAF), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De acordo com os dados divulgados pelo Estado, foram aplicados R$ 7.102.723,89 em seis meses. Os recursos estavam distribuídos em três editais: PAA Indígena, com R$ 5 milhões; PAA Hortaliças e Sementes, com R$ 3,1 milhões; e PAA Quilombola, com R$ 1 milhão.

A execução envolveu uma mobilização entre órgãos estaduais, prefeituras, equipes de assistência técnica e entidades parceiras para viabilizar o cadastramento de produtores, a organização logística e a distribuição dos alimentos adquiridos.

Agricultores atendidos

Ao todo, cerca de 1.165 agricultores familiares foram cadastrados nos editais do programa, abrangendo 34 municípios sul-mato-grossenses. Entre os beneficiados estão pequenos produtores rurais, comunidades indígenas e comunidades quilombolas.

Segundo a Semadesc, a iniciativa busca ampliar os canais de comercialização da produção familiar e garantir renda aos agricultores participantes, além de fortalecer o abastecimento de instituições que atendem a população em situação de insegurança alimentar.

Para o secretário da Semadesc, Artur Falcette, o resultado demonstra a capacidade de articulação do Estado e o compromisso com as políticas públicas voltadas à agricultura familiar.

“Quando fomos informados pelo Governo Federal sobre a necessidade de acelerar a execução dos recursos, estruturamos um trabalho integrado envolvendo a SEAF, a Agraer, os municípios e as organizações parceiras. O resultado mostra a eficiência dessa mobilização. Conseguimos executar mais de R$ 7 milhões em apenas seis meses, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo que os alimentos chegassem às famílias que mais precisam”, destacou.

Já para a secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Karla Nadai, o desempenho alcançado foi resultado do empenho coletivo de todas as instituições envolvidas.

“O desafio era grande, porque trabalhávamos com um prazo bastante curto para operacionalizar os editais, mobilizar os produtores, organizar a logística e efetivar as entregas. O comprometimento das equipes técnicas, dos municípios, da Agraer e dos próprios agricultores foi fundamental para que conseguíssemos superar as expectativas e alcançar um dos maiores índices de execução já registrados pelo programa no Estado”, afirma a secretária-executiva.

Mais de 800 toneladas de alimentos

Durante o período de execução, o programa adquiriu aproximadamente 831 toneladas de alimentos produzidos pela agricultura familiar.

Entre os cerca de 60 produtos adquiridos estão leite pasteurizado, pães, biscoitos, doces, rapadura, melado, frutas, mandioca, batata-doce, verduras, legumes e hortaliças.

Os alimentos são distribuídos por meio da rede socioassistencial e de equipamentos públicos de segurança alimentar, chegando a diferentes públicos atendidos por programas sociais.

Destino dos alimentos

Os produtos adquiridos pelo PAA são encaminhados para instituições como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), escolas indígenas, entidades assistenciais, unidades de acolhimento, asilos e organizações que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O programa tem como objetivo conectar a produção da agricultura familiar às políticas de segurança alimentar, promovendo simultaneamente geração de renda no campo e acesso a alimentos para famílias em situação de insegurança alimentar.

Com os resultados registrados até maio, Mato Grosso do Sul alcançou a execução de mais de três quartos dos recursos disponíveis no convênio, restando cerca de R$ 2,2 milhões para aplicação dentro das regras e prazos estabelecidos pelo programa federal.

38 quilos

Polícia apreende cabelo humano ilegal avaliado em R$ 115 mil em MS

Mulher entrou no Brasil com 38 kg de cabelos vindos da Bolívia de forma irregular e levaria até Campo Grande

05/06/2026 15h01

Polícia apreendeu 38 quilos de cabelo em Corumbá

Polícia apreendeu 38 quilos de cabelo em Corumbá Foto: Divulgação / PMMS

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A Polícia Militar, por meio da Força Tática do 6º Batalhão de Polícia Militar, apreendeu aproximadamente 38 quilos de cabelo humano introduzidos irregularmente no território nacional, durante fiscalização no Posto Fiscal Lampião Aceso, em Corumbá. A mercadoria foi avaliada em cerca de R$ 115 mil.

A apreensão ocorreu no dia 31 de maio e foi divulgada pela PM nessa quinta-feira (4).

Conforme a Polícia Militar, a ação teve início após denúncia recebida informando que havia suspeita de que passageiros de um ônibus intermunicipal poderiam estar transportando produtos ilícitos.

Diante das informações, a equipe policial realizou abordagem para fiscalização no veículo no momento de sua passagem pelo posto fiscal.

Durante a fiscalização, uma passageira de 30 anos demonstrou nervosismo excessivo e tentou esconder uma mochila sob o banco do ônibus, fato que despertou a atenção dos policiais.

Na vistoria, foram encontradas diversas mechas de cabelo humano na bagagem de mão da mulher. Em seguida, foi identificada outra bagagem de sua propriedade no compartimento externo do veículo, onde também foram localizadas mais mechas do produto.

No total, foram apreendidos os cerca de 38 quilos de cabelo humano, com comprimento entre 40 e 50 centímetros.

A mulher informou que havia transportado o material da Bolívia para o Brasil e que o destino final seria Campo Grande, mas não tinha documentação fiscal dos produtos.

Diante dos indícios de internalização irregular da mercadoria em território nacional, caracterizando o crime de descaminho, a mulher foi detida, sem o uso de algemas, e encaminhada à Polícia Federal para os procedimentos legais cabíveis.

Já o cabelo foi encaminhado à Receita Federal, que realizou a apreensão formal do material.

Contrabando de cabelo

De acordo com a Receita Federal, o cabelo humano é altamente procurado pela aplicação em diversos setores, como indústria cosmética, moda e extensões capilares, o que faz com que a demanda por cabelo natural seja bastante elevada.

Porém a importação de cabelos humanos é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para ingressar no País, é preciso cumprir rígidas exigências sanitárias.

Nesse contexto, a Receita Federal tem registrado o aumento do contrabando desse tipo de produto, pois o infrator evita a vigilância sanitária, os encargos fiscais e supre a demanda “crescente e lucrativa” do mercado de estética.

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