Cidades

DESDOBRAMENTO

Condenado pela chacina de Unaí (MG) é preso pela PF em Campo Grande

Criminoso foragido é apontado como intermediador da contratação dos pistoleiros da Chacina cometida em 2004

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Na madrugada desta terça-feira (13) a Polícia Federal capturou em Campo Grande um criminoso foragido, condenado a quase um século de prisão pela Chacina de Unaí (Minas Gerais) em 2004, identificado como Hugo Alves Pimenta. 

Conforme a polícia, o indivíduo preso na Cidade Morena tinha mandado de prisão em aberto e no momento em que estava sendo preso ele tinha consigo também passaporte falso. 

Condenado a 96 anos de prisão, o crime aconteceu há duas décadas, em 2004, quando auditores fiscais do Trabalho - que investigavam denúncia de trabalho análogo à escravidão - e um motorista foram mortos à queima-roupa em uma emboscada na zona rural mineira.  

Ainda em 2015, durante julgamento, esse indivíduo preso hoje (13) confessou o crime e teve a pena reduzida devido a um acordo de delação premiada. Empresário cerealista, ele teria pago R$ 45 mil pelas quatro mortes e dos 96 anos sua pena caiu para 46 anos, três meses e 27 dias de prisão.

Conforme as autoridades, dos envolvidos na tragédia, os quatro mandantes e cinco executores da chacina forma condenados, sendo que um mandante encontra-se foragido até os dias de hoje. 

Agora, o indivíduo capturado pela PF passará primeiro por um exame de corpo de delito, sendo liberado para ficar à disposição da Justiça em seguida. 

Entenda

Em 28 de janeiro de 2004, os Auditores-Fiscais do Trabalho: Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram alvos de uma emboscada. 

Já em julho daquele ano, a Polícia e Ministério Público Federal (PF e MPF) indiciaram nove pessoas, apontadas como mandantes, intermediários e executores.

Como detalha o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), em setembro do ano passado a Justiça determinou prisão imediata dos mandantes e intermediários do crime. 

Até o ano passado, apenas os executores da chacina de Unaí haviam sido presos e cumpriam pena. 

Antério Mânica, principal mandante, se entregou a PF em Brasília em 16 de setembro e, após preso, teve sua sentença reformulada, saltando de 64 para 99 anos, 11 meses e quatro dias de prisão. 

Já o fazendeiro José Alberto de Castro, responsável por contratar os pistoleiros que executaram os servidores, foi preso em 14 de setembro do ano passado. 

Através DESSE LINK o Sinait disponibiliza a lista e biografia de cada uma das vítimas, dos criminosos envolvidos, assim como a cronologia desse caso e uma espécie de "dossiê" que conta a história da Chacina em vídeo que pode ser conferido no Youtube, como também pelo Spotify, com um podcast em cinco episódios feitos em memória das vítimas.

 

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Saúde nas Escolas

Aluno Imunizado alcança 98,7% das cidades e aplica 30 mil doses

A primeira edição foi aderida por 78 dos 79 municípios sul-mato-grossenses

01/07/2026 11h15

A iniciativa resultou na aplicação de 30.339 doses de vacinas e alcançou adesão de 78 municípios sul-mato-grossenses

A iniciativa resultou na aplicação de 30.339 doses de vacinas e alcançou adesão de 78 municípios sul-mato-grossenses Foto: André Lima/SES

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Coordenadoria Estadual de Imunização e em colaboração da Secretaria de Estado de Educação (SED), elaborou uma iniciativa focada na imunização de jovens nas escolas. 

A primeira edição da Estratégia Aluno Imunizado foi amplamente consolidada em todo o estado, alcançando uma marca de adesão de 98,7% entre as cidades do estado, uma vez que 78 dos 79, fizeram parte da campanha. 

Além da boa adesão entre os municípios, ao todo foram aplicadas cerca de 30.339 doses de vacina, reforçando a imunização de jovens em idade escolar. 

E apesar de em Mato Grosso do Sul a estratégia ter sido desenvolvida por órgãos locais, a iniciativa parte do Ministério da Saúde, que em fevereiro deste ano, publicou Portaria GM/MS nº 10.205, para apoiar e fomentar a vacinação nas escolas de crianças e adolescentes menores de 15 anos. 

AMPLIAÇÃO NA PROTEÇÃO

A ação nas escolas serviu para imunizar os jovens contra diversas doenças, seja ela viral ou não. 

E dentre os imunizantes mais aplicados a vacina contra a influenza foi de longe a mais aplicada, com 17.275 doses, representando aproximadamente 57% de todas as aplicações realizadas durante a estratégia. 

Outros imunobiológicos que também tiveram destaque foram, Meningocócica ACWY (1.717 doses), HPV Quadrivalente para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos (1.551 doses), Difteria e Tétano – dT (1.126 doses) e Febre Amarela (1.059 doses).

Além dessas vacinas, também foram administradas doses de imunizantes como Poliomielite (VIP), com 926 doses; Hepatite B, com 891; Pneumocócica 10-valente, com 784; Tríplice Viral, com 771; e DTP Infantil, com 643 doses.

ADESÃO ENTRE AS CIDADES 

Dentre os 78 municípios que foram favoráveis a aderir à iniciativa,a  cidade de Rio Brilhante, liderou o ranking estadual, com 4.018 doses aplicadas, na sequência Três Lagoas com 2.212. 

Completando o top 5, estão os municípios de Corumbá (2.020), Chapadão do Sul (1.589) e Coxim (1.563). Em conjunto, as cinco cidades representam aproximadamente 37,6% das aplicações realizadas no Estado.

As cidades de Aquidauana (1.372), Nova Alvorada do Sul (1.040), Bataguassu (958), Naviraí (956) e Água Clara (866), formam o top 10 com maior quantitativo de doses aplicadas. 

CIDADE MORENA

TCE-MS pede que Adriane Lopes explique situação da buraqueira em Campo Grande

Contratos se encerram em julho e Capital deve ficar um período sem o serviço em todas as regiões

01/07/2026 11h01

Considerando um cenário otimista, em agosto esse processo deverá ser finalizado e as empresas poderão iniciar os trabalhos.

Considerando um cenário otimista, em agosto esse processo deverá ser finalizado e as empresas poderão iniciar os trabalhos. Marcelo Victor/Correio do Estado

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Através do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) pede que a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) dê uma explicação sobre a atual situação da "buraqueira" enfrentada pelo campo-grandense em quase toda a Capital. 

Conforme o Tribunal, o município foi notificado hoje (1° de julho), através do ofício GAB.ODJ nº 11/2026, e deverá explicar quais providências estão sendo tomadas agora com o vencimento dos contratos voltados para manutenção da "buraqueira" na Cidade Morena. 

Osmar Domingues Jeronymo identificou que esses contratos têm a vigência prevista até os próximos dias 24 e 31 de julho. Cabe destacar que, esses acordos foram firmados para garantir manutenção de pavimento asfáltico e pela recomposição de capa asfáltica e da estrutura das vias nas regiões do:

  • Anhanduizinho,
  • Bandeira,
  • Centro,
  • Imbirussu,
  • Lagoa,
  • Prosa e
  • Segredo

Relator da Capital, o conselheiro cobra esclarecimentos sobre como o Executivo de Campo Grande irá prosseguir para continuar ofertando soluções para os problemas de pavimentação na Cidade Morena. 

"Para os motoristas de Campo Grande, os buracos deixaram de ser um incômodo pontual e se tornaram uma rotina de risco. O quadro piora nos dias de chuva, quando a água encobre as crateras e reduz a visibilidade, elevando o risco para motociclistas e pedestres, e chega a obrigar motoristas de ônibus a alterar rotas", cita o TCE-MS em nota. 

Agora está em vigência o prazo que o Executivo da Capital possui para entregar respostas exigidas pelo Tribunal de Contas. 

Entenda

Com os contratos prestes à vencer, e como um certame não leva menos de 30 dias para ser concluído, a próxima licitação para seguir com os serviços de tapa-buraco em Campo Grande preocupam, com o risco de regularização apenas a partir de agosto caso a concorrência flua sem maiores intercorrências. 

Já a partir de sexta-feira, os contratos em vigor começam a perder a validade nas regiões Bandeira, Prosa, Centro e Imbirussu.

Para as regiões Lagoa e Segredo o contrato se encerra no dia 24 de julho, enquanto que no Anhanduizinho a extensão do acordo termina no dia 31 de julho. Entretanto, em quatro dessas localidades o serviço já está paralisado.

É o caso dos contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" que, como abordado no Correio do Estado, inclusive mudou de nome recentemente - que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

Segundo repassado pela prefeitura, quando houve a operação, em 12 de maio, a própria empresa teria solicitado a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

Como repassado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), os contratos que devem ser publicados neste mês não serão de emergência, o que significa que seguirá os ritos normais de uma concorrência.

Em outras palavras, em caso de pregão eletrônico, o processo deve durar cerca de 40 dias, caso nenhuma das empresas interessadas no certame apresente recurso sobre o edital. Considerando um cenário otimista, em agosto esse processo deverá ser finalizado e as empresas poderão iniciar os trabalhos.

Como os contratos se encerram em julho, isso significa que a Capital deve ficar um período sem o serviço em todas as regiões, como adiantou o Correio do Estado na semana passada, já que a prefeitura afirmou que não vai prorrogar o prazo de nenhum dos acordos vigentes.

Ainda de acordo com a prefeitura, a ideia é que, além dos contratos convencionais, a gestão também utilize a fábrica de asfalto alugada pelo Consórcio Central-MS - que promete asfaltar uma rua inteira em dois dias -para o complemento do serviço na Capital.

Em meio a um período em que ruas e avenidas estão tomadas por buracos, e envolta ao escândalo que levou à prisão uma série de servidores públicos e um empreiteiro por conta de denúncia de supostos desvios nos contratos para os serviços de tapa-buracos na cidade, a prefeitura de Campo Grande homologou licitação que prevê investimento de R$ 4,62 milhões na revitalização de ciclovias.  

O valor máximo estipulado pela prefeitura no edital havia sido de R$4.675.941,41. Por conta da baixa disputa, o valor final teve deságio inferior a 1,2%, com o certame reduzindo o valor para R$4,620 milhões. O lote 01, o mais caro de todos, não tem um único centavo de deságio. 
**(Colaboraram: Neri Kaspary e Daiany Albuquerque)

 

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